SOCORRO EM TEMPOS DE CRISE
05 - O SOCORRO DIVINO QUANDO ENVELHECEMOS
Caríssimos ouvintes, a graça e a paz de nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo! Quem lhes saúda é o Pr. Wagner Antonio de Araújo e esta é a série
SOCORRO EM TEMPOS DE CRISE. Hoje queremos refletir sobre O SOCORRO DIVINO QUANDO
ENVELHECEMOS.
Quando eu era criança considerava bem velha uma pessoa que tivesse
25 anos de idade. Afinal, eu era uma criança e ela tinha 3 vezes a minha idade.
O tempo passou. Quando me tornei adolescente achava velha a pessoa que contasse
40 anos de idade. O tempo continuou a correr. Hoje eu tenho 57 para 58 anos. A
quem considero velho? A mim mesmo! Afinal, já atravessei todas as fases de
desenvolvimento físico e caminho para o ocaso da vida. Esta situação é
inevitável para quem está vivo. Temos que conviver com isto. Como fazê-lo de
forma agradável?
Há quem chegue à velhice com todas as condições econômicas para
desfrutar de conforto, bem estar e cuidados assistenciais necessários. Talvez
tenha herdado um bom valor que lhe proveu tais recursos, ou então trabalhou e
foi precavido o bastante, guardando o necessário para os tempos idosos. Mas a
verdade é que esta não é a situação da maioria das pessoas. Nunca teremos o
suficiente para as nossas necessidades quotidianas e, num país como o Brasil,
dificilmente conseguimos guardar o suficiente para a velhice. Alguns ajuntam
muito dinheiro às custas de sua saúde e depois, quando velhos, gastam todo o
dinheiro em busca da saúde perdida.
A velhice nos amedronta, pois não há mais “quando eu fizer tantos
anos, quando eu chegar a tal idade”, com planos para o futuro. O corpo não
aguenta mais esforço; não temos mais as pessoas a quem amávamos por perto e só
temos despesas e comorbidades que aumentam com o passar do tempo. Será que há
socorro divino para quem envelhece?
A Bíblia nos diz que sim. A Palavra de Deus nos afirma que Deus é
socorro para as horas de velhice e também companhia para a solidão das horas
idosas.
Jó foi um homem que construira um grande patrimônio e uma grande
família. Ele temia a Deus. O inimigo, contudo, fez de tudo e conseguiu obter
vantagem contra ele, trazendo-lhe doenças, perda de bens e da própria família.
Jó ficou na pior situação que um ser humano possa se encontrar. Como foi
aprovado na sua provação Deus o retirou da turbulência, curando-lhe as
enfermidades e concedendo-lhe o dobro de bens e renovando a sua prole com as
filhas mais lindas de todo o Oriente. Ou seja, a sua velhice foi muito mais
feliz do que as fases anteriores a ela.
Um dos salmistas escreveu assim:
Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente
a mendigar o pão. (Sl 37:25).
Aqui está uma excelente análise sobre o idoso que
confia no Senhor: ele jamais mendiga o seu pão, exceto quando perseguido por
causa de sua fé em Cristo em lugares que proíbem o evangelho. Naquelas ocasiões
pode sofrer necessidades, mas com um propósito definido. O Apóstolo Paulo, velho
cristão, disse com inteira propriedade: Não
digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que
tenho. (Fp 4:11).
Os idosos mais felizes que eu conheci não tinham muita coisa, mas
eram felizes em seus corações porque tinham a Jesus Cristo em suas vidas. Posso
citar a irmã Isabel Felix, que viveu até os 87 anos e foi uma joia no meu
ministério pastoral, minha companheira de oração, de visitação e que animava até
a juventude com a sua alegria e disposição. Cito o irmão Sebastião Emerich, que
me criou no evangelho. Ele viveu até os 94 anos e pregou até o fim de sua vida,
lendo a Bíblia mais de 300 vezes e nunca padecendo necessidades, ainda que um
assalariado aposentado. Lembro-me do irmão Amós Santos, um grande construtor de
casas que, até o fim de sua vida, só tinha palavras de gratidão por tudo o que o
Senhor lhe concedia. Lembro-me de minha saudosa mamãe, que por tudo dava graças,
mesmo não podendo mais sair de casa ou caminhar.
Os
velhos, que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na
paciência; (Tt 2:2).
Esta é a ordem bíblica para um idoso que tema a Deus. Que seja
sóbrio, jamais embriagado ou de ânimo desiquilibrado. Que seja grave, isto é,
que leve a sério o que vive, o que ensina e o que mostra. Que seja prudente, não
colocando em risco os recursos que ainda possui, nem agindo de forma impensada
para com a família ou com os amigos. Que seja prudente, tomando cuidado com
tombos, com a higiene, com o uso de medicamentos. Que seja são na fé, crendo
exclusivamente em Jesus Cristo e jamais abandonando a sua comunhão com Deus. Que
tenha muito amor por todos e que seja paciente, suportando a fraqueza física, as
enfermidades, a solidão muitas vezes e o viver
quotidiano.
Deus torna a velhice um prêmio, um coroamento, um tempo em que as
lembranças boas, obtidas no Senhor, estamparão as memórias a serem lembradas.
Que façamos do Senhor o nosso socorro nos tempos de velhice.
Amém.
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