quinta-feira, 28 de setembro de 2017

memórias literárias - 533 - EFÉSIOS - A IGREJA - CORPO DE CRISTO - 2a. MENSAGEM

A EPÍSTOLA
DE PAULO
AOS EFÉSIOS

Por Wagner Antonio de Araújo,
Pastor da
Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba,
São Paulo, Brasil

2ª MENSAGEM

EFÉSIOS 1.3-14 –
NOVE BÊNÇÃOS
CONCEDIDAS

O TEXTO – Efésios 1-3-14

3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,
4 assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor

5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,

6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,

7 no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,

8 que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência,

9 desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo,

10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra;

11 nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade,

12 a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo;

13 em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido
, fostes selados com o Santo Espírito da promessa;

14 o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.


INTRODUÇÃO

Elaine e eu formávamos um casal sem filhos. Orávamos e pedíamos ao Senhor para nos conceder herdeiros que nos fizessem companhia, a quem pudéssemos criar e a quem deixássemos o patrimônio de nossa existência. Deus nos atendeu. Primeiramente deu-nos a Rutinha, nossa primogênita. Depois concedeu-nos o Josué, nosso garoto tão querido.

Os nossos filhos nasceram nus, sem pertence algum; não tinham roupas, nem objetos, nem armários, nem cama, nem nada. Nós, os seus pais, fizemos a provisão de tudo para o seu conforto e manutenção, juntamente com os presentes que ganhamos. Compramos móveis para o quarto, berço, roupas de cama, roupinhas para vesti-los, objetos de higiene, mamadeira, carrinho, enfim, tudo. Quando eles saíram da maternidade e chegaram em nossa casa já tinham a provisão necessária para o início da  vida. Como eles mudaram a nossa rotina!

Nesta semana Rutinha dormiu fora pela primeira vez, longe da mamãe. A vovó cuidou dela. Para nós, entretanto, a noite foi difícil: não conseguíamos sentir conforto com a ausência da filha amada. Tudo em casa lembrava a Rute. Quando a vovó a trouxe, o brilho voltou nos nossos olhos e a casa estava completa de novo.

Hoje queremos nos deter nos versos 3 a 14 do capítulo 1 de Efésios. Como sabem, Paulo, o Apóstolo, escreveu esta carta provavelmente no ano 62 da era cristã. Ele a escreveu da prisão em Roma, como Colossenses, Filipenses e Filemon. A carta deve ter circulado por várias igrejas da época e não foi escrita para combater nenhuma heresia, senão para vislumbrar tudo o que Deus nos concedeu em Cristo, transformando-nos em filhos adotivos dEle.

É justamente sobre isso que queremos falar.

Assim como Elaine e eu, Deus proveu o Céu, proveu os homens convertidos com coisas que os qualificaram para que vivessem como filhos do Pai Celeste. Assim como nós os geramos e deles cuidamos, o Pai proveu em Cristo uma série de coisas importantes, maravilhosas, estupendas, através das quais nos capacitou para a vida eterna, para a glória celestial, para o progresso eterno e para a salvação total e perfeita.

Gostaríamos de citar nove bênçãos da salvação em Cristo, da conversão, da vida eterna recebida através do arrependimento de pecados e da fé em Jesus.

I – NOS ABENÇOOU (“nos tem abençoado”, v. 3)

Deus é bendito e nós, que somos do Senhor, fomos abençoados pelo Seu Santo Nome. Como sobre nós repousa o Nome dEle, a presença dEle, então a Sua bênção também está sobre nós. Cristo em nós, Cristo em nosso coração, Cristo em nossa vida, somos contados como Seu povo, Sua igreja, Seus Filhos adotivos. Não há bênção maior do que essa!

II – NOS ESCOLHEU (“nos escolheu nEle”, v. 4)

Há duas verdades antagônicas e paradoxais nas Escrituras Sagradas. Uma é aquela que nos garante o livre arbítrio para fazer as nossas escolhas. E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida. (Ap 22:17) A outra, não menos importante, é a que afirma categoricamente que Deus tem direito de escolha e usa esse direito para escolher aqueles que serão por Ele salvos e recebidos. É isto que o texto diz.

Paulo afirma que Deus nos escolheu “antes da fundação do mundo”, isto é, antes de qualquer criação, antes do nosso nascimento, antes que tivéssemos feito alguma coisa para merecer esta dádiva.

Como harmonizar estas duas verdades? Como equilibrá-las? As tentativas são diversas. A polarização tem trazido enormes prejuízos para as igrejas. Muitos destacam o livre arbítrio e lançam por terra a verdade de que Deus nos escolheu por conta e por vontade própria, como afirma o texto. Outros, ignorando a verdade de que ao homem foi dado o direito de optar, de escolher, de receber ou de rejeitar, lançam a raça humana no determinismo absoluto de um Deus fatalista.

O melhor caminho é sabermos que a mensagem do Senhor nos é pregada visando a nossa conversão. Quando somos convertidos descobrimos que, muito antes de nascermos, antes da fundação do mundo, o nosso nome já era conhecido pelo Pai. Assim, o livre arbítrio e a predestinação dão as mãos de forma efusiva e festiva, celebrando com alegria a bênção da vida eterna. O crente diz: “Então Deus me amou antes da fundação do mundo? Eu já era conhecido dEle? Aleluia, Senhor! Eu não mereço, mas agradeço!”

Deus teve dois propósitos ao nos escolher.

O primeiro: sermos santos,  isto é, separados, consagrados, sem nos misturarmos com o mundo de onde viemos, com os seus valores, com a sua aparência, com as suas crendices. Esta santificação é fundamental na vida do escolhido de Deus. Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; (Hb 12:14)

O segundo: andarmos de forma irrepreensível, dando o testemunho de transformação. Não fomos escolhidos para uma vida folgada, sem compromisso, sem testemunho. Pelo contrário, os escolhidos têm o dever de serem bons pais, bons cônjuges, bons filhos, bons trabalhadores, bons cidadãos, bons pagadores, bons crentes, bons irmãos, bons em tudo!

III – NOS PREDESTINOU ( “nos predestinou” v. 5)

Assim como a eleição citada acima, ela salienta uma predestinação com um objetivo: “a adoção de filhos”. Lembro-me daquele querido irmão que não tinha filhos. Ao ver aquele bebê tão carente, tão necessitado e tão clemente, não teve dúvidas: o escolheu para que fosse seu filho. Ao recebê-lo e ao registrá-lo como seu, num ato forense, num ato cartorial, como o seu coração alegrou-se! Balbuciou ao pequeno: “Não tenha medo; de hoje em diante você será chamado de meu filho!” Oh, gloriosa beleza do amor de Deus! Ele nos predestinou para fazer de nós filhos Seus! Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; (Jo 1:12)

IV – NOS CONCEDEU ( “nos concedeu...para sermos ...” v. 6, 12)

Em Cristo foi-nos concedida a dádiva de sermos “para o louvor da glória de Sua graça”.  E o que isto significa?

Éramos pecadores inverterados, mortos e separados de Deus. O amor do Criador, contudo, nos alcançou no túmulo de nossa existência (conquanto vivos fisicamente, estávamos mortos espiritualmente). Ergueu-nos, atuou de forma miraculosa pelo Espírito Santo, convencendo-nos do pecado, da justiça e do juízo, e provocou em nós o novo nascimento, através do qual fomos feitos novas criaturas, novos nascidos. O resultado foi uma transformação radical e profunda. Um exemplo disto foi aquele homem de Gadara, absolutamente possesso e que vivia entre os sepulcros, machucado, nu e solto. Ao ser encontrado por Jesus teve a libertação cabal: mais de dois mil demônios o deixaram! O resultado para o homem foi a sua completa libertação, o vestir-se, o juízo perfeito, a paz e a calma. Os conterrâneos, perplexos com a mudança, viram o que Deus havia feito. Infelizmente usaram desse milagre para expulsar a Jesus (os porcos dos quais cuidavam haviam morrido). Mas a vida transformada deste libertado tornou-se louvor da glória de Sua graça! Ele tornou-se missionário no meio de sua família.

Cada um de nós, alcançado pelo Senhor, também foi transformado por Ele! Os que eram promíscuos tornaram-se santos no seu procedimento; os que xingavam limparam a sua boca; os que fumavam abandonaram esse vício; os que se embriagavam abandonaram a cerveja e o vinho; os que se dobravam aos ídolos passaram a ajoelharem-se apenas diante de Deus. E assim as mudanças são um testemunho magnífico de transformação, o que  promove entre os homens e anjos motivo de se dizer: “Bendito seja Deus por tão grande salvação”!


V – NOS REDIMIU ( “no qual temos a redenção” v. 7)

Na época do Apóstolo Paulo havia dois tipos de pessoas. Os cidadãos, aqueles que possuíam  todos os direitos legais e civis, e os escravos, que não tinham direito algum, que eram propriedade e patrimônio de alguém abastado. Quando alguém era comprado, a posse daquele escravo era transferida para o novo dono. Alguns eram comprados e alforriados, isto é, libertados para tornarem-se homens livres. Outros para serem escravos dos compradores.

Paulo usa a mesma linguagem para explicar que Jesus Cristo, pelo Seu precioso e inigualável sangue, derramado na cruz do Calvário, comprou-nos do poder de Satanás, que era o senhor de nossas vidas em pecado. Cristo libertou-nos do mal, do Inferno e da perdição. Ele nos comprou! Tirou-nos das mãos do tirano, das mãos do pecado e transportou-nos para o Seu Reino e para o Seu amor! As cordas que nos amarravam, as gaiolas que nos continham, os compromissos sob ameaças que nos impunha o maldito proprietário foram rompidos, pois Cristo pagou pela nossa libertação. Aleluia!

VI – NOS DERRAMOU ( “derramou abundantemente sobre nós...” v. 8)

A palavra “derramou” significa “sobejamente, abundantemente, mais do que poderia ser contido”. Lembro-me de nossa casa na roça, na Meia Légua, em Cambuí, Minas Gerais, onde eu passava anualmente pelo menos dois meses. Papai canalizara a água de uma mina, numa montanha próxima. O cano tinha duas saídas, uma para a pia da cozinha, dentro de casa, e a outra para a pia do tanque, do lado de fora. A força da água era tanta que, às vezes, o sabugo que servia de rolha, era expulso com violência, deixando vazar a água abundantemente. A água jorrava livremente (e não havia conta de água!)

Assim também Deus derramou sobre nós a “riqueza da sua graça”, isto é, dando-nos tudo gratuitamente em Cristo, o Amado, o Senhor, o remidor! E não deu pouco, milimetricamente contado; deu-nos “a transbordar”! Tudo o que recebemos, tudo aquilo de que fomos supridos, não é mérito nosso, é graça de Deus, é favor imerecido, é puro exercício de misericórdia de Deus! Essa graça não veio por medidas, mas ela está presente e se derrama, é abundante, está acima do que podemos conter! A graça nos salva, nos perdoa, nos assiste, nos enche de paz, nos dá a plenitude do Espírito, nos concede segurança, nos mostra o caminho a seguir, nos coloca oportunidades de amar, nos dá boca para testemunhar; enfim, a graça é tal que se derrama e influencia a todos que conosco convivem! “Preciosa graça de Jesus!” “Oh, profundidade das riquezas, tanto da sabedoria quanto da ciência de Deus!”

Tal graça abundante concede duas grandes dádivas para cada um de nós.

A primeira: torna-nos “sábios”, nos enche de sabedoria. O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução. (Pv 1:7)

A segunda é a “prudência”. Através dela podemos tomar decisões fundamentadas na razão, na certeza, na convicção espiritual, nos fundamentos do que é certo, e não daquilo que sentimos, que achamos, que desejamos. A prudência nos coloca os pés no chão. Ela nos faz gastar apenas o suficiente, dizer apenas o que é necessário, sentir apenas aquilo que é edificante, guardar apenas o que nos edifica.

VII– NOS DESVENDOU (“nos desvendou o mistério...” v. 9)

A graça de Deus desvenda aos nossos olhos e corações o grande propósito de Deus: fazer convergir em Cristo toda a criação, todas as criaturas, toda a história, todo o universo. Este é o propósito divino: centralizar em Cristo o mundo que através dEle foi criado. A plenitude dos tempos é o tempo certo, escolhido por Deus, para que Cristo viesse e se tornasse o Cordeiro de Deus, o reconciliador divino entre criador e criaturas.

Toda a criação confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Todo o universo, todas as dimensões se submeterão à Sua autoridade e mostrarão que foi do agrado do Pai convergir em Jesus Cristo todas as coisas, quer as visíveis, quer as invisíveis. Ele é o Senhor da vida, da morte, da eternidade, do espaço, do tempo, do amor e da graça. E este reconhecimento começa conosco, que O recebemos como Senhor e Salvador de nossos corações, estendendo-se, no futuro, por uma confissão maciça desta verdade. E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. (Fp 2:11)

VIII– NOS FEZ HERANÇA ( “fomos feitos herança” v. 10)

Esta afirmação pode significar duas coisas.

A primeira delas diz respeito a tornar-nos parte de Sua própria herança, isto é, fez de nós propriedade Sua, tendo em vista que nos comprou do pecado e de Satanás, fazendo-nos Seus servos, mas, acima de tudo, Seus filhos. Tornamo-nos herança de Deus, parte de Seu patrimônio. Lá em casa dizemos: “O que é realmente nosso aqui somos nós, a nossa fé e os nossos filhos”. Os filhos são herança nossa indubitavelmente!

A segunda possibilidade é que nós nos tornamos “participantes desta herança”. Jesus Cristo, como Filho, é o herdeiro de todas as coisas criadas, quer as do Céu, quer as da Terra. Como proprietário de tudo, Deus deu a cada filho adotivo, a cada um que recebe a abundância e o derramamento desta graça, o direito de ter parte em tudo isso. Jesus reparte conosco a posse de todo o universo, pois em Cristo fomos feitos Seus irmãos e herdeiros com Ele de todas as coisas.

Que verdades maravilhosas e gloriosas! Somos a herança do Senhor e, igualmente, somos participantes de toda a herança de Jesus! Oh, Deus, não somos dignos! Oh, Deus, não há nada em nós que possa comprar tamanho amor e misericórdia! Como agradecer-Te?

IX – NOS SELOU ( “ fostes selados...” v. 13)

Nos dias do Apóstolo Paulo havia um lacre que selava, fechava, tornava inviolável a correspondência que era endereçada para alguém. Era uma cera derretida sobre o documento ou sobre o objeto fechado, que comprovava que aquilo não fora violado. Hoje temos as versões modernas em nossas aquisições. A empresa avisa: “ao receber o produto pelo correio, não aceite, caso o plástico, a caixa ou o adesivo estejam danificados”. As autoridades usavam nos lacres e nos selos uma estampa, um símbolo, que identificava quem estava enviando, qual a autoridade do remetente. Por fim, um selo estampado, marcado por uma autoridade vigente oficializava um ofício, uma escritura, uma declaração.

O texto bíblico diz que nós fomos selados pelo Espírito Santo. Ele foi enviado ao nosso coração e nos estampou, nos fez um sinal, grafou em nós o símbolo que significa “propriedade exclusiva de Deus”. Oh, profunda verdade! A graça de Deus nos salva para sempre, é inviolável, é eterna, uma vez que a autoridade de quem nos selou, de quem nos marcou, de quem nos estampou é a maior de todas! Quem nos separará do amor de Deus?

No entanto, este selo também funciona como “penhor”. Nas lojas de penhor se costuma deixar um objeto como garantia de que iremos pagar o empréstimo. O texto diz que o Espírito Santo em nós é o penhor que Deus nos deixou, prometendo nos redimir por completo no Dia de Cristo. Ele não apenas nos salvará exclusivamente por Sua graça, como deixou um sinal, um adiantamento.

A presença do Espírito Santo em nós funciona como “parcela de entrada”, isto é, a garantia de que o negócio está feito. Nós damos a entrada no preço de um terreno, de uma casa, de um carro, garantindo ao proprietário que pagaremos o restante. Assim Deus deu a nós o Espírito Santo, que é a garantia externa, sobrenatural, de que Ele completará a obra que começou: salvar-nos e levar-nos para o Seu Reino eterno de luz e de paz! Aleluia!

E como saber se o Espírito Santo está em nós? Seria através de barulho, de línguas ininteligíveis, de dons sobrenaturais? Não, pois tudo isso poderia ser simulado pelo enganador de nossas almas. O grande sinal de que Deus está em nós é a transformação que se dá quando nos convertemos ao Senhor. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2Co 5:17). Além disto, se o Espírito Santo estiver em nós, seremos conduzidos a reproduzir em nós o caráter e a personalidade de Jesus Cristo. Isto se chama “fruto do Espírito” e faz-se presente no coração transformado de todo crente. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio próprio. (Gl 5:22) Isto não pode ser fabricado, não pode ser simulado. Se nós não vivemos como transformados pelo Senhor, alguma coisa vai mal com a nossa fé. Precisamos do selo do Espírito, da conversão genuína.

CONCLUSÃO

Assim como provemos aos nossos filhos tudo o de que precisam para uma vida confortável, digna e bem aproveitada em seu crescimento e maturidade, assim Deus nos concede em Cristo todo o suprimento espiritual e existencial necessário. Como miseráveis pecadores perdidos, Deus nos compra do poder do pecado, nos transforma interiormente e nos capacita de forma sobrenatural e definitiva, fazendo de nós Seus herdeiros, Seus filhos, Seus súditos, Seus adoradores, Seus mensageiros.

Em Cristo somos
1)  Abençoados
2)  Escolhidos
3)  Predestinados
4)  Motivo de louvor
5)  Redimidos
6)  Agraciados
7)  Revelados
8)  Herdeiros
9)  Selados e guardados!

Queira Deus, em Sua infinita graça, fazer de nós dignos cristãos que valorizam a obra de Cristo em nós. Queira Deus implantar em nós santo temor, santa consagração, santa convicção. E transformar-nos em portadores de boas-novas àqueles que ainda não conhecem o farto suprimento que temos em Cristo, autor e consumador de nossa fé.

Amém.

PALAVRAS GREGAS CONTIDAS NO TEXTO SELECIONADO:

Bendito – eulogetos
Em hebraico: bendito  - barukh
Bênção – eulogia
Espirituais – pneumátikos
Mundo – kosmos
Santos – hagios
Sem mácula/mancha/irrepreensíveis – amomo
Predestinou – prooridzo
Adoção – huiothesia
Vontade – thélema
Glória – doksa
Graça – charis
Fez agradáveis/concedeu gratuitamente – chairtoo
Amado – agapáo
Redenção/remissão – apolytrosis
Alma – haima
Ofensas – paráptoma
Sabedoria – Sophia
Prudência – phronesis
Mistério – mysterion
Revelar – gnoridzo
Beneplácito – eudokía
Propusera – protithemai
Tornar a congregar / reunir – anakephalaiomai
Cristo – Christos
Dispensação – administração – oikonomia
Plenitude – pleroma
Tempos / ocasião oportuna – kairós
Céu – ouranos
Terra –
Feitos herança – kleróo
Propósito – próthesis
Faz – energéo
Conselho / volição – boulê
Louvor – epainos
Palavra – lógos
Verdade – alethéia
Evangelho – evangelion
Salvação – soteria
Crido – pisteuô
Selado / marcado / estampado – sphragidzo
Espírito – pneuma
Promessa – epangélia
Penhor – arrhabon
Abundantemente – perisseuo

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

memórias literárias - 532 - EFÉSIOS - A IGREJA - O CORPO DE CRISTO - MENSAGEM 01

A EPÍSTOLA
DE PAULO
AOS EFÉSIOS

Por Wagner Antonio de Araújo,
Pastor da
Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba,
São Paulo, Brasil

INTRODUÇÃO

Pregar sobre a Epístola de Paulo aos Efésios é um desafio a qualquer pregador, ainda que o nosso intento não seja expor a carta dentro dos critérios da exposição bíblica, mas pregar textualmente algumas seleções da carta.

O primeiro desafio diz respeito ao que não abordar, diante do vasto conteúdo de informações encontradas nos livros, bíblias de estudos, comentários, dicionários e informações arqueológicas. Discernir o que se quer destacar do que se deixará para estudos particulares é uma decisão difícil.

O segundo desafio é o de ser fiel ao conteúdo bíblico e não turbar-lhe a pureza. Um pregador que não é fiel ao texto expõe inverdades bíblicas e causa mais estragos do que benefícios aos seus ouvintes. Um texto bíblico deve ser compreendido à luz de leis hermenêuticas claras, honestas, que não causem conflito com outros livros da bíblia e com os contextos diversos em que foram escritos (público-alvo primeiro, cultura e sociedade da época, motivos que levaram à escrita, autoria, local, data etc).

A bênção, contudo, reside em ajudar ao partícipe dos cultos na melhor compreensão da relevante mensagem desta epístola, que enaltece Cristo como Senhor de todo o universo e esclarece de forma contundente a posição do crente em relação a Deus: predestinado, remido, comissionado, seguro. Temas assaz relevantes, difíceis, porém muito práticos e edificantes, se analisados em oração ao Senhor, em santa piedade e no desejo sincero de obedecer a Deus.

Assim, nesta introdução, abordaremos cinco questões, que apresentamos agora.

I – AUTORIA

Muitas discussões são feitas pelos doutores bíblicos, pelos teólogos, pelos críticos, pelos mestres em teologia. Tais discussões afloraram em fins do século 19 e princípios do século 20. A grande questão era: quem escreveu a carta?

Durante toda a história das igrejas cristãs não houve questionamento da autoria. Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, era o seu autor. Erasmo, que compilou o Novo Testamento grego quase à época de Martinho Lutero, achou um vocabulário diferente na carta se comparado a outras epístolas paulinas, excetuando-se Colossenses. Isto foi o estopim para uma enxurrada de críticos da autoria questionarem se Paulo realmente havia escrito a carta.

Os conservadores consideraram que Paulo era o seu autor. Consideraram que a carta fora escrita logo após o apóstolo ter escrito Colossenses, razão pela qual ambas possuem muitos pontos em comum. Mas os liberais apontaram todo tipo de autoria. Alguns diziam que Paulo deixou que um amanuense a escrevesse. Outros que Filemon a compôs. Outros disseram que um discípulo de Paulo, muitos anos depois, preparou a carta como uma introdução à literatura paulina, uma apresentação dos principais temas das outras cartas.

A verdade é uma só: Paulo foi o escritor desta carta, incontestavelmente.

II – DESTINATÁRIO

Lemos no início da Epístola que ela foi enviada aos santos que viviam em Éfeso. Contudo, estes destinatários não aparecem em muitas cópias de manuscritos mais antigos. Além disto a carta fora endereçada para uma igreja muito querida para Paulo. Lá ele ajudou a fundar o trabalho de Deus, ao lado de Áquila e Priscila. Lá ele lutou com feras, perseguido. E lá também viveu por 3 anos, lecionando numa escola. Sua influência na cidade fora tanta, que os comerciantes de oratórios de prata da deusa Diana (Ártemis) tentaram matá-lo. E, para surpresa dos leitores, a carta não faz quase nenhuma citação pessoal, como é comum em outras epístolas, dando a impressão de que não fora realmente endereçada a tão amada igreja que Paulo conhecera.

Os críticos logo vieram em combate de Éfeso como destinatária. Disseram que ela, na verdade, era a carta “aos laodicenses”, mencionada em Colossenses, carta perdida. E que um copista no segundo século incluiu “em Éfeso” para homenagear a cidade. Por isso muitas cópias antigas não possuíam destinatários a não ser “aos santos e fiéis em Cristo Jesus”. Quem estaria certo?

A melhor solução foi proposta por conservadores. A carta originalmente foi escrita aos efésios. Contudo, copiada diversas vezes para ser distribuída e lida em outros locais, teve cópias sem endereçamento. Por esta razão existem manuscritos com e sem o destinatário Éfeso. Paulo enviou a carta a Éfeso, mas ela serviu de encíclica (circular) entre as igrejas próximas, algumas conhecidas, outras desconhecidas.

A origem da igreja de Éfeso está em Atos 18.18. O apóstolo Paulo deixa ali o casal Áquila e Priscila e despede-se. Há uma congregação iniciante. Um pregador eloqüente chegou, Apolo. O casal de missionários chama-o e apresenta-lhe de forma mais correta o evangelho, pois ele só conhecia o batismo de João. Pouco tempo depois Paulo regressa à cidade. Encontra discípulos de João, uma dúzia. Pergunta-lhes se já receberam o Espírito Santo. Eles dizem nem saber que existia. Paulo os redoutrina e rebatiza-os em nome do Senhor Jesus. Gasta três meses a anunciar Jesus Cristo na sinagoga, sem grandes resultados. Deixa de ir lá, separa os discípulos e investe dois anos inteiros na Escola de Tirano, discipulando e evangelizando. Toda a cidade ouviu de Cristo.

Os resultados foram tão grandes, que Demétrio, um ourives, faz um levante geral contra Paulo, pois os lucros dos nichos de prata, oratórios para a deusa Diana (Ártemis) estavam correndo perigo. No fim do tumulto Paulo deixa a cidade. E fica ali uma abençoada igreja do Senhor, que se reunia nas casas. É para essa igreja que a carta é escrita. Também foi para essa igreja que Cristo endereçou uma das cartas de Apocalipse.

Éfeso era uma grande cidade, tendo cerca de 250 mil habitantes (há quem calcule em 500 mil). Era portuária, estava à beira do Mar Egeu. Hoje ela é uma ruína há três quilômetros de Selçuk, na província de Esmirna, na Turquia (houve assoreamento, daí a atual distância da água).

Era a capital da província da Ásia, residência do governador da província. Era uma das cinco principais cidades do império romano: Roma, Antioquia, Alexandria e Corinto eram as outras. Possuía 3 ginásios e um teatro para 25 mil pessoas. Tinha banhos públicos (piscinas) e um comércio promissor, zona portuária onde gente do mundo inteiro passava. Possuía o TEMPLO DE ÁRTEMIS OU DIANA, uma das sete maravilhas do mundo. Era uma deusa grega (Ártemis), conhecida por Diana pelos romanos. O templo levou 2 séculos para ser construído. Possuía 127 colunas de 20 metros cada, piso e paredes de mármore. O culto era feito por orgias, promiscuidade cúltica. As sacerdotisas se vendiam diante da imagem aos “adoradores”.

III – DATA E LOCAL DE ESCRITA

Paulo a escreveu da prisão. Faz parte das chamadas “epístolas da prisão”, que são Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemon. Paulo escreveu Efésios em seguida a Colossenses. Ele estava preso em Roma, numa casa alugada, prisão domiciliar, enquanto aguardava o andamento de seu processo. Ele pedira para ser julgado por César, equivalente hoje à mais alta instância judiciária. Por dois anos ali viveu. Em 64 Roma foi incendiada por Nero. Então ele a escreveu entre 59-63. A data mais aceita é em 62 d.C.

Ao escrevê-la, entregou-a para que Tíquico a encaminhasse pessoalmente. Muito provavelmente Tíquico entregou a carta aos efésios e também foi a Colossos entregar a carta aos Colossenses, como também a que Paulo endereçou a Filemon.

IV – TEMA E DIVISÕES DA CARTA

Há muitos temas e sub-temas propostos pelos estudiosos. Cada um tem a sua relevância. Nós aceitaremos o seguinte tema: A IGREJA, CORPO DE CRISTO. Esta idéia é esplendidamente desenvolvida ao longo de seus seis capítulos, subdivididos em duas partes:

1 – O QUE OS CRENTES SÃO EM CRISTO – capítulos 1 a 3; 2 – O QUE OS CRENTES DEVEM FAZER POR ESTAREM EM CRISTO – capítulos 4 a 6.

Há uma interessante divisão proposta por alguns estudiosos, resumidas em três palavras essenciais: ASSENTADOS – ANDANDO E FIRMES. Estamos assentados em Cristo, andando em Cristo e firmes em Cristo. O texto nos indica todas as bênçãos advindas desta posição no Senhor. Mostra que fomos feitos uma terceira raça pelo Senhor, nem judeus e nem gentios, mas salvos, unidos no mesmo corpo, que é a Igreja, em Cristo, que é o cabeça da mesma.

Que o Espírito Santo nos conduza nestas próximas meditações.
 
  
Biblioteca de Celso                      Posição de Éfeso no mapa

 
  Éfeso à direita e o mar à esquerda -               Ruínas
 
   
Ruínas do templo de Diana                            Ruínas do teatro

  
  
O templo originalmente -             Cópia da imagem de Diana

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

memórias literárias - 531 - ORA A TEU PAI ...

ORA A TEU
PAI ...
531
 
 
Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. (Mt 6:6)
 

 
Ora a teu Pai que está no Céu.
Ora e não reclama!
 
Ora a teu Pai e não mergulhes em lamentos,
Não regues o teu dia em franco desespero.
Não vagueie pelas horas em tormentos,
Não mergulhes no vazio do pensamento.
 
Ora e clama, Teu Pai te ouve!
Ora e suplica, Teu Pai te escuta!
Ele sabe o que melhor te aprouve,
Ele torna a tua face enxuta!
 
Ora a teu Pai, não ao teu dinheiro,
Pois os bens são palha e pó.
Os bens escoam como a água do ribeiro
Que, quando seca, deixa o leito só.
 
Ora a teu Pai, não confia em tua força,
Pois esta não perdura para sempre.
Ao fraquejares, ainda que te contorças,
Não encontrarás resposta ardente.
 
Somente na oração ao teu Pai, em secreto,
Feita em nome de Jesus com o coração contrito,
Obterá resposta e manterá o céu aberto
Às glórias e alegrias que caem do Infinito.
 
Teu Pai te vê, teu Pai te espera;
Manhã após manhã Ele te aguarda!
Ele tem sempre uma porta aberta
E suprirá tua alma com mesa farta!
 
Mas ora e não te cales,
Clama sem detença!
Ele espanta da vida os males
E te cobre com Sua presença!
 
Ah, o dia! Quanto temor eu tinha!
Pensava perder o tino, pensava perder a linha!
Mas orei e clamei, ao Pai eu supliquei,
E refúgio pronto e forte no Senhor eu encontrei!
 
Por isso digo e repito, sem medo de enganar-me:
Orar ao Pai bendito, dia a dia, a consagrar-me,
Muda a vida, muda a alma, muda a história e o coração,
Traz alegria, gera a calma e aos problemas dá solução!
 
Já oraste? Já clamaste? Já buscaste ao teu Pai?
Busca agora, sem demora, pois diz Ele: "A mim clamai!"
 
Wagner Antonio de Araújo

25/09/2017

sábado, 23 de setembro de 2017

memórias literárias - 530 - E O MUNDO NÃO ACABOU ...

E O MUNDO
NÃO
ACABOU...

 

 
530
 
Sim. Foi alarme falso. Todos os que cremos na Bíblia sabíamos disso. Jesus declarou: Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. (Mc 13:32)
 
Jesus não voltou. E isto não significa que não volte. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. (2Pe 3:10)
 
Deus tem sido misericordioso; por isso ainda não foi o dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. (2Pe 3:9)
 
Aproveite a chance. Converta-se a Cristo. A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. (Rm 10:9)
 
E não se esqueça: o mundo não está tranquilo. Trump ainda possui 1800 ogivas nucleares. A Coréia do Norte está a brincar de jogos de guerra. O Irã testou um míssil que poderá ser atômico. Os terroristas estão prestes a causarem mais um atentado monstruoso. A temperatura do planeta está a subir. Os furacões não terminaram o serviço. As queimadas castigam o Brasil. Alagamentos estão previstos para algumas semanas. Os sinais apontam para um regresso próximo do Senhor. Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. (Mt 24:32-33)
 
Se já é um crente, consagre-se. Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; (Hb 12:14)
 
Oferte-se ao Senhor e receberá grande recompensa. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. (Ap 2:10)
 
Digamos a uma só voz:
 
 
Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus (Ap 22:20)
 
 
Wagner Antonio de Araújo

23/09/2017

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

memórias literárias - 529 - A VITÓRIA NA DURA PROVA

A VITÓRIA
NA DURA
PROVA


 
529
 
 
Cresce o menino. Torna-se um adolescente. É saudável, bonito, perfeito. É a alegria da tenda da família, dos serviçais, de toda a propriedade de Abraão. Ao vê-lo pela manhã, no café ou a correr pelos campos, Abraão se lembra daquele dia em que Deus o conduziu para fora, à luz das estrelas, fazendo-o vislumbrar uma realidade gritante: há muitas estrelas. E, na visão, faz-lhe promessa sem precedentes: sua descendência será numerosa assim!
 
Então sua mente passeia pelas campinas e pelos vales onde habitava. Enxerga toda a Canaã povoada pelos seus netos, bisnetos, tataranetos. Vê em cada pai de família um pedaço de seu próprio rosto; vê em cada casal um centro de adoração verdadeira ao Deus Eterno, que o amou, que lhe fez promessas e as cumpriu. Certamente que não estaria aqui para ver a sua prole multiplicar-se, mas o Deus que nunca mente o faz contemplar o início, na pequena vida de Isaque!
 
Tudo caminhava muito bem, até que, numa madrugada, trevas espessas cobriram o céu de estrelas de sua tranquilidade.  Deus lhe dá uma ordem, uma ordem contrária a tudo o que imaginou, contrária a tudo o que construira como idéia de futuro: "sacrifica o teu filho no lugar em que eu te mostrarei". Abraão tateava no escuro da revelação; não imaginava como seria realmente Deus. Suas palavras eram poucas e jamais haviam falado de sacrifício humano. Além disto, uma promessa estava em curso. Como harmonizar tal pedido?
 
Abraão era obediente. Porém era humano, era falho. Falhara muitas vezes. Ainda que não houvesse Lei para dizer o que era certo e o que não era, o bom senso e a consciência certamente lhe apontaram os seus pecados. Apresentara sua esposa como irmã nos lugares onde ia acampar-se, buscando salvar-se de algum assassinato. Atendera igualmente a esposa num pedido esdrúxulo: ter filhos através de sua escrava Agar. Teve-o, Ismael,  e Deus iria abençoá-lo, mas não era de fato o filho prometido por Deus. Abraão poderia ter evitado tais coisas, seguido pelo caminho do Criador, que fizera apenas homem e mulher e não homem e mulheres. Abraão não era perfeito. Mas em todo o seu desconhecimento de Deus e em toda a sua vivência de obediência, não recusaria tal estranha ordem. Saiu com dois servos e o menino. Seguiu para a montanha.
 
Ao chegar ao local designado, deixou os servos e seguiu com o garoto para o monte do sacrifício. Com a lenha às costas, Isaque foi ao lado do pai, que levava o facão e a tocha de fogo. Na cabeça do pequeno adolescente faltava alguma coisa. Diversas vezes vira o seu pai sacrificar ao Criador. Mas desta vez não havia cordeiro, cabrito ou qualquer animal. "Onde está o sacrifício, papai?" "Deus proverá, meu filho!". Para o menino o assunto terminado. Para o pai, o assunto o entristecia sobremodo.
 
Só percebe a dimensão do sofrimento de Abraão quem teve a graça de ser pai. Minha filha Rute, agora há pouco, sujou-se de iogurte. Esparramou-o pela boca, pela roupa, lambeu-se, fez uma festa.  Depois ela puxa a nossa mão para brincarmos, para fazermos sombra diante do sol, para conversarmos, para corrermos. Pensar em ver minha filha morta? Não há pesadelo maior! E o meu Josué? Bebê tamanho-família, graúdo, lindo, sorridente, alegre, cheio de vitalidade, prestes a engatinhar. Desde que aqui chegou trouxe-nos luz e felicidade. Imaginar o meu Josué num caixãozinho? Não, não há desespero ou sofrimento maior em vida! E Abraão certamente pensava nisto, enquanto amarrava o seu adolescente no altar de lenha. Dentro de minutos o garoto seria um churrasco sacrificial. Poria fim às visões de uma prole numerosa, de netos, bisnetos e tataranetos a brincarem no terreiro, de uma população imensa, herdeira deste pai. Certamente a sua fé não se abalara, pois antes de sair para a montanha disse aos servos: "eu e o menino voltaremos"; mas ele não imaginava como. O autor de Hebreus é quem nos dá a resposta: "Deus seria capaz de ressuscitá-lo"(Hb 11.19). Portanto, teria Isaque, mas Isaque teria que morrer.
 
Ah, Abraão! Deus não é um monstro! Deus não quer sacrifício humano! Nem do louco Jefté, muitos anos depois, que praticou uma aberração em nome de Deus, sacrificando sua filha (Juízes 11.31). Entendeu errado o que era o anátema, a dedicação irremissível dos condenados do Senhor (os povos que seriam conquistados em guerra). Abraão, obediente e resignado, estende a mão ao cutelo e prepara o golpe fatal. Antes que o matasse a Voz brada do céu: "Pare, Abraão! Não faças mal ao rapaz! Agora sei que me amas!" E Abraão passou na dura prova! Fora aprovado com louvor!
 
As nossas provas não são as mesmas. Deus não fará de nós uma grande nação. Deus não requererá o sacrifício de nosso filho, de nossa filha. Deus não fez promessas específicas. É um erro aplicá-las a nós: "serás uma grande nação", "a tua descendência darei esta terra". Promessas específicas para pessoas específicas não se aplicam à generalidade dos servos do Senhor.
 
Porém, o princípio que gerou a provação de Abraão aplica-se a nós, servos do Deus de Abraão. "No mundo tereis provações". Não temos um Isaque a sacrificar, mas temos um ministério, uma carreira, uma saúde, um patrimônio, uma agenda, um dinheiro, uma situação, uma programação de vida que pode ser a qualquer momento reinvindicada pelo Senhor, que nos perguntará: "amas-me mais do que isto?". Sim. "Pedro, amas-me mais do que estes?"; "Quem amar mais a qualquer coisa não é digno de mim".
 
A nossa herança está no Céu, não aqui. Tudo o que aqui temos é temporário, é terreno, é provisório. Nada aqui é nosso, nem os nossos filhos, nem o nosso emprego, nem o nosso patrimônio. Somos mordomos daquilo que Deus nos emprestou. Se Ele não for o principal, toda a nossa vida ruirá com a perda do objeto de nossa ambição. Às vezes é um pai, uma mãe, uma esposa, um filho, um neto, um amigo. Ao perdê-los tornamo-nos vazios, renegando os dias que continuam a vir. Outros perdem a carreira brilhante, o campeonato, a promoção, o emprego, a saúde, as oportunidades. Waldo de Los Rios foi um dos maiores maestros contemporâneos, mas pôs fim à vida quando perdeu um concurso. Quando algo é mais importante do que Deus em nossas vidas, já perdemos o nosso Isaque.
 
Abraão venceu a prova. Tornou-se nosso exemplo. Ele é o pai da fé. Somos seus filhos. Devemos abraçar o seu legado. Se Deus nos requisitar aquilo que é mais importante, não titubeemos em entregar-Lhe, uma vez que a Sua promessa é fiel: "Dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer, e ninguém os arrebatará das minhas mãos." (João 10.28)
 
 
Isto nos basta. Benditas sejam as provas da nossa fé.
 
Wagner Antonio de Araújo
22/09/2017

100 MIL - MUITO OBRIGADO!

100 MIL:
MUITO 
 OBRIGADO!



Hoje o blog de artigos que mantenho atingiu a histórica marca de 100 mil acessos ao longo de sua história.

Significa que ele foi aberto mais de cem mil vezes.

Os seus artigos foram acessados, copiados, replicados, comentados.

Conquanto eu não publique apenas ali, mas os distribua gratuitamente por e-mails, por facebook e por whatsapp, muitos prestigiam aquele depósito de textos com o acesso e a consulta.

A todos os meus leitores e amigos:

MUITO
OBRIGADO!

Wagner Antonio de Araújo
um mero escritor de boletins, servindo ao

único e verdadeiro Deus, a quem seja toda a glória!

memórias literárias - 528 - A FÉ QUE TRANSFORMA

A FÉ QUE
TRANSFORMA


 
 
528
 
A vida deste homem foi diferente desde o início. Tendo vivido junto com a família, recebera de Deus um anúncio: "Deixa a tua terra e a tua parentela e segue para o lugar que eu te mostrarei". Ele sequer conhecia esse Deus, uma vez que a sua família não lhe ensinara. Teve uma vida nômade, difícil, porém, conseguiu ajuntar uma grande fortuna. Ele tinha tudo o que um homem bem sucedido poderia ter, exceto o principal para dizer-se plenamente realizado: um filho.
 
Por vezes este Deus desconhecido, que aos poucos revelava-se ao idoso Abrão dizia que o abençoaria, que lhe daria a posse de toda aquela região. Tal promessa não seria propriamente para si, pois já era idoso e em breve descansaria com os seus pais. Mas dizia respeito a uma suposta posteridade, coisa que a cada dia tornava-se mais difícil.
 
Sua esposa Sarai era estéril. Em uma época onde a fertilidade era desejada e tida como bênção divina, ter uma esposa estéril era muito difícil. Mais difícil ainda era ser mais velho dez anos e não ter um único filho a quem deixar toda a riqueza, que cumprisse tudo aquilo que Deus dizia a ele ao longo do tempo.
 
Encontramo-lo depois de uma batalha. Seu sobrinho Ló havia sido sequestrado com a família e Abrão enviara seus homens para libertá-lo. Conseguira um grande feito, fizera a libertação de muita gente na famosa e antiquíssima guerra dos quatro reis contra cinco.  O rei de Sodoma veio agradecer-lhe e, em seguida surge um rei desconhecido, de nome Melquisedeque, a quem é atribuído o caráter de "sacerdote do Deus Altíssimo", num tempo onde não havia sacerdócio levítico e nem a religião deste Deus propriamente dita. Abrão atribui a este sacerdote grande consideração; entrega-lhe o dízimo de tudo que tem e recebe dele uma bênção. E a vida continuou.
 
Logo a seguir Deus fala novamente com Abrão, dizendo-lhe que o seu galardão seria muito grande. Abrão ouve. Porém olha para si e pensa: muito dinheiro, muitos animais, muitos servos, muito poder e muita idade, que limitaria a utilização disso tudo. E certamente muita tristeza, pois, quando partisse, teria que deixar o seu patrimônio a um funcionário, não a um descendente seu. Ele não tinha filhos.
 
Quantas vezes deve ter visto os seus servos e funcionários a brincarem com os filhinhos, a tomá-los no colo, a conversarem com eles, a adormecerem ao lado das crianças. Abrão, dono de todo o patrimônio e chefe de todos, não tinha a quem acalentar, com quem brincar e a quem dizer: "és meu filho!". Com o relógio biológico a indicar-lhe a casa dos oitenta e sua esposa dez anos a menos, porém amortecida pela deficiência reprodutiva e pela idade, trazíam-lhe um forte e grande lamento.
 
"Que me haverás de dar, Senhor? Não tenho filhos e deixarei tudo para o meu servo!"
 
Deus, em Sua infinita misericórdia e na eleição que fizera deste homem, promete-lhe um filho. Toma-o pela mão e o conduz até fora da tenda. Faz com que olhe para o céu forrado de estrelas. Ao contemplá-las (e naqueles dias deveria ser de brilho muito mais intenso, pois sem a poluição luminosa de nossos dias), Deus lhe afirma: "Conta as estrelas, se puderes; assim será numerosa a tua posteridade". Naquele instante, diante daquele quadro exuberante e da promessa vívida que ouvia, Abrão teve uma reação "rútica". Como assim?
 
É um neologismo meu. Abrão me lembra a minha filha Rute (por isso "rútica"). Todas as noites eu a nino diante das estrelas na varanda do meu quarto, enquanto minha esposa amamenta o meu Josué. "Papai, canta Lá Está o Meu Tesouro?" E eu canto. Ela interpõe sua cantoria à minha. E eu digo: "Rutinha: o Papai do Céu criou um lugar lindo, onde sua vovó Elzira e seu vovô Antonio moram; é o céu; é lá que está o nosso tesouro!" . Então ela, extasiada, diz: "Ahhh", sorrindo feliz. Ela não entende direito, não tem explicação para o que afirmo, mas, como fui eu quem lhe disse e ela confia em mim, tem certeza de que é verdade; e nessa confiança ela se convence e descansa, adormecendo.
 
O velho Abrão fez o mesmo! Ele teria posteridade, teria filhos! Fora Deus quem prometera; fora o criador quem lhe apontara o futuro; logo, não haveria espaço para interpor as dificuldades, a longa trilha de tentativas frustradas para ter um filho, nada disto. Abrão agiu como a Rute: Deus mostrou as estrelas e prometeu; isto bastava. Abrão creu com fé infantil e dócil. E Deus considerou esta fé como a razão para cumprir o que prometera. "Creu Abrão em Deus, e isto lhe foi imputado para justiça". (Gênesis 15.6).
 
Fez-me lembrar quando digo a Rutinha que ela irá passear à noite; mesmo que eu esteja cansado, cumprirei a minha palavra, pois ela creu em mim. Se eu, pecador convertido, quero que a minha filha creia em mim, certamente Deus, que prometeu a Abrão uma posteridade, iria cumprir a promessa. E cumpriu. Aleluia! Em sentido material, basta vermos Israel, posteridade de Abrão, os árabes, posteridade de Abrão, e tantos semitas esparramados. Metade do meu sangue veio de Israel e choro quando me lembro que existo por causa de uma promessa cumprida. Mas Deus também cumpriu-a entre aqueles que crêem em Jesus, pois Abrão foi o "pai da fé", e Jesus salva pela fé. Os que são filhos de Abrão são também os que crêem em Jesus, e neste sentido, todos nós, cristãos, somos descendência de Abrão. Deus cumpriu a Sua Palavra!
 
Esta fé mudou o seu nome para Abraão. Esta fé mudou a sua história: de solitário envelhecido a papai feliz e patriarca de uma multidão incontável. Um mero habitante de Ur e Harã foi transformado no homem em cujo seio estão os filhos da fé (seio de Abraão). Fé "rútica", fé singela, fé que não questiona; fé que crê, confia e descansa.
 
Por que não firmar a nossa fé nas promessas autênticas e verdadeiras do Deus de Abraão? Por que não confiar em tudo o que Ele nos revelou nas páginas da Bíblia? Por que não crermos no descendente de Abraão, Jesus Cristo, o "Filho de Davi, Filho de Abraão"? (Mt 1.1)
 
Wagner Antonio de Araújo

22/09/2017

terça-feira, 19 de setembro de 2017

memórias literárias - 527 - MAIS UM FIM DO MUNDO ...

MAIS UM
FIM
DO MUNDO...
 

 
527
 
Está previsto para 23 de setembro de 2017. E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. (Ap 12:1). Uma posição astronômica. A entrada de Nibiru na via láctea. O fim do mundo. Mais um. Quantos já foram anunciados? Em 2012 até filmes foram rodados. Nada aconteceu. E o temor, leve ou alto, ainda incomoda o incosciente coletivo. Por que?
 
Para uns, porque temer é a única coisa que lhes é possível, uma vez que estão arraigados neste mundo e não desejam sofrer, morrer, perder o patrimônio. O instinto da vida provoca pânico. E como não há esperança de futuro pós-morte, não há espectativa de nada. Isto causa grande terror.
 
Para outros, porque a crendice é coisa que pega! Não crêem na verdade, mas são absolutamente vítimas de quaisquer mentiras. Basta inventarem uma anedota, um boato, uma lenda urbana e logo entram em pânico, pensando em forças do além, em teorias de conspiração, em manifestos satânicos.
 
E para os crentes? Também há dois comportamentos péssimos.
 
Há aqueles que são tão vulneráveis a crendices e a falsas profecias, que crêem em qualquer boataria. Se alguém disse ter recebido uma visão, lá vão os incautos atrás dele. Uma falsa profetisa, dona de grande seita, preconizou que o mundo iria acabar num sábado na década passada. O mundo não acabou e ela continua à frente daquele grupo. Outros marcaram pelos sites até a despedida por causa do arrebatamento, vendendo seus bens (se iriam embora, por que venderam?). Nada aconteceu.
 
Há aqueles que não crêem em nada, mesmo sendo crentes. Para eles o mundo acaba para quem morre. Dizem-se crentes, mas é apenas um alcunha religioso ou étnico, nada legítimo e verdadeiro. São como aqueles citados por Pedro. "O mundo continua do mesmo jeito e nada se acaba. Que fim do mundo o quê!".
 
Ouso dizer que 23 de setembro será apenas um dia qualquer na agenda conturbada deste fim dos séculos. Amanhecerá, ficará dia, haverá tarde e noite, um dia a mais. E os profetas setembrinos encontrarão uma boa explicação para que nada tenha se cumprido.
 
Porém....
 
1) O mundo caminha para o seu cataclisma. Em frente à minha casa as árvores estão perdendo as folhas, todas secas, em pleno início de primavera! O que era para acontecer em março e abril ocorre agora. E por que? Porque o clima enlouqueceu e os polos da Terra estão perdendo a referência. O que era para ocorrer no polo norte está a ocorrer no polo sul...
 
2) Os governos preparam-se para um conflito termo-nuclear. Loucos e maníacos dominam os botões de acionamento das bombas e todo o planeta torna-se refém destes imbecis. Os governos insultam-se, levantam barreiras, agridem os povos, provocam grandes movimentos de emigração e imigração, não há comida ou condições de abrigar a tanta gente e o caos avoluma-se.
 
3) Fenômenos climáticos anômalos fortalecem-se. Cerca de vinte furacões avassalam a região do Equador todos os anos; porém os furacões estão a cada dia mais fortes, mais terríveis e mais duradouros. Até agora 3 fortíssimos agrediram a América Central e os Estados Unidos, e mais um irá assolá-los. Tudo em menos de um mês! O mar virou deserto nas Bahamas, numa extensão de centenas de quilômetros, sem qualquer explicação plausível; e grandes extensões de terra estão alagadas naquelas regiões. O Brasil está sob o império de uma bolha quente e partes brasileiras que antes eram secas estão alagadas.
 
4) O pecado e o domínio do mal faz reféns por toda parte. As pessoas andam como zumbis com um celular à mão, escravizadas pelos comunicadores rápidos e por redes sociais. Elas tropeçam em seres humanos e não os enxergam. As mídias empurram uma sexualidade anômala como regra e perseguem os que defendem o direito do Criador em Sua criação. Os ricos golpeiam os trabalhadores, tomando-lhes o dinheiro, as terras e as oportunidades e os pobres são obrigados a abandonarem as suas casinhas de dois cômodos. E os bancos destróem as suas economias, com juros impossíveis de quitação.
 
Então eu concluo, dizendo: no dia 23 nada acontecerá. Mas a cada dia fatos e mais fatos acontecem, destruindo dia após dia qualquer expectativa de solidez e de estabilidade neste mundo. Com  tristeza o digo: temos a cada dia mais templos cristãos e menos igrejas, pois os templos estão povoados de pagãos. No lugar de congregações cristãs reunidas nos templos temos incrédulos e idólatras a cultuarem a Mamom e ao próprio ser humano. O Espírito Santo retira-se a cada dia um pouco mais da ação no coração humano. E chegará o dia em que deixará a humanidade ao seu belprazer. Então Cristo virá.
 
Por que preocupar-nos com o dia 23, se A CADA DIA, MAIS E MAIS a humanidade aproxima-se do climax? Cristo está às portas, o seu regresso é líquido e certo! A sua volta será precedida de grande dor, grande tormento, grande juízo, e este está às portas! Preparemo-nos para um encontro glorioso e miremos o olhar nas nuvens dos céus, simbolicamente, aguardando com grande fervor a vinda do Filho de Deus! Ele virá! Não no dia 23 (até pode ser), mas A QUALQUER MOMENTO!
 
Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. (1Ts 5:3)
 
Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima. (Lc 21:28)
 
Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. (Ap 1:7)
 
Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; (1Ts 5:2)
 
Portanto, assim te farei, ó Israel! E porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus. (Am 4:12)
 
Wagner Antonio de Araújo
19/09/2017

memórias literárias - 1487 - EU ERA ...

  EU ERA ... 1487   "Eu era uma igreja. Hoje sou um centro muçulmano de revolução islâmica."   "Eu também era uma igre...