segunda-feira, 7 de agosto de 2023

memórias literárias - 1324 - SÉRIE SOCORRO EM TEMPOS DE CRISE - 05 - O SOCORRO DIVINO QUANDO ENVELHECEMOS

 SOCORRO EM TEMPOS DE CRISE

 

05 - O SOCORRO DIVINO QUANDO ENVELHECEMOS

 

Caríssimos ouvintes, a graça e a paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Quem lhes saúda é o Pr. Wagner Antonio de Araújo e esta é a série SOCORRO EM TEMPOS DE CRISE. Hoje queremos refletir sobre O SOCORRO DIVINO QUANDO ENVELHECEMOS.

 

Quando eu era criança considerava bem velha uma pessoa que tivesse 25 anos de idade. Afinal, eu era uma criança e ela tinha 3 vezes a minha idade. O tempo passou. Quando me tornei adolescente achava velha a pessoa que contasse 40 anos de idade. O tempo continuou a correr. Hoje eu tenho 57 para 58 anos. A quem considero velho? A mim mesmo! Afinal, já atravessei todas as fases de desenvolvimento físico e caminho para o ocaso da vida. Esta situação é inevitável para quem está vivo. Temos que conviver com isto. Como fazê-lo de forma agradável?

 

Há quem chegue à velhice com todas as condições econômicas para desfrutar de conforto, bem estar e cuidados assistenciais necessários. Talvez tenha herdado um bom valor que lhe proveu tais recursos, ou então trabalhou e foi precavido o bastante, guardando o necessário para os tempos idosos. Mas a verdade é que esta não é a situação da maioria das pessoas. Nunca teremos o suficiente para as nossas necessidades quotidianas e, num país como o Brasil, dificilmente conseguimos guardar o suficiente para a velhice. Alguns ajuntam muito dinheiro às custas de sua saúde e depois, quando velhos, gastam todo o dinheiro em busca da saúde perdida.

 

A velhice nos amedronta, pois não há mais “quando eu fizer tantos anos, quando eu chegar a tal idade”, com planos para o futuro. O corpo não aguenta mais esforço; não temos mais as pessoas a quem amávamos por perto e só temos despesas e comorbidades que aumentam com o passar do tempo. Será que há socorro divino para quem envelhece?

 

A Bíblia nos diz que sim. A Palavra de Deus nos afirma que Deus é socorro para as horas de velhice e também companhia para a solidão das horas idosas.

 

Jó foi um homem que construira um grande patrimônio e uma grande família. Ele temia a Deus. O inimigo, contudo, fez de tudo e conseguiu obter vantagem contra ele, trazendo-lhe doenças, perda de bens e da própria família. Jó ficou na pior situação que um ser humano possa se encontrar. Como foi aprovado na sua provação Deus o retirou da turbulência, curando-lhe as enfermidades e concedendo-lhe o dobro de bens e renovando a sua prole com as filhas mais lindas de todo o Oriente. Ou seja, a sua velhice foi muito mais feliz do que as fases anteriores a ela.

 

Um dos salmistas escreveu assim: Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão. (Sl 37:25). Aqui está uma excelente análise sobre o idoso que confia no Senhor: ele jamais mendiga o seu pão, exceto quando perseguido por causa de sua fé em Cristo em lugares que proíbem o evangelho. Naquelas ocasiões pode sofrer necessidades, mas com um propósito definido. O Apóstolo Paulo, velho cristão, disse com inteira propriedade: Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. (Fp 4:11).

 

Os idosos mais felizes que eu conheci não tinham muita coisa, mas eram felizes em seus corações porque tinham a Jesus Cristo em suas vidas. Posso citar a irmã Isabel Felix, que viveu até os 87 anos e foi uma joia no meu ministério pastoral, minha companheira de oração, de visitação e que animava até a juventude com a sua alegria e disposição. Cito o irmão Sebastião Emerich, que me criou no evangelho. Ele viveu até os 94 anos e pregou até o fim de sua vida, lendo a Bíblia mais de 300 vezes e nunca padecendo necessidades, ainda que um assalariado aposentado. Lembro-me do irmão Amós Santos, um grande construtor de casas que, até o fim de sua vida, só tinha palavras de gratidão por tudo o que o Senhor lhe concedia. Lembro-me de minha saudosa mamãe, que por tudo dava graças, mesmo não podendo mais sair de casa ou caminhar.

Os velhos, que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência; (Tt 2:2).

 

Esta é a ordem bíblica para um idoso que tema a Deus. Que seja sóbrio, jamais embriagado ou de ânimo desiquilibrado. Que seja grave, isto é, que leve a sério o que vive, o que ensina e o que mostra. Que seja prudente, não colocando em risco os recursos que ainda possui, nem agindo de forma impensada para com a família ou com os amigos. Que seja prudente, tomando cuidado com tombos, com a higiene, com o uso de medicamentos. Que seja são na fé, crendo exclusivamente em Jesus Cristo e jamais abandonando a sua comunhão com Deus. Que tenha muito amor por todos e que seja paciente, suportando a fraqueza física, as enfermidades, a solidão muitas vezes e o viver quotidiano.

 

Deus torna a velhice um prêmio, um coroamento, um tempo em que as lembranças boas, obtidas no Senhor, estamparão as memórias a serem lembradas. Que façamos do Senhor o nosso socorro nos tempos de velhice. Amém.

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