SOCORRO EM TEMPOS DE CRISE
02 - O SOCORRO DIVINO NAS HORAS DE TRISTEZA
Caríssimos ouvintes, a graça e a paz de nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo! Quem lhes saúda é o Pr. Wagner Antonio de Araújo e esta é a série
SOCORRO EM TEMPOS DE CRISE. Hoje queremos refletir sobre O SOCORRO DIVINO NAS
HORAS DE TRISTEZA.
A tristeza de alguém não pode ser avaliada em sua totalidade por
alguém que contempla o sofredor. A frase “eu sei o que você está sentindo” pode
soar bem solidária, mas há casos em que ela não é verdadeira.
Lembro-me do pobre menino que morreu no barco onde seu pai e a
família fugiam, nos países árabes. Eles tentavam sair da tirania de suas cidades
e começar uma vida nova na Europa. Mas eles naufragaram. Um guarda encontrou o
corpinho do menino sírio e aquela foto comoveu o mundo. Em semanas tudo ficou
esquecido. Eu pergunto: e no coração do pai?
Lembro-me de um pastor muito querido, de saudosa memória, que teve
a infelicidade de perder a sua filhinha logo nos primeiros dias de vida. Um dia
ele visitou a minha filha recém nascida e, conquanto não fosse dado a manifestar
emoções, chorou e contou-me a sua história, comovido por ver-me com tão tenra
bebê em casa. A tristeza de um pai de luto! Há quem tenha amado muito a uma
pessoa e acabou por ver o seu relacionamento rompido com dolo, com traição, com
abandono e com falta de humanidade. Um coração assim possui uma tristeza que não
sai!
As dores humanas são consequência do pecado da raça humana,
iniciados com Adão e Eva em sua rebelião contra a vontade de Deus no Jardim do
Éden, seguindo história afora com uma sucessão de tristezas. A morte que chega
causa tristeza. A dor que sentimos, seja física ou emocional, causa tristeza. A
ausência de amigos causa tristeza. A demissão de um emprego causa tristeza. O
fim de uma carreira causa tristeza. A aposentadoria, que se apresenta como uma
alegria no fim de anos de serviço, também gera a tristeza de não nos sentirmos
mais parte de um empreendimento, ou úteis em alguma coisa. Quantos idosos jogam
dominó nas entradas de supermercados ou praças públicas, buscando afastar a dita
tristeza com entretenimentos constantes e
enfadonhos!
Pior que isso são aqueles que buscam o consolo destas dores
íntimas com o uso do álcool. Eles bebem para esquecer, para se livrarem da dor.
Mas o álcool é assim: enquanto entorpece também destrói a saúde, bem como a
dignidade, o respeito e o pudor. Outros buscam nas drogas e nas viagens
psicodélicas, cheirando o pó químico que inescrupulosos industriais fabricam e
vendem com grande lucro sobre o sofrimento das pessoas. Há nas grandes cidades
verdadeiras vilas abertas de usuários de drogas. Quem são? São pessoas tristes,
frustradas, cheias de ressentimento e culpa, andarilhos que buscam o fim da
tristeza em entorpecimento que só lhes destrói.
Há remédio para a tristeza. E este remédio começa quando o ser
humano compreende que existe resposta às três indagações básicas da alma: 1) Por
que nasci?; 2) Para que vivo?; 3) Para onde irei quando morrer?.
Deus pode amenizar, tratar e curar as tristezas. A vida é, de fato
um vale de lágrimas, mas Deus consola as nossas dores. Primeiro Ele nos perdoa
os pecados e tira de sobre nós o fardo de culpa que nos separa da felicidade.
A
este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão
o perdão dos pecados pelo seu nome. (At 10:43).
Em segundo lugar Ele entra no coração e mora na vida
daquele que O busca de todo o coração. Eis
que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta,
entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. (Ap
3:20).
Em terceiro lugar Ele se torna companhia presente
para cada momento e para cada hora da existência: Eis
que Deus é a minha salvação; nele confiarei, e não temerei, porque o Senhor Deus
é a minha força e o meu cântico, e se tornou a minha salvação. (Is
12:2). Em quarto lugar Deus nos mostra um
propósito maior para a vida, que, se não explica os nossos sofrimentos e dores,
pelo menos indica um objetivo maior para tudo o que enfrentamos. Há coisas que
poderemos entender ao longo da vida. Mas há outras que só compreenderemos na
eternidade, quando estivermos junto de Jesus.
Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o
saberás depois. (Jo 13:7). Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as
Escrituras. (Lc 24:45).
Um testemunho pessoal: eu busquei casar-me aos 18 anos. Mas não
obtive sucesso. Então procurei um casamento ao longo das próximas décadas e
também não fui feliz. Senti tristeza. Mas, ao chegar aos 45 anos Deus me coroou
de êxito, concedendo-me uma esposa muito melhor do que jamais sonhei. E aos 50
anos fui pai, tendo hoje 3 filhos. A tristeza momentânea deu lugar à alegria do
porvir. Creia-me, ouvinte: se confiarmos em Deus Ele nos consolará e nos dará a
Sua preciosa e gratificante companhia. Que Ele nos abençoe.
Amém.
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