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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

memórias literárias - 529 - A VITÓRIA NA DURA PROVA

A VITÓRIA
NA DURA
PROVA


 
529
 
 
Cresce o menino. Torna-se um adolescente. É saudável, bonito, perfeito. É a alegria da tenda da família, dos serviçais, de toda a propriedade de Abraão. Ao vê-lo pela manhã, no café ou a correr pelos campos, Abraão se lembra daquele dia em que Deus o conduziu para fora, à luz das estrelas, fazendo-o vislumbrar uma realidade gritante: há muitas estrelas. E, na visão, faz-lhe promessa sem precedentes: sua descendência será numerosa assim!
 
Então sua mente passeia pelas campinas e pelos vales onde habitava. Enxerga toda a Canaã povoada pelos seus netos, bisnetos, tataranetos. Vê em cada pai de família um pedaço de seu próprio rosto; vê em cada casal um centro de adoração verdadeira ao Deus Eterno, que o amou, que lhe fez promessas e as cumpriu. Certamente que não estaria aqui para ver a sua prole multiplicar-se, mas o Deus que nunca mente o faz contemplar o início, na pequena vida de Isaque!
 
Tudo caminhava muito bem, até que, numa madrugada, trevas espessas cobriram o céu de estrelas de sua tranquilidade.  Deus lhe dá uma ordem, uma ordem contrária a tudo o que imaginou, contrária a tudo o que construira como idéia de futuro: "sacrifica o teu filho no lugar em que eu te mostrarei". Abraão tateava no escuro da revelação; não imaginava como seria realmente Deus. Suas palavras eram poucas e jamais haviam falado de sacrifício humano. Além disto, uma promessa estava em curso. Como harmonizar tal pedido?
 
Abraão era obediente. Porém era humano, era falho. Falhara muitas vezes. Ainda que não houvesse Lei para dizer o que era certo e o que não era, o bom senso e a consciência certamente lhe apontaram os seus pecados. Apresentara sua esposa como irmã nos lugares onde ia acampar-se, buscando salvar-se de algum assassinato. Atendera igualmente a esposa num pedido esdrúxulo: ter filhos através de sua escrava Agar. Teve-o, Ismael,  e Deus iria abençoá-lo, mas não era de fato o filho prometido por Deus. Abraão poderia ter evitado tais coisas, seguido pelo caminho do Criador, que fizera apenas homem e mulher e não homem e mulheres. Abraão não era perfeito. Mas em todo o seu desconhecimento de Deus e em toda a sua vivência de obediência, não recusaria tal estranha ordem. Saiu com dois servos e o menino. Seguiu para a montanha.
 
Ao chegar ao local designado, deixou os servos e seguiu com o garoto para o monte do sacrifício. Com a lenha às costas, Isaque foi ao lado do pai, que levava o facão e a tocha de fogo. Na cabeça do pequeno adolescente faltava alguma coisa. Diversas vezes vira o seu pai sacrificar ao Criador. Mas desta vez não havia cordeiro, cabrito ou qualquer animal. "Onde está o sacrifício, papai?" "Deus proverá, meu filho!". Para o menino o assunto terminado. Para o pai, o assunto o entristecia sobremodo.
 
Só percebe a dimensão do sofrimento de Abraão quem teve a graça de ser pai. Minha filha Rute, agora há pouco, sujou-se de iogurte. Esparramou-o pela boca, pela roupa, lambeu-se, fez uma festa.  Depois ela puxa a nossa mão para brincarmos, para fazermos sombra diante do sol, para conversarmos, para corrermos. Pensar em ver minha filha morta? Não há pesadelo maior! E o meu Josué? Bebê tamanho-família, graúdo, lindo, sorridente, alegre, cheio de vitalidade, prestes a engatinhar. Desde que aqui chegou trouxe-nos luz e felicidade. Imaginar o meu Josué num caixãozinho? Não, não há desespero ou sofrimento maior em vida! E Abraão certamente pensava nisto, enquanto amarrava o seu adolescente no altar de lenha. Dentro de minutos o garoto seria um churrasco sacrificial. Poria fim às visões de uma prole numerosa, de netos, bisnetos e tataranetos a brincarem no terreiro, de uma população imensa, herdeira deste pai. Certamente a sua fé não se abalara, pois antes de sair para a montanha disse aos servos: "eu e o menino voltaremos"; mas ele não imaginava como. O autor de Hebreus é quem nos dá a resposta: "Deus seria capaz de ressuscitá-lo"(Hb 11.19). Portanto, teria Isaque, mas Isaque teria que morrer.
 
Ah, Abraão! Deus não é um monstro! Deus não quer sacrifício humano! Nem do louco Jefté, muitos anos depois, que praticou uma aberração em nome de Deus, sacrificando sua filha (Juízes 11.31). Entendeu errado o que era o anátema, a dedicação irremissível dos condenados do Senhor (os povos que seriam conquistados em guerra). Abraão, obediente e resignado, estende a mão ao cutelo e prepara o golpe fatal. Antes que o matasse a Voz brada do céu: "Pare, Abraão! Não faças mal ao rapaz! Agora sei que me amas!" E Abraão passou na dura prova! Fora aprovado com louvor!
 
As nossas provas não são as mesmas. Deus não fará de nós uma grande nação. Deus não requererá o sacrifício de nosso filho, de nossa filha. Deus não fez promessas específicas. É um erro aplicá-las a nós: "serás uma grande nação", "a tua descendência darei esta terra". Promessas específicas para pessoas específicas não se aplicam à generalidade dos servos do Senhor.
 
Porém, o princípio que gerou a provação de Abraão aplica-se a nós, servos do Deus de Abraão. "No mundo tereis provações". Não temos um Isaque a sacrificar, mas temos um ministério, uma carreira, uma saúde, um patrimônio, uma agenda, um dinheiro, uma situação, uma programação de vida que pode ser a qualquer momento reinvindicada pelo Senhor, que nos perguntará: "amas-me mais do que isto?". Sim. "Pedro, amas-me mais do que estes?"; "Quem amar mais a qualquer coisa não é digno de mim".
 
A nossa herança está no Céu, não aqui. Tudo o que aqui temos é temporário, é terreno, é provisório. Nada aqui é nosso, nem os nossos filhos, nem o nosso emprego, nem o nosso patrimônio. Somos mordomos daquilo que Deus nos emprestou. Se Ele não for o principal, toda a nossa vida ruirá com a perda do objeto de nossa ambição. Às vezes é um pai, uma mãe, uma esposa, um filho, um neto, um amigo. Ao perdê-los tornamo-nos vazios, renegando os dias que continuam a vir. Outros perdem a carreira brilhante, o campeonato, a promoção, o emprego, a saúde, as oportunidades. Waldo de Los Rios foi um dos maiores maestros contemporâneos, mas pôs fim à vida quando perdeu um concurso. Quando algo é mais importante do que Deus em nossas vidas, já perdemos o nosso Isaque.
 
Abraão venceu a prova. Tornou-se nosso exemplo. Ele é o pai da fé. Somos seus filhos. Devemos abraçar o seu legado. Se Deus nos requisitar aquilo que é mais importante, não titubeemos em entregar-Lhe, uma vez que a Sua promessa é fiel: "Dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer, e ninguém os arrebatará das minhas mãos." (João 10.28)
 
 
Isto nos basta. Benditas sejam as provas da nossa fé.
 
Wagner Antonio de Araújo
22/09/2017

100 MIL - MUITO OBRIGADO!

100 MIL:
MUITO 
 OBRIGADO!



Hoje o blog de artigos que mantenho atingiu a histórica marca de 100 mil acessos ao longo de sua história.

Significa que ele foi aberto mais de cem mil vezes.

Os seus artigos foram acessados, copiados, replicados, comentados.

Conquanto eu não publique apenas ali, mas os distribua gratuitamente por e-mails, por facebook e por whatsapp, muitos prestigiam aquele depósito de textos com o acesso e a consulta.

A todos os meus leitores e amigos:

MUITO
OBRIGADO!

Wagner Antonio de Araújo
um mero escritor de boletins, servindo ao

único e verdadeiro Deus, a quem seja toda a glória!

memórias literárias - 528 - A FÉ QUE TRANSFORMA

A FÉ QUE
TRANSFORMA


 
 
528
 
A vida deste homem foi diferente desde o início. Tendo vivido junto com a família, recebera de Deus um anúncio: "Deixa a tua terra e a tua parentela e segue para o lugar que eu te mostrarei". Ele sequer conhecia esse Deus, uma vez que a sua família não lhe ensinara. Teve uma vida nômade, difícil, porém, conseguiu ajuntar uma grande fortuna. Ele tinha tudo o que um homem bem sucedido poderia ter, exceto o principal para dizer-se plenamente realizado: um filho.
 
Por vezes este Deus desconhecido, que aos poucos revelava-se ao idoso Abrão dizia que o abençoaria, que lhe daria a posse de toda aquela região. Tal promessa não seria propriamente para si, pois já era idoso e em breve descansaria com os seus pais. Mas dizia respeito a uma suposta posteridade, coisa que a cada dia tornava-se mais difícil.
 
Sua esposa Sarai era estéril. Em uma época onde a fertilidade era desejada e tida como bênção divina, ter uma esposa estéril era muito difícil. Mais difícil ainda era ser mais velho dez anos e não ter um único filho a quem deixar toda a riqueza, que cumprisse tudo aquilo que Deus dizia a ele ao longo do tempo.
 
Encontramo-lo depois de uma batalha. Seu sobrinho Ló havia sido sequestrado com a família e Abrão enviara seus homens para libertá-lo. Conseguira um grande feito, fizera a libertação de muita gente na famosa e antiquíssima guerra dos quatro reis contra cinco.  O rei de Sodoma veio agradecer-lhe e, em seguida surge um rei desconhecido, de nome Melquisedeque, a quem é atribuído o caráter de "sacerdote do Deus Altíssimo", num tempo onde não havia sacerdócio levítico e nem a religião deste Deus propriamente dita. Abrão atribui a este sacerdote grande consideração; entrega-lhe o dízimo de tudo que tem e recebe dele uma bênção. E a vida continuou.
 
Logo a seguir Deus fala novamente com Abrão, dizendo-lhe que o seu galardão seria muito grande. Abrão ouve. Porém olha para si e pensa: muito dinheiro, muitos animais, muitos servos, muito poder e muita idade, que limitaria a utilização disso tudo. E certamente muita tristeza, pois, quando partisse, teria que deixar o seu patrimônio a um funcionário, não a um descendente seu. Ele não tinha filhos.
 
Quantas vezes deve ter visto os seus servos e funcionários a brincarem com os filhinhos, a tomá-los no colo, a conversarem com eles, a adormecerem ao lado das crianças. Abrão, dono de todo o patrimônio e chefe de todos, não tinha a quem acalentar, com quem brincar e a quem dizer: "és meu filho!". Com o relógio biológico a indicar-lhe a casa dos oitenta e sua esposa dez anos a menos, porém amortecida pela deficiência reprodutiva e pela idade, trazíam-lhe um forte e grande lamento.
 
"Que me haverás de dar, Senhor? Não tenho filhos e deixarei tudo para o meu servo!"
 
Deus, em Sua infinita misericórdia e na eleição que fizera deste homem, promete-lhe um filho. Toma-o pela mão e o conduz até fora da tenda. Faz com que olhe para o céu forrado de estrelas. Ao contemplá-las (e naqueles dias deveria ser de brilho muito mais intenso, pois sem a poluição luminosa de nossos dias), Deus lhe afirma: "Conta as estrelas, se puderes; assim será numerosa a tua posteridade". Naquele instante, diante daquele quadro exuberante e da promessa vívida que ouvia, Abrão teve uma reação "rútica". Como assim?
 
É um neologismo meu. Abrão me lembra a minha filha Rute (por isso "rútica"). Todas as noites eu a nino diante das estrelas na varanda do meu quarto, enquanto minha esposa amamenta o meu Josué. "Papai, canta Lá Está o Meu Tesouro?" E eu canto. Ela interpõe sua cantoria à minha. E eu digo: "Rutinha: o Papai do Céu criou um lugar lindo, onde sua vovó Elzira e seu vovô Antonio moram; é o céu; é lá que está o nosso tesouro!" . Então ela, extasiada, diz: "Ahhh", sorrindo feliz. Ela não entende direito, não tem explicação para o que afirmo, mas, como fui eu quem lhe disse e ela confia em mim, tem certeza de que é verdade; e nessa confiança ela se convence e descansa, adormecendo.
 
O velho Abrão fez o mesmo! Ele teria posteridade, teria filhos! Fora Deus quem prometera; fora o criador quem lhe apontara o futuro; logo, não haveria espaço para interpor as dificuldades, a longa trilha de tentativas frustradas para ter um filho, nada disto. Abrão agiu como a Rute: Deus mostrou as estrelas e prometeu; isto bastava. Abrão creu com fé infantil e dócil. E Deus considerou esta fé como a razão para cumprir o que prometera. "Creu Abrão em Deus, e isto lhe foi imputado para justiça". (Gênesis 15.6).
 
Fez-me lembrar quando digo a Rutinha que ela irá passear à noite; mesmo que eu esteja cansado, cumprirei a minha palavra, pois ela creu em mim. Se eu, pecador convertido, quero que a minha filha creia em mim, certamente Deus, que prometeu a Abrão uma posteridade, iria cumprir a promessa. E cumpriu. Aleluia! Em sentido material, basta vermos Israel, posteridade de Abrão, os árabes, posteridade de Abrão, e tantos semitas esparramados. Metade do meu sangue veio de Israel e choro quando me lembro que existo por causa de uma promessa cumprida. Mas Deus também cumpriu-a entre aqueles que crêem em Jesus, pois Abrão foi o "pai da fé", e Jesus salva pela fé. Os que são filhos de Abrão são também os que crêem em Jesus, e neste sentido, todos nós, cristãos, somos descendência de Abrão. Deus cumpriu a Sua Palavra!
 
Esta fé mudou o seu nome para Abraão. Esta fé mudou a sua história: de solitário envelhecido a papai feliz e patriarca de uma multidão incontável. Um mero habitante de Ur e Harã foi transformado no homem em cujo seio estão os filhos da fé (seio de Abraão). Fé "rútica", fé singela, fé que não questiona; fé que crê, confia e descansa.
 
Por que não firmar a nossa fé nas promessas autênticas e verdadeiras do Deus de Abraão? Por que não confiar em tudo o que Ele nos revelou nas páginas da Bíblia? Por que não crermos no descendente de Abraão, Jesus Cristo, o "Filho de Davi, Filho de Abraão"? (Mt 1.1)
 
Wagner Antonio de Araújo

22/09/2017

terça-feira, 19 de setembro de 2017

memórias literárias - 527 - MAIS UM FIM DO MUNDO ...

MAIS UM
FIM
DO MUNDO...
 

 
527
 
Está previsto para 23 de setembro de 2017. E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. (Ap 12:1). Uma posição astronômica. A entrada de Nibiru na via láctea. O fim do mundo. Mais um. Quantos já foram anunciados? Em 2012 até filmes foram rodados. Nada aconteceu. E o temor, leve ou alto, ainda incomoda o incosciente coletivo. Por que?
 
Para uns, porque temer é a única coisa que lhes é possível, uma vez que estão arraigados neste mundo e não desejam sofrer, morrer, perder o patrimônio. O instinto da vida provoca pânico. E como não há esperança de futuro pós-morte, não há espectativa de nada. Isto causa grande terror.
 
Para outros, porque a crendice é coisa que pega! Não crêem na verdade, mas são absolutamente vítimas de quaisquer mentiras. Basta inventarem uma anedota, um boato, uma lenda urbana e logo entram em pânico, pensando em forças do além, em teorias de conspiração, em manifestos satânicos.
 
E para os crentes? Também há dois comportamentos péssimos.
 
Há aqueles que são tão vulneráveis a crendices e a falsas profecias, que crêem em qualquer boataria. Se alguém disse ter recebido uma visão, lá vão os incautos atrás dele. Uma falsa profetisa, dona de grande seita, preconizou que o mundo iria acabar num sábado na década passada. O mundo não acabou e ela continua à frente daquele grupo. Outros marcaram pelos sites até a despedida por causa do arrebatamento, vendendo seus bens (se iriam embora, por que venderam?). Nada aconteceu.
 
Há aqueles que não crêem em nada, mesmo sendo crentes. Para eles o mundo acaba para quem morre. Dizem-se crentes, mas é apenas um alcunha religioso ou étnico, nada legítimo e verdadeiro. São como aqueles citados por Pedro. "O mundo continua do mesmo jeito e nada se acaba. Que fim do mundo o quê!".
 
Ouso dizer que 23 de setembro será apenas um dia qualquer na agenda conturbada deste fim dos séculos. Amanhecerá, ficará dia, haverá tarde e noite, um dia a mais. E os profetas setembrinos encontrarão uma boa explicação para que nada tenha se cumprido.
 
Porém....
 
1) O mundo caminha para o seu cataclisma. Em frente à minha casa as árvores estão perdendo as folhas, todas secas, em pleno início de primavera! O que era para acontecer em março e abril ocorre agora. E por que? Porque o clima enlouqueceu e os polos da Terra estão perdendo a referência. O que era para ocorrer no polo norte está a ocorrer no polo sul...
 
2) Os governos preparam-se para um conflito termo-nuclear. Loucos e maníacos dominam os botões de acionamento das bombas e todo o planeta torna-se refém destes imbecis. Os governos insultam-se, levantam barreiras, agridem os povos, provocam grandes movimentos de emigração e imigração, não há comida ou condições de abrigar a tanta gente e o caos avoluma-se.
 
3) Fenômenos climáticos anômalos fortalecem-se. Cerca de vinte furacões avassalam a região do Equador todos os anos; porém os furacões estão a cada dia mais fortes, mais terríveis e mais duradouros. Até agora 3 fortíssimos agrediram a América Central e os Estados Unidos, e mais um irá assolá-los. Tudo em menos de um mês! O mar virou deserto nas Bahamas, numa extensão de centenas de quilômetros, sem qualquer explicação plausível; e grandes extensões de terra estão alagadas naquelas regiões. O Brasil está sob o império de uma bolha quente e partes brasileiras que antes eram secas estão alagadas.
 
4) O pecado e o domínio do mal faz reféns por toda parte. As pessoas andam como zumbis com um celular à mão, escravizadas pelos comunicadores rápidos e por redes sociais. Elas tropeçam em seres humanos e não os enxergam. As mídias empurram uma sexualidade anômala como regra e perseguem os que defendem o direito do Criador em Sua criação. Os ricos golpeiam os trabalhadores, tomando-lhes o dinheiro, as terras e as oportunidades e os pobres são obrigados a abandonarem as suas casinhas de dois cômodos. E os bancos destróem as suas economias, com juros impossíveis de quitação.
 
Então eu concluo, dizendo: no dia 23 nada acontecerá. Mas a cada dia fatos e mais fatos acontecem, destruindo dia após dia qualquer expectativa de solidez e de estabilidade neste mundo. Com  tristeza o digo: temos a cada dia mais templos cristãos e menos igrejas, pois os templos estão povoados de pagãos. No lugar de congregações cristãs reunidas nos templos temos incrédulos e idólatras a cultuarem a Mamom e ao próprio ser humano. O Espírito Santo retira-se a cada dia um pouco mais da ação no coração humano. E chegará o dia em que deixará a humanidade ao seu belprazer. Então Cristo virá.
 
Por que preocupar-nos com o dia 23, se A CADA DIA, MAIS E MAIS a humanidade aproxima-se do climax? Cristo está às portas, o seu regresso é líquido e certo! A sua volta será precedida de grande dor, grande tormento, grande juízo, e este está às portas! Preparemo-nos para um encontro glorioso e miremos o olhar nas nuvens dos céus, simbolicamente, aguardando com grande fervor a vinda do Filho de Deus! Ele virá! Não no dia 23 (até pode ser), mas A QUALQUER MOMENTO!
 
Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. (1Ts 5:3)
 
Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima. (Lc 21:28)
 
Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. (Ap 1:7)
 
Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; (1Ts 5:2)
 
Portanto, assim te farei, ó Israel! E porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus. (Am 4:12)
 
Wagner Antonio de Araújo
19/09/2017

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

memórias literárias - 526 - TODO O MEU AMOR

TODO O
MEU
AMOR


 
526
 
Sem reservas, sem limites, sem detença,
Quero dar o meu amor a Ti, Senhor!
E à luz da Tua luz e da Tua presença
Vivenciar a cada dia o Teu favor!
 
Vezes sem conta, ao longo dos dias
Percebo o quanto os homens são volúveis;
Prometem tanto e tanto mostram pelos dias,
Mas com o tempo as vãs palavras são inúteis.
 
Amor constante e permanente,
Que não acaba no passar dos anos,
Amor real, vívido e presente,
Que não acaba, que não muda de planos,
 
Somente em Ti encontro, ó Senhor Jesus,
Amigo, Mestre, Senhor e Salvador!
Amar-Te n'alma é ouro que reluz,
Amar-Te em mim é vívido resplendor!
 
Podem os homens nos decepcionarem,
Podem as pessoas desapontarem o nosso ser,
Podem a verdade duramente abandonarem,
Podem fazer o nosso céu escurerer,
 
Jamais o mesmo encontrarei em Ti, meu Deus,
Cujo amor, fidelidade são pra sempre duradouros!
E junto de mim, sem abandonar os sentimentos meus,
Me cobrirás com Tua graça, bem maior que vãos tesouros!
 
Bendito és, oh Rei da glória!
Bendito és, Presença Celestial!
És Tu, Senhor, Deus da vitória,
És Tu, Jesus, Filho Divinal!
 
Viverei por Ti, sem reservas e sem limites!
Esperarei por Ti, em cada prece e em cada instante!
Consagrarei a Ti toda dádiva que transmites
E de Ti jamais caminharei distante!
 
 
Wagner Antonio de Araújo
14/09/2017

 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

memórias literárias - 525 - BURACO NA IGREJA

BURACO
NA
IGREJA

 




 
525
 
A igreja precisava construir. O templo era velho, pequenino e o terreno comportava um salão muito maior. Em comum acordo os irmãos decidiram angariar recursos para a obra com ofertas e contribuições generosas, sem afetar os dízimos, com os quais sustentavam o trabalho da igreja.
 
Alcides não gostava. Achava que já contribuia demais. Entregava o dízimo para não ser excluído. Também o fazia para não ouvir Anastácia buzinar-lhe na orelha. "Marido, você não tem vergonha? Não aprendeu que somos responsáveis pelo sustento da obra de Deus?" Ele sabia como a sua esposa lhe incomodava quando deixava de contribuir. Dizimava como um seguro contra aborrecimentos. Mas ofertar para a construção? De jeito nenhum.
 
Uma tarde, após uma feijoada caprichada, Alcides decidiu dormir na rede amarrada nas mangueiras do quintal. A tarde estava quente, a sombra convidativa e o sono logo chegou. Com o sono veio o pesadelo.
 
Alcides viu-se no dia da inauguração do templo. Achou estranho, mas subiu as escadas. Reparou que as paredes externas estavam repletas de  buracos imensos e que o restante tinha acabamento completo. "Que estranho! Como puderam colocar revestimento, pintura, pedras, numa parede esburacada? Parece um queijo!"
 
Ele, a esposa e os dois filhos sentaram-se na bancada próxima de um desses buracos. O culto começara e um de seus filhos, pequeno, escapou do banco e saiu correndo em sua alegria infantil. Sem aperceber-se, seguiu para um dos buracos imensos da fachada e caiu dali, esborrachando-se no chão. Alcides e a mulher gritaram, correram e o culto parou. Foram todos olhar o corpinho do pequeno. "Meu Deus, por que?"; "Que pastor louco é esse que inaugura uma obra esburacada! Onde ele estava com a cabeça?" O pastor apareceu ali e lamentou muito também. Mas Alcides, enlouquecido e raivoso, agarrou-lhe o pescoço e gritou:
 
"Pastor, o senhor é louco? Por que essas paredes esburacadas? Por que não completou a construção?"
 
O pastor respondeu: "Esses buracos foram feitos por você, Alcides."
 
"Como por mim?" .
 
"Se você fosse solidário com a obra da forma com que votou na sua implantação, não haveria buracos na parede. Cada vez que você se recusou a participar, garantiu a permanência de um buraco. Sinto muito que o seu filho tenha caído por ele".
 
Nesse ponto Alcides caiu da rede. Agitara-se tanto nesse pesadelo que a corda da rede desamarrou-se da mangueira e ele foi ao chão. Suado, dolorido e perturbado, Alcides revoltou-se com aquelas cenas do sonho. Porém, após o ímpeto da revolta ("ninguém pode obrigar-me a contribuir"), ponderou sobre a sua responsabilidade com aquilo que poderia fazer e não fizera. Afinal, ajudara a decidir pela construção, mas não se julgava responsável por ela. Os defeitos que encontraria poderiam ser usados para atacar o pastor, mas, na verdade, seriam um retrato da falta de solidariedade de muitos. E o buraco por onde o seu filho caíra não era da parede, mas da falta de testemunho que daria ao pequenino, demonstrando a ele que contribuir não era um privilégio, mas um peso.
 
No culto da noite Alcides estava diferente. A construção estava muito atrasada, com poucos recursos. Mas no momento da contribuição Alcides foi com toda a família levar a sua parte. Não era uma grande quantia, se considerada a necessidade geral, mas era o seu melhor, feito com sinceridade e sacrifício. Com ela ajudava a demonstrar aos filhos a nossa responsabilidade para com a Obra do Senhor, inclusive na provisão de recursos da casa de oração onde congregavam.
 
Prezado leitor, como Corpo de Cristo somos responsáveis pela casa de oração onde servimos ao Senhor, pela Obra de Deus onde participamos. As nossas ausências não serão cobertas por ninguém; serão um buraco na construção, senão no aspecto material, certamente no espiritual, com exemplos tristes de falta de amor e de consagração. Aquilo que fazemos em silêncio será ouvido em alto e bom som pelos pequeninos que nos observam.
 
Levantemo-nos e ergamos a obra do Senhor! Sejamos partícipes, afetuosos e responsáveis. E não deixaremos brechas por onde outros venham a cair.
 
Que Deus nos abençoe.
 
Wagner Antonio de Araújo

13/09/2017

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

memórias literárias - 524 - A ADORAÇÃO QUE AGRADA A DEUS

A ADORAÇÃO
QUE AGRADA
A DEUS

 
524

05/08/2017
Mensagem preparada para o culto de louvor
na igreja onde serve a Deus o meu grande amigo
e irmão em Cristo Augusto Wagner  Ferreira de Barros
 
Dois textos bíblicos.
 
O primeiro encontra-se em João 4:
 
Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.(Jo 4:23-24)
 

O segundo encontra-se em Isaías 6:
 
Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos. Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e expiado o teu pecado. Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. (Is 6:5-8)
 
Adorar significa prestar culto, venerar, prestar homenagem. Adorar envolve atitudes e demonstrações de apreço, de carinho, de reconhecimento, de submissão, de confiança. Ao longo do tempo os homens criaram as suas próprias divindades, e, por não passarem de ilusões, serviam-nas de formas bizarras e estranhas. Porém, por trás de toda adoração a um falso deus, está a presença de Satanás, o "anjo de luz" caído, cercado por demônios. O papel dele é perverter o culto verdadeiro a Deus, conduzindo os seus adoradores a prestar culto ao mal e à sua rebeldia.
 
Acredito que os textos acima nos dão tranquilidade para afirmar que O PAI PROCURA ADORADORES, não por não tê-los, não porque precise deles, não porque seja incapaz de criar adoradores aos milhões. Há classes de anjos que foram feitas exclusivamente para adorá-lo. O próprio texto bíblico, anterior aos versos de Isaías, diz que Serafins com três pares de asas, viviam para adorá-Lo. A raiz do nome em hebraico (serah) significa ARDER, INCANDESCENTE.
 
Os dois textos nos conduzem às seguintes conclusões:
 
I - O PAI PROCURA ADORADORES (João 4.23)
 
O Pai não os procura por tê-los perdido. Jamais! Deus tudo tem em Suas mãos.
 
O Pai não os procura por não existirem, e, então, busca constantemente despertar alguém para adorá-Lo. Nunca! Deus é Soberano sobre todas as coisas e independe do homem ou de sua boa vontade para realizar o Seu propósito.
 
Procurar também significa atrair e acercar-se. Quando Deus decidiu destruir a humanidade antes do dilúvio, o Seu olhar encontrou Noé e sua maneira condigna de portar-se ante um mundo em pecado. Ele encontrou uma pérola no meio dos pedregulhos. Assim Deus procura alguém que o adore de verdade no meio desta geração corrupta, maligna e seguidora de Baal, mesmo travestida de evangélica. Li que Wesley Safadão, um dos mais populares animadores de festas mundanas, converteu-se à igreja evangélica. Se sua conversão fosse a Cristo ele deixaria de ser o "safadão". Mas os falsos cristãos que dirigem as igrejas não têm interesse em pregar a verdade, pois esta constrange, humilha e condiciona o homem à condição de pecador carente.
 
A procura de Deus por adoradores verdadeiros é a Sua onisciência em conhecer os caminhos de todos nós. Na multidão dos que sambam, dançam, gritam, gemem, choram, dizendo que estão adorando a Deus, não há espaço para a verdade da alma. Gritam, dançam, choram, sambam ou para chamar a atenção da divindade ou para demonstrarem certo quebrantamento. Tudo em vão. Deus já achou os Seus adoradores em outros lugares: encontrou-os de joelhos dobrados junto à cama em seus quartos, ou nos locais escolhidos para a hora tranquila! Encontrou-os quando, à semelhança do bom samaritano, acudiram a dor do próximo, mesmo sendo alguém tão diferente dele. Encontrou-os quando testemunhavam do evangelho corajosamente diante dos patrões, dos empregados, dos colegas de faculdade, da vizinhança, das autoridades. Encontrou-os quando não aceitaram ir para as baladas, não aceitaram a fornicação com suas namoradas, não participaram da mentira contada para encobrir o crime alheio ou a traição de alguém. Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá (Sl 1:6)
 
II - O PAI SÓ É ADORADO EM ESPÍRITO E EM VERDADE (João 4.24)
 
Jesus diz à mulher samaritana que Deus é Espírito. Isto significa que ele não é constituido da mesma materialidade nossa, o que não significa que seja uma fumacinha disforme. Deus tem forma, mas a vista humana não é capaz de vê-la. Deus disse a Moisés, que queria ver a Sua glória: E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá. (Ex 33:20)
 
Depois de um longo convívio com os apóstolos e da triste notícia de que teria que morrer, mas que ressuscitaria, Filipe pediu a Cristo: "Mostra-nos o Pai". Jesus, com santa paciência e absoluta transparência, lhe afirmou: Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14:9)
 
Moisés quis ver a face de Deus e não pôde. Filipe pediu o mesmo e Jesus lhe disse que Ele era a face de Deus. Mas nenhuma fotografia foi tirada deste rosto imaculado. Como creremos? O próprio Senhor nos afirma: Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram. (Jo 20:29)
 
Isto nos leva à mais pura forma de adorar: aquela que não depende de objetos, não depende de visões, não depende de rituais exteriores, mas depende de uma alma absolutamente consciente do motivo que a envolve nesta adoração!
 
Adoração que reconhece em Deus a sua origem e vida! Adoração que rende a Deus a glória legítima ao Seu nome! Adoração que proclama a soberania divina sobre todas as coisas e a verdade de Sua Palavra como diretriz para toda a história e construção da vida! Adoração que reconhece a mão de Deus nas coisas mais simples, bem como a Sua mão nas coisas mais complexas!
 
Este tipo de adoração era um contraponto ao tipo de adoração que os pagãos ofereciam aos seus deuses! Em Israel chegavam a praticar relações sexuais diante das imagens de Baal, de Astarote, de Moloque! Ao deus Moloque ofertavam os bebezinhos recém-nascidos, vivos, numa bacia em chamas, em oferenda às suas divindades! Entre os gregos, além da prostituição cúltica, davam comida, bebida, animais sacrificados e todo tipo de flagelo e orgia! Baco, o deus do vinho, é prova inconteste deste passado horrível.
 
Mas nos dias atuais as religiões pagãs fazem o mesmo! Nas esquinas e nas encruzilhadas, nas cachoeiras e nos capinzais, ali estão os pratos com farofa, com galinha frita ou assada, os bolinhos de arroz, os doces de crianças e toda sorte de oferendas aos deuses da terra!
 
E, se isto não bastasse, os evangélicos abominaram o culto verdadeiro, transformando o Deus que quer ser cultuado em espírito e em verdade, num deus barato do paganismo, quando dão a ele cultos estéticos, malabarísticos e de estofos coloridos em vestes apropriadas para diversas ocasiões. Não apenas isso, trouxeram para o seio das suas comunidades objetos que invocam a presença deste suposto deus, com o toque de shofares, com a queima de incenso, com o trânsito de arcas, com o movimentar de panos e de bandeiras, com o esparramar de sal grosso pelo chão, com a pronúncia de palavras mágicas do hebraico.
 
Nada mais ousado e mais distante do tipo de adoração que o Pai espera de Seus súditos!
 
A adoração a Deus é simples e clara: Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. (Jo 14:21)
 
III - O PAI TRANSFORMA ADORADORES EM EVANGELISTAS(Isaías 6.8)
 
Isaías era um homem de Deus. Deus o conhecia no íntimo de seu coração. Estava triste com a morte do Rei Uzias, de quem gostava. Tantas tragédias nacionais. Isaías usa essas crises para buscar a Deus. Ah, se cada um de nós trocasse a lamúria e a tristeza por mais tempo de joelhos, mais tempo em oração, mais tempo em exame da Palavra do Senhor, fenômenos como o de Isaías iriam repetir-se mais! E que fenômeno foi esse?
 
Estava em adoração do tipo certo (em espírito e em verdade), quando Deus mostrou a Sua glória celestial. Mostrou o Seu trono e a maneira reverente com que os serafins adoravam ao Senhor, com asas de reverência (muito diferentes dos falsos adoradores que trafegam pelas nossas igrejas, cada dia mais ousados em suas palavras, atos e ensinos libertinos...).
 
Isaías sabia que ver a Deus significava morrer, pois Deus não podia ser visto por olhos humanos desde que Adão fora expulso do Paraíso. Ele pensou: vou morrer. Mas um dos anjos veio com uma brasa do altar do próprio Deus, tocando-lhe, dizendo: "Fique tranquilo, seu pecado foi tirado".
 
A brasa que tirou o pecado veio do próprio Deus, mostrando a Isaías que não foi por seu mérito próprio, por ritual próprio, por pagamento próprio que retirou o próprio pecado. Assim também é Cristo para nós: o próprio Deus trazendo-nos salvação através do sacrifício de Seu Filho bendito, na cruz do Calvário. Resta-nos concordar com Paulo, quando diz: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. (Ef 2:8)
 
Isaias, de posse do perdão trazido pelo próprio Deus, ouve o Senhor dizer: "Quem há de ir por nós?" Deus fala consigo mesmo entre as pessoas da Santíssima trindade. Isaías, limpo de seu pecado, agora pode contemplar a Deus em sua autêntica adoração. E quem contempla a Deus limpo de seu pecado pelo poder do sangue de Jesus Cristo, também pode ouvir Deus falar! E Deus fala! Fala pela Sua Palavra, a Bíblia Sagrada! Fala ao nosso coração, pela fé, de forma maravilhosa, edificante, fundamentada na Bíblia.
 
Isaías, então, ao ouvir a conversa, oferece-se ao Senhor: "Eis-me aqui, envia-me a mim!"
 
A verdadeira adoração, feita por uma alma que purificou-se pelo precioso sangue de Jesus Cristo, que não busca a Deus procurando agradar-Lhe com justiça própria, com rituais e atos que paguem por esta adoração, mas em santa gratidão adora Àquele que tudo fez por nós sem que merecêssemos nada, é capaz de ouvir a voz do Senhor, que diz: "Quem há de ir por nós?" Ir para onde?  E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. (Mc 16:15); Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. (At 1:8); E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. (Rm 10:15)!
 
A adoração verdadeira gera crentes conscientes e voluntários no serviço da divulgação das boas-novas de salvação aos não convertidos. A verdadeira adoração parte da alma satisfeita com a obra completa de Cristo na cruz do Calvário e com o anseio profundo em tornar tal evangelho conhecido de todas as pessoas! A verdadeira adoração faz de cada cultuante um evangelista, não propriamente um pregador, mas um testemunhador do que Cristo fez em seu lugar. É um chamado de Deus, atendido voluntariamente pelo adorador verdadeiro.
 
CONCLUSÃO
 
O Pai procura adoradores neste mundo, não porque não os encontre, mas porque os identifica através da vida consagrada e santificada de cada crente. Seríamos nós o tipo de adoradores que Ele procura?
 
O Pai é o alvo da nossa adoração e quer ser adorado não com objetos, com rituais, com danças, com roupas esvoaçantes, com mágicas, com oferendas; Deus quer ser adorado em espírito e em verdade, ou seja, dentro de um coração reto em Sua presença e de forma verdadeira, não teatral. Seríamos nós o tipo de adoradores que Ele procura?
 
O Pai tira o pecado de cada adorador por iniciativa própria, não por mérito do adorador. Assim, não importa o valor do sacrifício humano, das justificativas ou dos pagamentos que o homem queira fazer, nada disso paga a graça do Senhor, que é gratuita e disponível para quem reconhece a completa ineficácia humana e a total dependência de Deus. O Pai satisfaz à alma sedenta. Seríamos nós o tipo de adoradores que Ele procura?
 
O Pai convoca a cada adorador para ser semeador de boas-novas, esparramando o evangelho para todo o canto. Não significa ser pregador, ser professor, mas ser compartilhador de tão grande salvação e de tão grande bênção, pois ter Cristo no coração e a certeza do Céu é bênção incomensurável. Nenhum adorador que não tenha consciência deste chamado pode ser considerado um verdadeiro adorador, pois um cristão autêntico está debaixo de uma ordem: sejam testemunhas!
 
Que Deus, em Sua infinita misericórdia, abençoe a todos nós, que ousamos nos chamar de adoradores de Deus. Que compreendamos que Ele é tudo em nós e que não somos capazes de agradá-Lo, mas que Ele, com Santo amor e bondade, acolhe o pecador convertido que o busca interiormente, pela fé, sem ver o Seu rosto, mas crendo em Sua presença e na legitimidade de Sua Palavra; e de cada adorador faz um evangelista para a salvação de todo aquele que crê.
 
Que Deus nos abençoe.
 
Pr. Wagner Antonio de Araújo

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

memórias literárias - 523 - MÚSICA OU MILITÂNCIA?

MÚSICA

OU

MILITÂNCIA?


523
Desde há muito a música popular brasileira deixou de ser música para ser militância. Atualmente a situação tornou-se caótica. Uma banda de rock acaba de postar um vídeo onde há beijação gay entre gays e lésbicas, incentivando e enaltecendo a prática. Uma atriz global postou vídeo de música com cenas eróticas de lesbianismo. No Rio de Janeiro é comum bandas de funk postarem apologia ao crime e às drogas. No meio goiano e central do Brasil os safadões cantam as conquistas e noitadas de orgia.

Isso pode ser qualquer coisa, menos música.

Em meu tempo de adolescente era vergonhoso ouvir qualquer coisa brasileira; vingava a idéia de que era chique e aceitável escutar disco music e ritmos americanos. Hoje, conquanto a situação cultural tenha sido absolutamente invertida, o conteúdo de toda a cultura musical é algo execrável e desanimador. Os que apreciam não estão satisfeitos em ouvir; eles equipam os seus carros e casas com sonorização monstruosa. Um carro toca uma música a um quilômetro de distância e os vidros da janela de casa tremem.

Música é anterior ao ser humano. Existiu entre os anjos e estes, quando do nascimento de Jesus Cristo, trouxeram um coral para executar uma cantata natalina diante de pastores no campo. Satanás, sob todos os aspectos, é um ser de origem musical, com a condução de louvores angelicais a Deus. Foi na música tão bela que corrompeu-se. E agora, músico primevo, torna-se responsável em usá-la para ludibriar toda a humanidade, tornando-a dopada e possuída pelos seus ritmos, pelos seus gingados, pelas suas baladas e pela militância de suas idéias.

E o que a música contemporânea tem ensinado?

Ela ensina que o mal é bom. Ela diz que é bonito, é belo, é chique ser ruim. Ela ensina que o que importa é o que eu sinto, o que eu acho, o que eu desejo, o que me fascina, o que me encanta. Ela diz que eu sou o único parâmetro para avaliar se algo é válido ou não. O certo e o errado não passa de opinião abstrata.

Ela doutrina a militância homossexual. Um travesti, morto recentemente, afirmou: "Deus fez o homem e a mulher, e o diabo inventou o gay". A música torna esse amargo desencontro com a criação original divina num suco adocicado, servido às massas em copos descartáveis. Nas escolas, nos times, nos grupos, nas baladas, essas músicas são tocadas, repetidas, e agora, com os vídeos, são representadas por imagens de promiscuidade sem limites. O resultado é uma geração entorpecida e sem direção, que não tem certeza do que realmente é. Para este povo uma genitália não é suficiente para emitir um laudo de sexualidade.

A música faz a apologia ao crime. Ela incentiva o roubo, a ganância, ela mostra como virtude o engano, a esperteza, o tirar vantagem ilicitamente. Ela busca enaltecer aquele que constrói a vida pisando nos outros, burlando as regras, tornando-se o maioral.


A música incentiva o adultério, o incesto, a pedofilia, a promiscuidade. Não fala de poesia e de coisas bonitas; ela fala de cama, de suor, de contatos físicos, fala de roubar a mulher do outro, de ter vários homens, de ficar com toda a turma da escola. A música não tem mais pejo no uso de palavras; ela rebaixa o vocabulário para manter chula a canção. Um funkeiro carioca possui mais de uma dezena de mulheres e suas músicas são o último grau de esgoto. Basta anunciar um show e a bilheteria se esgota em um dia. Eles ganham fortunas com a ostentação da prostituição e não sentem arrependimento.

A música, enfim, ensina a rebelião. Ela ensinou a se erguer contra as autoridades, a se indispor contra a polícia, a erguer a mão contra os pais, a protestar contra a moral, a apontar o dedo no rosto de Deus, a negar qualquer gesto ou ato de submissão. A música é o carro-chefe para se rebelar contra qualquer sistema.


O que se fez com a música verdadeira, a brasileira? Onde está a poesia e o canto do amor verdadeiro? E as canções que falavam sobre o país, as florestas, a história, sobre as famílias, sobre as alegrias e tristezas, sobre a cultura e os valores da nação? Estão nos museus. A música instrumental tem os seus nichos como "cult", sem propagação nenhuma. A música regional tornou-se "raiz", confinada a um grupo seleto de saudosistas ou provincianos localizados. Poesia? Se não houver palavrão serão esquecidas e jamais tocadas. Música erudita? O que é isso, é alguma comida?

Triste situação de um país cuja música tornou-se ruído ensurdecedor! Até as igrejas deixaram sua hinódia clássica, suas canções bíblicas, seus hinos tradicionais, por música de consumo, feita à luz dos desejos populares, lançadas para que sejam vendidas e popularizadas! Cânticos antigos como "Buscai Primeiro" e "Calmo, Sereno e Tranquilo", que tornaram-se hinos eternos, deram lugar ao lixo de consumo de gente do glamour dos palcos religiosos do comércio da fé.

Música ou militância? O que há hoje é militância. E, por trás de toda a militância delas, está Satanás, a preparar o palco para o anticristo.

Chega de militância.

Eu quero ouvir música de verdade.

Wagner Antonio de Araújo


07/09/2017

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

memórias literárias - 522 - COMO SERÁ O CÉU - Estudo Bíblico

COMO SERÁ
O CÉU?

Mensagem preparada para o aniversário da
Igreja Batista em Cidade Quarto Centenário de São Paulo, SP
E pela celebração dos quarenta anos
de ministério do Pastor
Haroldo Rosendo Rico
 
522

Ninguém esteve lá. Nenhum de nós foi testemunha de sua criação. Mas há um que de lá desceu e que nos descreveu maravilhosamente, enfatizando a sua realidade. Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu. (Jo 3:13)
 
Jesus, que desceu do céu e para lá subiu, afirmou: Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. (Jo 14:2)
 
Há uma série de profecias que haverão de cumprir-se. Alguns crêem na literalidade delas; outros, em seu cumprimento figurativo. Este crente que hoje prega crê que o Céu será o último estágio de nossa história, eterno e maravilhoso.
 
DA MORTE À RESSURREIÇÃO, UM ESTADO CONSCIENTE
 
Há grupos cristãos que advogam pelo sono da alma enquanto aguarda o dia da ressurreição dos mortos. Mas esta opinião choca-se frontalmente com algumas questões.
 
1) Jesus Cristo marcou com o ladrão arrependido, pendente à cruz, um encontro no PARAÍSO naquele mesmo dia. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso. (Lc 23:43)
 
2) O Apóstolo Paulo fala da morte como "estar imediatamente com Cristo" e isto não se harmoniza com o sono da alma. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. (Fp 1:23)
 
3) João, o Apóstolo, ao receber a revelação do Apocalipse, fala, sobre o quintoo selo, das almas que se encontravam debaixo do altar, almas, vidas humanas, mártires, conscientes no além, antes da ressurreição: E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. (Ap 6:9)
 

UM PARAÍSO ENTRE A MORTE E A RESSURREIÇÃO
 
O texto citado fala do Paraíso. Esta palavra significa jardim murado, lugar de delícias, local aprazível. Originalmente no Éden, chamado de Jardim de Deus. Ausência de pragas, de morte, de dor, de qualquer coisa ruim. Para os crentes, o lugar maravilhoso ao lado de Jesus, para onde o ladrão convertido foi, ao deixar esta vida. Foi para lá que Estêvão foi, quando disse: E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. (At 7:59)
 
Foi lá que o rico viu Lázaro, o pobre enfermo que mendigava à porta de sua casa, comendo as migalhas de sua mesa. O rico, em tormentos, contemplava Lázaro no Paraíso, chamado de "seio de Abraão", isto é, o lugar onde se encontrava Abraão.
 
A RESSURREIÇÃO TRARÁ OS QUE MORRERAM EM CRISTO
 
Conquanto o Paraíso seja maravilhoso e um estado de consciência inigualavelmente prazeiroso, não significa a totalidade da Obra de Deus pelo homem. Cristo de forma trina, corpo, alma e espírito, o homem ainda tem o seu corpo mergulhado no pó da Terra, morto e devorado por vermes. A ressurreição é a proclamação da vitória do Senhor da vida e o resgate desta parte inseparável do ser humano: Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? (1Co 15:55); Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; (Jo 11:25); Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder. (1Co 6:14)
 
DESFRUTAREMOS DE UM MILÊNIO GLORIOSO
 
Há os que não crêem neste período de tempo especial sobre a Terra. São os amilenistas, maioria no meio dos seminários, e os pós-milenistas, quase desaparecidos. Todos os demais, pre-milenistas, com pequenas variações, crêem num tempo maravilhoso sobre a Terra, onde Natureza e Reino de Deus conviverão de forma gloriosa. Será um tempo onde Deus cumprirá a promessa feita a Davi, de que reinaria por mil anos. Um reino terreno, com animais e seres humanos em convívio. O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor (Is 65:25)
 
E em Jerusalém se estabelecerá o arraial dos santos, a capital do império. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou. (Ap 20:9)
 
A TERRA SERÁ DESTRUÍDA E UMA NOVA TERRA SURGIRÁ
 
O milênio será interrompido pela libertação de Satanás após o período. Este reunirá as nações contra o arraial dos santos, Gogue e Magogue. E, quando atacar o reino do Senhor, será subitamente destruído pelo Senhor que, junto com o Diabo, destruirá todo o planeta Terra. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. (2Pe 3:10)
 
Há os que crêem que a Terra não será destruída, mas renovada, assim como não foi destruída no dilúvio, mas repovoada. Esta interpretação esbarra na questão de que os elementos em chamas se desfarão e que tudo o que há atualmente "não mais existirá".
 
VIRÁ DOS CÉUS A NOVA JERUSALÉM
 
Sem entrar em detalhes, a Bíblia nos diz que haverá continuidade da santa felicidade, com a descida da cidade celestial, a Nova Jerusalém. JERUSALÉM significa CIDADE DE PAZ. Sua dimensão:  2.200 km de altura, de cumprimento, de largura. Seus materiais são ouro, pedras preciosas, pérolas e muita luminosidade própria, vinda do próprio Deus. Será a capital do Céu na eternidade. E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais. (Ap 21:16)
 
 
Certa feita ouvi um querido pastor falar sobre o céu. Para ele tudo seria etéreo, espiritual, sem forma e nem aparência, apenas uma presença. Talvez uma espécie de espírito boiando numa escuridão sem fim. Pensei: "Eu jamais pensei que o céu fosse assim!". Então optei por crer no relato bíblico, não nas opiniões filosóficas das idéias humanas. Optei pela seguinte conclusão: DEUS NÃO TROCA O BOM PELO PIOR, SÓ PELO MELHOR. Se esta Terra, com todas as suas imperfeições e condenações já possui belezas incalculáveis, se Deus a tudo criou com cores, variações, beleza, tamanho, dimensões diferentes e absoluta variedade, e se Deus disse que tudo isto era MUITO BOM, então o que virá na Nova Jerusalém e na eternidade SÓ PODERÁ SER MELHOR AINDA! Trocar as belezas terreais criadas por Deus por uma mera fumacinha invisível não é troca que se aceite. E nem a Bíblia ensina assim!
 
Lá haverá rio: E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. (Ap 22:1)
 
Lá haverá árvore, praça e frutas: No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações. (Ap 22:2)
 
Lá haverá cavalo: E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. (Ap 19:11)
 
Lá haverá contagem de tempo: veja novamente Apocalipse 22.2
 
Lá os corpos serão reais, terão roupas, não serão imaginários ou etéreos: Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; (Ap 7:9)
 
Lá a consciência terrena será restrita, isto é, nos recordaremos das coisas que convém, tanto a nível de conhecimento quanto de importância (não nos lembraremos dos queridos que partiram sem o Senhor, nem das tristezas pelas quais passamos). E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. (Ap 21:4)
 
Nós nos conheceremos no céu
 
Abraão continuou Abraão no céu, e foi conhecido pelo rico, que também reconheceu a Lázaro: E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. (Lc 16:24)
 
Moisés e Elias foram reconhecidos pelos apóstolos; o primeiro já havia falecido, mas manteve as suas características: E eis que estavam falando com ele dois homens, que eram Moisés e Elias, (Lc 9:30)
 
Veremos os nossos queridos novamente (os que na glória estiverem): Porém, agora que está morta, porque jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim. (2Sm 12:23)
 
CONCLUSÃO
 
O céu é uma santa esperança e também uma santa certeza. Temos esperança de estar lá porque em Cristo temos certeza da vida eterna.
 
Lá chegaremos não por méritos próprios, mas pelos méritos de Jesus Cristo, que morreu na cruz para pagar pelos nossos pecados todos.
 
Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus. (Lc 10:20)
 
O céu é a concretização e a resposta do Senhor à Sua oração tão preciosa, feita em favor de todos os que crêem, tanto os de Sua época quanto os que vieram a crer nele depois, e ainda dos que crerão no futuro:
 
Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo. (Jo 17:24)
 
E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. (Jo 14:3)
 
Amém!
 
Pr. Wagner Antonio de Araújo
06/08/2017