quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

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wagner

memórias literárias - 1166 - SE ...

 SE...

 
1166
 
Os cristãos que defendem uma ideologia política tivessem a mesma sanha em proclamar as virtudes de Jesus Cristo e a salvação, as igrejas seriam muito diferentes!
 
Os cristãos que festejam a vitória de um time esportivo festejassem a conversão de um pecador ou as bênçãos do Senhor em sua vida e história, o ânimo e o entusiasmo do evangelho seria muito drerente!
 
Os cristãos que absorvem o modismo secular, usando roupas rasgadas, vestindo roupas masculinas apertadas ou mulheres que copiam as celebridades da mídia tivessem o mesmo empenho em imitar a Cristo, buscando falar, pensar, sentir e agir como Jesus agiu, o evangelho seria muito diferente!
 
Os ministros cristãos que se disfarçam de coaches, de treinadores pessoais, de conselheiros de auto-ajuda ou de influenciadores digitais realmente levassem os ensinos do Senhor à sério e não apenas lecionassem ou corressem atrás de monetização de suas bobagens, mas vivessem com seriedade o ensino de Cristo, o aprendizado da Palavra seria muito diferente!
 
Geração medíocre, geração desprovida de vida, de inteligência e de virtude, geração que não produziu nada além do muito abaixo da média, geração preguiçosa e vaidosa. Esta é a geração do século XXI, mostrando que, ao contrário da suposta evolução na espécie, mentira propagada por um cristão desviado, o ser humano apequena-se e afunda-se no lamaçal de sua indignidade. O pecado cresce, a inteligência decresce e o mundo desaba.
 
Médicos que não entendem de corpo.
 
Pedagogos que não ensinam.
 
Engenheiros que não constróem.
 
Cozinheiros que não cozinham.
 
Mestres que nem alunos foram.
 
O fogo do Inferno aguarda com gigantescas labaredas essa geração de intragáveis.
 
Que venha o Senhor Jesus para os poucos que insistem em amá-Lo, apesar das igrejas e dos cristãos comuns!
 
Wagner Antonio de Araújo
 

memórias literárias - 1165 - CONFLITO E SOLUÇÃO

 CONFLITO E

SOLUÇÃO
 
1165
 
Deus nos permite vivenciar momentos de grande conflito interior, onde somos levados a tomar alguma decisão, quer gostemos ou não. São situações em que decidir é a única alternativa. Mudança de emprego, venda da casa, prosseguimento relacional, um tratamento médico específico, o curso profissionalizante, o ministério no Reino de Deus, a compra de um bem.
 
O conflito está na falta de subsídios para sabermos qual a decisão mais apropriada. Se fossem antagônicos ao que é bom, honesto, puro, correto a decisão seria fácil. Bastaria optar pelo caminho bom, pela decisão construtiva, pela alternativa digna. Mas há situações em que todas as possibilidades têm lados positivos e quiçá, alguns negativos. A escolha faz-se difícil. Como decidir?
 
Elias, o tesbita, o profeta de Deus, vivia algo desse gênero. Após fenomenal vitória contra os profetas de Baal e a proclamação nacional de que só o Senhor Jeová era Deus, viu-se assustado diante da proclamada perseguição da rainha Jezabel, que prometera matá-lo no dia seguinte. Correu ao deserto. Desejou morrer. Foi despertado pelo Anjo do Senhor e teve as suas necessidades físicas supridas ao lado do anúncio de que enfrentaria uma longa caminhada até a solução de seu conflito. O imediatismo não fazia parte dos propósitos divinos para a vida de Seu profeta.
 
Comeu por duas vezes, bebeu água também e caminhou por um longo deserto de quarenta dias . Esses desertos surgem na vida de quem tem decisões a tomar também. Não há nada ao redor. Não há pessoas que possam ajudar. Não há abrigos disponíveis. A longa caminhada é solitária, fortalecida apenas com a comida e a bebida que Deus proveu. E que alento temos ao descobrir que a Palavra de Deus é comida, que o Filho de Deus é a nossa alimentação e hidratação! "Eu Sou o pão da vida"; "Eu Sou a água da vida".
 
Ao chegar ao destino, o Monte de Deus (só há um refúgio para aquele que conhece a Deus, nas horas mais necessitantes da vida: buscar a face do Senhor!), é confrontado com a pergunta: "O que fazes aqui?" Certamente Deus sabia o que ele fora fazer lá, uma vez que até lhe deu suprimento para a caminhada. Mas era necessário que o profeta expusesse o autêntico sentido de toda essa viagem, da busca pela presença divina, com uma atenção focalizada e direcionada exatamente na necessidade urgente. Elias, então, expõe sinteticamente o motivo: perseguição religiosa, apostasia nacional, sobrevivência e risco de vida.
 
Quando temos decisões a tomar, e elas são urgentes e decisivas, somos expostos a turbulências emocionais extremas. Nessa condição facilmente perdemos o foco do que realmente buscamos. São as distrações da oração. Saímos da rodovia principal, da autoestrada, e tomamos uma vicinal, uma estrada secundária, que não alcançará o objetivo. Então já nem sabemos a razão da viagem. Elias sintetizou bem o que lhe levara ali: ele sabia o que procurava. Será que no meio de nossa angustiosa crise sabemos o que procuramos?
 
Deus lhe diz para sair da caverna onde se refugiara e que se pusesse diante da presença divina. A oração fora feita na caverna, num abrigo, um esconderijo da montanha. Deus, contudo, iria responder-lhe quando, de fato, se expusesse claramente do lado de fora. Nós somos semelhantes a isso: na confusão e no conflito nos refugiamos em cavernas interiores, ainda que busquemos respostas de Deus. Queremos que o sol brilhe em nosso caminho, mas nos refugiamos debaixo da árvore com medo de queimaduras. Queremos o refrescar das águas, mas não entramos no rio. Queremos conhecer e descobrir o que a situação tem para nós, mas temos medo de sair do esconderijo seguro. Isto lembra Davi, antes de ser rei. Refugiou-se no exterior, temendo Saul. Então um profeta lhe ordena: "Sai desse lugar seguro". Para reinar era preciso estar no território, entrar na área geográfica que lhe seria confiada. Em nossa busca pelas respostas divinas somos confrontados com a necessária coragem, exposição e enfrentamento da situação.
 
Elias vivencia daí para frente uma experiência absolutamente única e exótica: um conflito de forças e situações reais, visíveis, que podiam ser sentidas, temidas e enfrentadas, até que novamente ouvisse a voz de Deus.
 
Primeiramente Elias é exposto a um vendaval fortíssimo. Tal era a potência desse sopro que as rochas do lugar se despedaçavam. Não se sabe em quê Elias segurou-se, ou se o vento não o atingia enquanto soprava. Mas certamente fora algo por demais assustador. Deus, contudo, não lhe falou ali. Aquilo não era o fim, era parte do processo. Figuradamente enfrentamos algo similar na busca por uma resposta divina à necessidade que se nos apresenta: um vendaval que arrebenta as rochas da paisagem de nosso caminho. Uma situação em que a nossa realidade é devastada, arruinada, destruída, as nossas âncoras são quebradas e tudo sai do lugar. A impressão que temos é que, ao pedir a intervenção divina e a sabedoria para decidir entramos num conflito maior do que o que tínhamos antes.
 
Em seguida Elias experimentou um terremoto. Certamente que num tremor de terra não há lugar que esteja seguro, não há chão que transmita estabilidade. Quem já passou pela situação conta que é um sentimento de absoluta impotência e de completa insegurança. Tudo treme, tudo afunda, tudo sobe, tudo convulsiona. Isto faz lembrar a situação de Jó, servo de Deus, quando tentado por Satanás sob a permissão divina. Para ganhar mais um adepto daqueles que maldizem a Deus o inimigo trouxe uma catástrofe atrás da outra na vida, família e patrimônio do homem: morte dos filhos, perda do patrimônio, destruição da saúde. Graças a Deus Jó foi vencedor. Mas os terremotos em nossas vidas, nos momentos de decisão são possíveis, reais e tremendamente difíceis.
 
Elias viveu ainda uma terceira experiência: um fogo consumidor em todo o seu derredor. Quem já enfrentou um fogão cujo forno explode diante de quem o manipula conhece a experiência. Quem já mexeu com uma fogueira, cujo tronco explodiu em chamas diante de si também sabe o quão danoso é um calor súbito sobre o corpo. O fogo queima, traz calor insuportável, derrete materiais sensíveis à sua atuação, queima a pele e cabelos. Elias enfrentou um fogo e não se sabe de que forma foi atingido. Mas experimentou medo, pavor, desespero. Aquilo que o vento não quebrou e levou, aquilo que o terremoto não aterrou ou elevou o fogo devorou. Em nossa busca pela resposta nas decisões que tomamos somos também expostos a situações similares. Pedaços de nós são levados pelo vento e a ordem das coisas se torna um caos. Nossa estrutura afunda e outras partes, antes escondidas, são expostas. Coisas que antes julgávamos tão importantes e permanentes são queimadas, transformando-se em cinzas da noite para o dia.
 
E então veio a paz. Um doce murmúrio, o som da tranquilidade e da brisa, aquela sensação de descanso e ausência de conflito. Parece-se com a experiência de ouvir-se por um tempo o ruído de um avião que decola e, então, quando sobe e desaparece o aeroporto silencia, dando lugar ao som dos pássaros nas árvores e do vento nas folhas. Uma experiência semelhante ao desligamento de um gerador à diesel, num prédio, ligado por horas enquanto a energia elétrica faltava; quando cessa o seu ruído a um silêncio gostoso e tranquilizante pelo ar.
 
Neste cenário de sensações conflitantes, culminante com a abençoada paz de um cicio suave Elias ouve  a voz de Deus. O Senhor lhe pergunta as mesmas coisas. Pela terceira vez Elias é conduzido ao seio da motivação desse encontro e dessa experiência. Primeiramente quando decide ir. Depois quando está na caverna e é instado a expor-se, saindo do esconderijo. Agora a mesma questão, após toda a experiência. O propósito é claro: você realmente sabe o que quer? Você sabe o que lhe motiva a buscar as respostas? Você ainda se lembra do porquê das buscas?
 
Nessa paz e brandura Deus fala com Elias. Ordena-lhe para que volte à luta. Concede-lhe a missão final de sua vida e promete-lhe que não é o único sobrevivente dos autênticos servos do Senhor. Elias consegue ouvir a Deus após tudo isso. A resposta veio-lhe clara e absolutamente cristalina. Ele agora sabe exatamente o rumo a seguir, a prioridade da agenda e conhece perfeitamente a vontade de Deus. Aliás, vontade diversa da sua propriamente, pois que fugiu do conflito. Ao ordenar que retornasse ao ministério deixado Deus lhe mostra que nem sempre o nosso coração está certo, que há razões maiores que as nossas e que a obra só termina quando Deus assim determina. Não somos nós os donos de nossos ministérios e de nosso tempo.
 
Qual é a decisão que precisa tomar? Foi convidado a exercer algo e não sabe o que fazer? Vislumbra a chance de morar em outra cidade e teme fazer a escolha errada? Precisa decidir sobre qual tratamento se submeterá? Tem um convite ministerial e não sabe se deve aceitar? Precisa comprar algo e teme perder dinheiro? Todos esses conflitos fazem parte da experiência humana e causam tribulação, ansiedade e temor. Elias nos mostra o caminho para a solução: expor-se, enfrentar, aceitar a ação de Deus em nossas vidas, ainda que nos custe um terremoto na estabilidade costumeira, ainda que se constitua num vendaval de nossos planos ou mesmo que queime definitivamente tudo o que antes planejamos em nossos corações. Tais conflitos são parte do processo, mas não são definitivos. Na luta pela resposta precisamos estar sós com Deus e aguentar o desgaste, relembrando dia após dia, momento após momento o motivo que nos leva a buscar a resposta.
 
Quando formos capazes de passar por tudo, enfrentar tudo e aquietar o coração, abandonando a ansiedade e a sanha de responder a demanda com a nossa própria sabedoria ou com as decisões que fabricamos, estaremos prontos a ouvir, de fato, a voz de Deus, ouvir o que Ele quer nos dizer e entender com clareza o propósito dEle para com a nossa história. O que é permanente ficará e o que é transitório passará. O que importa brilhará e o que é mero enfeite desvanecerá. O que é relevante importará e o que é distração não mais chamará a nossa atenção. Nós pensaremos no longo prazo e não mais no hoje e no agora.
 
Que o leitor tenha também a grata experiência de decidir a sua vida pela orientação de Deus, assim como Elias. Este é o meu sincero desejo.
 
Wagner Antonio de Araújo
 

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

memórias literárias - 1164 - UM AUTÊNTICO EVANGELISTA

UM AUTÊNTICO
EVANGELISTA
 
1164
 
A sua boca só tinha um assunto: JESUS CRISTO E SUA SALVAÇÃO.
 
Ele era um semeador de boas-novas. Ele era um evangelista.
 
Seu trabalho sempre foi o de ganhar almas para Cristo.
 
Ele escrevia sobre Jesus, pregava sobre Jesus, cantava sobre Jesus, testemunhava de Jesus.
 
O acervo que possuo em minha biblioteca mostra milhares de textos seus, cujo objetivo nunca era outro: ganhar vidas para Jesus Cristo.
 
O programa ASSIM ESTÁ ESCRITO, que por mais de 40 anos foi transmitido por rádio, internet, redes sociais, é um testemunho monumental do interesse dele em proclamar a Cristo como único caminho para a vida eterna.
 
Esse cumpriu a sua tarefa com integral maestria, com integral dedicação.
 
Ele está hoje com Aquele de quem tanto falou e em breve ressuscitará e caminhará de branco ao lado de Seu Salvador.
 
Obrigado, Senhor, pela vida daquele que me levou aos pés de Jesus Cristo.
 
Obrigado pela vida do
 
PASTOR TIMOFEI DIACOV!
 

Wagner Antonio de Araújo

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

memórias literárias - 1163 - SEM SER POR INTERESSE

 SEM SER

POR
INTERESSE
 
1163

Há algumas pessoas que me surpreendem de forma tão benéfica! Num horário qualquer, em algum dia da semana, me ligam, dizendo: "Como vai?" Eu, então, aguardo que me digam o motivo da ligação. Então ouço: "Eu só liguei para saber como está e para dizer que sinto saudades e oro por vocês." Que bênção! Que alegria! Que ternura!
 
Em contraponto a isso há coisas do tipo esta: alguém me escreveu: "E aí, como está? Saudades. Todos estão bem?" Então fui responder, quando as mensagens sumiram. E veio a explicação: "Foi mal. Não era para você. Mas serve. Como está?" Então gentilmente digo: "Quando for para mim eu responderei. Um abraço!"
 
Todo ser humano quer ser lembrado, amado, desejado. Quando não o é sente tristeza, solidão, amargura. Triste é ser lembrado apenas quando necessitam de alguma coisa. Isto é típico de quem exerce alguma função executiva ou técnica. O telefone não para. Mas quando deixa de exercer a atividade não recebe mais ligações. Ligavam-lhe porque precisavam dele, não porque pensavam nele.
 
Jesus Cristo disse que o amor sem interesse por algo de que precisamos seria o diferencial de Seus discípulos. "NISTO conhecerão que SOIS meus discípulos". O verdadeiro amor sente falta, sente saudade, busca o contato, importa-se com o outro. O amor falso só procura suprir a sua própria necessidade, a sua urgência, a sua demanda. Para quem ama com o amor de Deus o simples fato da outra pessoa existir já é relevante. Para o falso amor o outro só importa se tiver algo que me interesse.
 
O mundo virtual é assim: se você publica algo há reação; se não publica há silêncio. Os que nos procuram sem terem sido provocados são tão poucos que podem ser contados nos dedos de uma única mão.
 
Esse comércio relacional não me interessa. Só o amor verdadeiro me satisfaz, ainda que seja raro e tão pouco existente.
 
Há sempre alguém a quem amar.
 
Já buscou alguém por hoje, sem que esteja a precisar de algo?
 
Wagner Antonio de Araújo.
 

domingo, 3 de janeiro de 2021

memórias literárias - 1162 - OS PRESENTES DOS MAGOS

 OS PRESENTES DOS MAGOS

 

1162

 

Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. As nossas meditações têm focado o Natal e a sua mensagem bíblica. O mundo diz que falar de Jesus e de Seu nascimento é contar mentiras. Mas falar de Papai Noel e dos duentes é investir no imaginário das crianças. Que julgamento impiedoso e injusto o que a sociedade faz da verdade!

 

Nós, cristãos, não apenas cremos na autenticidade da história de Jesus, como os dados históricos colhidos pela literatura da época a cada dia tornam evidente a sua existência e historicidade. O mundo jamais foi o mesmo depois de Jesus! Ele cortou a história em antes dEle e depois dEle!

 

Conta-nos a Bíblia que magos do Oriente vieram visitar a Jesus. Eles eram autoridades de reinos orientais. Como eles vieram procurar a Jesus baseados em estudos de astronomia, não temos dúvidas em chamá-los de sábios. Eles criam nas escrituras judaicas. Nelas encontraram os registros que mencionavam o nascimento do Rei dos Reis. E acharam as profecias que mencionavam Belém da Judéia. Foram até lá. Ao chegarem, honraram o menino como quem honrava um príncipe. E depositaram aos seus pés presentes proféticos, que prenunciavam muita coisa sobre o recém-nascido. Tais presentes foram:

 

1)    OURO – Um deles presenteou a Jesus com ouro. Com esta dádiva ele destacara a riqueza deste ser único: dono do Céu e da Terra, dono dos mares, das estrelas, do firmamento. O mais rico dentre todos os seres e que agora, encarnado, evidenciava a mais profunda humildade. Fizera-se homem, e, como tal, nascera na mais profunda pobreza, tendo como maternidade uma estrebaria, e como bercinho um coxo de alimentação animal.

2)    INCENSO – Eram pedras aromáticas, que, queimadas, serviam de adoração às divindades. Dar a Jesus incenso era reconhecer que ali não estava apenas um ser qualquer, mas A DIVINDADE ENCARNADA, o próprio Deus. O Velho Testamento estabelecia que incensos deveriam ser queimados no ato de adoração; assim, o mago que presenteia a Jesus com incenso declara ser Ele o Filho de Deus.

3)    MIRRA – ingrediente presente nos processos de mumificação e antisséptico. Também era um preparado de gosto amargo. Oferecer-lhe mirra invocava o grande sofrimento pelo qual Jesus Cristo passaria no ato de redimir a humanidade em Seu Sumo Sacrifício na cruz. E também aponta para Ele como o remédio para a alma humana, o médico do coração do homem.

 

Que tais presentes proclamem em todo o tempo o que Jesus Cristo é para todos nós: SALVADOR, SENHOR, DEUS E REDENTOR. Feliz Natal!

memórias literárias - 1161 - O PRESENTE DE SIMEÃO

 O PRESENTE DE SIMEÃO

 

1161

 

Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. Ah, o Natal! Luzes, cores, enfeites, músicas, sininhos, árvores, panetones! Quanta coisa bonita e convidativa nos é oferecida como mensagem de Natal! Contudo, nenhuma delas chega ao pé do presente que um idoso recebeu. O que? Não conhece a história? Eu a contarei.

 

Jesus nascera em Belém de Judá. Uma aldeia pequena, próxima de Jerusalém. Os seus pais o levaram ao templo para que fosse circuncidado, como era a determinação da Lei de Moisés, transmitida por Deus. Após a cerimônia, ao saírem do recinto, encontraram-se com um senhor de muita idade. Ele era temente a Deus e recebera dEle a promessa de que um dia, antes de morrer, tomaria em seus braços o filho de Deus, o Messias prometido, o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Diz-nos Lucas, o evangelista, em seu capítulo 2, que este senhor era muito temente a Deus e aguardava com ansiedade o dia de encontrar o menino. Naquele momento, quando José e Maria saem com o menino ao colo, Simeão sentiu que era chegada a hora. Pediu licença e tomou o garoto em seu colo. E fez uma das mais lindas orações jamais descritas: Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Pois já os meus olhos viram a tua salvação, A qual tu preparaste perante a face de todos os povos; (Lc 2:29-31)

 

Ah, Simeão, homem de Deus, que maravilhoso presente de Natal! Tomou em seus braços o Redentor, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! Bendito seja Deus por tamanha experiência. Simeão disse sobre esse menino o seguinte:

 

1) JESUS É A SALVAÇÃO DE DEUS – O Seu próprio nome significa DEUS SALVADOR, Jesus! Ele é o caminho para a vida eterna, para o perdão de pecados, para a transformação da natureza humana. Jesus é a única porta para o céu, o único pastor do rebanho de Deus. Jesus nasceu para ser Deus Salvador!

 

2) JESUS É A SALVAÇÃO PARA TODOS OS POVOS – Diferentemente da fé judaica dos tempos de Jesus e, quiçá, de todos os tempos, Deus não amava apenas os descendentes de Jacó, os judeus, os hebreus, mas ama a todas as pessoas, chamados GENTIOS. Jesus veio para ser luz dos povos, farol para que todos fossem iluminados! O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz. (Is 9:2)

 

Jesus Cristo é a razão de nosso Natal. Por isso o festejamos e proclamamos: Jesus é a salvação de Deus e a luz para iluminar todos os povos. Feliz Natal!

memórias literárias - 1160 - NOVAS DE ALEGRIA

 NOVAS DE ALEGRIA


 
1160

Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. O Natal está chegando! Quanta alegria! E os nossos corações se sensibilizam! Lemos em Lucas 2.14: “Glórias a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem Ele quer bem”. Este texto traz-nos um relato dos grandes presentes de Natal. Vejamo-los:
 
DEUS QUER BEM AOS HOMENS – É o que Luca afirma. E diz que os anjos cantaram isso, ao aparecerem aos pastores no campo. Estes estavam a guardar as ovelhas á noite. Eles as protegiam de lobos devoradores e de ladrões inoportunos. Ali, no frio da noite e no silêncio do campo, viram o céu aberto e uma multidão de anjos. Que visão magnífica! Não apenas viram, mas ouviram-nos cantar! E cantavam a mais pura, profunda e transformadora verdade: Deus encarnara o Seu Filho bendito! Foi a cantata natalina mais bonita de todos os tempos, tendo como coristas os anjos e como assistentes os pastores e as ovelhas! E por que? Porque Deus quer bem os homens. Sim, por querê-los bem, enviou-Lhes o próprio Filho como oferta pelo pecado deles. Deus quer tão bem aos homens que não deixou-os fadados à desgraça do pecado e ao negrume das trevas; Deus lhes concedeu a luz brilhante dos céus, o Seu próprio Filho Jesus Cristo. Quem ama dá com alegria; Deus deu o Seu Filho pelos homens. Deus nos quer bem!
 
DEUS NOS DÁ PAZ – Paz entre os homens. Sim. É chegado o tempo em que aquela profecia iria cumprir-se: E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear. (Is 2:4). Sim, quando o Filho de Deus reina no coração de um homem a quem Deus amou, a guerra contínua entre seres humanos se transforma em paz e em harmonia inigualáveis. Cristo trouxe o amor como mensagem, o amor a Deus acima de tudo e o amor ao próximo como a si mesmo. Quem recebe a mensagem de Natal mergulha numa vida de paz e de harmonia, de bem-querer ao próximo e de solidariedade. Em lugar da espada, um arado. Em lugar do revólver, uma torneira de água, uma muleta, uma cama, algo que possa servir e ser útil.
 
JESUS É O SENTIDO DO NATAL – Essa cantata de alegria e esses pronunciamentos angelicais aconteceram porque, a pouca distância dali, dormia numa manjedoura o Filho de Deus, Jesus, o autor e o consumador da fé. Foi por Ele que os anjos vieram anunciar. É por Ele que comemoramos o Natal. E é por causa dEle que proclamamos neste programa que o nosso Natal é Cristo, o nosso Natal é Jesus. Feliz Natal!

memórias literárias - 1159 - O RESGATE DO NATAL

 O RESGATE DO NATAL

1159

 

Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. Enfim, mais um Natal é chegado e a nossa atenção volta-se para a pequenina Vila de Belém. Olhamos para o céu e vemos a Estrela que anuncia a chegada do Messias. Olhamos para o campo e vemos os pastores que assistiram à primeira e mais preciosa cantata natalina. Olhamos para a estrada e observamos magos do Oriente que chegam com presentes. Olhamos a estrebaria e encontramos Maria e José, com o menino Jesus na manjedoura. Ah, como estes temas nos encantam!

 

Mas, com tristeza o dizemos, tais realidades estão a desaparecer de nossa sociedade! Em lugar de Jesus nascido em Belém encontramos um Papai Noel com um saco de presentes e um trenó de renas voadoras. Em lugar de alegria pelo libertador que chegara temos a alegria efêmera das crianças a ganharem presentes e brinquedos às toneladas. Isto é, ganham os que têm pais ricos ou que são assistidos por entidades filantrópicas. O Papai Noel não sobe a favela...

 

Os símbolos cristãos de Natal estão a ser substituídos por símbolos e lendas pagãs, e sem que ninguém proteste contra isso. As igrejas, antes redutos de proclamação das boas-novas angelicais da chegada do Filho de Deus, têm transformado a ocasião em comemorações similares às do mundo, distribuindo comidas, brinquedos, fazendo festas e, não raramente, esquecendo-se de proclamar Jesus Cristo, o Messias que chegara!

 

Em nossos lares somos invadidos por produtos natalinos: panetones, perus, chester, pernil, bolos de natal, doces, frutas de época, ponches, árvores cheias de enfeites, neve falsificada e filmes de duendes. Poucas casas cristãs separam esta época tão importante para trazer à memória tudo o que o Natal de fato representa.

 

Natal é a alegria pelo nascimento e encarnação do Filho do Deus vivo! Natal é o cumprimento da promessa bíblica da vinda do Emanuel! Natal é o maior milagre do universo, quando Deus se faz homem e habita entre nós! Natal é a maior alegria no peito de qualquer cristão, no sentido de que Cristo veio ao mundo nos salvar!

 

E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: (Lc 2:10). Vamos tornar este Natal o mais cristão de todos eles! Vamos proclamar a vinda do Filho de Deus e anunciar a Sua salvação para todos os nossos vizinhos, amigos, parentes e conhecidos! Não sejamos meros consumistas de Natal, mas proclamadores da verdadeira mensagem do Senhor! Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem. Feliz Natal para todos!

memórias literárias - 1158 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 13 - A FÉ QUE DEVO TER

 memórias literárias - 1158 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 13 - A FÉ QUE DEVO TER

 

1158

 

Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. Esta é a última reflexão da série A FÉ QUE FAZ VIVER. Para encerrar este tema tão pertinente, decidi meditar sobre A FÉ QUE DEVO TER. Afinal, não serei julgado pela fé que os meus pais tiveram, nem que o meu cônjuge tem, nem tampouco pelo que creem os meus amigos. Quando eu me apresentar diante do Tribunal de Cristo terei que responder por mim mesmo e por ninguém mais. E a fé que eu tive será a única coisa que eu poderei levar diante dEle. Se foi uma fé sadia e bíblica, fundamentada em Sua vontade, Ele me receberá com alegria. Caso contrário, serei contado com os ímpios e irei para onde não desejaria ir, para uma eternidade com choro e ranger de dentes.

 

Gostaria de fazer seis afirmações sobre este assunto.

 

A primeira é que a minha fé tem que ser firmada na Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. Ou eu creio que ela é a fonte de conhecimento para a revelação de Deus ou então não será a fé edificada sobre a rocha. Será apenas uma opinião. Opiniões podem variar. Achar que roubar é errado pode ser uma mera opinião subjetiva. Para ser fé autêntica eu tenho que crer que Deus disse ser errado roubar. E será por causa de quem disse, e não do que eu acho, que eu não roubarei. Isto é, eu darei a Deus a autoridade de me dizer o que fazer ou o que não fazer, e saberei sobre a Sua vontade nas páginas da Bíblia Sagrada. Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho. (Sl 119:105). Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. (Hb 4:12)

 

A segunda: a minha fé tem que vir acompanhada de comunhão com Deus. Se não for assim será mera crença racional, sem atingir o âmago do coração. A Bíblia diz sobre Enoque: E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou. (Gn 5:24). Quem diz crer no Senhor deve privar de Sua presença. Jesus Cristo, filho de Deus, deu-nos o exemplo claro de Sua constante comunhão com o Pai. E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. (Lc 6:12). Faz-se necessário cultivar a comunhão com Deus o tempo todo, de forma crescente e ativa. Conhecê-Lo no intelecto não é conhecê-lo plenamente. Jesus disse: Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. (Mt 6:6)

 

A terceira: a minha fé deve ser propagada, partilhada, repartida com o meu próximo. De que adiantará ter a maior notícia de todas as eras, a salvação da alma, e não partilhá-la com o próximo? Por isso Jesus foi peremptório para com os seus apóstolos: O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados. (Mt 10:27). O Apóstolo Paulo afirmou: Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. (1Co 9:22). Partilhar a fé é sinônimo de compromisso. “Ide por todo o mundo e pregai”.

 

A quarta: a minha fé deve fazer o bem ao próximo. A generosidade deve acompanhar a vida do crente. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou. (Jo 6:27). Paulo diz: Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. (1Jo 4:11). Servir ao próximo é sintoma de vida cristã, isto quando não motivado para fins de auto exaltação ou benefício religioso. E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira. (Lc 3:11)

 

A quinta: a minha fé deve fazer-me honesto e correto em meus negócios. A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. (Rm 13:8). Os verdadeiros crentes devem honrar o nome que têm, sabendo que tudo o que fizerem refletirá no Nome que carregam como Deus. Se forem honestos trarão louvores ao Senhor. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. (Mt 5:16). O crente verdadeiro não deve gastar á toa o seu dinheiro. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer?. (Is 55:2).

 

A sexta é última: a minha fé deve preparar-me para viver ou para morrer. Se creio de verdade não temo a morte. Posso temer o processo, pensar sobre a experiência, mas não temo o destino. porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia. (2Tm 1:12). Assim diz também: Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. (Fp 1:21).

Tem o ouvinte a fé verdadeira, que faz viver e traz paz? Jesus disse: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (Jo 16:33). Que assim seja para com todos nós. Amém. 

memórias literárias - 1157 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 12 - A FÉ QUE AGRADA A DEUS

 memórias literárias - 1157 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 12 - A FÉ QUE AGRADA A DEUS

 

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Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo.  Estamos falando sobre A FÉ QUE FAZ VIVER. E hoje queremos meditar na FÉ QUE AGRADA A DEUS.

 

Certa feita Tiago, o meio-irmão de Jesus afirmou: Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. (Tg 2:19). Crer em Deus não é tudo; é preciso obedecê-lo também.

 

Jesus afirmou sobre os seus seguidores: Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. (Jo 14:21). Com isto o Senhor quis dizer que ter fé é guardar os ensinamentos e os mandamentos de Deus. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou. (1Jo 2:6).

 

A fé que agrada a Deus não tem outros deuses ou intermediários entre Deus e os homens. Há somente um intermediário. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. (1Tm 2:5). Quem ama a Jesus mas  também ama e presta culto a santos ou a entidades torna-se um idólatra e não agrada a Deus. Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura. (Is 42:8)

 

A fé que agrada a Deus faz do homem um agente de bondade. E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão (1Jo 4:21). Tiago chega a dizer: E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? (Tg 2:16). Jesus afirma que quem serve o próximo serve a Ele: E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. (Mt 25:40). Logo, quem realmente agrada a Deus e nEle tem fé, torna-se bom e generoso para com todos, e principalmente para os domésticos da fé.

 

Quem tem a fé que agrada a Deus torna-se testemunha de Jesus Cristo, anunciando-o como Senhor e Salvador, como único caminho ao céu. O endemoninhado de Gadara, ao ser liberto pelo Senhor, recebeu a seguinte ordem: Torna para tua casa, e conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito. (Lc 8:39). Um crente verdadeiro torna-se testemunha de Jesus e faz isso com prazer. E, saindo eles, percorreram todas as aldeias, anunciando o evangelho, e fazendo curas por toda a parte. (Lc 9:6)

 

A fé que agrada a Deus é autêntica e não usa máscaras. Paulo diz aos judeus romanos: Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? (Rm 2:21). Não há espaço para o hipócrita no Reino de Deus. Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade. (Tg 2:12). João diz: Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou. (1Jo 2:6). É muito triste vermos tantos falastrões da fé, tanto pregadores quanto cantores; eles pregam bonito ou cantam bem, mas a sua fé é mentirosa, não é autêntica, não se traduz em ações. Quem prega e não vive não tem fé verdadeira.

 

Por fim, a fé que agrada a Deus é simples como a crença de uma criança. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. (Mt 18:3). E como é essa fé? Ela é singela, é simples, não vive a encontrar desculpas ou justificativas. Até o louvor dos pequeninos é um momento especial para o Senhor! E disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor? (Mt 21:16). Alguém que tenha esse tipo de fé tem bom coração, é puro de objetivos, não justifica o próprio erro, não é ingrato, não vive a buscar vantagens a qualquer custo. Minha filha Rute pegou três balas (rebuçados) e os deu, uma para a mamãe, outra para mim e ficou com a última. E falou: “Estou compartilhando!” Ela não perguntou se iriam acabar, se queria manter mais balas acumuladas. Ela simplesmente repartiu. Assim é aquele que possui uma fé que realmente agrada a Deus.

 

Distinto ouvinte, tem em seu coração a fé verdadeira que agrada a Deus? Lembre-se: não há dois caminhos, duas verdades ou duas maneiras de agradar a Deus. Só há uma. E Ele revela em Sua Palavra a maneira com que deseja ser crido e adorado:  E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. (Lc 10:27). Ele aponta para Jesus Cristo como o único caminho para se chegar até Ele: Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (Jo 14:6). E uma entrega pública e pessoal definitiva como a porta que abre a vida eterna: A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. (Rm 10:9). Por que não fazer isso hoje, agora, neste momento? Faça-o e tenha também a fé que agrada a Deus verdadeiramente. Que Ele o abençoe. Amém.

memórias literárias - 1156 - VOU JOGAR FORA

 VOU

JOGAR
FORA
 
1156
 
Um casal estava prestes a divorciar-se. Procuraram-me para o aconselhamento.
 
- Pastor, não nos suportamos mais. Queremos nos separar. O senhor pode nos ajudar?"
 
Eu, perplexo, apresentei-lhes o que a Bíblia dizia sobre o assunto. Falei-lhes que o casamento é para toda a vida. Disse-lhes que apenas o adultério de um dá a liberdade para a separação, o que não significa obrigatoriedade, pois o poder do perdão pode transformar o relacionamento. E, separados, não teriam a opção de um novo relacionamento, à luz da Bíblia.
 
Eles ouviram com atenção, mas estavam dispostos a se separarem.
 
Então peguei um artesanato antigo, feito por minha falecida mãe. Fui mostrar para eles os detalhes. De repente a peça escapou-me das mãos, espatifando-se no chão. Foi um lamento geral!
 
- Ah, pastor, somos os culpados! Se não estivéssemos aqui não teria tirado a peça do lugar!
 
- Puxa, pastor, o que fazer agora?
 
Eu tive uma idéia. Falei-lhe:
 
- Bem, já que a peça se quebrou, nada mais resta senão colocar no lixo. A senhora pode ir até a secretaria pegar um saco de lixo?
 
Ela, espantada, disse:
 
- Não, pastor! Essa peça tem conserto!
 
- Mas para quê, irmã? Já quebrou mesmo, não há o que fazer!
 
- Não, pastor. Foi sua falecida mãezinha quem fez. Ela não está mais aqui para fazer outra. Essa peça é única. Vou lhe ajudar a colar e vai ficar quase perfeita.
 
Então eu parei por um minuto, absolutamente inerte. Eles se assustaram. Ao fim do minuto eu disse:
 
- Se a senhora deseja consertar esta peça por ser única, por que jogar fora o seu casamento, que também é único? Está trincado? Está rachado? Não tem mais a beleza de antes? Que tal colarmos as peças também, pedaço por pedaço? Afinal, este casamento foi permitido por Deus para toda a vida e, pelo que me consta, vocês ainda não morreram!
 
Eles, envergonhados e talvez arrependidos, olharam-se mutuamente, fizeram sinal de concordância e aceitaram colar os pedaços que estavam quebrados.
 
Para encurtar a estória: três meses depois celebrávamos um culto de ação de graças pelo longevo casamento desses irmãos (mais de 20 anos) e o meu presente foi a peça artesanal que mamãe preparara. Ela simbolizava a mesma restauração feita por Deus ali.
 
Aleluia!
 
(obra ficcional, BASEADA em fatos reais).

memórias literárias - 1155 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 11 - A FÉ QUE RESTAURA

 memórias literárias - 1155 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 11 - A FÉ QUE RESTAURA

 

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Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo.  Estas reflexões fazem parte da série A FÉ QUE FAZ VIVER e hoje pensaremos no tema A FÉ QUE RESTAURA.

 

Há muito tempo escrevi sobre o bambuzal que havia entre a casa de meu avô João Paulino de Araújo e a casa de meu tio Pedro Paulino de Araújo. Uma distância de 400 metros. Seguia ao lado da estrada com inúmeras taquaras de bambus. Nos dias de calor era gostoso ficar debaixo de sua sombra, pois era fresca e úmida. Quando o meu avô e o meu tio faleceram as terras foram vendidas para um proprietário que destruiu tudo, transformando o local em pasto. Acabou com o bambu. Por dez anos a estrada ficou descoberta, sem o menor vestígio do que fora um dia. Contudo, bem no lugar anterior, alguns brotos de bambu surgiram. Aos poucos eles tomaram conta do espaço e hoje, para a alegria de quem conheceu a estrada antigamente, o bambuzal está quase do mesmo jeito anterior. Dez anos debaixo da terra não foram suficientes para mata-lo.

 

Assim também é a vida de quem tem a fé em Jesus Cristo e firma-se nas promessas da Palavra de Deus: ele pode padecer grandes e profundas privações, e pode, inclusive, cair em sua produtividade. Se a sua fé for verdadeira, ele soerguer-se-á e novamente terá grandes bênçãos da parte do Senhor.

 

Foi assim com Jó. Ele perdeu tudo: seus bens, seus filhos e sua saúde. Só não perdeu a sua fé. Disse ele, convicto: Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. (Jo 19:25). Após tamanha luta e aflição, Deus não apenas curou-o de suas enfermidades, como aumentou em muito o seu patrimônio anterior, dando-lhe longevidade, bens e família numerosa. Diz o texto que o seu último estado foi muito melhor do que o primeiro.

 

Não me esqueço do dia em que preguei na Igreja Batista de Pinheiros. Uma senhora vendia, após o culto, cocadas a um real cada uma. Disseram-me que, após vinte anos a fazer isso, ela construíra 4 casas, uma para cada filho, e agora estava a terminar a sua. Viúva e com muitos filhos, não tinha nenhum seguro e o esposo não deixou nada para suporte. Ela teve que encontrar sozinha um caminho para o sustento. Deus a orientou e ela tornou-se vencedora na vida.

 

A fé restaura famílias. Quantos casais eu atendi em final de relacionamento! Eram famílias com filhos e os seus cônjuges estavam prontos para a separação! Com a graça de Deus e o exercício da fé pudemos orar, consertar os estragos, levar cada um ao perdão incondicional e ver o milagre da restauração doméstica! Quantos filhos que não se relacionavam mais com os pais eu conheci, e como pude glorificar a Deus quando a fé em Cristo e a orientação da Palavra de Deus levaram pais e filhos ao recôndito da reconciliação e da comunhão novamente! Não há pecado que não possa ser perdoado e não há relação que não possa ser consertada, quando olhamos para Cristo e nos firmamos na Palavra de Deus!

 

A fé restaura igrejas. Conheci diversas igrejas que arrastaram um sofrimento monstruoso por causa do pecado que deixaram entrar. Vi ministérios destruídos e famílias separadas, fruto de tanto desamor e de falta de Bíblia na vida. Mas também pude contemplar igrejas que souberam reconhecer o erro, ministros que pediram perdão e um povo quebrantado e humilde de joelhos a implorar pela graça do Senhor. Não houve e nunca haverá alguém que volte de mãos vazias quando for pedir a Deus as suas infinitas bênçãos. Pode ser que não encontremos as coisas do jeito que gostaríamos, mas acharemos as melhores, pois Deus nunca troca o bom pelo pior, Ele sempre dá o melhor!

 

A fé restaura a vida financeira. Vidas que endividaram-se, fosse por motivos lícitos (desemprego, enfermidades etc), fosse por má administração (consumismo, falta de pagamentos), fosse por roubar a Deus (deixando de entregar ao Senhor o seu dízimo e oferta alçada), tais vidas, quando colocadas na presença de Deus, foram reconstruídas. Certamente que demandando muito esforço, muito trabalho e muita carestia, mas honraram os compromissos e reestabeleceram-se como pessoas íntegras e corretas em tudo o que fizeram. A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. (Rm 13:8).

 

A fé restaura a própria fé. Muitas vezes Satanás nos ataca. Ele não nos tenta no que somos fortes, mas busca as nossas fraquezas. Para os que já tiveram vícios, os coloca à sua frente. Para os que foram promíscuos, dá pornografia de graça. Aos que eram linguarudos, oferece oportunidade de maledicência. Mas quem tem fé consegue sair-se disso da seguinte maneira: Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. (Tg 4:7). Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8:31).

 

Está o ouvinte precisando de restauração? Deus tem o remédio para a sua doença, a transformação para a sua situação. Renda-se ao Senhor e submeta-lhe o coração. Ele o dirigirá para a solução de seus problemas. Que Ele o abençoe. Amém.

memórias literárias - 1154 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 10 - A FÉ QUE TRAZ ESPERANÇA

 memórias literárias - 1154 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 10 - A FÉ QUE TRAZ ESPERANÇA

 

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Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. A nossa série, A FÉ QUE FAZ VIVER, é também a série que apresenta a verdade bíblica sobre a crença, a fidelidade, a confiança que podemos ter em Deus e em Sua revelação, a Bíblia Sagrada. Assim, meditaremos hoje sobre o tema A FÉ QUE TRAZ ESPERANÇA.

 

Certa vez o profeta Jeremias afirmou: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lamentações 3.21). Ele vivia num tempo terrível, onde o Rei Nabucodonosor invadia ao reino do Sul, destruía Jerusalém e matava a toda gente indistintamente. Os sobreviventes eram levados cativos e os pobres eram abandonados no caos reinante. Ele atravessava ruas e becos, altos e baixos e só encontrava gente morta, destroçada, grávidas rasgadas e seus bebês mortos sob o sangue que escorria. Ele via os velhos e as crianças, as mulheres e os homens de sua cidade mortos ou feridos, todos a morrerem de fome, enfermos, sem eira e nem beira. Era talvez uma cena antiga daqueles bombardeios que vemos nos noticiários recentes dos países árabes. Ainda assim ele clamava a Deus para que lhe desse pensamentos que lhe pudessem dar esperança. Isto é fé! Isto é confiança! Isto é motivação divina para viver!

 

Quantos testemunhos eu coleciono, de gente que estava na miséria, na pior situação, mas que guardou no coração a esperança de que coisas melhores poderiam acontecer! Jesus assim afirmou: Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis. (Mc 11:24). É claro que há um escopo, um limite, um teto para os nossos pedidos. Caso contrário qualquer loucura seria atendida. E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. (1Jo 5:14). E nós sabemos como é a vontade de Deus: para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. (Rm 12:2).

 

Há um versículo que ecoou em meu coração por vinte e dois anos: “Eu sei que verei a bondade do Senhor na terra dos viventes” (Salmo 27.13). Ao iniciar a Missão Batista Boas Novas, o fiz junto com irmãos que nada tinham. Eu cria que um dia teríamos um templo, um terreno, um estacionamento, uma capela. Hoje, naquela igreja que não pastoreio mais, eles têm tudo isso: Deus deu-me a esperança que transformou-se em realidade!

 

O Pr. Timofei Diacov queria fazer programas de rádio, mas não tinha recursos para pagar por eles. Ajoelhou-se e clamou pela misericórdia divina. Por mais de trinta anos ele teve programas de rádio e, ainda hoje, depois de partir, as suas gravações são veiculadas e edificam a fé dos ouvintes. Deus respondeu e ainda responde às orações daquele herói.

 

O Pr. David Gomes é um destes heróis, cuja vida, para ser contada, exigiria centenas de volumes. Ele criou a ESCOLA BÍBLICA DO AR, que há décadas transmite a Palavra de Deus por todo o mundo, e sem recursos próprios! Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes. (Jr 33:3)

 

A fé traz a esperança de dias melhores. Conheço lavradores que perderam tudo na seca, mesmo orando ao Senhor por misericórdia. Atentos ao querer divino, deram graças pelo revés, mas continuaram a clamar, a suplicar e a plantar. O resultado não poderia ter sido outro: grandes e fartas colheitas, o suprimento de tantas necessidades!

 

Quantos pais de família estão desempregados neste Brasil! Mas eles têm esperança! E a esperança os faz levantar cedo, procurar emprego, fazer pequenas tarefas que lhes deem ao menos o pão diário. Deus os sustenta! Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras? (Lc 12:26).

 

A fé nos inunda de esperança! Por que tantos aposentados acabam por morrer logo depois do fim da carreira? Porque não veem mais qualquer razão de utilidade, não enxergam um motivo para continuarem a existir. A fé, contudo, faz com que a vida se renove! As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; (Lm 3:22). Vidas fúteis transformam-se em vidas úteis nas mãos do Senhor. E isto é fruto da fé! Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. (Hb 11:1). A fé é capaz de enxergar o que ninguém vê, de sentir o que ninguém sente e de alegrar-se por antecipação! Se a fé for direcionada em algo que Deus não dará, em breve Ele convencerá o coração humano e esse crente será grato e feliz mesmo assim! Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. (Jr 29:11)

 

Prezado ouvinte, a fé legítima está fundamentada na Bíblia e na vontade de Deus. Quem anda com Deus tem paz e nunca perde a esperança. Mesmo que seja idoso, enfermo, pobre ou esteja sozinho: a fé transforma o coração. Porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. (Hb 11:6). Que assim seja.

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