segunda-feira, 14 de novembro de 2016

memórias literárias - 377 - HUMOR GOSPEL



HUMOR
GOSPEL
377
A comédia explora os nossos próprios erros e faz-nos rir de nós mesmos. O problema surge quando deixamos de rir de nós e passamos a rir dos valores que norteiam a nossa vida. Rir de nossos erros é uma coisa; rir de nossa fé é outra. E o que vemos atualmente é o riso dos nossos erros e da nossa própria fé.
 
Antigamente, antes da existência da internet, havia gente que ousava contar piadas envolvendo o Senhor Jesus, os apóstolos, os profetas e o próprio Deus. Falavam inverdades sobre o Senhor, dizendo coisas que Ele não disse; contavam estórias bíblicas que nunca aconteceram. E envolviam Deus nestas anedotas. Resultado: tomavam o nome do Senhor em vão, deixando os verdadeiros tementes sem graça e desconfortáveis.
 
Depois, com o desenvolvimento do youtube, surgiu o chamado HUMOR GOSPEL. Aqui no Brasil vários blogueiros e youtubers criaram canais e sites, levando risos e divertimentos a muitos cristãos que se viam estressados demais. Contudo, todos eles (dos que conheço), infelizmente, abandonaram a simplicidade e a singeleza das brincadeiras sem maldade para a crítica e a zombaria da fé alheia, dos conceitos e valores da sociedade evangélica. E, por fim, quebraram o mandamento do Senhor, que diz: "NÃO TOMARÁS O NOME DO SENHOR TEU DEUS EM VÃO".
 
Um rapaz do interior do Brasil lançou-se na internet com vídeos muito engraçados. Ele fazia esquetes e pequenas cenas do quotidiano da vida na igreja e da vida dos crentes. Ganhou fama e certamente recursos, pois incrementou seus vídeos com atores e muita propaganda. Aos poucos, porém, seduziu-se com o próprio sucesso. Passou a usar o nome do Senhor, a brincar com textos bíblicos, a imitar orações esdrúxulas e, por fim, incluiu palavrões e expressões chulas nas suas peças. Entrou para a moda dos "stand ups", dos contadores de piadas ao microfone. Tornou-se sucesso. Ocupou o púlpito de grandes igrejas e reuniões de crentes. Hoje é figura garantida nos auditórios dos programas das manhãs ou tardes dos canais que cativam os que não tem nada melhor para fazer. Encheu-se de si e zomba da fé que dizia ter. Sob o pretexto de fazer humor inteligente, secularizou-se. Hoje seus vídeos não podem mais serem assistidos com a família unida, pois não há limite para palavras e expressões. São frases tão mundanas quanto as dos mundo sem Cristo. 
 
Um outro, de uma capital brasileira, apresentou-se num reality show que explorava o regime alimentar e ganhou o concurso. Criou uma personagem gospel e passou a fazer humor em seu canal. Muito menos ácido do que o mencionado anteriormente, produziu coisas muito engraçadas e com grandes lições. Contudo, seguindo a mesma senda, deixou-se levar pela vaidade. Tornou-se popular internacionalmente. E extrapolou o quotidiano narrado, fazendo apologia do neopentecostalismo, dizendo que podemos conquistar tudo. Recentemente fez um vídeo mostrando pastores pobres e pastores ricos, qualificando o rico e deixando o pobre mais pobre. É muito popular nos meio pentecostal, mas já soa hipócrita entre o ensino e a prática. Seus atores zombam do próprio pentecostalismo que adotam.
 
O humor adentrou também na teologia. Esta geração consegue o absurdo: fazer humor com conceitos teológicos! Um jovem rapaz iniciou sua carreira nos vídeos pregando contra o neopentecostalismo. Tornou-se popular nos meios reformados das igrejas e, após estudar teologia e ser consagrado pastor envaideceu-se. Resolveu mostrar todo o seu conhecimento em vídeos com um parceiro, onde, à semelhança de ciriemas, intercalam suas falas, onde um afirma e o outro derruba o argumento, seguido de ironias e críticas com caras e bocas. Zombam dos que não crêem como eles e se acham "a cereja do bolo", os crânios da fé. Consideram-se especialistas e artistas, pois fazem da teologia o material para um canal cheio de humor e ironias, citações e críticas. Com o humor arrancam a sacralidade da fé, debocham dos que pensam divergentemente e criam o estereótipo dos pastores antenados e sem reverência pessoal. Atraem os zombeteiros, mas afastam gente séria que até crê como eles. Possuem a mensagem certa com o padrão errado, do tipo "jóia de ouro no focinho de porca".
 
HUMOR GOSPEL - Se entendermos por GOSPEL o que o termo deveria definir, PALAVRA DE DEUS, concluiremos que não é possível haver humor com a fé. A fé deve gerar reverência, temor, obediência, crença, e não risos, piadas, deboches, contrastes do ridículo, brincadeiras de mau gosto. Enquanto rimos de nós mesmos e de nossas práticas, ainda estamos no terreno do aceitável. No instante em que usamos o nome de Deus, as expressões da fé, a simulação de orações falsas ou do exercício do culto, quando adulteramos hinos de louvor pelo prazer de fazer piadas, atravessamos a tênue linha divisória do aceitável e partimos para a areia movediça que beira a blasfêmia. Lembremo-nos do complemento do versículo citado no início: NÃO TOMARÁS O NOME DO SENHOR TEU DEUS EM VÃO, PORQUE O SENHOR NÃO TERÁ POR INOCENTE O QUE ISTO FIZER... Êxodo 20.7
 
Muito cuidado! Podemos rir de nossas bobagens, de nossos erros, de nossas mazelas, de nossos absurdos, mesmo enquanto crentes. Mas no instante em que citamos a Palavra de Deus, o nome de Jesus, o poder do Espírito Santo, a Bíblia Sagrada em nossas paródias e brincadeiras, abandonaremos a comédia e entraremos na tragédia do pecado. Praticaremos o desserviço ao Senhor, promovendo publicamente a banalização do evangelho, do culto, da doutrina que confessamos e da fé que esposamos. Moisés teve que tirar as sandálias diante da sarça ardente; Josué também o fez, diante do Príncipe dos Exércitos do Senhor; Isaías pensou que seria fulminado por ter olhado para Deus e Daniel chegou a desfalecer. Como escaparemos nós, se brincarmos e zombarmos da fé cristã, sob o pretexto de fazer humor sadio e alternativo?
 
Se não houver segurança sobre onde fica o limite entre o que é lícito e o que não é em algum humor que desejamos desenvolver, o melhor é não fazer. Ouça conselhos dos crentes mais consagrados (e não necessariamente mais escolados). Eles, que andam com Deus e em comunhão, darão um parecer bastante apropriado e lhe ajudarão a avaliar o seu humor. Além disto, estude a Palavra de Deus, pois ela, que é lâmpada para os pés e luz para os caminhos, sempre apontará o caminho que glorifica a Deus.
 
Wagner Antonio de Araújo

15/11/2016

memórias literárias - 376 - ESCREVA POUCO

ESCREVA
POUCO

376
"Wagner, não escreva textos longos; ninguém lê. Escreva pouco, poucas idéias, algo bem simples; serão muitos os leitores".
Um escritor que tenha mensagem não se pauta pela quantidade de letras, de linhas, de espaço; não se guia pelo que fará mais sucesso ou o que receberá melhor acolhida. Isso fará se estiver escravizado por alguma editora que lhe exija compromisso com nichos, com temas e com tamanhos. Um escritor independente, que não vive da literatura, não.
Há textos curtos e pequenos, que se expressam com poucas palavras. Outros, porém, são extensos, informativos, históricos, analíticos. Reduzi-los seria torná-los aleijados e incompletos. Cada texto tem o seu tamanho, a sua idéia e o seu público.
Há textos fictícios, baseados em fatos reais. Há outros que são ficção pura, objetivando ensinamentos morais e espirituais. Há textos cômicos e há textos trágicos. Eu confesso que alguns dos textos que escrevi provocam-me lágrimas até hoje. Alguns são práticos; outros, teóricos. Uns são otimistas, cheios de atitudes altruistas. Outros são realistas, denunciadores, grandes lamentos diante de um mundo sem Cristo.
Já fui procurado por uns para permitir a filmagem e a apresentação de algum texto como filme ou peça. Nunca disse "não". Já fui procurado por outros para ceder direitos de uso. Nunca vi dificuldade. Já perdi a paternidade virtual de textos (eles são publicados sem a devida autoria). Já fui questionado sobre a vida de personagens que inventei, se estão bem e onde encontrá-los.
Textos são vivos, são reais. Eu dou à luz constantemente ao que escrevo. Às vezes levanto-me pela madrugada atônito, carente de um teclado e de um computador, pois um texto está sendo parido naquele instante. Enquanto não escrevê-lo não consigo sossegar. Outros, mais complexos, ficam na estufa, aguardando o devido amadurecimento para a sua publicação.
Em alguns eu profetizei, mesmo não sendo um profeta nos ideais do velho testamento. Em outros eu desejei e vi o desejo tornar-se realidade. Houve textos que me trouxeram dificuldades, pois a perseguição tornou-se acirrada; outros, contudo, foram considerados elogiosos, e também recebi manifestações.
Estou na beira dos 400 textos. Com a ajuda de minha esposa e de meu irmão publiquei um livro, PÁGINAS SOLTAS, ainda não divulgado oficialmente, pois não quero confundir este período de construção da igreja com promoção de algo pessoal. Foram quase duas dezenas de textos, selecionados por minha esposa, que compõem uma coletânea em papel, editada pelo meu amigo Pr. Jonas Sommer, com a produção inteiramente sob meus cuidados.
Desejo publicar outros. Há sermões pregados, redigidos e esboçados que podem ser úteis aos pregadores, tanto quanto são úteis os livros deste gênero para o meu ministério. Almejo outro volume de ficções, pois há outras seis dezenas escritas e publicadas que certamente poderão ser úteis para alguém que com elas se identifique. Enfim, há textos de todas as espécies. Até poesias me arrisquei a escrever!
Eu escrevo porque decidi que não esperaria a perfeição chegar. Ela só virá na eternidade. Sou limitado e cheio de imperfeições; contudo, no temor do Senhor e na responsabilidade da vocação resolvi utilizar o que recebi para glorificar Àquele que me capacitou. Se alguma virtude houve, o nome dEle é  que deve ser glorificado. Se defeitos surgiram (e como surgem!), são de minha responsabilidade e por eles me escuso.
Escreva pouco! Pouco? Não. Escreverei o suficiente. Enquanto o Senhor me permitir pensar. E sei que há leitores que lêem não pelo tamanho dos textos, mas pelo conteúdo que lhes interessa.
Se leu este artigo até aqui, é porque houve interesse. E eu lhe agradeço a deferência.
Escrevi pouco ou muito?
Wagner Antonio de Araújo

14/11/2016

memórias literárias - 375 - NATAL SEM JESUS




 
NATAL SEM
JESUS

 
 
375
Um mundo sem Deus, que endeusa a si próprio e vive as datas religiosas sem o fator religioso. Este é o mundo de hoje.
 
Temos a Páscoa onde se permite o coelho que bota ovos de chocolate, mas se bane o Cristo que morre e ressuscita pelo pecador.
 
Temos o Pentecostes que celebra os tapetes coloridos com serragem, cola e tinta, mas sem a fé na existência do Espírito Santo.
 
Temos o Natal com atores que se vestem de Papai Noel e obtém a mídia livre para expressar a fé impossível neste ser inexistente, mas não há Jesus e Seu nascimento virginal em Belém de Judá. O Natal é celebrado em filmes americanos com a apologia a relacionamentos, a festejos, a noites de ceia e de reconciliação, mas não há sequer a possibilidade de mencionar que Cristo é o motivo da data. Ou seja: mantemos a casca das celebrações, mas não mantemos o conteúdo das mesmas. O que existe hoje é incompatível com a fé.
 
Os edifícios e as lojas revestem-se de lâmpadas brilhantes e coloridas. As árvores natalinas são decoradas com bolas, guirlandas e doces. As papelarias vendem cartões. As panificadoras produzem panetones. As músicas são temáticas e consideradas a-religiosas, apenas uma herança cultural do tempo em que se cria na fábula de um cristo que era judeu e pobre (é o que pensam). As crianças fazem filas nos shopings para entrevistarem-se com o Papai Noel. Cristãos desatentos enviam mensagens pedindo para mandarem presentes aos milhões de pedidos infantis. Filmes de duendes, presentes, Papai Noel e fantasias afloram. E nas TVS abundam probramas com o quotidiano das festas regadas a sexo, bebidas, orgias, pecados, drogas e discussões esdrúxulas. Canais ditos cristãos, mas que pertencem aos homens alinhados com o pensamento libertino ganham dinheiro com filmes religiosos falsos, baseados em política de mercado e em preferências religiosas do seu público incauto. Cristo, Seu nascimento e encarnação, por outro lado, não são exibidos, divulgados, informados, cridos ou destacados. São considerados bobagens de gente retrógrada...
 
Coisa diferente vemos na celebração do Dia das Bruxas. Profundamente explorado por escolas de inglês, canais de tv a cabo e programas infantis, não há limite e nem orientação alguma sobre serem fábulas ou crendices pagãs as motivadoras das comemorações. Aliás, há escolas que punem professores que rejeitam a participação de suas turmas nesta celebração diabólica. Contudo, se alguns professores resolvem explicar a Páscoa ou o Natal à luz do verdadeiro fator gerador destes feriados, ficam sujeitos à punição sumária por parte das diretorias e secretarias de educação. Nos Estados Unidos eu posso fazer o chifre do Diabo com a mão e dizer que o Inferno é Dez, mas não posso mencionar o nome de Jesus Cristo sob pena de ser preso.
 
Como deter o juízo de Deus num mundo que arrancou Deus e entronou a si próprio como divindade? Os Estados Unidos foram governados por uma ideologia que comprometeu-se a acabar com o pensamento cristão e com a Bíblia, acusando-a de sectária e geradora de preconceitos. E hoje, quando tais ideólogos vêem-se derrotados nas eleições controversas que por lá ocorreram, cospem nos cristãos, dizendo que eles são culpados pelo retrocesso. Como retrocesso leia-se: fim do apoio governamental ao aborto, ao homossexualismo, à adoção de crianças por casais não heterogêneos, mudança de atitude para com os valores cristãos sob os quais a América do Norte foi edificada. Ouso dizer que o eleito da América faz parte do juízo de Deus, ou para punir um país que virou as costas para o Senhor, ou para reconduzi-los aos seus valores originais, desprezados nas últimas décadas. Ou um Nabucodonosor ou um Ciro; o tempo dirá...
 
Mas no Brasil o mal continua a perpetuar-se. Corrupto até o pescoço, desde as mais altas autoridades governamentais, que fazem leis e decretam injustiças e impostos para ajuntar terra, dinheiro, poder e influência, até os mais pobres e humildes, que mentem aos cônjuges ou roubam uma laranja na dúzia da feira, o país chafurda na perseguição contra Cristo e os Seus valores. Os programas de humor, tanto dos canais a cabo quanto dos youtubers xingam a Cristo, ridicularizam a fé, zombam das igrejas, criticam a devoção, declaram com todas as letras estarem de luto pela eleição americana. As mídias principais, detentoras do poder do jornalismo, ao invés de transmitirem informações despidas de narrativas ou fiéis aos fatos, militam de forma clara e unânime contra o cristianismo e os seus valores, chamando-nos de "raivosos", "medíocres", "retrocessos", "racistas", "preconceituosos", "criminosos". Os evangélicos em destaque ou renegaram a fé, ou mudaram de gênero afetivo e sexual, ou são corruptos ou concordam com os valores liberais da mídia. Não há espaço para os que se fundamentam na Bíblia.
 
De uma forma ou de outra o mundo caminha para o que o Espírito Santo revelou, através do Apóstolo Paulo: O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. (2Ts 2:4). Ou seja, o homem, mediante o seu poder midiático, político, cultural, judicial e global, persegue o cristianismo com tanto sangue nas mãos e nos olhos, combate toda a idéia de um Criador autônomo e gerador da vida, que tenta provar para si que pode fazer o mesmo que Deus. Para isso usa a genética, que perdeu a ética, para criar aberrações humanas, misturas de diversos dnas e pais. E as experiências que acontecem geram vida! Como explicar? A Bíblia explica: E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; (2Ts 2:11). Deus permite tudo isso para dar ao homem a liberdade de ousar o suficiente, provando por seus atos e interesses que o juízo divino é necessário, é imprescindível e é inevitável. E o SENHOR disse:  e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. (Gn 11:6). A condenação desses é justa. (Rm 3:8).
 
O cristianismo vê-se excluído da sociedade a cada dia, a cada minuto. Chegará o instante em que será incompatível ser cristão nesta Terra governada por ímpios. Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. (Jo 16:2). Longe de existir um super-reavivamento pré-tribulacional, o mundo assiste ao mais feroz e terrível esfriamento da verdadeira fé, e ao crescimento sem precedentes das igrejas alinhadas ao pensamento liberal mundano. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. (Mt 24:12); Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? (Lc 18:8); Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. (2Tm 3:1); Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; (2Tm 4:3).
 
Escorremos das mãos do mundo como um sabonete molhado nas mãos de quem toma banho: chegará o tempo em que não haverá mais aderência. E o que acontecerá? Alguns de nós seremos perseguidos e mortos: E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão. (Mt 10:21). E em algum momento, que só Deus conhece, o Senhor recolherá a Sua igreja, os seus salvos, tanto os que dormem quanto os que estão vivos e estão debaixo da mais sórdida rejeição do sistema de valores deste mundo tenebroso: Dois estarão no campo; um será tomado, o outro será deixado. (Lc 17:36); Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir. (Mt 25:13); Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. (1Co 15:52).
 
O que dizer diante de tudo isso? O mesmo que disse o autor de Apocalipse, unido à voz do Espírito Santo e da Noiva, que é a igreja, os salvos do Senhor:
 
E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida. (Ap 22:17); Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus (Ap 22:20).
 
À propósito, o seu Natal será com ou sem Cristo?
 
Pense nisto.
 
Wagner Antonio de Araújo
14/11/2016

 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

memórias literárias - 374 - A MINHA ALÇADA

A MINHA
ALÇADA
 

 
374
Sei tudo o que acontece no Supremo Tribunal Federal, na Câmara, no Senado, na prefeitura, na operação Lava-Jato. Mas não sei o que o meu filho pensa, nem o que faz, nem o que escolhe.
 
Sei de todas as manchetes que a Folha de São Paulo trouxe hoje. Também o que o Estadão e a Veja anunciaram. Conheço todos os vídeos da Joice e tudo o que os comentaristas políticos e econômicos dizem sobre a crise com o novo presidente dos Estados Unidos. Mas nada sei sobre os pensamentos de minha esposa, sobre suas lutas, seus conflitos, seus desejos e seus dilemas. Nada sei sobre a pessoa que dorme do meu lado, ainda que saiba o cardápio da refeição oferecida ao prefeito eleito.
 
Conheço todas as traições dos casais chamados de celebridades. Sei sobre quem fica, quem sai, quem entra, quem trai, conheço todas as fofocas e já vi todas as fotos comprometedoras dos artistas. Estou antenado sobre quais os programas que entram ou que saem da grade dos canais. Já vi todas os deslizes e falhas de gravação. Mas não faço a mínima idéia do que acontece em minha família, do que a minha filha enfrentou no ENEM ou de quem desejou estragar o meu casamento.
 
Estou com o celular plugado nas últimas notícias e conheço tudo o que acontece no mundo. Mas não sei de nada da minha alçada, da minha casa, da minha família, da minha igreja, da minha própria vida. Sou mais íntimo da mídia do que de mim mesmo! Enquanto acompanho o crescimento da árvore da rua esqueço-me do mato que cresce sem controle no meu próprio jardim!
 
O grande trunfo de Satanás nos dias de hoje é tornar-nos íntimos de estranhos e estranhos dos íntimos. Ele cega a nossa vista de tal forma que priorizamos o supérfluo e desvalorizamos o essencial. Tornamo-nos especialistas em banalidades e analfabetos nas prioridades. Somos conhecidos do mundo e desconhecidos em casa. Ao invés de sermos geradores de vida transformamo-nos em terminais obtusos de uma rede distante que sequer sabe de nossa existência.
 
"Olhai por vós mesmos" (1 Jo 2.8). Os países do mundo atravessam uma onda crescente de revolta, buscando líderes que falem menos dos outros e mais de si próprios. As nações se preocuparam tanto com a globalização que esqueceram-se de se seus próprios cidadãos. A história cobra a fatura e a humanidade reclama o abandono de si própria. Clamam para que se cuide do quintal interno ao invés de se cuidar da casa alheia. 
 
Temos a solução para a crise econômica do país, mas não conseguimos administrar as nossas próprias finanças. Sabemos como aquele casal poderá se dar bem, mas não conseguimos avançar na reconciliação com o nosso cônjuge. Sabemos como resolver o problema da delinquência juvenil, mas não nos relacionamos adequadamente com os filhos rebeldes que geramos. Cobiçamos o bem alheio e não valorizamos o bem próprio. Cuidamos da vida dos outros e não zelamos da vida que temos.
 
É preciso voltar à nossa alçada! É preciso desligar o farol alto e ligar o farol baixo, para olhar a estrada de perto e o seu arredor. Antes de analisarmos o mundo precisamos analisar a nossa própria existência e cuidar para que ela tenha alguma relevância. Antes de concluir qoe o mundo precisa de Deus é necessário concluir que nós precisamos muito mais, e que precisamos tê-lo em nós, em casa e na vida! A sensação de tortura e de ansiedade constante está mais ligada à linha direta com tudo e a linha desligada com a minha própria vida. O mundo era mais mundo quando as noites eram feitas de famílias aos pés de si mesmas e em comunhão consigo proópria do que hoje, quando jantamos ao lado do noticiário infinito de novidades requentadas.
 
Chega! Vamos cuidar de nossa alçada! Vamos voltar ao nosso mundo e à nossa responsabilidade! Será que nos lembramos do quanto quisemos orar e não encontramos tempo? Lembramo-nos do compromisso de ler toda a Bíblia em um ano e que não passamos de Gênesis 10? Lembramo-nos do culto doméstico com o qual nos comprometemos realizar algumas vezes por semana? Tudo isso está por fazer, desde que cuidemos de nossa alçada!
 
Há um bairro em Osasco chamado São Vitor. Uma senhora e um senhor, aposentados, compraram uma casa para terminarem a vida bem instalados. A frente era coberta por mato e lama, ainda que a casa fosse boa. Eram idosos, mas ainda andavam e podiam fazer coisas. Então, devagarinho, sem pressa, reviraram a terra, adubaram, compraram mudas de grama, rosas e flores diversas, e trabalharam naquele terreno. Dia após dia faziam um quadradinho de jardim. Com o tempo o gramado se estendeu, as roseiras floriram, as margaridas desabrocharam, as folhagens multicores cobriram as beiras. Tornou-se o mais lindo jardim do bairro. Alguém perguntou àquela senhora: "por que fez isso?", ao que respondeu: "porque era da minha alçada". Sim, somente eles poderiam fazer isso. E fizeram.
 
Que tal fazermos o mesmo? Nossa esposa, nossos filhos, nossa fé, nossa igreja, nossa rua, nossa missão, nosso destino, aguardam uma resposta nossa. Qual será?
 
Wagner Antonio de Araújo

11/11/2016

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

memórias literárias - 373 - CADEIRA VELHA


CADEIRA

VELHA


373
Assentado na cadeira velha o Seu João medita. Está com oitenta anos. Veste uma blusa verde-escura, de lã, deixando para fora apenas seus punhos magros e brancos, pele avermelhada de frio. As mãos estão enrugadas pela idade. Veste uma calça remendada, lembrança da vida que um dia teve. Mora no asilo. Enquanto segura o encosto da cadeira contempla o salão onde se encontra. Vários idosos, uns mastigando a dentadura, outros assistindo a tv pequena no alto, com um programa de banalidades. No ar um cheiro de local pouco higiênico. Cheiro de remédio, urina e água sanitária formam um aroma peculiar, com o qual o Seu João ainda não se acostumou. Uma enfermeira ajuda uma senhora a beber um copo de leite. Um outro acompanha o Juvenal, de noventa anos, que precisa correr ao banheiro.
Seu João medita, agarrando firmemente nos braços da cadeira velha. Olha o chão, de caquinhos vermelhos como revestimento e encerados a cada quinze dias. Relembra a vida que já teve e o que lhe restou nesta altura. Ele está neste lugar há seis meses. Ainda se lembra de como chegou ali. O seu terceiro filho mantinha um quartinho ao fundo, pequenino, para que o pai morasse. Tinha um banheiro, uma cama, uma cadeira e uma mesinha. Era pequeno, mas confortável. Contudo, percebia a discussão da esposa, que queria o espaço para o seu filho mais velho. Era desconfortável manter dois meninos no mesmo quarto na idade da adolescência. Seu João percebia que o filho se esforçava para não transparecer a dificuldade. Então o Seu João disse que preferia um asilo, pois teria algumas pessoas da mesma idade com quem conversar e que não se sentiria abandonado. À principio o filho não aceitava; com o tempo, porém, acabou cedendo e conduziu o seu pai para a instituição. Mas o visitava sempre que podia. Claro, o Seu João fingiu querer o asilo. Mas, bem lá no fundo do coração, sentia que os últimos laços de família se rompiam e que dali somente a morte o esperava. Era o fim de uma vida.
Vida feliz, diga-se de passagem. Oitenta anos! Estudara tanto quanto possível e formara-se protético. Casara-se com uma linda moça de seu bairro, Maria. Ah, foram felizes! Quando o primeiro filho chegou, o Laurinho, quanta felicidade! O Pedro foi o segundo, trouxe companhia ao Laurinho. E, por último, Oséias, o caçula. Fez o que pôde pelos filhos. Trabalhou duro para fornecer o alimento, o vestuário, os estudos e o lazer necessários. A cada dois anos tirava férias e levava a família para uma semana na praia ou nas montanhas. Eram momentos preciosos e desfrutou-os um a um. Difícil foi a época da adolescência. Os meninos brigavam muito e tinham que ser disciplinados. Mas, ao final, tudo se resolvia. Quando o Laurinho casou-se, foi um misto de alegria e tristeza (síndrome do ninho vazio). Logo os outros dois também se casaram. Maria, ah, pobre Maria, adoeceu aos sessenta. Assim que o Seu João aposentou-se (e o salário pelo qual recolheu o imposto foi caindo com o tempo) dedicou-se quase que integralmente a cuidar de Maria. Ela durou cinco anos e partiu, levando o seu coração consigo. Teve que vender a casa popular para pagar as custas do tratamento. O seu filho mais novo o acolheu no quartinho do fundo. Até que o Seu João resolveu deixar o filho viver a própria vida e cuidar de seus filhos. Agora estava ali, solitário, no asilo do bairro.
O vento da tarde lhe traz tosse. A enfermeira lhe dá uma colher de mel. Ele agradece. Recolhe-se no seu quarto, compartilhado com outros três idosos. Seus pertences resumem-se a um armário de duas portas e quatro gavetas. Ali estão suas meias, lenços, cuecas, pijamas, três camisas, três calças, duas blusas e um cachecol. Nos seus artigos de higiene um polvilho granado, dois desodorantes, uma lâmina de barbear e um pente. Ele tinha um cortador de unhas, mas enferrujou. Numa caixa de bombom guarda as fotografias antigas de um tempo que não volta mais. Esparrama tudo na cama e, com os olhos marejados de lágrimas contempla as fotos da esposa, dos filhos pequeninos, da formatura na escola, dos avós, da oficina onde fazia as dentaduras, do jardim de casa, do ônibus que o levava até o trabalho. Tem guardada a aliança de Maria, que tirou do seu dedo anelar antes que a sepultassem.
Seu João está triste. Os amigos de sua idade já se foram. Os demais, residentes, estão ocupados com as suas próprias tragédias; não têm tempo ou vontade de partilhar nada. Só há uma novidade: os Gideões Internacionais deixaram um Novo Testamento com letras grandes para cada idoso. E ele está gostando de lê-lo. Além de espairecer, lhe dá alguma esperança. Será que há um Céu além da morte? Será que ele verá Maria novamente? Será que Deus perdoaria os seus pecados? No sábado terá visitas. E um grupo de jovens avisou que virá tocar músicas cristãs. É o evento pelo qual aguarda, além da morte, que um dia chegará sem avisar.
* * *
Há muitos idosos como o Seu João. Eles estão nos asilos e nas instituições que cuidam de pessoas da terceira idade. Muitos estão lá por abandono; outros, por opção, por amor, pois não quiseram pesar na vida de seus filhos. Uns adaptam-se e tentam sobreviver com alguma alegria; outros vivem de reminiscências. Mas todos aguardam o dia em que a morte os ceifará. E talvez ninguém perceba.
O Seu João ainda tem a possibilidade de encontrar um sentido para esta vida temporária e passageira: ele pode encontrar a vida eterna em Jesus Cristo. Bendito seja Deus por aqueles que tiveram o cuidado de presentear um novo testamento para os idosos. E glorificado seja Deus por aqueles que atenderam ao coração e à voz divina para visitar quem tanta solidão sente. Mas há muitos outros Joões que aguardam uma atitude nossa, uma ação nossa, que lhes dê um pouco de dignidade, de companhia e de esperança. Esperança que pode lhes salvar a alma, pois somente Cristo é a Esperança! E, se temos Jesus no coração, temos também a responsabilidade de compartilhar dEle com quem tanto precisa. E os idosos não podem ser esquecidos.
O Seu João escancara a realidade da vida à nossa frente: se Cristo não voltar logo iremos envelhecer. O que temos hoje em termos de casa, estabilidade, recursos, companhia, irá mudar radicalmente em vinte, trinta ou quarenta anos, e só Deus sabe se teremos um lar acolhedor ou optaremos por buscar um asilo para ajudar a família a não nos ver como estorvo e peso. A velhice existe e cresce dia após dia no corpo de cada um de nós. É preciso saber envelhecer, mas, principalmente, é preciso ter certeza de que há um porvir após a vida. E a Bíblia nos fala de um céu, real, verdadeiro, disponível a todo aquele que crê em Cristo. Uma vida eterna, onde o nosso corpo será perfeito, nem jovem e nem velho, que não adoecerá, que não envelhecerá, onde Deus enxugará dos olhos toda a lágrima, e onde jamais precisaremos dizer adeus! Cristo afirmou: "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar".
Que tal descobrir o Seu João em sua família? Que tal visitá-lo? Que tal acolhê-lo? Que tal amenizar a sua dor?
Que tal unir-se aos cristãos de sua igreja e dar atenção aos idosos em uma instituição próxima, tornando a vida deles um pouco menos penosa? Que tal compartilhar com eles a salvação que há em Cristo Jesus? Afinal, se eles conhecerem a Jesus, terão vida, e vida em abundância, mesmo sendo idosos!
Que tal orar agora e pedir para que Deus use a sua vida?
Que Deus nos abençoe e abençoe os nossos Joões!
Wagner Antonio de Araújo

03/11/2016

memórias literárias - 373 - CADEIRA VELHA


CADEIRA

VELHA


373
Assentado na cadeira velha o Seu João medita. Está com oitenta anos. Veste uma blusa verde-escura, de lã, deixando para fora apenas seus punhos magros e brancos, pele avermelhada de frio. As mãos estão enrugadas pela idade. Veste uma calça remendada, lembrança da vida que um dia teve. Mora no asilo. Enquanto segura o encosto da cadeira contempla o salão onde se encontra. Vários idosos, uns mastigando a dentadura, outros assistindo a tv pequena no alto, com um programa de banalidades. No ar um cheiro de local pouco higiênico. Cheiro de remédio, urina e água sanitária formam um aroma peculiar, com o qual o Seu João ainda não se acostumou. Uma enfermeira ajuda uma senhora a beber um copo de leite. Um outro acompanha o Juvenal, de noventa anos, que precisa correr ao banheiro.
Seu João medita, agarrando firmemente nos braços da cadeira velha. Olha o chão, de caquinhos vermelhos como revestimento e encerados a cada quinze dias. Relembra a vida que já teve e o que lhe restou nesta altura. Ele está neste lugar há seis meses. Ainda se lembra de como chegou ali. O seu terceiro filho mantinha um quartinho ao fundo, pequenino, para que o pai morasse. Tinha um banheiro, uma cama, uma cadeira e uma mesinha. Era pequeno, mas confortável. Contudo, percebia a discussão da esposa, que queria o espaço para o seu filho mais velho. Era desconfortável manter dois meninos no mesmo quarto na idade da adolescência. Seu João percebia que o filho se esforçava para não transparecer a dificuldade. Então o Seu João disse que preferia um asilo, pois teria algumas pessoas da mesma idade com quem conversar e que não se sentiria abandonado. À principio o filho não aceitava; com o tempo, porém, acabou cedendo e conduziu o seu pai para a instituição. Mas o visitava sempre que podia. Claro, o Seu João fingiu querer o asilo. Mas, bem lá no fundo do coração, sentia que os últimos laços de família se rompiam e que dali somente a morte o esperava. Era o fim de uma vida.
Vida feliz, diga-se de passagem. Oitenta anos! Estudara tanto quanto possível e formara-se protético. Casara-se com uma linda moça de seu bairro, Maria. Ah, foram felizes! Quando o primeiro filho chegou, o Laurinho, quanta felicidade! O Pedro foi o segundo, trouxe companhia ao Laurinho. E, por último, Oséias, o caçula. Fez o que pôde pelos filhos. Trabalhou duro para fornecer o alimento, o vestuário, os estudos e o lazer necessários. A cada dois anos tirava férias e levava a família para uma semana na praia ou nas montanhas. Eram momentos preciosos e desfrutou-os um a um. Difícil foi a época da adolescência. Os meninos brigavam muito e tinham que ser disciplinados. Mas, ao final, tudo se resolvia. Quando o Laurinho casou-se, foi um misto de alegria e tristeza (síndrome do ninho vazio). Logo os outros dois também se casaram. Maria, ah, pobre Maria, adoeceu aos sessenta. Assim que o Seu João aposentou-se (e o salário pelo qual recolheu o imposto foi caindo com o tempo) dedicou-se quase que integralmente a cuidar de Maria. Ela durou cinco anos e partiu, levando o seu coração consigo. Teve que vender a casa popular para pagar as custas do tratamento. O seu filho mais novo o acolheu no quartinho do fundo. Até que o Seu João resolveu deixar o filho viver a própria vida e cuidar de seus filhos. Agora estava ali, solitário, no asilo do bairro.
O vento da tarde lhe traz tosse. A enfermeira lhe dá uma colher de mel. Ele agradece. Recolhe-se no seu quarto, compartilhado com outros três idosos. Seus pertences resumem-se a um armário de duas portas e quatro gavetas. Ali estão suas meias, lenços, cuecas, pijamas, três camisas, três calças, duas blusas e um cachecol. Nos seus artigos de higiene um polvilho granado, dois desodorantes, uma lâmina de barbear e um pente. Ele tinha um cortador de unhas, mas enferrujou. Numa caixa de bombom guarda as fotografias antigas de um tempo que não volta mais. Esparrama tudo na cama e, com os olhos marejados de lágrimas contempla as fotos da esposa, dos filhos pequeninos, da formatura na escola, dos avós, da oficina onde fazia as dentaduras, do jardim de casa, do ônibus que o levava até o trabalho. Tem guardada a aliança de Maria, que tirou do seu dedo anelar antes que a sepultassem.
Seu João está triste. Os amigos de sua idade já se foram. Os demais, residentes, estão ocupados com as suas próprias tragédias; não têm tempo ou vontade de partilhar nada. Só há uma novidade: os Gideões Internacionais deixaram um Novo Testamento com letras grandes para cada idoso. E ele está gostando de lê-lo. Além de espairecer, lhe dá alguma esperança. Será que há um Céu além da morte? Será que ele verá Maria novamente? Será que Deus perdoaria os seus pecados? No sábado terá visitas. E um grupo de jovens avisou que virá tocar músicas cristãs. É o evento pelo qual aguarda, além da morte, que um dia chegará sem avisar.
* * *
Há muitos idosos como o Seu João. Eles estão nos asilos e nas instituições que cuidam de pessoas da terceira idade. Muitos estão lá por abandono; outros, por opção, por amor, pois não quiseram pesar na vida de seus filhos. Uns adaptam-se e tentam sobreviver com alguma alegria; outros vivem de reminiscências. Mas todos aguardam o dia em que a morte os ceifará. E talvez ninguém perceba.
O Seu João ainda tem a possibilidade de encontrar um sentido para esta vida temporária e passageira: ele pode encontrar a vida eterna em Jesus Cristo. Bendito seja Deus por aqueles que tiveram o cuidado de presentear um novo testamento para os idosos. E glorificado seja Deus por aqueles que atenderam ao coração e à voz divina para visitar quem tanta solidão sente. Mas há muitos outros Joões que aguardam uma atitude nossa, uma ação nossa, que lhes dê um pouco de dignidade, de companhia e de esperança. Esperança que pode lhes salvar a alma, pois somente Cristo é a Esperança! E, se temos Jesus no coração, temos também a responsabilidade de compartilhar dEle com quem tanto precisa. E os idosos não podem ser esquecidos.
O Seu João escancara a realidade da vida à nossa frente: se Cristo não voltar logo iremos envelhecer. O que temos hoje em termos de casa, estabilidade, recursos, companhia, irá mudar radicalmente em vinte, trinta ou quarenta anos, e só Deus sabe se teremos um lar acolhedor ou optaremos por buscar um asilo para ajudar a família a não nos ver como estorvo e peso. A velhice existe e cresce dia após dia no corpo de cada um de nós. É preciso saber envelhecer, mas, principalmente, é preciso ter certeza de que há um porvir após a vida. E a Bíblia nos fala de um céu, real, verdadeiro, disponível a todo aquele que crê em Cristo. Uma vida eterna, onde o nosso corpo será perfeito, nem jovem e nem velho, que não adoecerá, que não envelhecerá, onde Deus enxugará dos olhos toda a lágrima, e onde jamais precisaremos dizer adeus! Cristo afirmou: "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar".
Que tal descobrir o Seu João em sua família? Que tal visitá-lo? Que tal acolhê-lo? Que tal amenizar a sua dor?
Que tal unir-se aos cristãos de sua igreja e dar atenção aos idosos em uma instituição próxima, tornando a vida deles um pouco menos penosa? Que tal compartilhar com eles a salvação que há em Cristo Jesus? Afinal, se eles conhecerem a Jesus, terão vida, e vida em abundância, mesmo sendo idosos!
Que tal orar agora e pedir para que Deus use a sua vida?
Que Deus nos abençoe e abençoe os nossos Joões!
Wagner Antonio de Araújo

03/11/2016

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

memórias literárias - 372 - O MORTO É QUEM MENOS IMPORTA

O MORTO É QUEM MENOS IMPORTA



 

 
O MORTO É
QUEM MENOS IMPORTA
 
372
 
Dia de Finados é dia de visitar cemitérios.
 
Algumas igrejas dedicam-se a evangelização dos visitantes. Outras procuram sítios para descansar. Enfim, um feriado.
 
Dos que visitam cemitérios o grupo daqueles que pensam nos mortos é mínimo. A maioria está lá para outras coisas.
 
Uns lá estão para cumprir um compromisso social ou religioso. A família espera que se visite o cemitério no Dia de Finados. Outros vão até lá para limpar o túmulo, acender velas, colocar flores e rezar pelo ente querido. Nós sabemos, pelas Escrituras Sagradas, que tais práticas não valem nada diante de Deus. Além disto, o morto não cheirará as flores, não enxergará o clarão das velas e não ligará para um túmulo caiado.
 
Outros vão para levar familiares e deixar as crianças se divertirem. Formam grupos que consomem as flores, os pastéis, o caldo de cana, os cataventos para a criançada e passeiam pelos parques arborizados ou túmulos suntuosos. Estão ali para passear com a família.
 
Um grupo bem pequeno, porém, procura o cemitério para uma homenagem pessoal a quem partiu, uma reflexão mais profunda sobre a vida de quem deixou uma lacuna, orfanou alguém, deixou alguém viúvo. Esse grupo está lá para celebrar para si a memória de quem foi tão importante e precioso; se deixa flores é para lembrar a si próprio o valor que aquele ente tem em sua vida.
 
Mas o mundo contemporâneo jaz cada vez mais no maligno e importa-se cada vez menos com o outro, principalmente com o falecido.
 
Saí com a minha família para visitar o túmulo de minha mãe. Desisti a 2 quilômetros da entrada: havia uma fila imensa de carros para entrar no morro de acesso. Se ali ficasse perderia umas cinco horas. Decidi não visitar o túmulo de meu pai, em outro cemitério da zona sul de São Paulo pelo mesmo motivo. Levei a família para a casa da vovó Masumi, onde almoçamos. Dali fomos ao cemitério onde o irmão de minha esposa foi sepultado.
 
Logo na entrada encontrei o comércio ambulante de flores e de velas. Vasos de 10, de 5 e de 3 reais. No outro lado do estacionamento várias barracas com quitutes, sorvetes e sucos. E no parque gramado de sepulturas um tapete colorido de vasos encantadores, homenagens dos familiares aos seus queridos. Homenagem bonita de se ver no chão, mas que não tem muita relação com a prática e com os assuntos de quem deposita os enfeites.
 
Ao descer até o túmulo e ver onde o meu falecido cunhado estava sepultado, passamos a ouvir um grupo de mulheres a dois metros de distância. Elas falavam de tudo e com voz alta. Riam, falavam bobagens, discutiam política, preço de condomínio, faculdade dos filhos, custo de vida, verrugas nas costas e a última receita de bolo. Não respeitavam as famílias que buscavam no silêncio do parque ou na solidão de um gramado e de uma placa o instante da reflexão e da homenagem. Notava-se que eram mulheres escoladas; contudo, escola não é berço de educação e nem significa superioridade moral ou intelectual.
 
Assim que minha sogra, irmã e filha se retiraram para tomar água próximas do carro, solicitei àquelas senhoras que, respeitosamente, falassem um pouco mais baixo, pois estava atrapalhando quem também desejava refletir em outros assuntos que não fossem os delas. Imediatamente elas protestaram, agredindo-me verbal e violentamente, dizendo que para isso há uma capela, que eram livres e que tinham direitos. Elas disseram que continuariam a falar o quanto quisessem e que pessoas como eu não tinham nada com isso. Alertei-as de que estávamos num cemitério e que o local inspira respeito pelos demais familiares e sepultados. Elas, contudo, professoras, discutiram sobre os seus direitos e sobre o quanto eu estava invadindo a liberdade delas de se expressarem como quisessem. 
 
Esta é a sociedade contemporânea, criada pela ideologia de esquerda e pelo pecado latente: somos seres cheios de direitos. Os deveres? A esquerda e o pecado nem querem saber. O que importa é o meu direito de protestar, de molestar, de falar alto, de fazer imperar o que eu quero. E os incomodados que se mudem. Tais professoras chegaram a sugerir-me que eu arrancasse o meu morto e que o levasse para um lugar privativo. Isto porque eu apenas pedi respeito e silêncio, pois fora ao cemitério não para conversar, discutir política ou passar receitas de bolo, mas pensar no cunhado que eu nem conheci, irmão de minha esposa e que morreu no final da sua adolescência.
 
O que faziam essas senhoras ao pé da sepultura de um familiar? Nada que prestasse, certamente. Estavam ali por um compromisso social, estavam ali para acompanhar outrem, estavam ali com o coração em outras plagas. Então por que foram? De que valeu tal visita? Apenas incomodaram os demais. Imaginei os anos que se passarão, caso Cristo não regresse antes. Imaginei estas senhoras sepultadas. Imaginei os familiares, filhos e netos, criados nessa educação refinada, a visitar os seus túmulos também. O que estarão fazendo? O que conversarão? Será que terão alguma lembrança das defuntas? Certamente que não. Pelo contrário, os rapazes falarão sobre o Coríntians e o Palmeiras, e as mulheres trocarão receita de doce de pimenta.
 
É preciso respeitar a memória dos outros! É preciso respeitar o lugar onde se está! Antes de exigir os nossos direitos, devemos cumprir com os nossos deveres! Não é o contrário! Nunca foi! Mas essa formação tem que começar no lar, em casa, na família. Aprendemos a respeitar o próximo em casa, quando exigimos o respeito à mãe, ao pai, aos irmãos, aos tios, aos avós, aos vizinhos. E também na igreja, onde respeitamos a hora do culto, o momento da oração, a entrega dos dízimos, o horário das atividades, o pastor. Aprendemos na escola, quando obedecemos às regras, respeitamos os professores, convivemos com os colegas, satisfazemos às exigências das matérias. Aprendemos trabalhando, quando cumprimos o horário de expediente, quando produzimos aquilo para o que fomos contratados, quando tratamos com dignidade os patrões e os empregados. Um cristão tem que ser respeitoso. Quem não respeita não é cristão.
 
E o morto? Este continuará esquecido. Amanhã não será mais Dia de Finados. Os cemitérios se esvaziarão. As flores murcharão. As velas virarão parafina retorcida e derretida. Os estacionamentos estarão livres novamente. E os mortos continuarão sepultados, tão esquecidos quanto antes. E quando a geração imediata passar, eles nem serão reconhecidos, pois não terá sobrado memória viva de sua existência.
 
Graças, porém, a Deus, que os que fazem a vontade de Deus permanecem para sempre. Graças a Deus que a nossa vida está escondida com Cristo, em Deus. Graças a Deus que, se o nosso tabernáculo terrestre se desfizer (o corpo morreu), temos um novo, feito pelas mãos de Deus, no Céu.  E graças a Deus que um dia os mortos em Cristo ressuscitarão!
 
Os homens esquecem os seus mortos. Mas Deus não esquece de Seus filhos. Para Ele todos eles vivem. E vivem para Ele. Aleluia!
 
Pastor Wagner Antonio de Araújo
São Paulo, 02 de novembro de 2016
 
lembrando hoje de
mamãe Elzira,
papai Antonio
e o cunhado Jorge
 


memórias literárias - 371 - CONFERÊNCIAS ESCATOLÓGIAS - 1a PALESTRA

CONFERÊNCIAS ESCATOLÓGICAS

29, 30 e 31 DE JULHO, e 1º. DE AGOSTO DE 2009

IGREJA BATISTA BOAS NOVAS DE OSASCO SP

Preletor: WAGNER ANTONIO DE ARAÚJO

  • 1ª. PALESTRA: INTRODUÇÃO À ESCATOLOGIA E DEFESA DO PRÉ-MILENISMO COMO O SISTEMA MAIS COERENTE

  • 2ª. PALESTRA: SINAIS DA VOLTA DE CRISTO - APOSTASIA

  • 3ª. PALESTRA: ARREBATAMENTO E RESPOSTA DE QUESTÕES

  • 4ª. PALESTRA: ARREBATAMENTO DA IGREJA

INTRODUÇÃO À ESCATOLOGIA E A DEFESA DO
PRÉ-MILENISMO COMO O SISTEMA MAIS COERENTE

Escatologia (do grego antigo εσχατος, "último", mais o sufixo -logia) é uma parte da teologia e filosofia que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final do gênero humano, comumente denominado como fim do mundo.

  1. O ser humano sempre interessou-se quanto ao seu futuro, buscando antecipar os acontecimentos
  2. Seu interesse quanto ao futuro da humanidade, ao futuro de sua família, do Planeta Terra e o futuro de sua alma imortal ocuparam grande parte de sua atenção.
  3. Atualmente é consensual a opinião de que o mundo irá acabar; a própria ciência indica o prognóstico como certo.
  • Os religiosos crêem nisso e montam complexas teorias sobre como será o fim do mundo e o que existirá depois do fim;
  • Os esotéricos acreditam no fim da atual Era de Peixes  e início da Era de Aquário, que será um novo tempo, com uma civilização holística melhor e mais feliz;;
  • Os céticos crêem que a ENTROPIA (envelhecimento simultâneo e universal da matéria) por fim esgotará todo o universo e tudo se tornará nada ou mera poeira cósmica;
  • Os cientistas crêem nos grandes cataclismas, nos asteróides que se chocarão inevitavelmente com o planeta, destruindo a vida biológica nela existente, nas  explosões solares desordenadas, na saída de órbita do planeta e, conseqüentemente, no vaguear do planeta pelo vazio sem fim; com isto certamente terá fim a humanidade.

Como crêem os cristãos quanto ao tema FIM DO MUNDO?

Primeiramente vamos alistar as três principais opiniões sobre “o que acontece com o crente após a morte”.
3)     TEORIA DO JUÍZO IMEDIATO – Baseando-se em Hebreus 9.27, essa teoria defende que “o mundo acaba para quem morre”. Quem morre passa imediatamente para o seu juízo final particular e conseqüente direcionamento ou para o castigo eterno ou para a glória eterna.
3)     TEORIA DO SONO DA ALMA – Para os que crêem nessa teoria, a pessoa, ao morrer, entra num estado de sono absoluto, que terá fim apenas quando da volta de Cristo para ressuscitá-la. Assim, não apenas o corpo, mas a própria alma, ressuscitará no dia da volta de Cristo.
3)     TEORIA DO ESTADO INTERMEDIÁRIO – Crêem estes que as pessoas que morrem não são encaminhadas para os seus lugares definitivos (Nova Jerusalém para os salvos ou Lago de Fogo e Enxofre para os perdidos), mas em locais provisórios e temporários, no aguardo do dia da ressurreição. Esses lugares são: Paraíso ou Seio de Abraão para os salvos, e Inferno para os perdidos. Contudo, conquanto não definitivos em termos de duração, são de natureza imutável, não havendo mais possibilidade de transmutação de natureza do lugar (um perdido não terá uma segunda chance).

Normalmente nós, os batistas e inúmeros protestantes, advogamos a teoria número 3.

E quanto ao final dos tempos, quando da ressurreição dos justos até a chegada da Nova Jerusalém, temos também três teorias:

1) TEORIA AMILENISTA – Essa teoria não crê que vá existir algum período futuro chamado de Milênio. Pelo contrário, tudo será simultâneo: ressurreição, arrebatamento, juízo final e porvir. Para essa teoria não há um complexo esquema de acontecimentos que precedam o fim de tudo. As questões abordadas em Apocalipse são apenas alegóricas para consolo dos cristãos que sofriam. Tudo é muito simples: no final Cristo vencerá e estaremos salvos:
a) Jesus vem e arrebata a igreja, ressuscitando também os mortos;
b) É estabelecido o Juízo Final
c) Começa a eternidade.

Essa postura é muito popular entre muitos protestantes. Ela já foi maioria entre os batistas também.

2) TEORIA PÓS-MILENISTA – Essa teoria foi muito popularizada no final do século 19 e primeira metade do século 20; depois voltou à tona no final do século 20 com a chamada Nova Era e Um Novo Tempo; mas com  a sucessão de duas grandes guerras mundiais e do terrorismo, o sistema caiu em franca decadência. Mesmo assim, ainda há quem creia dessa forma:
a) O evangelho será pregado no mundo todo
b) O evangelho aos poucos transformará toda a Terra, como as águas cobrem o mar (Habacuque 2.14)
c) O mal será extirpado e o planeta viverá em paz com a humanidade, que se salvará e será transformada.

3) TEORIA PRÉ-MILENISTA – Este sistema formou-se à partir da segunda metade do século 19, foi defendido pela ramificação fundamentalista e restauracionista do protestantismo, mas não foi levado muito à sério pelos cristãos evangélicos tradicionais. Contudo, com o surgimento do pentecostalismo no início do século 20 ele popularizou-se, tornando-se a teoria escatológica mais comum e aceita, sendo que entre os batistas não é abraçada pelos teólogos mais graduados em grandes seminários denominacionais. Normalmente a justificativa é que “escatologia é um tema difícil, que não edifica e que divide). Nas igrejas pequenas e em muitas grandes também, o pré-milenismo é quase unânime.

Este palestrante aceita o pré-milenismo como teoria que mais se aproxima do real cumprimento bíblico das profecias.

Mesmo no pré-milenismo, há três tipos diferentes de posição quanto à questão do “arrebatamento da igreja” em função do período conhecido como “A Grande Tribulação”:
a)     PRÉ-MILENISTA PRÉ-TRIBULACIONISTA – É aquele que crê que haverá arrebatamento da Igreja antes do período chamado de “Grande Tribulação”. Para este a Igreja de Cristo não estará mais aqui quando o anticristo exercer seu poder e império. O esquema profético fica assim colocado:
1-      ARREBATAMENTO
2-     GRANDE TRIBULAÇÃO
3-     VOLTA TRIUNFAL DE JESUS
4-    O MILÊNIO
5-     BATALHA FINAL
6-    O PORVIR

b)     PRÉ-MILENISTA MID-TRIBULACIONISTA- É aquele que crê que o arrebatamento ocorrerá em algum momento do período chamado “Grande Tribulação”, quando o Anticristo reinará sobre a Terra. A Igreja do Senhor Jesus passará por parte desse período, mas será arrebatada subitamente, num momento que só o Senhor sabe. Assim, teríamos:
1 – INÍCIO DA GRANDE TRIBULAÇÃO
2- ARREBATAMENTO
3- TÉRMINO DA GRANDE TRIBULAÇÃO
4- VOLTA TRIUNFAL DE JESUS
5- O MILÊNIO
6 – A BATALHA FINAL
7- O PORVIR

Este palestrante advoga essa posição como a mais coerente com as profecias apocalípticas
c)      PRÉ-MILENISTA PÓS-TRIBULACIONISTA – É aquele que crê que o arrebatamento da Igreja ocorrerá após o período da “Grande Tribulação”, quando os sobreviventes cristãos serão arrebatados e os mortos em Cristo serão ressuscitados. Já que o Senhor não preservou a Igreja dos Mártires de passar por tanto sofrimento, por que haveria de preservar a igreja da última hora também? Assim, teríamos:
1- GRANDE TRIBULAÇÃO
2- RESSURREIÇÃO DOS SALVOS E ARREBATAMENTO
3- VOLTA TRIUNFAL DE JESUS
4- O MILÊNIO
5- A BATALHA VINAL
6- O PORVIR

RESUMO:

POSIÇÕES SOBRE O QUE ACONTECE APÓS A MORTE:
1)       JUÍZO IMEDIATO
2)      SONO DA ALMA
3)      ESTADO INTERMEDIÁRIO

POSIÇÕES SOBRE O MILÊNIO:
1)       OS AMILENISTAS
2)      OS PÓS-MILENISTAS
3)      OS PRÉ-MILENISTAS

POSIÇÕES SOBRE OS PRÉ-MILENISTAS E A GRANDE TRIBULAÇÃO:
1)       OS PRÉ-TRIBULACIONISTAS
2)      OS MID-TRIBULACIONISTAS
3)      OS PÓS-TRIBULACIONISTAS

Por que o pré-milenismo é melhor?
1)     Porque não ignora as profecias sobre um possível milênio de paz sobre a Terra
2)     Porque é a única alternativa para um período de paz e harmonia entre todos
3)     Porque cumpre profecias davídicas
4)     Porque propicia o entendimento sobre uma prisão de mil anos ao Diabo
5)     Porque cria o ambiente para um império mundial real sobre a Terra para o Messias

Por que o mid-tribulacionismo é melhor?
1)     Porque o arrebatamento será uma surpresa para todos
2)     Porque a apostasia terá que ser rejeitada pelos fiéis, tem que haver fiéis nesse tempo
3)     Porque haverá necessidade de perseverança, ainda que o período não venha a ser longo, mas abreviado.

VAMOS, ENTÃO, ÀS PROFECIAS QUE
ANTECEDEM A VOLTA DE JESUS.

Veremos isso amanhã, se assim Deus nos permitir.



IGREJA BATISTA BOAS NOVAS DE OSASCO SP
Avenida Internacional, 592 – Jardim Santo Antonio – Osasco SP

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