SOCORRO EM TEMPOS DE CRISE
00 - INTRODUÇÃO
Caríssimos ouvintes, a graça e a paz de nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo! Quem lhes saúda é o Pr. Wagner Antonio de Araújo e esta é a série
SOCORRO EM TEMPOS DE CRISE.
Neste tempo em que vivemos, com tantas mudanças climáticas, somos
entristecidos todos os dias com as catástrofes que se avolumam pelo mundo. Quem
não se lembra do recente terremoto que dizimou dezenas de milhares de vidas na
Síria e na Turquia? Milhares de prédios e casas caíram sobre a população;
bairros inteiros desapareceram; famílias foram soterradas. A tragédia foi
terrível e dramática.
Nas primeiras horas após o terremoto inúmeras pessoas foram salvas
pelos brigadistas e pelos voluntários, que se apresentavam por toda parte
procurando ajudar. Alguns o faziam porque os familiares estavam soterrados.
Outros porque sentiam que era o seu dever. Conforme as horas passavam a
esperança de salvar alguém ia desaparecendo. Mas muitos continuavam a cavar, a
procurar, a buscar. Surpresas aconteciam por toda a região: uma menina,
soterrada, foi encontrada a abraçar o irmão mais novo, tentando protegê-lo,
ainda que lhe custasse a própria vida. Um bebê foi encontrado mais de cem horas
depois, e estava vivo! O tempo passou, as pessoas não clamavam mais por socorro.
Mas, de quando em quando um milagre: gente que sobreviveu por dias embaixo do
concreto e dos tijolos! Muitos clamavam por socorro.
Socorro é a expressão que usamos quando precisamos de ajuda, de
uma mão amiga, de um consolo, de uma saída para a nossa crise. Quantos de nós já
não tivemos a necessidade de um socorro bem presente na hora da angústia?
Existem momentos em que estamos absolutamente sem ajuda, sem a presença de
ninguém, sem a menor esperança de uma alteração de nossa situação. Eu já fui
assaltado, já caí em ladeiras, já me perdi no mato, já passei mal de saúde e já
estive no exterior correndo risco de morte. E pude presenciar, não raras vezes,
o socorro que chegara na hora exata, na hora mais necessária e de uma maneira
inesperada. Foram as surpresas divinas na nossa vida e na nossa
história.
Nesta série de estudos gostaria de refletir sobre a necessidade
que temos do socorro de Deus em nossas crises diversas. Por exemplo, há momentos
em que a solidão toma conta de nossos corações: pais que pouco contato têm com
seus filhos; cônjuges que se veem abandonados sem qualquer justificativa
plausível; amigos que são relegados ao esquecimento; ingratidão por parte de
familiares; falta de companhia em dias frios e tristonhos etc. Haveria um
socorro divino para isso?
Precisamos de socorro para as nossas horas de tristeza. Quantas
horas amargas atravessamos em nossa vida! Idosos em asilos sem parentes que lhes
dê afeto; ingratidão de tantos que foram ajudados e que se esqueceram de
agradecer; a saudade da terra natal e de momentos mais felizes. Gostaríamos de
falar sobre isso também.
Precisamos de socorro para as decepções enfrentadas no curso de
nossa vida. Filhos que nos desapontam; gente que nos promete e que não cumpre o
prometido; negócios que foram por água abaixo. Também falaremos sobre a traição,
essa praga medonha que persegue o coração das pessoas que gostariam de ter a
fidelidade daqueles a quem serviram e com quem se comprometeram. Falaremos sobre
o socorro para os dias de velhice, quando a vida se esvai, quando não há
perspectiva de futuro e quando não temos nada com que nos sustentar de forma
condigna, ficando à mercê da caridade de outrem.
Queremos tratar do socorro nas horas de desespero, quando estamos
no meio de uma crise ou de um grave acidente, e também o socorro para os
desapontamentos que sofremos na vida. Há muitos ministros do evangelho que
também sofrem tais contrariedades e que quase nunca podem compartilhar o que
sentem, sob o risco de escandalizar aqueles que lhes admiram. Há socorro de Deus
para eles também!
Falaremos sobre o socorro para a desesperança, quando humanamente
não há mais nada a esperar da vida e das circunstâncias que se nos apresentam.
Falaremos sobre o socorro de Deus para as horas em que escorregamos em nossa
comunhão e pecamos contra Deus, contra a família, contra o próximo e contra nós
mesmos. Há socorro divino para estes também, bem como para aqueles que não
possuem mais recursos para nada, nem para comer.
Há socorro de Deus para os que estão aborrecidos com as
circunstâncias e com a injustiça com que consideram terem sido tratados pela
vida. Oportunidades perdidas, chances que se foram, portas que se trancaram sem
nenhuma explicação. Tudo isso gera no coração um esfriamento espiritual, a ponto
da comunhão entre o entristecido e Deus ser a mais fria possível, não
satisfazendo o coração. Há socorro para estes também. Enfim, há socorro de Deus
para nós!
Esperamos que esta série possa alcançar o coração dos ouvintes e
trazer esperança àquele que atravessa as tempestades da vida. Que Deus nos
ajude. Até o próximo encontro!
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