quinta-feira, 9 de julho de 2020

memórias literárias - 904 - DIA ESPECIAL

DIA
ESPECIAL
 
904
 
Ele deu-lhe um par de brincos. Não era seu aniversário, nem iriam sair para algum lugar.
 
Ela os achou lindos. E disse: "Vou usá-los quando tivermos um dia especial."
 
Ele então respondeu: "Haveria dia mais especial do que este?"
 
Este é o dia que o Senhor deu; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele. (Sl 118:24).
 
Aquela prataria fina que ganharam no casamento, tão bela e tão nobre, embalada numa caixa de madeira, está guardada há anos no armário, esperando chegar um "dia especial". Tal dia é protelado, é deixado para amanhã, e para o outro mês. Pode ser que acabe sendo usado no dia do funeral de um dos dois. E para quê? Não foi para isso que ganharam!
 
Se compreendêssemos que o dia mais especial que Deus nos deu é o dia de hoje faríamos com que rendesse muito mais, saboreando-o com muita propriedade!
 
Imaginemos que amanhã embarcaremos para uma longa viagem e que ficaremos fora por vários dias. Como desfrutaríamos do dia de hoje? Da mesma forma com que temos levado a rotineira passagem do tempo, ou procuraríamos desfrutar de um bom jantar, de uma boa prosa, de uma boa companhia e de bons momentos?
 
Eu sei que há limitações intensas nestes dias tão estranhos que vivemos. Eu sei que a restrição de deslocamentos e de contatos é profunda. Mas isso não impede que o dia de hoje seja especial!
 
Em Os Pioneiros, seriado baseado no livro "Little House Of The Prayer", Laura Ingalls nos conta que estava a família enjaulada em sua casa na tarde e noite de Natal, quando construíram sua casa numa área deserta dos índios. Não havia vizinhança, não havia civilização, não havia nada. Mas um amigo chegara debaixo de grande nevasca. E, depois de aquecer-se, tirou de um embrulho de pano 3 pequenas batatas. A esposa dos Ingalls, ao ver aquela iguaria emocionou-se, dizendo: "Muito obrigado, eu não imaginava que teríamos algo tão gostoso para desfrutar nesta noite!" Como algumas batatas poderiam provocar tanta gratidão? Quando são raras e quando celebram um momento especial.
 
Já preguei em sepultamentos onde ouvi os inconsoláveis familiares dizerem que fariam tudo diferente se oportunidade tivessem. Diziam que não haviam desfrutado melhor da companhia do amado que partira. Se pudessem teriam conversado mais, teriam rido mais, teriam dito coisas que ficaram só no coração. Para estes as chances terminaram. Mas para quem está vivo ainda é tempo!
 
Coloque os seus brincos, querida, mesmo que sejam simples e humildes. Você os tornará as mais preciosas jóias, pois será a dama mais bela que este dia já viu! O valor deles não está no material do qual foi feito, mas na pessoa que embeleza!
 

Wagner Antonio de Araújo

quarta-feira, 8 de julho de 2020

memórias literárias - 903 - QUERO OUVIR-LHE

QUERO
OUVIR-LHE
903
 
Era mais um culto de domingo à noite, dos inúmeros que dirigira e pregara. Sua congregação era pequenina e ele já idoso. Muitos o abandonaram ao longo do ministério, mas ele não desistira. Continuava a pregar, a dirigir, a pastorear. Ele amava a igrejinha onde servia ao Senhor Jesus Cristo.
 
Naquela noite percebeu um automóvel diferente no estacionamento. Dele desceu um senhor bem vestido. Olhou bem com seus óculos e, depois de esfregar os olhos para não duvidar do que via percebeu que era o grande evangelista Justino Macário, que arrebatava estádios cheios com sua prédica tão envolvente e poderosa, que viajava pelo mundo inteiro em busca de almas perdidas.
 
As pessoas olharam atônitas e perceberam que ele viera para participar do culto. O pastor saiu do seu gabinete, anexo à plataforma da capela, e foi falar com ele.
 
- Dr. Justino?
 
- Pr. Porfírio?
 
- Sim, sou eu! A que devo a honra de sua visita, Dr. Justino?
 
- Eu estava na cidade e, como não tenho conferências nesta noite decidi ouvi-lo.
 
- Eu agradeço, mas me sinto um tanto desconfortável!
 
- Mas por que?
 
- Porque há muitas igrejas aqui na região, disponíveis para que o senhor participe do culto e escute bons sermões. Eu sou apenas um pregador local.
 
- Pr. Porfírio, há muitas igrejas sim, mas nenhuma que tenha um Pr. Porfírio no púlpito. E eu vim para ouvir-lhe.
 
- O senhor já me conhece?
 
- Mas é claro! Quem nunca ouviu algum sermão de seu canal no youtube? Eu os ouço sempre entre uma viagem e outra! E digo-lhe: fazem-me bem e edificam a minha alma! Conheço muitos crentes que foram transformados com o poder de Cristo transmitidos pela sua pregação. 
 
- Meu Deus, eu jamais imaginei que alguém assistisse!
 
- Eu os assisto e me sentirei honrado se esquecer-se de que estou aqui e pregasse como todas as vezes costuma fazer.
 
- Mas se é assim eu quero oferecer-lhe o meu púlpito! Jamais tivemos alguém de sua envergadura nestas localidades!
 
- Se eu pregasse em seu púlpito perderia a bênção que vim procurar. Pastor, siga o seu trabalho. Eu vim ouvir-lhe.
 
Então o pastor pediu-lhe para que fosse ao gabinete por um minuto. E orou assim:
 
- Senhor, sinto-me tão desconfortável, sinto-me pequeno diante deste Teu grande servo. Ajude-me a fazer aquilo que Tu queres. Em Nome de Jesus. Amém.
 
O Dr. Justino completou:
 
- Senhor, ajuda o Pr. Porfírio a entender que o grande aqui é só o Senhor e que ambos, nos lugares onde Tu nos colocastes, somos apenas servos do Senhor. Que ele seja fiel e pregue o que colocaste em seu coração. Amém.
 
Abraçaram-se e o culto seguiu-se. Hinos, poesia, intercessão, coral, um culto tradicional.
 
E, no momento da pregação, o pastor disse:
 
- Sei que os senhores e as senhoras me perguntariam: o que esta celebridade está fazendo sentada no banco? Não deveria o Pr. Porfírio dar-lhe o púlpito ao Dr. Justino Macário? Amigos, eu tentei, Deus sabe que tentei! Mas ele disse que veio para ouvir e eu não consegui convencê-lo do contrário. Então, diante de Deus e de vocês, farei o que Deus quer que eu faça. Abramos as nossas Bíblias no texto de ....
 
E o pastor pregou com a graça que o Senhor lhe dera. Nem mais e nem menos. Sem citações que nunca poderia provar ou sem assuntos alheios ao texto. Ele pregou a Bíblia e nada mais. Ao final convidou a congregação a um momento de reconsagração. Um pequeno grupo sentiu-se tocado. Junto com eles veio o Dr. Justino.
 
Todos se ajoelharam e oraram. Ao final abraços e a despedida.
 
No sábado seguinte o Dr. Justino pregou no canal local da televisão. Antes da mensagem ele recordou a experiência que tivera. Disse:
 
"Caros amigos, no último domingo ouvi um príncipe do púlpito, o Pr. Porfírio, da igreja do bairro oeste. Sua palavra foi tão bíblica, tão doce, tão edificante, que o meu coração foi tocado pelo poder do Espírito Santo. Quero reprisá-la para vocês e espero que Deus multiplique em seus corações o que fez no meu ao ouvi-la dos lábios daquele santo homem do Senhor..."
 
O velho pastor, em lágrimas, ajoelhou-se ao lado da televisão com grande emoção, dizendo:
 
- Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu Nome damos glória! Por amor da Tua misericórdia e da Tua fidelidade! Que o Espírito Santo aplique o texto bíblico aos corações.
 
Muitos frutos foram colhidos naquela transmissão. Tudo porque um pastor simples, pequenino, limitado, de um bairro tão inexpressivo, ousou ser fiel Àquele que o vocacionou para a pregação.
 
Que os meus leitores valorizem os seus pastores locais, que orem por eles que que propaguem as mensagens que o Senhor porventura lhes der. Que seja para a glória de Cristo e a edificação de Seu povo. Amém.
 

Wagner Antonio de Araújo

memórias literárias - 902 - TEUS DEUSES

TEUS
DEUSES

 
902
 
E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito. (Ex 32:4)
 
Moisés estava lá no alto, em comunhão com Deus, a receber as tábuas do decálogo, os dez mandamentos. Cá embaixo estava o povo ansioso, afoito, cansado da espera e da falta de informações.
 
Arão, irmão de Moisés, escolhido sacerdote, estava entre o povo e Moisés. Decidiu ouvir o povo. Eles disseram: "Nada sabemos desse Moisés; faça um deus para nós". Ele, se por ameaça do populacho ou por fraqueza de caráter decidiu fazer a imagem de fundição, mesmo que tenha ouvido a ordem divina de não fazê-lo e de ter anuído à aliança em sangue que Moisés fizera entre Deus e o povo.
 
Forjou um bezerro, uma ridícula imagem oriunda das jóias que arrancaram das egípcias ao saírem do Egito. E proclamou: "este é o deus que tirou vocês do Egito! Aqui estão os teus deuses, ó Israel!"
 
O Deus Eterno, o Criador, Jeová, Javé, Elohim, o Sublime, o Altíssimo, opera a grande libertação destes quase dois milhões de pessoas e os trás para uma aliança. Eles aceitam o pacto e querem seguir para a terra da promessa. Mas na primeira prova que recebem, isto é, terem que aguardar o regresso do profeta da montanha da santidade, resolvem abandonar o Libertador e inventar um mito, uma fábula, um amuleto, uma mentira. A libertação era real - eles estaam ali; a narrativa deixou de ser verdadeira: a imagem forjada a instantes era a responsável pela epopéia. Como é fácil inventar uma narrativa mentirosa!
 
Faz lembrar um filho ingrato, que mora na herança deixada pelos pais, que teve o seu diploma conquistado com o suor de seus progenitores e que diz orgulhosamente: "consegui por mim mesmo sem a ajuda de ninguém!"
 
Também o homem curado que se gaba da boa saúde e se esquece do médico que o tratou. "Eu sou um atleta!".
 
Ou talvez aquele que venceu na vida e que diz: "A força do meu braço e do meu empenho conquistou tudo isso", e nem se lembra das noites em súplicas que muitos passaram diante de Deus, clamando pela sua colocação profissional e sucesso acadêmico! Também se esquecem daqueles que os recomendaram ao empregador ou institução onde trabalham!
 
Quantas igrejas se gabam de ter uma grande membresia ou um poder econômico muito forte, esquecendo-se de que os pioneiros, sim, aqueles pobres trabalhadores da Seara, foram os que empenharam a própria vida na concretização do ideal. Esquecem-se dos pastores que deram a vida no trabalho difícil de outrora, nas condições tão pequenas e na tecnologia tão primitiva. "Somos vencedores de um novo tempo!". Não haveria novo tempo se não tivesse havido alguém que início deu.
 
Ah, povo hebreu! Há um hebreu em cada um de nós! Ingratos para com Deus, criamos bezerros de ouro para adorar ao longo da vida. Sabemos que foi Deus, mas ousamos esquecer-nos disso! Sabemos que nossos pais foram heróis, mas os esquecemos em algum asilo! Sabemos que a nossa professora nos alfabetizou, mas tiramos o seu nome de nossa biografia! Sabemos que ingressamos na escola ou no trabalho por indicação de alguém, mas o desprezamos! A ingratidão é uma constante no coração de cada ser humano!
 
Nós sabemos o que aconteceu com os hebreus do bezerro de Arão. Morreram condenados pela idolatria voluntária a que se submeteram. E os sobreviventes não foram melhores que eles: morreram na areia quente do deserto, pois duvidaram do poder divino em conduzi-los à Terra Prometida. Sob a desculpa de estarem preocupados com os filhinhos que sofreriam, foram condenados a morte no caminho e os filhos com quem se diziam preocupados, entraram em Canaã.
 
Lancemos fora os nossos deuses! A saúde, o dinheiro, a linhagem, a linguagem, a naturalidade, a cultura, os amigos, o político, a desenvoltura, os poderosos. Todos eles juntos não passam de bezerros dourados e podres. Se o Senhor não nos der fôlego, se Ele não nos abrir as portas, se Ele não nos proteger ou não nos abençoar, seremos como a moinha que o vento espalha!
 
 
Adoremos ao Deus Único e Verdadeiro. E às favas com os bezerros de ouro que forjamos!
 
Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus. (Sl 62:11)
 

Wagner Antonio de Araújo

terça-feira, 7 de julho de 2020

memórias literárias - 901 - SOBE AO MONTE

SOBE AO
MONTE

 
 
901
 
Era a ordem divina. Então disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim ao monte, e fica lá; e dar-te-ei as tábuas de pedra e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinar. (Ex 24:12).
 
Subir ao monte, deixando por um momento a rotina e o convívio social com os hebreus libertados no deserto. Moisés recebera a ordem de subir. Não era para ficar ou para descer, senão subir.
 
Subir a quem? A Deus, que estava com a Sua glória bendita manifestada no monte. De uma forma espetacular Deus descera até o arraial dos hebreus e ali estava presente. A Sua glória era monumental, indescritível, bendita. Mas, ao mesmo tempo assustadora, aterrorizante, tempestuosa. Diante de um imenso deserto uma montanha fumegava, não como vulcão, mas com uma Presença gloriosa e incomparável. O céu era de tempestade e o som era ensurdecedor. Deus manifestava ali a diferença entre o ídolo de barro, de pedra, de bronze, de ferro, e Ele, o Criador, o Deus Vivo, o autor da vida. Era a Deus que Moisés deveria subir.
 
E por quanto tempo? Deus lhe diz: "Sobe e fica lá". A estada não tinha prazo estabelecido. Aliás, o prazo era até que Ele desse às mãos de Moisés as tábuas da Lei, o decálogo, as dez palavras ou dez mandamentos. E quando isso aconteceria? Só Deus sabia. Jesus, muito tempo depois, ao falar sobre o Seu regresso, afirmou: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. (At 1:7). Assim, a Moisés caberia subir e ficar. Deus diria quando deveria descer.
 
Prezados irmãos: estamos convidados também a subir a montanha para um encontro com Deus. Não naquele deserto, no meio de pedras, lugar geográfico da manifestação citada no texto acima. Não em algum lugar santo escolhido, nomeado por alguém como um local especial. A montanha não está num lugar geográfico simplesmente. Ela está dentro de nós, numa atitude similar a de Moisés. Podemos estar numa cidade de grande altitude ou ao nível do mar. Podemos estar na roça, no sertão, na cidade, no exterior. Há uma montanha a subir bem no lugar onde estamos! Resumo assim:
 
1) Deus ordena que subamos ao Seu encontro. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. (Jr 29:13); Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes. (Jr 33:3); ; Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. (Is 55:6).
 
2) Deus ordena que saiamos do quotidiano, numa comunhão pessoal e verdadeira com Ele. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. (Mt 6:6);Ele, porém, retirava-se para os desertos, e ali orava. (Lc 5:16).
 
3) Deus determinará quanto tempo deveremos gastar em Sua presença, antes que em misericórdia manifeste a Sua resposta e a Sua graça sobre nós, sobre os nossos pedidos ou sobre a orientação quanto ao caminho que deveremos seguir. Jacó, em sua luta com Deus, afirmou ao Anjo:  Não te deixarei ir, se não me abençoares. (Gn 32:26). Elias, em sua oração por chuva, só deixou de clamar quando viu um sinal evidente no céu: E sucedeu que, à sétima vez, disse o servo de Elias: Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar. Então disse ele: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça. (1Rs 18:44).
 
4) Deus quer tratar conosco em solitude, sem o intercurso de ninguém mais; apenas Ele e a nossa alma - Ele nos conhece perfeitamente, sabe o que nos aflige, o que nos apavora, o que nos perturba, o que nos falta, o que nos sobra, e por esta razão quer tratar conosco pessoalmente, em espírito, num encontro da nossa alma com Ele. Se O buscarmos como Moisés o fez, em obediência, se seguirmos o exemplo de Jesus, que buscava ao Pai, se seguirmos as sendas das santas mulheres que oram ou dos santos homens que viveram com Jesus, teremos a resposta a todas as nossas indagações.
 
E disse: Não temas, homem muito amado, paz seja contigo; anima-te, sim, anima-te. E, falando ele comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu senhor, porque me fortaleceste. (Dn 10:19)
 

Wagner Antonio de Araújo

quinta-feira, 2 de julho de 2020

memórias literárias - 900 - AOS MEUS PEQUENINOS - 02 - JESUS É A PORTA

JESUS É
A PORTA
Aos Meus Pequeninos - 02
 
900
 
Meus filhos queridos, Jesus uma vez falou bem alto para que todos escutassem: "Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo".
 
Vocês se lembram daquele filme "Os Pioneiros", que nós assistimos na sala? Vocês se lembram daquele dia em que o Sr. Edwards foi até a casa da Laura e da família Ingalls para passar o Natal? Pois então: estava tão frio, mas tão frio, que havia neve por toda a montanha. Vocês se lembram que ele teve que atravessar um riacho e caiu na água? Que frio! Caía neve, ventava, era um frio terrível! Vocês nunca sentiram tanto frio, não é mesmo? Então ele chegou na casa da Laura. Que alívio! E o que aconteceu? Ele ficou do lado de fora?
 
Não! Ele entrou na casa. O que tinha lá dentro? Ah, lá tinha uma lareira acesa. Vocês sabem o que é uma lareira? Lareira é um fogão onde eles faziam a comida e também aqueciam a casa. A lareira era o aquecedor e o ar condicionado daqueles tempos. Eles levavam pedaços de árvore, os troncos, e os queimavam. Então a casa ficava quentinha! Que coisa boa para o Sr. Edward! Ele precisava se esquentar. Mas por onde ele passou para entrar na casa quentinha? Pela parede?
 
Não! Ele passou pela porta! Era a única forma de entrar na casa. Naquela casa nem janela tinha, não é mesmo? E se ele ficasse pertinho da porta, mas do lado de fora? Ele ficaria quentinho? Não! Ele morreria de frio, viraria um picolé, um sorvetão! Para se aquecer e comer aquelas comidas gostosas de Natal ele tinha que ir para o lado de dentro. E teve que passar pela porta.
 
Jesus disse que para entrarmos no Céu quando morrermos ou para nos levar quando estiver voltando será preciso passar pela porta. E Ele falou: EU SOU A PORTA. Para entrar no Céu é necessário passar por Ele. E se a porta é Jesus é preciso entregarmos o nosso coração para Ele. Jesus é o nosso Salvador, o nosso Senhor e o dono do Céu. Ele é quem abre a porta do Céu e diz: "Venha e entre, seja bem-vindo!"
 
Mas quem resolve ficar do lado de fora não vai viver com Jesus e ser feliz no Céu. Vai ficar de fora, sozinho, no frio, sem proteção, sem alegria, sem os amiguinhos, sem Jesus! Vocês querem ficar do lado de fora do Céu ou querem ir para dentro dele? Então vamos passar pela porta? Digam: "Senhor Jesus, o Senhor é a porta do Céu. Eu dou o meu coração para Ti. Entra na minha vida e eu sei que assim estarei entrando no Céu também. Quando eu morrer me receba no Céu. E se o Senhor voltar me leve consigo. Eu te amo, Jesus!".
 
Amém.
 

Wagner Antonio de Araújo

memórias literárias - 899 - AOS MEUS PEQUENINOS - 01 - CRIANÇA-TRIGO

CRIANÇA-TRIGO
Aos Meus Pequeninos - 01
 
899
 
Certa vez Jesus contou uma estória muito importante. Ele falou sobre um homem que fez uma plantação de trigo. Ele plantou um trigal. Vocês sabem o que é trigo? É aquela planta que dá sementinhas das quais fazemos a farinha, que é o trigo moído e ralado e da qual nós fazemos o nosso pão, a nossa pizza, os nossos bolos e tantas outras coisas. O trigo é muito bonito e importante. Ele nos alimenta!
 
Este homem da estória plantou trigo e esperou as plantinhas nascerem e crescerem. Mas vejam só o que aconteceu!
 
Quando os empregados desse homem olharam para todas aquelas plantinhas descobriram que havia uma outra planta que crescia junto! Sabem qual era? Era o joio! Eu disse joio, e não jóia, que é algo de muito valor. O joio é uma planta perigosa que faz mal para a saúde de quem come as suas sementinhas. Ele se parece com a planta do trigo, mas as suas sementes são venenosas. Elas foram semeadas por um homem mau, que não gostava desse dono do trigal. Ele lançou sementes de joio para bagunçar a plantação do trigal.
 
E agora? O que fazer? Os empregados disseram: "o senhor quer que arranquemos o joio para ficar só o trigo? Assim a gente tira essa planta logo de pequenininha."
 
O dono da plantação disse: "Não façam isso de jeito nenhum! Deixem que as plantinhas cresçam juntas, pois se vocês arrancarem os pés de joio poderão arrancar pés de trigo também e eu não quero perder nenhum pé de trigo. Quando as plantinhas crescerem elas vão dar flores e depois as sementes. Daí nós vamos descobrir com facilidade quem é joio e quem é trigo. Certo? Quando elas derem os seus cachos (cacho é a vareta onde as sementinhas ficam quando estão maduras e prontas) vocês separam o trigo e o joio. O trigo vocês tragam para mim, pois vou guardá-lo e usá-lo. O joio vocês coloquem numa fogueira bem grande e queimem tudo, pois ele não é bom."
 
Essa estória que Jesus contou fala sobre dois tipos de crianças. Existe a criança-trigo e a criança-joio. Sabem quem são elas?
 
A criança-trigo é aquela que ama a Jesus, que entrega o coração para Ele, que faz oração, que obedece ao papai e à mamãe, que não fala coisas feias, que não guarda rancor no coração. As crianças-trigo são muito amadas pelo Papai do céu. E quem são as crianças-joio? São exatamente aquelas que não fazem nada disso: elas não entregam o coração para Jesus, elas não oram ao Papai do céu, não obedecem ao papai ou à mamãe, só falam coisas feias, tem o coração cheio de ódio. O papai do céu não quer que nenhuma criança seja joio, mas que todas sejam trigo. Ele fala ao coração de todas as crianças o tempo todo, para que as crianças sejam trigo e não joio. Porque, se elas crescerem e não amarem a Jesus e nem forem obedientes ao Papai do Céu, o futuro delas será parecido com o futuro do joio: irão para a fogueira eterna, chamada Inferno. Mas as crianças-trigo irão para o Céu, onde ficarão para sempre com Jesus!
 
Meus filhos queridos, que tipo de criança vocês são? São crianças-trigo ou são crianças-joio?
 

Wagner Antonio de Araújo

quarta-feira, 1 de julho de 2020

memórias literárias - 898 - DESDE PEQUENA

DESDE
PEQUENA

898
 
É quase um rito ouvir a Rutinha dizer para a "Tia Aú" (minha irmã adotiva e cuidadora) ou para a mamãe: "A comida tá orada?", querendo saber se já foram dadas graças a Deus. Se sim ela come de gosto. Se não ela diz: "me ajuda, mamãe?".
 
Nesta manhã Rutinha surpreendeu um pouco mais. Minha esposa veio contar-me com os olhos rasos d'água.
 
"Eu acordei com a Rute a se mexer. Ela não me viu acordada. Sentou-se e passou a orar baixinho: Senhor, abençoe... abençoe...; e por três minutos monumentais eu vi a minha filhinha orar sozinha!"
 
É claro que eu também me emocionei. Realizamos cultos domésticos com eles, oramos sempre, cantamos sempre que possível. Mas a fé é algo do coração, não pode ser imposta, ainda que possa ser ensinada. E neste quesito nós damos graças a Deus pela oportunidade de ensiná-los a amarem o Papai do Céu.
 
Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. (Pv 22:6).  E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. (Dt 6:7).
 
Nossa televisão é seletiva. Só assistimos coisas cristãs dignas e culturais relevantes. Terror não tem vez em nossas telas. Entretenimentos e novelas eles nem sabem o que é, pois não são coisas que possuam qualquer valor para nós. Suas brincadeiras são as de crianças: super-heróis, detetives, comidinhas, cabana etc. E muita, muita alegria no Senhor! Não há palavrões, não há violência urbana; só a paz de Cristo e a inocente imaginação infantil.
 
Falava-se em geração y, geração z. Agora teremos a GERAÇÃO COVID. Se depender de nossas crianças desejamos que seja uma geração que conheca ao Senhor desde o berço.
 
Wagner Antonio de Araújo

 

segunda-feira, 29 de junho de 2020

memórias literárias - 897 - NAS MÃOS CERTAS

NAS MÃOS
CERTAS
897
 
No início do ano 2000 eu pedi a minha mãe para que bordasse um tecido como forma de recordação de seus traços e desenhos. Ela relutou, mas, vencida pela minha insistência, acabou fazendo dois. Um para o meu irmão Daniel e outro para mim. Ela partiu em 2005 e os quadros bordados ficaram como lembrança. O meu irmão cuidou bem do que ganhou, colocando-o numa moldura de vidro. Eu, infelizmente, não fui prudente. Ao reformar a minha casa para o casamento em 2011 não notei que o tecido ficou ao relento. A poeira, o tempo, a sujeira, carcomeram a obra de minha mãe. Aquilo tornou-se um farrapo. Um bom pedaço estava preservado, mas sujo. Procurei algumas pessoas para me ajudarem numa restauração. Todos eram unânimes: não há muito o que fazer.
 
Por estes dias resolvi pedir à minha sogra uma ajuda. Ela é, entre tantos talentos que tem, artesã. Levei o tecido e mostrei-lhe o estrago. Ela, com poucas palavras, disse-me: "verei o que posso fazer". E o tempo passou. Ontem, ao visitar-nos, trouxe-me um presente. Quando o abri fiquei perplexo: ali estava o quadro de minha mãe, restaurado, dando a impressão de que nunca sofrera qualquer desgaste! Ela o lavou, o limpou, aplicou um tecido atrás da trama desgastada e fez com que a obra feita pela minha mãe ganhasse vida depois de tanto abandono e infortúnios. Eu não sabia como agradecer!
 
Ao deitar-me, extremamente grato, pensei na semelhança do quadro de minha mãe com a vida humana. O simples fato de termos nascido já é uma obra de arte do Criador. Que dádiva sem tamanho o dom da vida! Infelizmente, após o nascimento, somos submetidos a tantos infortúnios, tantas tragédias e tantas dificuldades, que a obra torna-se borrada, estragada, esfarrapada. Quando olhamos para vidas que poderiam ser úteis e felizes, íntegras e prósperas, e as vemos em sua realidade destruída, sentimos dor e tristeza. Quantas vidas não passam de farrapos humanos! Têm o coração carcomido pelo ódio, pela solidão, pelo abandono, pelas agressões sofridas e pela revolta contra tantos sonhos não realizados! Gente rica, porém, vazia. Gente pobre e esquecida. Gente enferma e sem assistência. Gente velha e abandonada. Gente promíscua e mal amada. Gente viciada e sem libertador.
 
O meu pano abandonado é como a vida humana sem Deus: um tecido roto e abandonado. Diz-nos a Bíblia, a Palavra de Deus, que todos os homens são pecadores e, como tais, sujeitos ao completo abandono na eternidade, condenados a separação eterna de Deus. O pecado é um mal que corrói a alma, destrói o coração, afasta a semelhança divina e assombra o fôlego de trevas e de dor. Mas Deus não abandonou a Sua obra. Ele mandou ao mundo o único artesão capaz de restaurar a beleza original do sopro divino no homem. Jesus Cristo. Ele faz de cada homem que a Ele se submete o mesmo que minha sogra fez com o tecido perdido da obra de minha mãe: Ele restaura. Ele transforma. Ele refaz. Ele limpa. Ele costura. Ele ilumina. Ele dá vida nova. Através de Sua morte na cruz Ele perdoa os nossos pecados. O seu sangue simbolicamente lava o nosso coração, alvejando-o de forma completa e eterna. E a Sua ressurreição (Ele saiu da sepultura ao terceiro dia) nos dá vida, vitória, certeza e salvação. Ele restaura os farrapos humanos e nos faz novas criaturas!
 
Agora eu posso colocar num quadro o tecido restaurado e tê-lo como bem de família para os meus filhos queridos. A obra de minha sogra Masumi Okada tornou isso possível. Assim também eu e todos os pecadores que se submetem a Jesus Cristo podemos ser colocados no céu e desfrutar da presença e da companhia divina para sempre, através daquilo que Jesus fez em nosso coração, quando às Suas Santas mãos nos submetemos. Ele nos perdoou. Ele nos deu nova vida. Ele colocou em nós um novo coração. Ele nos adotou como filhos. Ele nos salvou. Aleluia!
 
Para terminar, quero lembrar-me do lindo hino de Norah Buyers e Joás Dias de Araújo, que tanto fala à minha alma - e quero crer, falará à alma de meus leitores também:
 

Nas Mãos de Deus
Norah Buyers / Joás Araújo

Nas mãos de Deus eu vou sereno e calmo
Nas mãos de Deus eu tenho plena paz
Vou sossegado até o fim,
Bem sei Deus cuidará de mim
Seguro estou nas suas mãos.

Nas mãos de Deus encontro segurança
Nas mãos de Deus certeza posso ter:
De libertar-me de aflições,
De angústias mágoas e tensões
Seguro estou nas Suas mãos.

Nas mãos de Deus eu posso ter vitórias
Aqui no mundo e enfim a glória herdar
Estou sereno e calmo assim
Porque Deus cuidará de mim
Seguro estou nas Suas mãos.
 
Wagner Antonio de Araújo

quarta-feira, 24 de junho de 2020

memórias literárias - 896 - ALGUMA DÚVIDA?

ALGUMA
DÚVIDA?
 
896
 
Nos últimos anos o sangue dos abortos foi derramado sobre a terra quente das nações, com a bênção dos governos e o sustento dos impostos.
 
A corrupção pública chegou a níveis insuportáveis em todas as vertentes ideológicas, ludibriando eleitores e destruindo as massas empobrecidas, sem acesso a dignidade mínima de uma sociedade organizada.
 
A família conforme Deus criou foi destruída, trazendo a tona velhos pecados escondidos, desta feita travestidos de virtude e impostos pelas organizações mundiais como algo a ser seguido. Quebra do gênero de nascença, fim dos paradigmas familiares, destruição do pejo e dos valores morais uma babilônia ao vivo e transmitida por satélites.
 
O cinema, a TV, a internet e todas as mídias construíram narrativas grotescas da fé cristã, transformando os cristãos ora em massa de manobra política, ora em ignorantes de baixa evolução ou terroristas contra o atual sistema de valores.
 
O carnaval levou às avenidas toda a sujeira da pecaminosidade humana, zombando de Cristo, transformando-o em ser revolucionário e indigno, perseguido pela polícia e companheiro do crime.
 
E então 2020 tornou-se o 2012 que não funcionou, ou o 1982 sem alinhamento de planetas. O mundo viu-se diante de fenômenos dos quais não tem controle e nem consegue administrar com racionalidade. Se 2012 não teve cataclismas e 1982 não teve fenômenos estelares, este ano o despejo de castigos veio com tudo.
 
Um virus maldito foi semeado no corpo humano e propagou-se a uma velocidade incontrolável. Fez a economia parar, afundar e destruiu os fundamentos de sustentação das nações. Enquanto escrevo uma segunda onda avassala os paises já devastados, enquanto o Brasil, com o seu medíocre governo em todas as esferas, ludibria as massas, finge controle e destrói o seu povo. Não há dinheiro público, não há serviços, não há comércio e não há perspectivas. Inúmeras promessas de remédio, nenhuma certeza e a tão esperada vacina custa a chegar. Pessoas morrem de fome. Em minha cidade 500 pessoas morrem por dia.
 
Como se não bastasse tamanha catástrofe, uma nuvem gigantesca de gafanhotos estraçalha as lavouras do Paraguai, invade e destrói a agricultura argentina e está a 130 quilômetros da fronteira com o Brasil. O celeiro do mundo está prestes a ver um rombo em sua cesta de produtividade. São 40 milhões de insetos por quilômetro quadrado, com uma fome voraz insaciável.
 
Para complementar a praga uma nuvem de areia, chamada Godzilla, absolutamente rara (conhecemos uma na era bíblica) está a cobrir por dias o Oceano Atlântico e segue rumo aos Estados Unidos e a América Central, não sendo improvável chegar à região norte do Brasil. Ela faz com que as trevas cubram o dia, além de poluir todo o ar. Exatamente o que aconteceu no Egito quando Deus despejou as suas pragas.
 
Bem, alguém ainda tem alguma dúvida sobre o período que estamos a viver?
 
JESUS CRISTO EM BREVE VOLTARÁ. Ou um juízo severo de equilíbrio histórico está a ser permitido pelo Senhor, que tem considerado punir o mundo pelo mal que tem produzido.
 
Preparemo-nos.
 

Wagner Antonio de Araújo

sábado, 20 de junho de 2020

memórias literárias - 895 - PÁGINAS SOLTAS - JURANDIR


JURANDIR

895
 
Era um congresso regional. O objetivo era estudar a Palavra de Deus. Convidaram o Jurandir para ser o preletor. Ele era conhecido por muita gente. Gostavam de ouvi-lo pregar. E pregou bastante. Pela manhã trouxe a teoria. À tarde a aplicação. E no culto da noite o apelo evangelístico. Tudo muito bom.
 
À porta, enquanto saudava os presentes e recebia os devidos cumprimentos, viu 5 amigos de longa data: André, Bernardo, Carlos, Diogo e Élcio.
 
- Mas que alegria, meus amigos! Vocês por aqui?
 
- Ah, sim, Jurandir, não queríamos perder a sua mensagem. Como estamos de férias resolvemos vir lhe escutar. E que mensagens boas! Meus parabéns!
 
- Obrigado, meus velhos colegas!
 
Eles eram amigos na mocidade. Membros de igrejas próximas, foram estudar na faculdade juntos. Prepararam-se e aguardaram convites.
 
André foi para os Estados Unidos. Ele dominava o idioma e era intérprete de americanos que vinham em conferências. Estabeleceu-se na Flórida como pastor. Foi muito bem sucedido.
 
Bernardo foi para o sul do país. Amante dos pampas e das montanhas, foi missionário e acabou se estabelecendo numa querência muito próspera. Era pastor e também produtor rural. Vendia leite e animais para o abate.
 
Carlos era erudito. Na faculdade já demonstrara o seu talento. Tornou-se professor no maior seminário da denominação. Tinha casa, carro, salário e muitas viagens. E muitos alunos para treinar.
 
Diogo administrava uma grande missão de construtores de igrejas. Desde pequeno ele aprendera a construir. Seu pai era mestre de obras. Ele pastoreava e construía capelas. Já estava na 45a. Era muito bem sucedido.
 
Élcio acabou sendo pastor-livreiro. Ele ajudava o professor na venda de livros teológicos e decidiu abrir uma livraria. Já possuia 5 filiais. Ele pastoreava uma igreja boa também.
 
Os amigos se abraçaram e decidiram jantar num restaurante da cidade.
 
- Jurandir, por que você ficou neste fim de mundo? Vila Fumaça? Com tantas oportunidades que surgiram acabou gastando a vida nesse lugarejo! O que aconteceu?
 
Jurandir sorriu, olhando para o prato.
 
- Eu lhe enviei um convite para vir pastorear na Flórida! - disse André.
 
- E eu consegui uma cidade alemã bem no alto da montanha em Santa Catarina para você, Jurandir! Você disse que não! - foi o que disse Bernardo.
 
- Eu tenho a consciência tranquila. Tinha vaga para lecionar 4 matérias onde você seria o máximo. Você sempre me dava desculpas  - Falou Carlos.
 
- Depois que ajudei você na construção do templo de sua igreja não nos falamos mais. - Foi o que Diogo disse.
 
- E eu havia lhe convidado para ser gerente da livraria daqui da região - Completou Élcio.
 
- CONTE-NOS COMO VOCÊ VIVEU ESTES ANOS, JURANDIR!
 
Então esse pastor de meia idade narrou a sua história, atualizando os amigos sobre os acontecimentos.
 
- Vila Fumaça era o fim do mundo. Quando comecei ali era terra que ninguém queria. Mas eu senti que Deus me conduzia para trabalhar com aqueles poucos irmãos. E eu obedeci. Não foi fácil. O salário sempre baixo, as dificuldades sempre grandes, mas aos poucos fomos nos acertando.
 
- Vocês me convidaram várias vezes e eu sou grato por isso. Até a igreja não compreendia a razão porque eu sempre recusava. Eles queriam que eu tivesse um progresso; senão por mim, mas pelos meus filhos. Eu explicava que eles eram importantes para mim e que não os deixaria enquanto não estivessem bem. E fomos vivendo.
 
- Quando completei vinte anos aqueles irmãos me deram um pacote de férias para que minha família viajasse com tudo pago. Fiquei muito grato. Foram quinze dias inesquecíveis. Enquanto estive fora eles trataram de fazer alguma coisa por mim.
 
- Abriram uma assembléia e discutiram a minha situação. Estavam tristes porque eu dedicara toda a vida a pastorear uma igreja num lugar tão pobre e eles queriam fazer algo por mim. Discutiram muito e concluiram que não era justo eu ter dado preferência a eles e nada receber como retorno. Leram aquele texto bíblico: E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui. (Gl 6:6). E concluíram que apenas o salário pequeno que podiam me pagar não era suficiente para demonstrar o carinho e a gratidão.
 
- Um dos membros possuía uma casa e três lotes ao lado. Os irmãos decidiram pedir que vendesse dois deles para a igreja por um preço bem pequeno e que doariam a mim. Um dos membros era dono de uma loja de materiais de construção e este decidiu vender o material suficiente para a construção de uma casa sem lucro e por 50% do valor, doando a outra parte. E os homens uniram-se em mutirão, enquanto as mulheres cozinhavam e faziam transportes e contatos.
 
- Enquanto estávamos em férias eles levantaram uma casa de 2 quartos com suíte, varanda e quintal. Também compraram de um irmão um carro semi-novo, pois o meu, de 20 anos, já estava no fim da linha.
 
- Quando cheguei de viagem foram me esperar no aeroporto. Mas, ao invés de me levarem para casa conduziram-me para a nova casa. Eu, a descer, não entendi nada, nem a minha esposa. Mas quando nos falaram do que havia acontecido nós saltamos de alegria e choramos copiosamente. A casa já estava mobiliada, o carro estava impecável e havia até uma pequena piscina ao fundo do quintal, junto à edícula dos fundos. Fizeram um culto no domingo, homenagenando-me e dando-me presentes que eu nunca havia ganho. Ganhei ternos, camisas, sapatos, e minha esposa e filhos roupas, objetos e brinquedos.
 
- Então, meus amigos, eu só posso agradecer a Deus por ter se lembrado de mim na Vila Fumaça. E a vocês, por se preocuparem comigo. Deus tem sido misericordioso!
 
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Ofereço este texto a todos os pastores que ousaram ficar em seus pequeninos lugares, servindo a um povo que tanto precisava da Palavra de Deus. E também para inspirar igrejas a que recompensem os seus pastores de longa data, não deixando de expressar o cuidado, o zelo e a merecida atenção. O Jurandir pode ser o pastor de quem me lê!
 
E se esta recompensa descrita não for a que experimentaram os pastores que me lêem, ou que nunca experimentarão em vida (não por falta de recursos e oportunidades das igrejas, mas pelo desprezo e a falta de gratidão que impera), creiam-me: Deus suprirá as suas necessidades mais dia menos dia. E lá no Céu, parada final de seu mnistério, receberão muito mais que isso. Receberão um "bom está, servo bom e fiel". E isto valerá mais do que tudo!
 

Wagner Antonio de Araújo.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

memórias literárias - 894 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 05 - A FÉ QUE INSPIRA

05 - A FÉ QUE
INSPIRA
ouça:
 
Série:
A FÉ QUE FAZ
VIVER!
 
894
 
Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo.  Estamos analisando temas relacionados com A FÉ QUE FAZ VIVER. Hoje refletiremos sobre A FÉ QUE INSPIRA.

Eu tenho orado ao Senhor para que os meus filhos vejam em mim e em sua mãe a autêntica fé que possa inspirá-los. Inspirá-los a uma dedicação incondicional ao Salvador; inspirá-los a nunca desistirem de fazer a vontade de Deus; inspirá-Los a empregarem todas as suas forças no Reino do Senhor.

E tenho muitos exemplos que trago com carinho no meu coração.

Um deles foi o do Pastor Timofei Diacov. Um homem que não apenas deixou saudades, mas que deixou um exemplo altamente inspirativo. Quando criança passou fome, ao lado de seus irmãos. Quando adolescente foi trabalhar em diversas coisas que se lhe apresentavam: lavanderia, alfaiataria, doceria etc. Ele fez de tudo e vivia com muito pouco. Deus o converteu e ele foi chamado pelo Senhor para ser um pregador do evangelho. Estudou o quanto pôde. Preparou-se numa escolinha teológica que, antes de sua formatura fechou. Então candidatou-se a ser aluno no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro. Formou-se e foi consagrado. Pastoreou diversas igrejas no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Mais de sessenta anos de ministério. Escreveu milhares de artigos e deixou gravados centenas de programas radiofônicos. Ele descansou no Senhor, mas o seu exemplo perdura na minha vida, pois ele teve a fé que salva e que inspira.

Lembro-me de Sebastião Emerich. Um homem da roça, trabalhava no alambique. Um dia o Pr. Rodrigues & Rodrigues pregou o evangelho naquela fazenda e ele veio a converter-se. Analfabeto, aprendeu a ler na Bíblia. Em São Paulo foi trabalhar em Alphaville, tornou-se um almoxarife. E foi membro fundador da Igreja Batista em Sumarezinho. Um dia o Dr. Russell Shedd pregou naquela igreja e teve um debatedor à altura. Ele não entendia como o irmão Sebastião era tão profundo em suas considerações. Ele leu as Escrituras Sagradas 324 vezes (apenas as que computou) e nos últimos anos tinha o rosto brilhante, pois via a Deus em sua comunhão diária. Foi recolhido à presença do Pai com mais de noventa anos, deixando um exemplo inesquecível de fé legítima e inspirativa no Senhor Jesus.

Não posso me esquecer de meus pais também. Antonio Paulino de Araújo, um jovem que deixou Cambuí em Minas Gerais e veio trabalhar em São Paulo. Era analfabeto mas conseguiu chegar até o primeiro ano de engenharia civil. Adoeceu e deixou os estudos, ficando como bancário. Um homem duro, que não conhecia o amor e nem a compaixão. No entanto, depois de minha conversão, papai recebeu Jesus em sua vida e teve uma  profunda transformação. Prestes a ficar cego atravessava as madrugadas a ler a bíblia com vigor e longos períodos. Dizia ele que estava guardando no coração as palavras que o consolariam em épocas de escuridão nas vistas. Procurou cada pessoa que prejudicara antes de se converter e pediu perdão. O meu pai deixou um exemplo maravilhoso de transformação e de fé que inspira.

A minha mãe Elzira Bonfante foi outra inspiração. Quando eu me converti a Cristo ela ofendeu-se e chorou imensamente, pois dizia que eu havia rompido com a religião da família. Numa noite, no entanto, quando eu chegara da escola, ela veio à porta dizer que convertera-se fritando bifes. Contou-me que enquanto cuidava da carne na frigideira pensou em tirar um pedaço da imagem de escultura que estava pendurada no corredor. Quando viu o material, que consistia em jornal velho e arame, decidiu que à partir daquela noite só creria em Jesus Cristo, que não precisava de uma imagem, mas que estaria para sempre em seu coração. Mamãe foi transformada. Foi esposa fiel e primorosa, foi mãe virtuosa, foi crente dedicada. O pastor encontrava em suas orações e conselhos a ajudadora e a mãe de que precisava. A igreja a amava. Quando ela não pôde mais caminhar, os irmãos vinham celebrar o culto com ela. Em 2005 mamãe partiu. Mas a inspiração de sua fé permanece comigo até hoje.

Prezado ouvinte, a quem a sua fé inspira? Estaria você vivenciando os valores de Cristo a tal ponto, que outros, ao prestarem atenção em você se inspirariam a serem mais fiéis, mas consagrados, mais confiantes no amor do Senhor e no suprimento pela fé? Ou a sua maneira de viver não pode ser considerada como uma expressão inspirativa da fé? Não importa: ainda é tempo de reconstruir e de transformar a sua fé em inspiração. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras (Ap 2:5).  Deus pode restaurar a sua fé e reaquecer a sua vida de tal maneira, que também terá uma fé que inspirará a outras pessoas! E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. (2Cr 7:14). Que hoje seja tempo de regresso e de transformação. Que Deus nos abençoe. Amém.
 
Wagner Antonio de Araújo


 

quarta-feira, 17 de junho de 2020

memórias literárias - 893 - LIDAR COM A INGRATIDÃO

LIDAR
COM A
INGRATIDÃO
 
 
893
 
Não é fácil e nem há um caminho pavimentado para aqueles que decidem lidar com a ingratidão. Ela é um mal oriundo do pecado, fruto do coração de Satanás. Entrou no DNA humano com a queda do homem e desde então tornou-se uma constante nas relações entre o homem e Deus e entre homens e homens.
 
Há exceções. Não falo destas. Infelizmente o próprio Senhor Jesus Cristo experimentou ingratidão em Seu ministério. Dez leprosos rogaram-lhe a cura. Ele os curou. Eles se foram. Um samaritano, porém, retornou e prostrou-se em adoração. Cristo diz: E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? (Lc 17:17). Noventa por cento dos agraciados são ingratos, a julgar por esta cena. Mas talvez não seja justo. O número de gratos seja menor ainda...
 
"Fazer o bem, não importa a quem". Uma frase maravilhosa. Porém, em se tratando da realidade, é normal, é lícito e é correto ter a expectativa da gratidão. Deus nos criou e tem a expectativa do louvor para a Sua glória. O Apóstolo Paulo em suas exortações e admoestações, afirmou: E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. (Cl 3:15). Faz parte da nova vida regenerada o espírito de gratidão. 
 
Para cada dez orações que fazemos nove são focadas no pedir, no rogar, no suplicar. Quantas pessoas pedem a Deus por algum parente, alguma enfermidade, alguma necessidade. Quando apaixonados regamos o travesseiro com as lágrimas em súplicas. Quando desempregados fazemos os tais "votos", prometendo o mundo para Deus. Quando desesperados imploramos o socorro. E depois? E quando as bênçãos chegam? Voltamos à normalidade: "obrigado, Jesus!" e "aquele abraço". Foram-se os votos, acabaram-se os momentos de súplica, o desespero deu lugar à rotina. E somos mais um leproso no cômputo da ingratidão...
 
E quantas pessoas nos ajudaram na vida e simplesmente não as agradecemos? Alguns conseguiram empregos por ação de alguém que as indicou. Outros adquiriram bens com o empréstimo amistoso de pessoas próximas. Pastores e obreiros conseguiram posições ministeriais por influência e ajuda de gente de bem e que se importava com eles. Muitos conseguiram solucionar problemas com a assistência alheia. Quantas vezes voltamos para agradecer? E, se voltamos, quais foram as atitudes de gratidão que tivemos? Talvez tão poucas, tão restritas, tão frias, tão distantes... Eu estou cansado e repleto de experiências de ingratidão. Porém hoje não...
 
Estou escrevendo porque me senti um privilegiado. Dificilmente um pastor recebe um "muito obrigado", seja por palavras, seja por suprimento por parte das ovelhas de seu ministério, seja por gente que sempre se beneficia de suas atuações. Mas hoje eu ganhei um agradecimento. Há tempos conheci uma pessoa, junto com minha esposa, que atravessava dificuldades praticamente intransponíveis em seu casamento. Solicitado em aconselhamento mostrei o que as Sagradas Letras diziam. Bem, hoje eu recebi notícias e uma palavra de gratidão. A família desta pessoa se refez. Não foi a primeira vez que esta pessoa agradeceu-me. Foi a terceira e com mais veemência ainda. Isso é um prêmio, uma dádiva, uma jóia na coroa da existência. Isso não tem preço!
 
Como eu lido com a ingratidão dos outros que não fazem isso? Como todo ser humano, eu sofro. Como pastor e como colega de pastores que já ajudei, sofro também. Não é fácil conviver com a ausência de um "muito obrigado" Aliás, nem é preciso dizer. O jeito e a postura do próximo mostram se houve gratidão. Mas, depois de sofrer com o desprezo característico, eu sou confortado por gente que me ama, gente próxima, e olho para o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que me amou primeiro, que me salvou sem que eu nada tivesse feito. Então recebo consolo, vigor e forças para continuar a caminhar, a servir, a semear, a operar a fé que me foi confiada. Ademais, recompensas legítimas só existirão no Céu. E não quero trocá-las nem para ser considerado filho de Faraó. Estou reportando-me a Moisés: Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. (Hb 11:26). A recompensa para Moisés era o Céu. E o é para mim e para quem me lê e ama a Jesus.
 
Sou grato a cada um de vocês que lê os meus textos. Sou grato por ter pastoreado igrejas e por ter ajudado pastores. Sou grato por ter você como meu leitor.
 
Sou grato pelos que são gratos, se alguma coisa que fiz valeu para alguém.
 
Bendito seja o Senhor.
 
Wagner Antonio de Araújo
 

ofereço ao irmão que me agradeceu.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

memórias literárias - 892 - A CENA SE REPETE

A CENA
SE
REPETE
892
 
Minha filha Rute Cristina, à semelhança de toda criança e adolescente de hoje, deseja usar o celular/telemóvel o tempo todo. Esses joguinhos infantis, esses desenhos e musiquinhas, o seu prazer é ter esse aparelhinho na mão. Se não houver controle criaremos um monstro zumbi, que não fará mais nada senão olhar para o ecrã do aparelho. Então eu disse que deixaria na quinta-feira próxima que usasse o meu celular. Até aquele dia ela estaria privada do celular. Se me desobedecesse seria disciplinada.
 
No Jardim do Éden Deus criou o homem, dando-lhe a bênção de usufruir de tudo, exceto  de uma árvore específica, a da ciência do bem e do mal. Ele disse que as consequências seriam desastrosas e que não fizesse isso. Se o fizesse morreria. Seria a disciplina.
 
Enquanto eu estava a trabalhar em meu computador o meu filho Josué Elias entra e diz que Rute estava com o celular da mamãe. Eu pensei: "jamais. Ela me ouviu a dizer-lhe que não fizesse isso." Para aliviar a curiosidade eu fui até a sala procurá-la. Não a vi, mas escutei o som de um joguinho do celular. Então gritei: "Rute, onde você está?" Ela disse: "Eu tive medo, papai, eu estou escondida". Falei-lhe: "O que você está fazendo de errado? Você está a usar o celular que lhe proibí?" Ela, então, me responde: "Foi o Josué quem me entregou!"
 
Voltando ao Jardim do Éden, encontramos Eva perambulando por perto da árvore proibida e ouvindo com prazer os argumentos da serpente de Satanás. Ela comeu do fruto da árvore, levou também ao marido e este também comeu. Cônscios do erro, sentiram-se nus por dentro e por fora. Temendo serem descobertos buscaram abrigo e cobertas de folhas. Deus desceu ao jardim e chamou a Adão. "Onde estás?" Este respondeu: "Tive medo e me escondi". Deus lhe pergunta: "Quem te mostrou que estavas nu? Comeste do que te proibí?" A resposta foi esta: "A mulher que me deste me deu da fruta e eu comi".
 
Eu conduzi a Rute ao meu quarto, chorando. Ela estava desconsolada. Eu lhe mostrei que o que fizera fora errado. Além disso, acusar o irmão como o responsável de um ato seu era mais grave ainda. Ela estava triste e desconfortável. Então eu lhe contei a história de Adão e Eva e falei da semelhança que havia entre o que ela fizera e o que o primeiro casal também fizera.
 
"Mas, papai, o que posso fazer para consertar isso?"
 
"Você deve se arrepender de ter me desapontado tanto, de ter me desobedecido, e deve me pedir perdão e comprometer-se a não me desobedecer mais."
 
"Posso fazer isso sem olhar para o senhor?"
 
"Não pode não. Por que não quer olhar para mim?"
 
"Porque sinto vergonha."
 
"Você deveria ter sentido vergonha de me desapontar, de ter desobedecido ao papai. Agora terá que arcar com a consequência e, arrependida, pedir-me perdão, comprometendo-se a não fazer mais isso".
 
Ela chorou, sentiu-se desonfortável,  mas, por fim, com os olhinhos vermelhos pediu-me perdão e disse que jamais queria passar por isso novamente; por isso não iria me desobedecer de novo.
 
A história se repete. Os filhos e as filhas de Adão comportam-se como ele comportou-se. A desobediência está em nosso DNA humano. O homem é pecador. E Jesus não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem (Jo 2:25). Deus expulsou a Adão do Éden, mas fez a promessa de salvação num futuro que chegaria. Jesus Cristo é o cumprimento desta promessa. Minha filha teria acesso a esse perdão em Jesus Cristo também. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. (1Jo 4:10)
 
Para combater o pecado humano há somente um remédio: Jesus Cristo. Ele é o sacrifício que torna o homem aceito diante de Deus. Para termos acesso a isso são necessárias duas atitudes: ARREPENDIMENTO e FÉ. Por arrependimento se entende o reconhecimento do erro e o sólido desejo de não fazer mais o mal que se fazia. E por fé entende-se a confiança que temos em Sua promessa, de que seríamos por Ele aceitos e que teríamos forças para suportar a vontade de errar novamente. Ele nos daria graça e poder. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (I João 1.9)
 
Minha filha Rute aprendeu uma grande lição. E eu também fortaleci isto em meu coração: que assim como eu me desapontei com o seu erro Deus se desaponta com os nossos pecados. Mas assim como a perdoei e a acolhi (ela dormiu em meu colo e a mãe a levou para a cama!), assim eu não quero desapontar mais a Deus e quero adormecer em Seu colo.
 
Que Deus nos ajude.
 

Wagner Antonio de Araújo

memórias literárias - 904 - DIA ESPECIAL

DIA ESPECIAL   904   Ele deu-lhe um par de brincos. Não era seu aniversário, nem iriam sair para algum lugar.   Ela os ach...