segunda-feira, 7 de agosto de 2023

memórias literárias - 1322 - SÉRIE SOCORRO EM TEMPOS DE CRISE - 02 - O SOCORRO DIVINO NAS HORAS DE TRISTEZA

 SOCORRO EM TEMPOS DE CRISE

 

02 - O SOCORRO DIVINO NAS HORAS DE TRISTEZA

 

Caríssimos ouvintes, a graça e a paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Quem lhes saúda é o Pr. Wagner Antonio de Araújo e esta é a série SOCORRO EM TEMPOS DE CRISE. Hoje queremos refletir sobre O SOCORRO DIVINO NAS HORAS DE TRISTEZA.

 

A tristeza de alguém não pode ser avaliada em sua totalidade por alguém que contempla o sofredor. A frase “eu sei o que você está sentindo” pode soar bem solidária, mas há casos em que ela não é verdadeira.

 

Lembro-me do pobre menino que morreu no barco onde seu pai e a família fugiam, nos países árabes. Eles tentavam sair da tirania de suas cidades e começar uma vida nova na Europa. Mas eles naufragaram. Um guarda encontrou o corpinho do menino sírio e aquela foto comoveu o mundo. Em semanas tudo ficou esquecido. Eu pergunto: e no coração do pai?

 

Lembro-me de um pastor muito querido, de saudosa memória, que teve a infelicidade de perder a sua filhinha logo nos primeiros dias de vida. Um dia ele visitou a minha filha recém nascida e, conquanto não fosse dado a manifestar emoções, chorou e contou-me a sua história, comovido por ver-me com tão tenra bebê em casa. A tristeza de um pai de luto! Há quem tenha amado muito a uma pessoa e acabou por ver o seu relacionamento rompido com dolo, com traição, com abandono e com falta de humanidade. Um coração assim possui uma tristeza que não sai!

 

As dores humanas são consequência do pecado da raça humana, iniciados com Adão e Eva em sua rebelião contra a vontade de Deus no Jardim do Éden, seguindo história afora com uma sucessão de tristezas. A morte que chega causa tristeza. A dor que sentimos, seja física ou emocional, causa tristeza. A ausência de amigos causa tristeza. A demissão de um emprego causa tristeza. O fim de uma carreira causa tristeza. A aposentadoria, que se apresenta como uma alegria no fim de anos de serviço, também gera a tristeza de não nos sentirmos mais parte de um empreendimento, ou úteis em alguma coisa. Quantos idosos jogam dominó nas entradas de supermercados ou praças públicas, buscando afastar a dita tristeza com entretenimentos constantes e enfadonhos!

 

Pior que isso são aqueles que buscam o consolo destas dores íntimas com o uso do álcool. Eles bebem para esquecer, para se livrarem da dor. Mas o álcool é assim: enquanto entorpece também destrói a saúde, bem como a dignidade, o respeito e o pudor. Outros buscam nas drogas e nas viagens psicodélicas, cheirando o pó químico que inescrupulosos industriais fabricam e vendem com grande lucro sobre o sofrimento das pessoas. Há nas grandes cidades verdadeiras vilas abertas de usuários de drogas. Quem são? São pessoas tristes, frustradas, cheias de ressentimento e culpa, andarilhos que buscam o fim da tristeza em entorpecimento que só lhes destrói.

 

Há remédio para a tristeza. E este remédio começa quando o ser humano compreende que existe resposta às três indagações básicas da alma: 1) Por que nasci?; 2) Para que vivo?; 3) Para onde irei quando morrer?.

 

Deus pode amenizar, tratar e curar as tristezas. A vida é, de fato um vale de lágrimas, mas Deus consola as nossas dores. Primeiro Ele nos perdoa os pecados e tira de sobre nós o fardo de culpa que nos separa da felicidade. A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome. (At 10:43). Em segundo lugar Ele entra no coração e mora na vida daquele que O busca de todo o coração. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. (Ap 3:20). Em terceiro lugar Ele se torna companhia presente para cada momento e para cada hora da existência: Eis que Deus é a minha salvação; nele confiarei, e não temerei, porque o Senhor Deus é a minha força e o meu cântico, e se tornou a minha salvação. (Is 12:2). Em quarto lugar Deus nos mostra um propósito maior para a vida, que, se não explica os nossos sofrimentos e dores, pelo menos indica um objetivo maior para tudo o que enfrentamos. Há coisas que poderemos entender ao longo da vida. Mas há outras que só compreenderemos na eternidade, quando estivermos junto de Jesus. Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. (Jo 13:7). Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. (Lc 24:45).

 

Um testemunho pessoal: eu busquei casar-me aos 18 anos. Mas não obtive sucesso. Então procurei um casamento ao longo das próximas décadas e também não fui feliz. Senti tristeza. Mas, ao chegar aos 45 anos Deus me coroou de êxito, concedendo-me uma esposa muito melhor do que jamais sonhei. E aos 50 anos fui pai, tendo hoje 3 filhos. A tristeza momentânea deu lugar à alegria do porvir. Creia-me, ouvinte: se confiarmos em Deus Ele nos consolará e nos dará a Sua preciosa e gratificante companhia. Que Ele nos abençoe. Amém.

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