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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

memórias literárias - 399 - CONVERSÃO DE FAMOSOS



CONVERSÃO DE FAMOSOS
399
Saí perplexo de casa. Uma notícia inusitada: um diretor brasileiro de filmes de terror apareceu sóbrio num culto supostamente evangélico. Algumas fotos dele em contrição e depois ao lado dos “pastores”, como um troféu para o ministério deles e a glória da denominação onde servem.

Para quem não é evangélico qualquer denominação que não for católica ou espírita é evangélica. Para quem o é, as diferenças são suficientemente grandes para se distinguir entre verdadeiras e falsas. Uma seita que não crê em inferno, nem no sacrifício completo de Cristo pelo pecador, devendo o crente seguir pelo caminho dos complementos (guardar o sábado, não comer carne de porco, observar ritos desnecessários oriundos do judaísmo), não pode ser considerada uma boa igreja. Mas, para a mídia sensacionalista,  o famoso “virou evangélico” .

Será mesmo? Vejamos.

A conversão de um famoso começa pela mudança de paradigma: deixar de ser famoso, deixar de cultuar a si mesmo, à sua própria imagem, deixar de fazer de sua vida um acontecimento e um dia-a-dia de celebridade. No caso desta notícia que recebi (e em todos os demais que conheço) a suposta conversão vem acompanhada de auditórios, lágrimas fotografadas, pastores que ganham projeção, batismos mirabolantes e uma identificação com o grupo aderente. Podemos citar aqui três dezenas de famosos que isto fizeram. Um era um cômico, tornou-se pastor pentecostal e agora voltou a ser cômico. O outro era cantor da jovem guarda, tornou-se evangélico e voltou para os bares. A outra era dançarina, tornou-se gospel e foi filmar uma produção de pornografia. A outra fez-se evangélica, ajuntou-se com uma mulher e tornou-se lésbica. O outro fez festa no “apê” e dirigiu louvores numa igreja. O outro gravou toda a bíblia em áudio, tornou-se membro de seita e depois gravou áudios para o catolicismo.

Conversão não é isso. Para um famoso converter-se deve haver transformação de vida, não de agenda ou de bandeira. Já disse o filho desse diretor supostamente convertido que a nova fé não irá atrapalhar os novos filmes de terror. Que bonito! Assim também aquela dançarina nordestina não abandona os trios elétricos no carnaval, mas diz que a fé não lhe afeta a alegria. Claro, não são convertidos; são meramente aderentes de grupos. Conversão que não converte é golpe publicitário, não transformação!

Quando um famoso se converte de verdade a Cristo, terá da mídia um profundo desprezo. A mídia adora a polêmica, adora as religiões gospel, mas detesta qualquer artista que muda de vida, que tem a moral transformada, que se arrepende dos pecados e que abandona o glamour das páginas das celebridades. A mídia o rejeitará e o esquecerá. E, quando um famoso aceita ser destratado, ser esquecido em nome da fé cristã, então os sintomas de uma autêntica conversão podem estar presentes. Mas quando o famoso transforma o culto que presta, o dízimo que dá, o batismo ao qual se submete e o pastor que lhe prega em notícia, em fuxico, em fotos para suas redes sociais, não converteu-se; apenas gerou um fato para projetar-se diante da mídia e tornar-se mais famoso e mais comentado. Venderá muitos DVDs, venderá downloads de músicas e testemunho, aglutinará muita publicidade na internet, assinará muitos contratos, cobrará e ganhará muito dinheiro dando testemunho nas igrejas incautas e sairá do vermelho financeiro.

Dias atrás um comentarista de futebol afirmou ser adepto de Lúcifer. Gerou grande repercussão na mídia, principalmente evangélica. Ao mesmo tempo, arrumou uma relação com a cantora louca que se diz pastora, e, quase ao mesmo tempo, agendou-se em testemunho nos principais púlpitos pentecostais do Sudeste, dando um testemunho de “transformação de satanista em cristão!”  Tais testemunhos não são grátis: custam bem caro: dependendo da repercussão, podem valer 20, 40 ou até 60 mil reais. Teria essa dupla explosiva testemunhado de graça nessas igrejas famosas? Desafio quem afirmar que sim. Lembro-me do cômico que virou pastor lá no estado do Espírito Santo. Cobrava um dinheiro alto das igrejas onde ia dar o seu testemunho. Lembro-me da ex-lésbica na assembléia de Deus, reunindo grandes multidões para escutar os podres de sua moral. Cobrava, vendia DVDs e fazia fortuna. Depois caiu de novo no pecado. Disse ter se recuperado e faturou com um novo testemunho. Após ficar rica e famosa renegou a fé e casou-se com uma cantora gospel, fundando uma seita pentecostal para lésbicas. Eu gostaria de saber o que os pobres membros das igrejas onde essa mulher testemunhou acharam disso. Quanto dinheiro jogado fora, presenteado aos pilantras que enganam os incautos! Testemunho de conversão não é show, é vergonha dos dias passados e convite à nova vida!

Para terminar: uma mãe de santo poderosíssima foi ao culto onde eu pregava. Ao fazer o apelo ela foi à frente. Eu não sabia quem ela era. Fui visitá-la. Descobri que era respeitada pelo espiritismo africano. Era procurada pelos políticos. Acendia pólvora na mão. Ela converteu-se. Foi batizada. Tornou-se membro da igreja. Eu queria que ela desse testemunho, ela não queria. Um dia, agora na atual igreja que pastoreio, consegui trazê-la. Ela, sem graça, testemunhou alguma coisa da velha vida. E disse: “quando nos convertemos a nossa vida muda e passamos a ter vergonha do que fazíamos. Não tenho prazer em dar detalhes da vida demoníaca que eu levava; quero focalizar o que Cristo fez em minha vida e o quanto eu O amo, e isto sim é importante para mim!” Sem prazer em falar da velha vida, falou da nova e foi usada por Deus para trazer outras pessoas ao Senhor.

Celebridades se convertem? Sim, mas deixam de ser celebridades e se tornam serviçais do Senhor, ainda que tenham que pagar por um anonimato imposto ou optado. Perdem tudo porque já ganharam o principal: a salvação em Cristo! E quem tem Jesus não precisa ser celebridade; só precisa ser servo!

Aleluia!

Pr. Wagner Antonio de Araújo

31 de janeiro de 2017   

sábado, 28 de janeiro de 2017

memórias literárias - 398 - PENSANDO NA AMIZADE



PENSANDO NA
AMIZADE
 
398
Há aqueles que precisam de nós. Então se aproximam, ligam, escrevem, conversam, pedem, doam, e, principalmente, valem-se de nossa companhia, afeto e ajuda. Depois, quando as circunstâncias não são mais avassaladoras para eles, esquecem-se de nossa existência e nada mais comunicam. De quando em quando sabemos de notícias por terceiros. Se estão bem, ficamos felizes e desejamos bênçãos. Se estão tristes, oramos e mantemo-nos com as portas abertas para ajudar novamente.
 
E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o SENHOR, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito. (1Sm 12:23)
 
Há aqueles que desejam dominar-nos. Aproximam-se, buscam pontos de referência, mostram-se animados e entusiasmados com as nossas lides. À princípio até demonstram parceria; contudo, ao passar o tempo, manifestam um insaciável desejo de domínio, de manipulação, de ditar as regras, de refazer as normas, de tornar-nos submissos as suas vontades. Então chega o conflito, o dissabor, a cisão, o rompimento e, não raras vezes, o fim das relações. Se as questões eram apenas de incompatibilidade sem consequências morais, um dia um relacionamento leve e livre poderá ressurgir. Se envolveu ofensas e agressões, dificilmente haverá retorno. Tudo é belo em seu tempo e há tempo de deixar de abraçar. Perdoados, mas distantes.
 
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; (Ec 3:5)
 
Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? (Am 3:3)
 
E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. (At 15:39)
 
Há aqueles que não querem amigos; querem sustentadores: incapazes de dar um passo por si só, exigem de nós as decisões que eles mesmos deveriam tomar. Se for amor, querem que ditemos as cartas; se for serviço querem que trabalhemos por eles; se for saúde querem que sejamos os médicos, enfermeiros e o próprio remédio; se for carência afetiva querem que supramos os seus vazios. Então, em algum momento, alguém resolve romper esse processo de parasitismo e a relação se rompe. Quase sempre o dependente sai ferido, julgando-se o mais infeliz de todos os viventes, acusando o amigo de ter destruído a sua história. Só deixará de falar quando encontrar outra pessoa em quem lançará as suas raízes, no abraço mortal do parasita vegetal, manipulando o próximo até destruí-lo ou até que o outro também acorde.
 
A sanguessuga tem duas filhas: Dá Dá.  (Pv 30:15)
 
Mas há aqueles que são amigos. E amizade exige respeito. Nem sempre os amigos concordam; pelo contrário, a amizade exige sinceridade e transparência. Porém, por terem laços firmes e voluntários, os amigos brigam, discutem, se separam, mas não são capazes de manter a distância, pois o respeito mútuo e a afeição sincera os reaproxima. Eles não exigem que os outros vivam as suas vidas, coloquem o pão em suas mesas ou tomem as suas decisões. Pelo contrário, têm prazer em contar, em ouvir, em falar, em pensar alto. Não são capazes do abandono, pois OS VERDADEIROS AMIGOS SÃO OS QUE FICAM QUANDO TODOS OS DEMAIS FORAM EMBORA.
 
O homem de muitos amigos pode congratular-se, mas há um amigo mais chegado do que um irmão (Pv 18:24)
 
Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade? (Gl 4:16)
 
Às vezes não têm contato constante, não se falam sempre, não visitam a casa do outro em todo o tempo. Não pedem ajuda para qualquer coisa e nem invadem a privacidade do companheiro. Entretanto, sabem e têm certeza de que, quando de fato precisarem, terão um porto seguro, uma âncora, alguém em quem confiar de verdade. Os bons amigos são assim, e o são para  vida toda. Eles festejam a alegria do outro e choram as suas dores. Mas mantém a privacidade e a distância necessária, transformando os reencontros em momentos especiais e memoráveis. E, em sabendo, repartem o seu pão, celebram a alegria e choram as tristezas juntos!
 
Porque pela obra de Cristo chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida para suprir para comigo a falta do vosso serviço (Fp 2:30)
 
Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. (Jo 15:13)
 
Quem não tem um único amigo assim tem que repensar a sua própria conduta. Quem diz que não tem amigos é porque não se fez amigo de ninguém. É preciso cultivar alguns, tratando-os como gostaríamos de sermos tratados.
 
Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. (Mt 7:2)
 
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. (Lc 6:38)
 
 
Amigos são jóias que guardamos com carinho. Amigos são dádivas.
 
Neste mundo virtual alguns aparecem e muitos desaparecem. No ministério pastoral muitos nos conhecem, mas poucos de fato desenvolvem duradouras amizades. Nas igrejas a realidade é a mesma; nas famílias, no trabalho, na escola, em toda a parte. A vida é assim.  Até na questão da gratidão a medida é de 10% de retorno: 90% ficará sem retribuição aqui; mas no Céu há um galardão!
 
E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão (Mt 10:42)
 
E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro? (Lc 17:17-18)
 
 
Escrevo este texto para saudar aqueles que, de fato, prezam por uma boa amizade. Deus muito lhes abençoe!
27/01/2017
 
Pastor Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo, Brasil

whatsapp: +5511 99699-8633

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

11/01/2017 - IBBNR - DEUS É BOM

IGREJA BATISTA BOAS NOVAS DO RODOANEL EM CARAPICUÍBA, SÃO PAULO, BRASIL
11/01/2017

Meus irmãos
É evidente que o Senhor é maravilhoso. É tão emocionante vê-lo agir para a
Sua própria glória!
Ontem testemunhei de um passo maravilhoso: Deus havia concedido mais
E$200,00!
Hoje, além de uma bênção particular, a bênção do acréscimo da construção!

No particular: um querido pastor do nordeste, amigo entre amigos, especial,
bíblico, presenteou o meu futuro filho com o valor de um enxovalzinho. Minha
esposa ficou encantada, emocionada. Eu? Nem preciso falar. Quem me conhece
sabe de minhas emoções! Ao Pr. J.I.J o meu muito obrigado de coração!

NA CONSTRUÇÃO
Ontem tínhamos R$ 800,00
Hoje o Senhor acrescentou-nos graça e bênção novamente!
R$ 1.000,00, de P.N.R.S., que eu não conheço, mas que foi sensibilizada pelo
Senhor e ofertou-nos amorosamente! Irmã, muito, muito obrigado de coração!
R$ 100,00 - Pr. H.P., lá do Rio Grande do Sul, querido e inesquecível amigo,
muito obrigado por seu carinho e por sua generosidade!
R$ 676,00 - Irmão E.P.B., generosamente nos ofertou para a construção e eu,
em nome da Boas Novas lhe digo: muito, muito obrigado, de coração!
R$ 147,00 - Um depósito feito em poupança, não identificado, de alguém que
amorosamente nos ofertou! Obrigado!
Total de ofertas hoje: R$ 1.923,00
Saldo atual para a construção: R$ 2.723,00
Em breve a Boas Novas vai depositar R$2.000,00, então só posso dizer: o
Senhor está conduzindo cada passo!
Bendito seja Deus!

Podem orar por nós? Agradecemos. Podem ofertar? Agradecemos!
Em breve queremos dizer: começamos a obra estabelecida!
Com sua oração e com a oferta de quem assim desejar fazê-lo, chegaremos lá
em breve, em nome do Senhor.

Que Deus nos abençoe!

Pastor Wagner Antonio de Araújo
sócio 001 da
OPBCB - ORDEM DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRASIL,
sócio 1402 da OPBB - ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO BRASIL,
Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo, Brasil
Rua Urano, 99 - Jardim Novo Horizonte
CEP 06341-480 - Carapicuíba - São Paulo, Brasil
fone/whatsapp do pastor: +5511-996998633 (VIVO)
e-mail: bnovas@uol.com.br ou bnovas@gmail.com
Nossa fanpage no facebook:
https://www.facebook.com/ibbnr/
Nossa página na UNIÃONET:
www.uniaonet.com/bnovas.htm

Nossas contas, para que os amigos e irmãos contribuam, se assim o Senhor
determinar (não desassista a sua igreja local, por favor!)

PARA CONTRIBUIR:
BANCO BRADESCO (237)
AGÊNCIA RIO PEQUENO - URBANA SP - 2207-1
CONTA CORRENTE 16627-8
IGREJA BATISTA BOAS NOVAS
CNPJ DA IGREJA 04641377-0001/80
(obs: quando um DOC de outro banco for feito, a agência não tem dígito e a
conta corrente não precisa de hífem).

2a. OPÇÃO - PARA QUEM SÓ TEM ACESSO AO BANCO DO BRASIL
(SE USAR ESTE MEIO, ENVIE UM E-MAIL NOTIFICANDO DATA E VALOR)
BANCO DO BRASIL (001)
AGÊNCIA 4393-1
CONTA CORRENTE 83.496-3
ELAINE OKADA DE FARIAS

Uma nova modalidade de contribuição: IBAN (através de Western Union):
BR986 0746 94800 42200 0040 8883 C1
em meu nome (Wagner Antonio de Araújo)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

memórias literárias - 397 - QUEM NÃO DÁ SETA



QUEM NÃO
DÁ SETA
397
Os veículos automotores, os carros, sejam particulares ou públicos, vêm equipados com uma chave de seta, que faz acender a luz externa do lado em que o motorista vai entrar. Serve para sinalizar e para mostrar respeito e consideração pelos motoristas que estão próximos. Com esta sinalização evitam-se acidentes e manifestam-se os valores éticos e morais que tais condutores têm em seus corações.
 
Ora, uma simples seta pode mostrar o valor ético e a moral do condutor?
 
Sim, pode. É claro que há aqueles que não dão seta porque a mesma encontra-se queimada, danificada, em curto-circuito. Estes certamente estão tensos, sabendo que aborrecem o trânsito e podem provocar acidentes. Estes não estão listados em minha reflexão.
 
Falo dos que NÃO DÃO SETA, dos que não sinalizam, podendo e devendo fazê-lo. Possuem carros equipados, estão com seus braços livres para agir, mas não agem, ou, pior que isso, fazem questão de invadir a pista dos outros motoristas, acelerar, brecar ou cortar, costurar, destruir a harmonia do trânsito. As ruas e estradas estão repletas de gente assim. Foram geradas pelas habilitações ineficazes, pelas certificações falsas ou compradas por parentes e autoridades complacentes, ou então são compostas pela geração dos inclusivos, dos "riquinhos"  e dos NEM-NEM (nem trabalham e nem estudam), que pensam ser o trânsito um brinquedo de videogame.
 
Quem não dá seta mostra o desrespeito com o próximo. Ele não liga para os outros, não dá a mínima por invadir o espaço alheio. Isso mostra a maneira com que encara a sua própria vida dentro do meio em que vive: sem respeito pelo próximo. Provavelmente não teria dificuldades em empurrar e em derrubar colegas de trabalho para ficar com suas vagas ou suas posições de liderança. Não tem problemas em colar para a prova. Não teria drama de consciência em trair um amigo ou enganar uma esposa. Ele não liga para as regras ou para a opinião do próximo. Ele quer avançar, seguir, não importa se agredir o outro ou se tomar à força a oportunidade de outrem.
 
Quem não dá seta é egoista, só pensa em si mesmo. A sua consideração pelos outros é zero, a consideração para consigo é alta, mesmo que seja burra. Sim, uma burrice sem tamanho. Ele pode se acidentar em outro automóvel ou inspirar a fúria de outro condutor que se sinta agredido ou invadido. O valente só é valente enquanto não encontrar valente maior. Então ele deixa de ser valente e torna-se um morto. Mas aquele que não dá seta não pensa em nada disso. Ele confia no arranque do seu motor, na potência do seu carro e na artimanha de sua direção. E assim segue na vida, correndo, derrubando, agredindo, até que a própria idade ou morte demonstre a ele que viveu uma vida torpe e terá contas a acertar com o Altíssimo.
 
Quem não dá seta não ama a família. Um acidente gerado por falta de sinalização não é mera falha humana, mas falta de amor humano. Um condutor deveria lembrar-se de que há uma esposa, um filho, uma mãe, um pai, alguém que se preocupa com ele. Da mesma forma o outro condutor, que será fechado por ele, tem família e pessoas que o amam, e um acidente provocado por falta de seta é a plena banalização da vida, uma confissão prática de que as famílias não valem nada. Neste rol estão aqueles que praticam esportes radicais, tão radicais que não mereciam ter famílias que por eles chorassem. Afinal, choramos pelos que morrem involuntariamente; quem morre porque quis deveria seguir sem tais lágrimas, pois não as mereceu.
 
Quem não dá seta não teme a Deus, pois crê que não há polícia e nem radar que lhe detecte. Infelizmente no Brasil a lei é para poucos, inclusive no trânsito. Um deputado que estraçalha uma família a 180 quilômetros por hora numa rua cujo limite é de 60 continua solto no Brasil, enquanto que um ladrão de galinhas pode estar morto nas rebeliões dos presídios do norte. Então esse motorista que não dá seta pensa que tudo isso não terá o menor valor e que não virá à tona diante de Deus, pois nem crê em Sua existência. Pobre infeliz! Terá que dar contas da maneira ímpia com que conduziu o seu carro.
 
À propósito, você dá seta quando tem que fazer uma conversão à esquerda, à direita, quando tem que sair da pista, quando vai mudar de faixa? Não? A seta do seu carro está queimada? Não? Então, meu caro, só posso dizer uma coisa: corrija-se. Senão estará demonstrando que a sua ética e a sua moral não são dignas. E não adiantará ter adesivos no carro com o falso escudo da fé, com versículos, ou com frases do tipo "guiado por mim e conduzido por Deus", que a prática negará a prédica e o seu mau testemunho soará muito mais estridente do que as suas palavras.
 
Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, (Ef 5:15)
 
Pr. Wagner Antonio de Araújo

09/01/2017

RUMO À CONSTRUÇÃO DO CONTRAPISO


RUMO À CONSTRUÇÃO DO CONTRAPISO

IBBNR - 09/01/2017

RUMO À CONSTRUÇÃO DO CONTRAPISO

Dignos irmãos

Como já noticiamos, a rampa de acesso à capela está pronta. Já filmamos,
fotografamos e enviamos.

Quem desejar ver imagens e fotos, busque a nossa fanpage:
https://www.facebook.com/ibbnr/

Agora carecemos da graça do Senhor para obter os recursos indispensáveis ao
andamento da obra. Construção do esgoto abaixo da capela, colocação de
caixas dágua sobre o batistério para suprir cozinha e banheiros e construção
do contrapiso e piso do salão social, que servirá de salão de cultos quando
desmontarmos a capela e erguermos o templo.

Preço estimado inicialmente: R$20.000,00

Valor até agora alcançado: R$600,00.

Até o final da semana a própria igreja local estará ofertando algo em torno
de R$2.000,00, bendito seja Deus!

Mas precisamos de nossos amigos. Precisamos de sua oração. Precisamos da
contribuição de quem desejar e que for orientado pelo Senhor, sem que
desassista a sua igreja local. Este é um momento muito importante!

Em fevereiro iremos fazer mais um almoço beneficente, mas, enquanto não
chega o dia, precisamos que o Senhor supra estas necessidades!

PLACA - Deste valor iremos utilizar alguma coisa para fazer uma placa. A
nossa faixa deteriorou-se. Queremos colocar uma metálica.

Orem por nós!

Muito obrigado!

Pastor Wagner Antonio de Araújo
sócio 001 da
OPBCB - ORDEM DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRASIL,
sócio 1402 da OPBB - ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO BRASIL,
Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo, Brasil
Rua Urano, 99 - Jardim Novo Horizonte
CEP 06341-480 - Carapicuíba - São Paulo, Brasil
fone/whatsapp do pastor: +5511-996998633 (VIVO)
e-mail: bnovas@uol.com.br ou bnovas@gmail.com
Nossa fanpage no facebook:
https://www.facebook.com/ibbnr/
Nossa página na UNIÃONET:
www.uniaonet.com/bnovas.htm

Nossas contas, para que os amigos e irmãos contribuam, se assim o Senhor
determinar (não desassista a sua igreja local, por favor!)

PARA CONTRIBUIR:
BANCO BRADESCO (237)
AGÊNCIA RIO PEQUENO - URBANA SP - 2207-1
CONTA CORRENTE 16627-8
IGREJA BATISTA BOAS NOVAS
CNPJ DA IGREJA 04641377-0001/80
(obs: quando um DOC de outro banco for feito, a agência não tem dígito e a
conta corrente não precisa de hífem).

2a. OPÇÃO - PARA QUEM SÓ TEM ACESSO AO BANCO DO BRASIL
(SE USAR ESTE MEIO, ENVIE UM E-MAIL NOTIFICANDO DATA E VALOR)
BANCO DO BRASIL (001)
AGÊNCIA 4393-1
CONTA CORRENTE 83.496-3
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Uma nova modalidade de contribuição: IBAN (através de Western Union):
BR986 0746 94800 42200 0040 8883 C1
em meu nome (Wagner Antonio de Araújo)

memórias literárias - 397 - A CONVERSÃO DE MINHA FAMÍLIA

A CONVERSÃO
DE MINHA
 FAMÍLIA

 
397

Minha filha Rute Cristina cresce de forma bela e equilibrada. Vejo-a correr, saltar, pronunciar frases curtas, dar risos e gargalhadas, chorar, cantar! Quando se assusta com algo pede colo, abraça-me e diz: “Papai, medo!” E eu lhe digo: “O papai está aqui, filha minha, não tenha medo!” Assim que ela tiver algum entendimento mais complexo, ensinarei a antiga história de Cristo e Seu amor!
 
Penso no meu velho pai. Homem difícil, rude, mas trabalhador, honesto. Quando eu me converti a Cristo, em 1980, por mais difícil que tenha sido, tive a graça de levar-lhe o evangelho, junto com o Pr. Timofei Diacov e ver, de forma inequívoca, a sua conversão a Cristo! Não foi simples, não foi rápido e nem fácil. Mas o meu pai foi transformado pelo evangelho e ao fim da vida morreu crente de verdade. Que privilégio o meu em ter ganho o meu pai para o Senhor!
 
E minha mãe? Que milagre! Assim como eu, Elzira era uma mulher religiosa, achava que servia a Deus, mas servia às imagens de escultura e praticava uma religiosidade que nem agradava a Deus e nem resolvia o seu imenso vazio interior. Mas Deus deu-me a graça de levar-lhe a mensagem que recebera do Senhor, sempre com a ajuda do Pr. Timofei Diacov, esse homem-dom, que vive para pregar o evangelho! Mamãe irava-se, chorava, depois ignorava. Até que uma noite, quando voltei do trabalho, ela foi encontrar-me à porta, feliz da vida, porque convertera-se a Cristo fazendo um bife! Enquanto o fritava tomou a imagem iluminada do corredor da cozinha e tirou uma lasca. Ao ver jornal velho com arame no miolo do ídolo e a incapacidade da estátua defender-se, decidiu que só adoraria ao Cristo ressuscitado, Filho de Deus! Aleluia! Vi mamãe converter-se! Ela já partiu, está com Cristo. Está salva por Ele!
E meu irmão? Nervoso com a minha conversão, bateu-me, dizendo que eu não era mais seu irmão. Contudo, ao ver o meu pai conduzir-se à igreja e conhecer os adolescentes de lá, ouviu a pregação e rendeu-se ao Senhor. Daniel tornou-se um salvo em Cristo também! Bendito seja Deus! Hoje é um braço direito na igreja em que pastoreio, um honrado pai de família, empresário lutador neste país falido, um homem temente a Deus sobre todas as coisas!
 
Eu não teria paz no coração se não pudesse ver cumprido o texto bíblico em minha vida: Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor. (Js 24:15)
 
Mas hoje eu vejo crentes indiferentes à perdição de seus queridos. Pais não lutam pela conversão de seus filhos. Maridos não insistem com suas esposas. Mulheres vivem muito bem, sabendo que seus maridos irão para o Inferno, onde o sofrimento será eterno. Jovens crentes procuram incrédulos para contrair matrimônio e não temem nem desobedecer a Deus nem se preocupam com a perdição de seus amados! Minha gente, o que é isso? Será que as labaredas do Inferno diminuíram? Será que a perdição de nosso próximo não incomoda mais? Ou será que já não cremos no que a Bíblia diz? Será que a nossa fé se tornou estéril, insossa, infrutífera? Nossos queridos perdidos devem ocupar a nossa máxima atenção!
 
Uma mulher bebia um suco (sumo) junto de uma mesinha, em frente ao seu prédio que ardia em chamas. Alguém perguntou se ela sabia o que havia acontecido. Ela disse que fora um curto-circuito, mas que saíra a tempo. Perguntaram se deixara algo de valor lá. Ela disse: “sim, tudo, até o meu filho e o meu marido estão lá.” Então ralharam com ela, dizedo: “E como a senhora não faz nada? Grite! Corra! Busque socorro!” Ela falou: “Depois do suco pensarei em algo.  Infelizmente depois do suco ela só terá cinzas para socorrer, porque seu filho e marido terão morrido carbonizados. Assim também aqueles que são crentes, mas que não priorizam a conversão dos seus queridos, irão vê-los partir para o além sem a salvação. E depois não adiantará chorar, lamentar, levar flores ao cemitério ou reclamar da vida.  Além disto Deus pedirá contas da alma deles, pois fomos os mensageiros que não entregaram a mensagem: Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para dissuadir ao ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, porém o seu sangue eu o requererei da tua mão. (Ez 33:8)
 
Você tem alguém ainda não convertido na família? Tem algum amigo que está indo para o Inferno? O que está esperando? Vá evangelizá-lo! Deus usará a sua vida! Se não for bem sucedido uma, duas ou cinco vezes, tente cinqüenta. Mas não desista. Satanás tem declarado vitória com a nossa desistência. Não desista! Pregue a tempo e fora de tempo! Testifique, anuncie o evangelho, apresente a salvação! Agora!
 
Não desista!
 
Wagner Antonio de Araújo
09/01/2017

sábado, 7 de janeiro de 2017

memórias literárias - 396 - A CULTURA DA VIOLÊNCIA


A CULTURA
DA
VIOLÊNCIA
396
Muitos de nós, movidos pelos mais variados motivos (desejo de saber, curiosidade, perplexidade) buscamos os vídeos das rebeliões em Manaus e em Roraima. Tais vídeos estão disponíveis e banalizados na rede, ao lado das decapitações do Estado Islâmico e do narcotráfico mexicano.
 
Vivemos num caldo de violência sem precedentes. E, então, fartos disto, fazemos campanhas contra a violência. As grandes redes de comunicação denunciam-na e, em seguida, apresentam as novelas da época (com traições conjugais, mentiras, roubos, amantes, corrupção) e os filmes do momento: duro de matar, duro de morrer, o massacre da serra elétrica, ataque de F15 etc. Os jogos de videogame são, em sua maioria, sanguinários: a realidade virtual chega às raias de mostrar nervos e esguichos de veias, cortadas pelas espadas dos lutadores.
 
Se isto não bastasse, algumas igrejas, falsas em sua maioria, mas repletas de gente que as financia cegamente, produzem lutas de MMA, luta livre, ringues de violência, para atrair os jovens e os que estão perdidos no mundo. A porta de ingresso no evangelho é o murro, o soco, o golpe, o arrastão. As músicas que mais sucesso fazem são as de violência, que descrevem a destruição das famílias, o final dos relacionamentos, as vinganças amorosas. São músicas geradas nos morros do crime, nas áreas do meretrício, nos antros das celas, no uso de entorpecentes. A poesia que agrada é a que mata, que fere e que engana.
 
O mundo que produzimos é um retrato do mundo que cultivamos. Nós convidamos Satanás para ser o rei de nosso país. Ele reina em nossas televisões. Reina em nossos youtubes. Reina em nossos celulares. Reina em nossas idas ao cinema. Reina em nossas pesquisas e curiosidades. Ouvimos os sermões e cantamos supostas músicas de adoração; e desmentimos tudo isso depois do culto, no cultivo da violência dos entretenimentos que Satanás nos oferece.
 
Onde os marginais aprenderam a decapitar? Onde aprenderam a furar olhos? Onde aprenderam a cortar mãos e pés com as pessoas ainda vivas? Onde aprenderam o estupro? Onde a nossa sociedade aprende a transformar os carros luxuosos em máquinas mortíferas contra outros que estão nas calçadas ou nas ruas? Onde os atiradores aprendem a abrir fogo no meio da multidão? Onde os filhos aprendem a agredir os pais e os professores? Eles aprendem nos meios de comunicação, cuja censura é zero, que não têm mais limite algum. E em nossos lares, onde o cultivo da paz e do evangelho deveriam permear os nossos comportamentos, permitimos ao inimigo invadi-lo com sua violência todos os dias, por meio das novelas, dos filmes, dos vídeos no celular e da reprodução de tudo isso no comportamento de uns para com os outros.
 
Há aqueles que apontam a violência gerada pelo próprio Deus, quando mandou exterminar os cananeus. Certamente isto aconteceu. Mas é importante saber que não foi nem uma prática generalizada contra todo ser humano, nem autorizada ao belprazer de cada um. Deus usou os hebreus para punirem uma nação ímpia, violenta, maligna, satânica, agressiva, ímpia, idólatra, que ofertava os próprios filhos ao demônio. Como Deus é o criador da vida, tem o direito sobre a Sua criação. Suas ordens tiveram começo, meio e fim; elas foram limitadas no tempo e no espaço. E, mesmo naquele contexto da conquista da terra prometida, Deus dizia sobre a responsabilidade pessoal de cada indivíduo: "não matarás". Ali no cumprimento da ordem, a responsabilidade era de Deus; já na violência particular a responsabilidade era inteiramente do homem e seria punida, pois não contava com ordem alguma do Criador.
 
Vindo o Senhor Jesus, autor da Palavra e autêntico intérprete da mesma, apresentou-nos toda a grandiosidade de Seu Pai: um Deus de amor. E provou com sua vida a maneira com que Deus deseja que nos tratemos: com amor e com o auto-sacrifício uns para com os outros. Cristo ensinou a paz, a não-violência, a submissão e a construção de um relacionamento pessoal entre o homem e Deus e entre os homens uns para com os outros. Uma relação de ajuda, de solidariedade, de respeito, de altruísmo, de abnegação, de ajuda, de sacrifício. O Reino de Deus é um reino de paz. Quem é do Reino de Deus socorre o aflito, cuida do doente, consola o entristecido, fortalece o cansado, motiva o deprimido e cuida dos que precisam. O cristianismo é uma transformação de vida, uma religião e uma filosofia de vida: onde ele é autêntico as relações são transformadoras: a violência cessa, a injustiça desaparece; a solidão acaba; o amparo surge e a família se fortalece. Cristo é luz no meio do mundo, sal no meio da Terra, príncipe da paz e reconciliador divino.
 
No banheiro de meu quarto um mau cheiro aparecia de quando em quando. Tudo estava limpo, mas o odor prevalecia. Não adiantava colocar produtos no vaso sanitário ou lavar o local; o fedor continuava. Até que eu descobri o que acontecia: o ralo que ficava no box do chuveiro exalava o odor contínuo, pois alguma coisa estava errada em sua construção. Tudo o que havia no esgoto era sentido dentro do banheiro pelo mau cheiro que subia. Fechei o ralo e o mau cheiro acabou, desapareceu. Assim deve ser também a nossa decisão quanto à violência. Não adianta irmos à igreja, lermos a bíblia ou ouvirmos louvores, enquanto o celular, a tv, os vídeos e os entretenimentos nos trouxerem a violência. Renegamos a fé com a busca do ódio no lazer passivo. Renegamos os  nossos valores ao manter novelas adúlteras e permissivas no centro de nosso entretenimento. O mau continuará presente. Experimentemos desligá-lo. Experimentemos tirar a violência dos nossos filmes, celulares, jogos de videogame e de nossas buscas incessantes. As coisas começarão a mudar e a paz terá a sua oportunidade dentro de nossas vidas.
 
Só assim construiremos um país menos violento e seremos um povo que constrói a paz.
 
Estas são as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo; executai juízo de verdade e de paz nas vossas portas. (Zc 8:16)
 
E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. (Cl 3:15)
 
Ora, o mesmo Senhor da paz vos dê sempre paz de toda a maneira. O Senhor seja com todos vós. (2Ts 3:16)
 
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. (Jo 14:27)
 
Wagner Antonio de Araújo

07/01/2016

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A BOAS NOVAS E O ANO DE 2017


E disse eu aos nobres, aos magistrados e ao restante do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos apartados do muro, longe uns dos outros. (Ne 4:19)
 
06/01/2017
Desde o final de 2013 estamos concentrados em construir as dependências da Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo, Brasil.
 
Esta pequenina igreja é fruto da visão missionária da Igreja Batista Betel de Itapevi, Grande São Paulo. Inauguraram-nos como congregação, com o nome de Missão Batista Boas Novas em 07/11/1996. E em 04/11/2000 organizaram-nos como Igreja Batista Boas Novas. Na época estávamos na cidade de Osasco. Mas não tínhamos nada, nem imóvel, nem móveis, absolutamente nenhum bem material.
 
O tempo passou. Em 2006 o Pr. José Vieira Rocha e o saudoso evangelista Luiz de Carvalho ajudaram-nos a lançar uma campanha para angariar recursos financeiros, com o objetivo de comprar um terreno e construir um templo. O Pr. Neilson Xavier de Brito, da Igreja Batista em Vila Pompéia, São Paulo, deu-nos a estratégia: a campanha de quotas, onde os amigos doariam com amor uma ou mais quotas para tal aquisição.
 
Em outubro de 2011, para a glória de Deus, e pela instrumentalidade técnica do Pr. Aparecido Donizete Fernandes, a nossa igreja adquiriu uma boa propriedade na Rua Urano, 99, numa rua sem saída, ao pé do Rodoanel Mário Covas, no município de Carapicuíba, que distava dois quilômetros do nosso local original alugado.
 
A inauguração foi maravilhosa, em dezembro de 2011, contando com a presença de muitos amigos e irmãos em Cristo. Na propriedade havia duas casinhas, a primeira usamos para os cultos, a segunda para as nossas atividades sociais.
 
Em 20 de outubro de 2013 o Pr. Vieira veio visitar-nos, pregando a Palavra de Deus. Instou conosco para construirmos uma capela. Não tínhamos recursos. Ele prontificou-se a buscar auxílio com o Pr. Arídio Pinto Barreto. Assim, em dezembro de 2013, conseguimos agendar a vinda de voluntários americanos para a Boas Novas. Mas teríamos que ter muita coragem para encarar uma longa e extensa campanha para angariar recursos, uma vez que seria necessária uma laje que abrigasse a capela de madeira.
 
Lutamos. Muitos irmãos e amigos auxiliaram. Contratamos um empreiteiro. Este, ao iniciar a construção, deparou-se com um problema seríssimo: pedras. Foram necessários 41 viagens de caminhão para retirar as toneladas de rocha que saíram da propriedade. Correndo contra o tempo, contratou-se a fábrica de concreto para cobrir a laje. Imediatamente os americanos vieram e ergueram a capela, inaugurando-a em 31 de maio de 2014. Foi uma festa inesquecível.
 
Infelizmente a empreiteira contratada não deu sequência às obras complementares (banheiros, rampa, concretagem do terreno etc). Em 13/12/2014 uma tempestade caiu sobre o bairro e levou embora o muro de trás da igreja, deixando toda a área aberta. Um córrego fétido passa por lá e precisávamos com urgência reconstruí-lo. Oramos, imploramos a Deus e os recursos foram chegando. Deus nos enviou uma dupla de pedreiros de bem: Zequinha e Clóvis, que fizeram um precioso trabalho. O muro tornou-se uma muralha e eles conquistaram o nosso coração. Decidimos seguir com a obra devagarinho, com a participação deles.
 
Os anos de 2015 e 2016 foram dedicados às obras complementares. Muita luta, quase nenhum recurso, mas experimentamos em cada passo a graça e a misericórdia do Senhor. Concretamos a rampa de acesso ao estacionamento. Depois transformamos a casa 1, que nos servia de salão de cultos, em salas de departamentos. Primeiro fizemos os encanamentos, depois aterramos; construímos paredes. Então fizemos um lindo berçário. Na outra parte erguemos um aposento (quarto e banheiro) e um gabinete pastoral. As mobílias o Senhor nos deu também através dos amigos. Aleluia! No final de 2016 a capela, de madeira, estava cedendo e iria cair no estacionamento. Fizemos então amarrações com cabos de aço em colunas de ferro, fortalecendo a construção. E, por último, por graça do Senhor e a ajuda de muitos irmãos, conseguimos concretar a rampa de acesso à capela, terminando também o contrapiso externo. Aleluia! Infelizmente, no final do ano, mais uma crise: uma tempestade levou parte do telhado do batistério e da sala anexa. Mas o Sr. Zequinha trabalha no momento para refazer aquele espaço e travar as telhas com ferro.
 
E agora?
 
Agora impôe-nos o Senhor o grande desafio: não parar a construção! Ainda falta muito! E o que falta?
 
Precisamos fazer o esgoto da parte inferior à capela, onde será erguida uma cozinha e um salão social. Este salão servir-nos-á de sala de cultos em breve, uma vez que a capela tem prazo de validade e deverá dar lugar a um templo de alvenaria.
 
Precisamos instalar caixas de água em cima do batistério, para servir à cozinha e aos banheiros que faremos na parte de baixo.
 
Precisamos erguer as paredes do salão social e fazer o seu piso também.
 
Precisamos aterrar o estacionamento e concretá-lo, transformando-o num estacionamento/quadra de esportes: quando não houver carros, os nossos jovens podem aproveitar o espaço para o lazer. Além disto, se tudo estiver bem feito, poderemos servir à comunidade com uma pequena creche. No futuro tencionamos erguer o templo em todo o espaço da laje (11 x 19 m), e, consequentemente, erguer dois andares (as sapatas da laje aguentam até 6 andares!), onde teremos salas de escola bíblica e um outro salão. Sonhos! Estes a longo prazo.
 
E por que é uma igreja pequenina? Porque Deus não nos permitiu ainda crescer numericamente, o que não significa que ela não seja uma igreja extremamente viva e atuante: o seu pastor é ativo na literatura, na prédica e nas conferências, e a igreja ativa na ação social e também no ensino bíblico. Neste ano, se Deus quiser, queremos ver o nosso batistério cheio e em uso! Para isso duas ou três equipes evangelizadoras serão montadas, começando as suas atividades em fevereiro.
 
E agora? O que faremos de imediato?
 
1) Esgotos da parte inferior
 
2) Caixas dágua
 
3) Contrapiso do salão social
 
De quanto precisamos?
 
De R$ 20.000,00 (contando mão de obra e materiais).
 
Quanto temos?
 
R$ 600,00, doação de R.G., a quem muito agradecemos!
 
A nossa campanha seguirá fatiada em seus alvos, isto é, vencida uma etapa, entraremos em outra, sem os alvos mensais do ano passado, rompidos por causa da extrema crise financeira que se abateu no país.
 
Eu sei que iremos depositar R$1.500,00 da igreja nos próximos dias, o que aumentará o valor já arrecadado, mas ainda está muito, muito aquém do que precisamos.
 
Por que divulgamos isto? Porque a Boas Novas é uma igreja sui generis: desde o seu nascedouro ela tornou-se uma igreja muito conhecida e amada, mesmo tão pequenina. Do seu púlpito muitas mensagens do Senhor já foram proclamadas; e, além disto, a lisura com que se auto-administra mostra que vale a pena investir em algo que não anda nem em irregularidades e nem em falsos propósitos. Somos 25 membros apenas, mas, para a glória do Senhor, servos do Deus Altíssimo!
 
Foram os amigos do Pr. Wagner e os leitores da internet, tanto do Brasil quanto do exterior, que uniram-se com a igreja e conseguiram os recursos. O fruto é partilhado com todos. E, para a glória de Deus, não será diferente agora: precisamos da ajuda dos amigos!
 
Em nome do nosso Senhor maravilhoso, este pastor, que abre mão de proventos e de oportunidades outras para o progresso desta igreja, pede com muito sentimento: consulte ao Senhor sobre esta questão e partilhe conosco a construção deste esgoto, destas caixas dágua e deste contrapiso do salão social. Quando ajuntarmos R$10.000,00 daremos início a esta construção. Teremos gastos ainda de compromissos anteriores, mas serão diminutos.
 
Pode cooperar? Muito obrigado.
 
Pode orar? Muito obrigado.
 
Não pode cooperar? Muito obrigado também! Não pode orar? Também agradecemos.
 
Um grande e forte abraço no amor de Cristo.
 
Pastor Wagner Antonio de Araújo
sócio 001 da
OPBCB - ORDEM DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRASIL,
sócio 1402 da OPBB - ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO BRASIL,
Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo, Brasil
Rua Urano, 99 - Jardim Novo Horizonte
CEP 06341-480 - Carapicuíba - São Paulo, Brasil
fone/whatsapp do pastor: +5511-996998633 (VIVO)
Nossa fanpage no facebook:

Nossa página na UNIÃONET:
 
Nossas contas, para que os amigos e irmãos contribuam, se assim o Senhor determinar (não desassista a sua igreja local, por favor!)
 
PARA CONTRIBUIR:
BANCO BRADESCO (237)
AGÊNCIA RIO PEQUENO - URBANA SP - 2207-1
CONTA CORRENTE 16627-8
IGREJA BATISTA BOAS NOVAS
CNPJ DA IGREJA 04641377-0001/80
(obs: quando um DOC de outro banco for feito, a agência não tem dígito e a
conta corrente não precisa de hífem).

2a. OPÇÃO - PARA QUEM SÓ TEM ACESSO AO BANCO DO BRASIL
(SE USAR ESTE MEIO, ENVIE UM E-MAIL NOTIFICANDO DATA E VALOR)
BANCO DO BRASIL (001)
AGÊNCIA 4393-1
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ELAINE OKADA DE FARIAS

Uma nova modalidade de contribuição: IBAN (através de Western Union):
BR986 0746 94800 42200 0040 8883 C1
em meu nome (Wagner Antonio de Araújo)

memórias literárias - 395 - A PORTA-BALCÃO DO CÉU

A
PORTA-BALCÃO
DO CÉU


395
O meu quarto tem uma porta-balcão, presente do meu irmão Daniel. Ela dá acesso à varanda, um espaço do tamanho do quarto, coberto por um telhado. Ali há uma poltrona velha, uma mesa, uma cadeira. E a visão geral do meu bairro. Costumo ir ali para ver a chuva, para observar a Rute Cristina, ninha filha, brincar, e, principalmente, para orar a Deus nas madrugadas. Quando eu fecho a porta, uma cortina se estende e ninguém percebe que há algo atrás dali. Quando abro a cortina, vê-se a porta; e, se abri-la, terei acesso ao mundo exterior. Depois que uso a varanda e venho para dentro, fecho a porta e puxo a cortina. É como se uma dimensão se fechasse, disponível sempre que eu quiser. Parece que não está ali, mas está. É só abrir a porta-balcão.
 Creio que a oração é também a porta-balcão do Céu. Através dela tocamos o infinito. Por ela falamos com Deus. Em orar encontramos um outro universo, uma realidade muito superior, acima, belíssima, eterna. A oração abre a porta-balcão do Trono de Deus. Oh, que experiência maravilhosa ajoelhar-se ante a face do Criador, em nome de Jesus Cristo, e adorar-Lhe, celebrando a Sua criação, a Sua sabedoria, a Sua vontade, a Sua soberania! E, então, submissos, buscarmos a Sua glória em nossa vida!
 Na oração o homem toca o Céu. Na oração o Céu baixa à Terra! Na oração as emoções se equilibram, as dores se controlam, a esperança se renova! Na oração encontramos razão para seguir no caminho de Deus e obedecermos à Sua Palavra. Em oração somos capazes de perdoar os nossos ofensores e amar os nossos inimigos. Em oração somos capazes de dar graças pela dor e louvar a Deus pelas provações. E também através da oração podemos celebrar a vitória por antecipação! O dia pode ter sido tumultuado, cansativo, sôfrego e solitário. Mas quando abrimos a porta-balcão da oração, contemplamos a glória do Senhor e a força do Seu profundo e santo amor. E nos encontramos novamente com a paz que ultrapassa a todo o entendimento! A diferença da minha porta-balcão e a porta-balcão do Céu é que a minha fica no quarto de casa e a do Céu pode ser aberta em qualquer lugar, em qualquer hora, desde que queiramos buscar a Deus de coração. Podemos abri-la enquanto trabalhamos, estudamos, nos tratamos de enfermidades ou nos divertimos. Podemos buscar ao Senhor em qualquer local geográfico. Em toda parte a porta-balcão do Céu pode ser aberta. Quando a abrimos, a luz do Céu brilha, o orvalho lá do Alto nos refresca, a brisa mansa e suave da voz do Criador se nos dirige e o Espírito Santo em nós produz o Seu precioso fruto: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Mesmo que ninguém creia que há algo atrás da parede, algum portal para outro lugar, a realidade será uma só: assim como a minha porta-balcão está lá no quarto, a porta-balcão do Céu está aqui junto de nós, pronta para ser aberta. Mesmo que ninguém a veja. Não vejo a hora de chegar em casa para abrir a minha porta-balcão do quarto. Ali vou abrir também, mais uma vez, a porta-balcão do Céu. E você, que tal abri-la agora também? Que Deus nos abençoe.
Pr. Wagner Antonio de Araújo
05/01/2017

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

memórias literárias - 394 - ORAI PELOS ENCARCERADOS


ORAI PELOS
ENCARCERADOS
394
Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo. (Hb 13:3)
 
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. (Mt 25:36)
 
Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção, (2Pe 2:12)
 
A moderna sociedade interpreta a prisão como um meio de ressocialização. Porém, interiormente, o nosso coração clama por punição, justiça. Justamente por falta deste elemento de retribuição é que acontecem diversos crimes e justiça com as próprias mãos, sempre impróprias, desproporcionais e sem moral.
 
As prisões brasileiras estão repletas de pessoas que devem pouco, enquanto muitos dos que muito devem estão ou no poder ou no empresariado. Os valores deste país não são nem justos e nem bíblicos. Honra-se o ímpio e pune-se o justo. Porém, entendendo-se que crime é crime, a prisão separa aqueles que devem e têm que pagar; separa aqueles que são um perigo para a sociedade, pelo menos teoricamente.
 
Mas são prisões horríveis e infernais. Um preso gasta R$1.400,00 de sustento em SP e R$4.200,00 numa prisão tercerizada do Amazonas. São os nossos impostos que pagam essa mantença. Um dinheiro desses poderia prover locais limpos, bem guardados, arejados, seguros, disciplinados, com organização e regras. Contudo, assim como um grande cano cheio de vazamentos, o dinheiro de cada preso irriga a corrupção de tantos, que vivem dos desvios públicos. Ao preso reserva-se gaiolas abarrotadas, latrinas imundas, salões insalubres, servidores inseguros e despreparados e uma ampla liberdade de circulação de gente e comunicação com o crime exterior das cadeias. Ou seja: o preso está apenas alocado na cela; mas continua em plena atividade criminal. No exterior um preso precisa usar telefone público e em frente de servidores públicos; aqui eles possuem até rede de comunicação por internet.  Nós, do lado de fora, ficamos perplexos. Eles, do lado de dentro, criam suas instituições paralelas, verdadeiros mini-estados onde celebram suas datas, defendem seus cidadãos e punem os seus inimigos. Ou seja: um poder paralelo que não tem limite. Por esta razão o país está perplexo e agora, através da mídia, expõe publicamente toda a podridão e a dimensão deste mal.
 
Mas, o que os três versículos que citei no início têm em comum com esta meditação?
 
1) O Apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, ordena aos cristãos para lembrarem-se dos encarcerados e maltratados, e diz que deveríamos sentir a sua própria dor. Que dor? Não estão lá por demérito próprio? Muitos sim, mas outros não. Há gente inocente que está presa. Imaginemo-nos no lugar de um inocente, preso por engano, que é obrigado a submeter-se à submissão animal e ao fétido ambiente prisional para não ser morto. Um pai de família injustiçado, um jovem confundido, um perseguido por racismo, um jurado de morte no bairro onde vivia. Deus diz que devemos orar por eles. E pelos outros, pelos que merecem estar lá? Também orar, pois, atrás de toda essa bárbara satanização de vida, existe um resto da imagem original de Deus no coração de cada homem. E, se despertados em seu entendimento e em sua morte espiritual, poderão ter um autêntico encontro com Deus, uma transformação radical de vida. Poderão tornar-se novas criaturas e serem transformados nas celas. Libertados na prisão!
 
2) Jesus diz que esteve preso e que foram vê-lo. Quando esteve preso? Ele mesmo responde: quando fizermos isso por alguém, teremos feito a Ele. Como comparar Jesus a um marginal encarcerado? Não há comparação. A aplicação é outra: com o mesmo amor com que faríamos uma visita ao Senhor Jesus, deveríamos também nos ocupar e visitar um aprisionado, levando a ele uma atitude de autêntico amor. Porém, com critério e com cuidado, para que não nos tornemos reféns de atitudes nobres, mas imprudentes. Visitar Jesus na prisão é não esquecê-los como se fossem restos depositados num chiqueiro. Pensar e visitá-los é encaminhar a eles a mensagem de Cristo, os cuidados de Cristo, o amor em prática através de cuidados, de ajuda, de solidariedade com a família sofredora. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Se fizermos isso como que para Jesus, faremos com amor. E Jesus disse que entenderá ser para Ele mesmo que fizemos.
 
3) Os blasfemos, violentos, maus, perecerão. Sim, é o que a Bíblia promete. Muito além da justiça humana, que é falha e imperfeita, a justiça divina saberá punir para sempre e de forma exemplar aquele que possui maldade intrínseca à sua natureza. Pessoas que não apenas matam, mas degolam, arrancam o coração, desossam, cospem, fazem vazar as entranhas, riem, se divertem a jogar futebol com a cabeça de um inimigo, tudo isso virá a juízo diante do Grande Trono Branco, onde o Justo Juiz impetrará a sentença final: a perdição eterna no lado de fogo e enxofre, onde o seu bicho não morre e onde o fogo nunca se apaga. Sofrimento eterno, não aniquilação eterna. Será terrível, horrendo, monstruoso, mas a Justa Justiça saberá dosar, impetrar, punir e fazer imperar a vontade do Criador. Nós sabemos quem são essas pessoas? Não. E por que não? Não são os que são cruéis? Sim, mas até um cruel pode ser, subitamente, alcançado pela luz do Céu e converter-se dos seus maus caminhos. Até um ímpio por completo pode ser transformado numa nova criatura, num novo nascido, num salvo pelo sangue de Cristo. O Apóstolo Paulo afirmou: Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. (1Tm 1:15).
 
Lembremo-nos que José do Egito foi um presidiário. E alí na prisão Deus usou a sua vida, tirando-o de lá e transformando-o no primeiro ministro do Egito. Daniel, o profeta, também; foi salvo da boca dos leões. Pedro, Paulo, João, Barnabé, Silas, todos foram encarcerados e diversos deles morreram decapitados, queimados, morreram na prisão. Mas eram crentes e luz para a glória de Deus. Há gente do Senhor nas prisões horrendas deste país. E nós devemos orar por eles. Orar e sustentá-los espiritualmente. Corresponder-nos com eles. Se possível, visitá-los. Apoiar o trabalho de missionários que se dedicam a levar o evangelho aos encarcerados. Buscar a justiça para os que ali sofrem injustamente. E clamar para que os ímpios e violentos criminosos sejam salvos pelo sangue de Jesus Cristo, fazendo chegar às mãos deles, aos ouvidos deles a Santa Palavra de Deus, única espada de dois gumes, capaz de converter um criminoso de seus erros e pecados.
 
Nesta semana triste para o Brasil, quando sessenta presos foram decapitados em Manaus por outros prisioneiros de grupos rivais, quando pensamos no grave problema prisional que vivemos como nação, pensemos nesta imensa população carcerária e elevemos aos céus as nossas preces, as nossas orações, em favor dos prisioneiros, para que os que lá estão injustamente sejam libertados, para que os convertidos do Senhor sejam protegidos e aguentem a difícil vida carcerária e para que os ímpios e criminosos, possuídos pelo Diabo, sejam libertados e transformados pelo poder de Deus.
 
Não nos esqueçamos do que o Senhor Jesus citou, em cumprimento ao Seu próprio ministério messiânico:
 
O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; (Is 61:1)
 
 
Wagner Antonio de Araújo

05/01/2017

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

NEM-NEM CRENTE: ACORDE!




"NEM-NEM"
CRENTE:
ACORDE!
393
Minha esposa disse que há um nome técnico, usado pelos sociólogos, para definir grande parte da atual geração de jovens entre 15 e 25 anos: NEM - NEM: nem trabalham, nem estudam. Vivem dos benefícios dos seus pais, ou de bolsas geradas pelo sistema de dependência pública de várias categorias. Resultado: uma geração de incapazes, ineficazes e eternos dorminhocos.
 
Não são poucos os pastores que partilham comigo, dizendo que os adolescentes de sua igreja e os jovens em início de faixa etária, não querem nada com nada. Vivem a jogar videogame, a navegar na internet, a postar nas redes sociais, a assistir futebol e tv. São jovens que não lavam uma louça, não limpam uma casa, não cortam a grama, não colocam o lixo na rua, não arrumam a cama, não mantém em ordem os seus armários, não fazem nada!  E os pais, hiperprotetores, dão as mais variadas desculpas para tentar tapar o sol com a peneira: não há vaga para jovens no mercado de trabalho; ele está cansado; ela ainda não conseguiu arrumar um tempo etc.
 
Grande parte destes preguiçosos são membros de nossas igrejas. Para os rapazes, se quiserem fazer alguma coisa na igreja, será tocar guitarra, bateria ou virar vocalista de bandas gospel ou grupos de louvor. Sem criticar grupos de louvores eclesiásticos, muitos destes rapazes só vão à igreja para os ensaios e participam do culto enquanto tocam. Depois saem e vão namorar, jogar conversa fora na porta do templo ou mexer no celular. As meninas vão para os grupos de coreografia. Infelizmente os pastores deixaram de pregar todo o conselho de Deus e permitem essas discrepâncias em seus cultos (Deus nunca pediu ou insinuou que desejaria ser adorado com danças; as entidades malignas e o paganismo sim!). Inventam o suposto ministério de danças e dedicam-se a expor-se em público, sempre muito bem maquiadas, mas, terminado o ritual, saem também para namorar ou fazer a mesma coisa que os rapazes. Não frequentam escola dominical, não fazem discipulado, não lêem bíblia, não fazem nada. Em casa não tomam parte de nada, além de usufruirem de tudo. Há jovens e adolescentes que só vão à igreja de carro, e, se de ônibus, têm que ter a companhia de alguém mais velho. Deus do céu, que geração é essa? Não sabem fazer uma conta de cabeça, não sabem ler ou escrever, não testemunham do Senhor!
 
Aliás, que testemunho tem um jovem crente de vinte anos que não sai da cama? Que testemunho tem uma menina crente que só usa os pais e a casa e nada constrói? Estudam o básico no colégio e depois exilam-se em seus quartos, pois ficam cansados de procurar alguma coisa para fazer ou um trabalho para se dedicar.
 
Velhos tempos de União de Mocidade e União de Adolescentes! Tempos em que jovens de 14 anos saíam pelas ruas a entregar folhetos, a celebrar cultos ao ar livre! Tempos em que os domingos eram consumidos na igreja e a condução eram os próprios pés! Geralmente esses meninos e meninas estudavam muito. E trabalhavam também! Trabalhavam durante o dia e estudavam à noite. E encontravam tempo para ajudar na igreja, para lecionar na escola dominical, para cantar no coral, para sair e fazer evangelização, para participar de intercâmbios, para as vigílias de oração e para participar de congressos. Música? Aprendiam como podiam: vendo outros tocarem, comprando métodos na banca de jornal, tentando sozinhos, fazendo os próprios instrumentos. E o que viraram quando cresceram? Gente que formou as famílias e encontrou o seu próprio caminho. Gente que ao testemunhar de Cristo mostrava que um cristão tinha iniciativa, tinha vontade própria, tinha ideais, tinha ambições, tinha sonhos e corria atrás de sua realização.
 
Você, que me lê, é um jovem NEM-NEM? Talvez nem soubesse que o tipo de vida que vive é uma anomalia. Mas é e se chama PECADO. Deus não nos deu a vida para privar-nos do trabalho, do progresso, do desenvolvimento, do crescimento. Lembre-se de que muitos outros jovens gostariam de ter as facilidades que você tem e vivem em lugares inóspitos e absolutamente violentos. As oportunidades que você recebeu deveriam fazer valer a pena estar onde está. Mas do jeito que leva a vida você será um perdedor em breve. Os seus pais não durarão para sempre e o salário deles irá acabar. Você precisará trabalhar e, sem um ideal ou um preparo, terá que fazer o que aparecer, e geralmente não será algo nem agradável e nem bem remunerado. No final lamentará ter sido um ser sem iniciativa e viverá o resto da vida a contabilizar os prejuízos. Ainda mais: Deus não terá se agradado da vida que leva, pois não nos criou para a inatividade, mas para o serviço e a glória d'Ele. O Cristo que você apresenta como alguém sem iniciativa não cativa nem um mosquito, quanto mais outro pecador.
 
Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio. (Pv 6:6)
 
Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? (Pv 6:9)
 
Como vinagre para os dentes, como fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam. (Pv 10:26)
 
O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam trabalhar. (Pv 21:25)
 
Esse não é o tipo de vida que Deus planejou para você. Não importa se os seus pais o criaram assim ou se as oportunidades não lhe aparecem. Você tem que se despertar! ACORDE!
 
Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. (Ef 5:14)
 
Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato os esgota. (Pv 21:20)
 
As palavras dos sábios devem em silêncio ser ouvidas, mais do que o clamor do que domina entre os tolos. (Ec 9:17)
 
Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo. (1Co 15:10)
 
Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também. (2Ts 3:10)
 
Seja da geração NEM-NEM, mas reinterpretada: NEM PREGUIÇOSO, NEM DESANIMADO.
 
Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. (Fp 4:13)
 
Cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços. (Pv 31:17)
 
E disse: Não temas, homem muito amado, paz seja contigo; anima-te, sim, anima-te. E, falando ele comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu senhor, porque me fortaleceste. (Dn 10:19)
 
Que Deus nos abençoe!
 
Wagner Antonio de Araújo

04/01/2017