domingo, 3 de janeiro de 2021

memórias literárias - 1153 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 09 - A FÉ QUE PREPARA PARA A MORTE

 memórias literárias - 1153 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 09 - A FÉ QUE PREPARA PARA A MORTE

 

1153

 

Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. Estamos a refletir sobre A FÉ QUE FAZ VIVER. A morte, contudo, é uma realidade na história de todo ser humano. Assim, pensaremos hoje na FÉ QUE PREPARA PARA A MORTE.

 

Temer a morte é unanimidade para todo mortal. Alguém já disse que para morrer basta estar vivo. E ninguém, em sã consciência, deseja morrer. Sabemos que há moribundos sofredores que, por causa de dores agudas, desejam a morte para evitar tanto sofrimento. Mas não é algo que, em sã consciência e em condições naturais, desejariam. Também sabemos de gente desiludida e depressiva, humilhada e derrotada, que não encontra mais motivo para estar viva e suicida-se. São fatos lamentáveis, mas existem.

 

Será que a fé nos prepara para a morte? Infelizmente o ufanismo da mentira propaga por toda a parte que a verdadeira fé apenas traz vida e vitória, cura e prosperidade, felicidade e realização. Eles escondem a verdade, pois a nossa vida não é uma música de nota única. Há, como numa sinfonia, um momento de alegria; outras tantas, de rotina e, ainda outras, de tristeza. São os alegros, os intermezzos, os ma non tropo etc. A vida é uma sequência. E a morte continua a existir. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. (1Co 15:26). Esse dia ainda não chegou. Quando chegar poderemos cantar com toda a realidade: Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? (1Co 15:55). Cristo morreu também. Mas Ele, como a primícias dos que dormem, ressuscitou e saiu vivo dentre os mortos. A sua promessa foi clara para todos os crentes: Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. (Jo 6:40).

 

Já vi muita gente morrer nestes meus 52 anos de vida. Vi gente desesperada, aguardando o encerramento de seu tempo. Carregadas por pecados, com a consciência pesada e incapazes de consertar os estragos, temiam a hora derradeira. E morreram com gritos de desespero. Já vi gente que morreu acidentada, esfacelada, com o corpo esmagado. Em contrapartida, vi gente que morreu com a mais gloriosa paz do Senhor. Um destes servos morreu em meus braços. Eu era pastor da Igreja Batista em Bela Vista, em Osasco, SP. O irmão Antonio, esposo da irmã Isabel e pai do irmão Dival, havia sofrido derrames e já não respondia a medicamentos. Estava inerte no sofá. Todos sabiam que sua hora era chegada. Fui visitá-lo. Cantei, orei, confortei a irmã Isabel e saí. Na escada eu senti forte desejo de voltar. Voltei. Os presentes não entenderam. Então fui até o irmão Antonio, coloquei a mão sobre a sua cabeça e orei, dizendo: “Senhor, graças te dou pela vida do Teu servo!”. Ele, em coma, abriu os olhos, olhou-me, olhou a sua esposa, deu um sorriso e faleceu. Todos ficaram perplexos, inclusive eu. Ali estava um homem cuja fé preparou-o para a partida.

 

Basta olharmos a Bíblia para vermos a maneira dócil com a qual os servos do Senhor enfrentam a morte. Jacó chamou seus filhos, abençoou-os e partiu para o Senhor. O Rei Davi deu conselhos a Salomão e partiu para Deus. Simeão, ao contemplar Jesus bebê, disse: “Agora despede em paz o Teu servo, Senhor, pois os meus olhos já contemplaram a Tua salvação!”. O crente está preparado para morrer. O crente não tem preocupação com o Inferno, pois Jesus Cristo levou sobre Si os seus pecados e agora não há mais fatura em seu nome. Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. (Jo 5:24). O Apóstolo Paulo, falando sobre morte, diz: Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. (Fp 1:21). Prestes a falecer, ele afirmou: Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. (2Tm 4:8). E o Senhor afirma no livro de Apocalipse: E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem. (Ap 14:13).

 

A fé em Cristo traz paz. Paz para viver e paz para morrer. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz (Jo 16:33). Assim diz a Escritura Sagrada: Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos; (Rm 6:8).

 

A fé verdadeira não nos faz apenas vitoriosos em vida, cheios de ânimo, alegria e determinação para viver. Ela nos prepara de forma tranquila e completa para a morte, para o fim de nossa jornada. Nós não passaremos sós pela morte. Os amigos vão até a beira da sepultura em nossa companhia, mas o Senhor Jesus Cristo nos acompanha, nos leva e nos recebe na glória do Seu Reino eternal. Ao ladrão arrependido, crucificado ao Seu lado Ele disse: E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso. (Lc 23:43). Para o Paraíso iremos também, se crermos em Jesus Cristo de todo o nosso coração.

 

Que Deus abençoe a cada ouvinte, firmando-se na fé em Cristo, obtendo dEle uma vida produtiva e uma morte tranquila. Amém.

memórias literárias - 1152 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 08 - A FÉ QUE CURA

 memórias literárias - 1152 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 08 - A FÉ QUE CURA

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Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. Falar sobre a fé é um grande desafio e nesta série, intitulada A FÉ QUE FAZ VIVER, queremos meditar sobre A FÉ QUE CURA.

 

Deus tem todo o poder no céu e na Terra, nós todos sabemos. Também sabemos que o homem pecou contra Deus e, em decorrência do pecado, o seu corpo tornou-se mortal. Assim, as enfermidades passaram a fazer parte de seu quotidiano. Também sabemos que um dos sinais do Messias, nos dias em que peregrinou sobre a Terra era levar sobre si as nossas enfermidades, profecia inteiramente cumprida naqueles dias: Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças. (Mt 8:17). Torna-se sumamente importante considerar isto como um dos sinais messiânicos e não como uma promessa de cura de qualquer enfermidade na vida do crente. Se assim fosse as pessoas viriam ao Senhor por mero interesse físico. Além disto renegaríamos todas as experiências de enfermidade que foram registradas posteriormente àquele momento. Eu explico.

 

Jesus Cristo sinalizou ao povo de Israel que seria o Messias. O cumprimento das profecias do Velho Testamento era o sinal de reconhecimento. Andar no meio do povo, como o pastor no meio do rebanho, e levar as enfermidades da população era um destes sinais. E isto Ele fez. Quando João o Batista pediu para que Jesus dissesse se de fato era o Messias, Jesus assim disse: Respondendo, então, Jesus, disse-lhes: Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho. (Lc 7:22). Logo, curar as enfermidades, expulsar demônios e anunciar as boas-novas era sinal de ser Ele o Messias prometido. Amém. Mas, com isto estaríamos dizendo que Jesus não cura as enfermidades?

 

Ele cura sim! E como cura! Mas não cura todas as doenças e disso temos registro no Novo Testamento. O Apóstolo Paulo era um homem enfermo, conquanto tenha sido usado por Deus para curar inúmeras enfermidades. Duas expressões dele mostram isso. Qual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis. (Gl 4:15). Depois, no final de cartas, ele diz: Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão. (Gl 6:11). Paulo tinha problemas oculares. Sobre Timóteo, seu filho na fé, ele diz: Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades. (1Tm 5:23). Timóteo tinha problemas estomacais. Se Cristo curasse a todas as enfermidades, Paulo e Timóteo seriam certamente sãos em seus corpos. E por que não o eram? Porque há enfermidades que Deus não cura e os Seus propósitos são maiores do que os nossos. Conquanto não saibamos exatamente ao que se referia, Paulo pediu a Deus que tirasse dele o Espinho na carne. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. (2Co 12:9). Tiago, o meio-irmão de Jesus Cristo, ao pastorear a igreja primitiva, detectou enfermos em sua congregação e assim orientou: E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. (Tg 5:15).

 

Sou um testemunho vivo do poder de Deus para a cura de um corpo. Mas também testifico que convivi por mais de trinta anos com uma dura enfermidade cardíaca. Aos dezessete anos fui desenganado. Minha mãe foi orientada a adquirir um caixão para o meu sepultamento. Isto foi em 1982. Tomei 24 comprimidos diários por décadas. E subitamente, sem que eu percebesse, algo acontecera: eu não necessitava mais do remédio. Em exames minuciosos detectou-se que o meu coração tornara-se perfeito e que não havia mais sintomas dos defeitos físicos que tive. Como isso aconteceu? Pela vontade soberana de Deus. Jó ficou doente por algum tempo, mas quando o propósito de Deus para a sua vida foi cumprido, Ele o curou.

 

A verdade é que, curados ou sãos, os nossos corpos envelhecem e morrem. Mas a promessa bíblica é clara: Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. (2Co 5:1). Quando ressuscitarmos teremos corpos imortais e incorruptíveis, como o de Jesus. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. (1Jo 3:2). Assim, Deus pode curar as enfermidades que quiser. Mas se não as curar, que sejamos gratos, pois Ele tem um plano para as nossas vidas. Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. (Jo 13:7).  

 

O ouvinte está enfermo? Clame a Deus. Ele pode curá-lo. Se não o fizer, louve-O até no meio da enfermidade. Pois Deus se agrada de servos que o glorificam. Que Ele nos abençoe.  Amém

memórias literárias - 1151 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 07 - A FÉ QUE RESGATA

 memórias literárias - 1151 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 07 - A FÉ QUE RESGATA

 

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Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo.  Temos dirigido uma série de meditações bíblicas sob o tema A FÉ QUE FAZ VIVER. Hoje desejamos falar sobre A FÉ QUE RESGATA.

 

Não são raras as vezes em que a nossa fé é colocada em xeque. Xeque é uma situação de quase perda num jogo de xadrez. Xeque-mate é o fim do jogo. O crente verdadeiro pode ficar em situação bem difícil, mas o xeque-mate nunca é do inimigo. Assim diz a Escritura: Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal. (Pv 24:16). Algumas vezes nos desanimamos bastante. Talvez por uma oração cuja resposta não foi a que esperávamos. Talvez por um plano que afundou no meio de sua execução. Outras tantas por uma esperança que se desvaneceu pela passagem do tempo. Não importa.

 

Nós estamos sujeitos a enfraquecer na fé. Quem nunca teve uma experiência assim? Eu orei para que Deus curasse a minha mãe no hospital, mas ela não foi curada. Eu orei para que relacionamentos dessem certo, mas eles sucumbiram. Eu pedi a Deus a cura de meus constantes problemas cardíacos, mas até então eles não tinham sido curados.

 

Se folhearmos as páginas bíblicas encontraremos servos e servas de Deus atravessando vales sombrios de grande provação. Jó era um homem muito rico. Ele temia a Deus. Mas por força e influência de Satanás acabou por perder tudo: perdeu os bens, perdeu os filhos e, finalmente perdeu a saúde. Satanás queria que ele tivesse perdido mais alguma coisa. Ele disse, pela boca da esposa: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre. (Jo 2:9). Ele não sucumbiu! Pelo contrário, disse o seguinte: Ainda que ele me mate, nele esperarei;(Jo 13:15). Davi teve inúmeros problemas, principalmente depois de ter pecado contra o Senhor. Natã, o profeta, veio trazer-lhe a sentença de condenação pelo seu grave pecado de adultério e de homicídio. Poderia Davi ter sucumbido diante disto. Mas, em lugar do desespero, teve arrependimento e assim falou: Então disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR perdoou o teu pecado; não morrerás. (2Sm 12:13). Timóteo, o jovem pastor e filho na fé do Apóstolo Paulo, estava desanimado. Paulo, usado pelo Senhor, assim se expressa: Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das minhas mãos. (2Tm 1:6).

 

Deus nos restaura quando caídos estamos! A tempestade surge, as difíceis horas de provação aparecem. Mas aquele que confia em Deus aguenta firme, mesmo que ferido e machucado. O crente consegue vencer as lutas e as provações. Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. (1Co 10:13). As dificuldades na vida do crente aparecem para melhorá-lo, para prova-lo, para fazê-lo sair da batalha muito mais qualificado. Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo; (1Pe 1:7).

 

As minhas provações da fé foram preciosas. Daniel, meu irmão, e eu oramos para que Deus curasse a nossa mãe. Jejuamos, clamamos, imploramos. Até que percebemos que Deus desejava fechar a sua biografia com chave de ouro e entregamos a decisão ao Senhor, que sabia melhor do que nós o que fazer. Mamãe partiu. Hoje somos gratos pela mãe exemplar e maravilhosa, recolhida por Ele aos 75 anos de idade.

 

Antes de me casar eu sonhei com relacionamentos que não deram certo. Eu havia feito de tudo para conseguir um matrimônio, mas as coisas sucumbiam e eu continuava solteiro. Quando mamãe faleceu eu resolvi renunciar ao desejo de ter uma família e acreditar que Deus sabia o que era melhor para mim. E louvei-O por tudo, até pela solidão. Ele, então, decidiu mudar o meu futuro e deu-me a melhor esposa que um homem poderia ter. Com ela deu-me dois maravilhosos filhos, que são a minha joia. Se não desse eu O louvaria do mesmo jeito.

 

Por fim, fui um paciente cardíaco de altíssimo risco desde os dezessete anos. Tomei 24 comprimidos por dia por décadas. Estive para morrer no hospital com infecção generalizada. Nos últimos anos o laboratório que fabricava o meu remédio o descontinuou. E agora? Orei e entreguei tudo a Deus. Minha esposa pediu que eu fizesse um exame minucioso. Ali, mostrando as minhas enfermidades e contando a minha história, deixei o médico perplexo. Ele me falou: “Não duvido de sua palavra ou de laudos. Mas o que vejo no senhor é um coração de um jovem de dezoito anos que nunca teve qualquer enfermidade!” Deus havia me curado! Aleluia!

 

Prezado ouvinte, Deus soergue aquele que está caído e desanimado. Deus lava o coração e a mente do que mergulhou no pecado. Deus mostra um caminho novo e dá uma direção nova a quem se submete a Ele. Como diz o hino, “Se a fé por vezes falta, quando o sol não posso ver, a Jesus eu digo, humilde: oh, vem meu piloto ser!” Sim, que Jesus seja o nosso piloto e que Ele nos abençoe. Amém.

memórias literárias - 1150 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 06 - A FÉ QUE TRANSFORMA

 memórias literárias - 1150 - A FÉ QUE FAZ VIVER - 06 - A FÉ QUE TRANSFORMA

 

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Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo.  O tema que consideramos nesta série é A FÉ QUE FAZ VIVER. E hoje quero iniciar com a seguinte pergunta: será que A FÉ TRANSFORMA?

 

Com toda a certeza. Não a fé instrumental, meramente humana, a suposta neurolinguística. Não é pelo repetir de frases ufanistas e encher-se de mentiras que as coisas acontecerão. Há uma religião oriental que diz ao seu adepto para repetir inúmeras vezes que não há doenças. Acontece que todos os seus membros morrem e a morte é fruto de um corpo doente. Conheci pelo menos três destes religiosos que morreram tristemente com câncer avassalador e repetiam desesperados: não estamos doentes.  Mentir não é fé. Mentir não transforma.

 

Também não é transformar-se num ser adaptado a determinado rito religioso. Não é por vestir-se de monge que alguém o é. Também não é por pertencer a determinado grupo religioso que alguém automaticamente transformou-se em um verdadeiro transformado.  Não se mede uma transformação pela casca, mas pela polpa. Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração. (1Sm 16:7).

 

A transformação é um fenômeno que acontece no coração de quem crê em Jesus Cristo como Salvador e é exposto à influência da Santa Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Não há fé verdadeira sem a Bíblia. Hoje vemos inúmeras igrejas com supostas revelações ridículas, enquanto ignoram o que a Bíblia ensina em suas páginas. Mas no meio dos crentes perseguidos a situação é muito diferente. Em certo país os crentes se encontram na rua, sinalizam-se mutuamente e trocam papéis escritos à mão, com versículos da Bíblia copiados. E assim, com pedacinhos de papel, eles vão decorando as Escrituras Sagradas, que são proibidas naquele país comunista. Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho. (Sl 119:105). É na Bíblia que encontramos a voz de Deus. Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. (Hb 4:12). Quando uma igreja prega com fidelidade a Bíblia o povo é confrontado com os seus pecados e tem a experiência de transformação. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; (2Tm 3:16). Mas quando um púlpito prega a filosofia, teologia, política ou auto-ajuda (e quantas igrejas estão a fazer isso), não há transformação. Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam. (Pv 15:22), considerando-se que conselho, aqui, é a orientação divina.

 

A fé transforma o coração. Diz assim: O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate. (Pv 15:13).

 

A fé transforma a consciência. Não encobrimos mais os pecados de outrora e não vivemos mais na prática do pecado. Agora experimentamos nova vida, gerada por Jesus Cristo em nosso coração. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (1Jo 1:9); E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; (At 2:38)

 

A fé transforma a conduta. E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade. (Ef 4:24). As obras e a bondade não salvam a ninguém, mas são o resultado da atuação divina sobre o nosso coração. Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, (Gl 2:16). Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. (Ef 2:10). Se, por um lado as obras não salvam, por outro lado elas expressam a transformação que há na pessoa de Jesus quando Senhor da existência humana!

 

Por fim a fé transforma o destino. Antes o incrédulo iria ao Inferno, um lugar terrível e eterno, que culminará no Lago de Fogo e Enxofre. Agora, liberto do pecado e da condenação da alma, será salvo e irá para o Céu, onde morará com Cristo e definitivamente estará na Nova Jerusalém, que de Deus descerá do Céu. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. (Jo 14:3).

 

Prezado ouvinte: uma fé que não gera mudanças radicais na conduta, na fé, na consciência não é a fé verdadeira. Para a fé ser verdadeira ela tem que habitar no coração. Ela tem que destronar o eu e libertar o crente de seus pecados e da vida pregressa. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (Jo 8:32). Para experimentá-la é necessário fazer duas coisas: arrepender-se de seus pecados e pedir a Jesus para ser o seu Salvador. Por que não fazê-lo agora? Que Deus lhe abençoe. Amém.

memórias literárias - 1149 - O VALOR DE UM LAR CRISTÃO - 13 - O FRUTO DE UM LAR CRISTÃO

 O VALOR

DE UM LAR
CRISTÃO
 
13.   O FRUTO
DE UM LAR
CRISTÃO
1149
 
 
Olá, aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. Hoje encerramos as nossas reflexões sobre O VALOR DE UM LAR CRISTÃO. Há inúmeros outros temas sobre este assunto, mas nos restringimos aos abordados nesta série. Eu gostaria de afirmar que há frutos para quem se decide a ter de fato um lar cristão segundo o coração de Deus.
 
Isaías foi enviado à casa de Jonadabe, que era filho de Recabe. Ali, por ordem divina, convidou-os a beberem vinho. Eles, então, responderam: “Jamais beberemos, pois Recabe ensinou ao nosso pai Jonadabe e nós seguimos os seus ensinamentos”. Isto está em Jeremias 35. Deus estava frisando a obediência que os recabitas tinham com a palavra do seu ancestral, diferentemente de Israel, que não valorizava a palavra do seu Deus. A cena comprovou que Jonadabe e Recabe foram extremamente bem sucedidos na edificação de suas famílias. Eles transmitiram valores que perduraram por gerações.
 
Um lar cristão transmite valores eternos. Filhos de verdadeiros pais crentes não têm dificuldade de crerem em Deus, pois viam com os próprios olhos a realidade de Deus na história de seus pais. Eles acompanharam as lutas, as dificuldades, as lágrimas que derramaram ao longo do tempo. Mas também observaram a seriedade com que seguiam as orientações da Bíblia Sagrada, a Lei de Deus. Eles enxergaram em seus pais uma fé verdadeira, legítima, não um blefe ou uma religiosidade vã. Um lar cristão verdadeiro imprime no coração dos filhos um bem eterno. Esses novos homens e mulheres sairão a constituir os seus lares com a consciência de que Deus é real e que deve ser temido em todo o tempo da vida.
 
Um lar cristão prepara filhos para o amanhã. Sim, porque num lar cristão todos trabalham. Os filhos são ensinados desde pequeninos a fazerem as suas tarefas, a ajudarem os pais, a compartilharem do que têm, a serem solícitos em seus estudos, dedicados em suas atividades. Num lar cristão a preguiça e a falta de iniciativa são banidas e todos possuem responsabilidades. Portanto, quando adultos forem terão grande facilidade em formar as suas próprias famílias, seguirem com os seus próprios negócios, estudarem em suas áreas de interesse e construírem o seu próprio patrimônio.
 
Um lar cristão promove o amor e a comunhão. Dentro de casa se aprende a perdoar quem se ofende. Em casa se aprende a ceder a vez, a ajudar a quem precisa, a obedecer os mais velhos, a respeitar os idosos, a dar honra a quem honra. Em casa se aprende a comportar-se numa mesa de refeição e a buscar o melhor para o próximo. Em família se aprende a valorizar as virtudes a e lutar contra os defeitos. Em casa se aprende a não dormir com o coração magoado, nem a deixar a raiz de amagura dominar a alma.
 
Um lar cristão prepara a família para propagar a fé. Em casa se aprende a seriedade do céu e do inferno. Em casa se faz a decisão ao lado de Cristo e se propõe a segui-Lo. E em casa é transmitida a necessidade de se pregar o evangelho para quem não teve a chance de ser criado com essa riqueza chamada Bíblia. O ardor missionário começa num lar que ama ao próximo e que deseja a salvação de todos, como Deus.
 
Um lar cristão equilibra a vida humana. Em casa há trabalho, mas também há diversão, há lazer, há momentos lúdicos e há hora para o pranto e para a dor. Em casa se aprende a vivenciar todas as emoções e também a ter controle sobre elas. Em casa se aprende a celebrar o nascimento de um bebê e a chorar o passamento de um familiar. Em casa se reparte um prato de comida com quem precisa e se auxilia um ao outro na conquista de seus desafios.
 
Por fim o lar cristão é a solução para o mundo moderno. Deus ama a família e a constituiu para que nela fossem gerados os valores que norteariam a construção de uma sociedade que Lhe agradasse e que fizesse brilhar a beleza do ser humano que criou. Infelizmente o pecado turbou esta sociedade e o mundo inteiro jaz no Maligno. Contudo, pelas poucas famílias verdadeiramente cristãs, que ousam viver uma contracultura, que instam em obedecer aos mandamentos do Senhor, que não temem as críticas e nem as perseguições e que semeiam a paz, o amor e o temor ao Senhor, Deus ainda tem piedade deste mundo. Não será para sempre, porque o juízo divino virá. Mas quem a Ele temeu terá a sua recompensa. O bom pai, a boa mãe, o bom filho, o bom marido, a boa esposa, serão lembrados com honra e receberão do Senhor as recompensas devidas, porque fizeram exatamente aquilo que o Senhor tencionava ao criar a primeira família, Adão e Eva. Conquanto eles tenham pecado, Deus trouxe o Novo Adão, o Senhor Jesus Cristo, o Filho dos filhos, o exemplo em tudo, colocando-o junto de um pai adotivo exemplar, José, e de uma mãe humana maravilhosa, Maria, que proveram a Ele um maravilhoso lar alicerçado em Deus.
 
Que sejam assim também os nossos lares e que Deus salve a família! Que Deus a todos abençoe. Amém.!
 
F I M.
 
Wagner Antonio de Araújo

memórias literárias - 1148 - O VALOR DE UM LAR CRISTÃO - 12 - AS FÉRIAS EM FAMÍLIA

 O VALOR

DE UM LAR
CRISTÃO
 
12.   AS FÉRIAS
EM FAMÍLIA
1148
 
Olá, aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. Esta é a penúltima meditação desta série, cujo foco é O VALOR DE UM LAR CRISTÃO. Já analisamos diversos aspectos da vida em família e do papel de cada um em seu contexto. Hoje quero meditar sobre a importância das férias para a felicidade da vida.
 
Infelizmente nem todos podem tirar férias, tendo em vista agendas diferentes entre marido e mulher ou mesmo pelas férias escolares serem interrompidas por greves inúmeras que acontecem nos meios públicos do Brasil. Alguns não reúnem condições econômicas suficientes para desfrutar de um pequenino descanso. Mas pensemos de forma ideal, mesmo que não tenhamos um mês inteiro para desfrutar. Alguns dias bem vividos valem mais que trinta dias mal aproveitados.
 
Eu mesmo posso me lembrar com muito amor e carinho das viagens que fiz para a Meia Légua, em Cambuí, Minas Gerais. Papai tinha propriedade naquele pedaço de chão onde nascera. Tínhamos lá uma casa e passávamos as férias de janeiro e de julho junto dos meus avós e tios. Quantas recordações guardo no coração! Andava à cavalo, escorregava no morro de terra, banhava-me na cachoeira, corria atrás das galinhas (e outras vezes o galo corria atrás de mim...) Lembro-me também em uma das férias, quando papai nos levou para a praia. Como não morávamos no litoral ir à praia era um evento muito esperado. Aqueles dias de 1974 tornaram-se um patrimônio em minhas recordações de menino! Eu nadei, brinquei, bebi água, empinei pipa, chutei bola, tudo isso e muito mais naquela semana longínqua de 1974!
 
O lazer é importante. Jesus disse aos apóstolos, que estavam cansados com a operosidade do ministério que exerciam junto dEle: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer. (Mc 6:31). O repouso e o descanso é a oportunidade de afiar as ferramentas, diziam os lenhadores. E para a família um tempo de lazer juntos é a grande chance de não se perder a intimidade, o encorajamento, a amizade e o convívio. Certamente que problemas acontecem: um carro que se acidenta, uma tempestade que leva embora a barraca do acampamento, o dinheiro que termina, uma doença inusitada. No momento da crise há um desespero, mas depois se torna uma recordação que, muitas vezes, nos trará até risos e saudades. Quem não se lembra de um tombo, de uma estrada errada ou de uma janta que não deu certo?
 
Pais e filhos podem conviver melhor. Com o corre-corre do dia a dia os pais e os filhos tendem a se ver pouco, somente nas horas de refeição ou nos finais de semana. Nas férias, entretanto, podem estar juntos o tempo todo. É importante que se certifique de não levar o serviço para as férias, ou não deixar a tecnologia invadir o lazer. Férias com um celular às mãos, um playstation  ou um computador o tempo todo ligado não são férias, são apenas mudanças de domicílio. As férias devem ter atividade real em família, entretenimento, movimento, convívio e fé.
 
Mães podem conversar com os jovens filhos e pais podem contar as suas experiências. Podem fazer gostosos passeios turísticos, nadar na praia, andar a cavalo ou caminhar por trilhas. Ou então, se mais abastados forem, ficar numa pousada, num cruzeiro, numa viagem internacional e conhecer lugares maravilhosos. Tudo isso promove a união. Porém, e é importante frisar, devem ser férias sustentáveis, que não gerem dívidas. Primeiro ajuntam-se os recursos, para depois gastar. Tirar férias e pagar a perder de vista não é um bom costume, pois não se pode contar com o ovo antes da galinha botá-lo. A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. (Rm 13:8).
 
A família deve levar Deus nas férias. Com isto quero dizer que o culto doméstico, a comunhão com Deus, a adoração, o cântico e a leitura bíblica devem ser uma constante neste convívio. Se são cristãos devem se comportar como cristãos. O nosso grande interesse na vida é o de agradar ao Senhor, não meramente descansar ou divertir-se. E também que se frise que nenhuma diversão que agrida a Palavra de Deus, cause escândalo ao próximo ou renegue os nossos valores deve ser considerada válida. Baladas, bebedeiras, frequência em locais de depravação, esportes que coloquem em risco as vidas ou eventos de violência não devem constar da programação de férias de nenhuma família cristã.
 
Por fim, as férias podem servir para rever familiares que há muito tempo não se viam. É o tempo de visitar o vovô, a vovó, o titio, a sobrinha. Um tempo de rever a terra onde se nasceu, a igreja onde se criou e a cidade onde estudou. Um tempo de voltar às raízes e de dar graças pela mão de Deus. Férias podem trazer alegria e fortalecimento de nossos vínculos com quem nos trouxe ao mundo.
 
Prezado ouvinte, coloque as férias como atividades importantes para a família, férias sustentáveis e dignas, que promovam a comunhão e a felicidade em família. Ainda que por cinco ou dez dias, serão momentos maravilhosos na presença de Deus. Que Ele nos abençoe. Amém.
 
Wagner Antonio de Araújo

memórias literárias - 1147 - O VALOR DE UM LAR CRISTÃO - 11 - A FAMÍLIA E A IGREJA

 O VALOR

DE UM LAR
CRISTÃO
 
11.   A FAMÍLIA
E A IGREJA
 
1147
 
Olá, aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. O Salmo 122.1 diz assim: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor”. O autor tinha em vista a festa que se fazia quando as famílias rumavam a Jerusalém em busca do Templo do Senhor. Eles iam cantando, alegres, satisfeitos, sorvendo da viagem a cada passo. Ao chegarem a Jerusalém aproveitavam tudo o que havia disponível: a comida, a festa, a visitação aos lugares sagrados, o convívio com os familiares e amigos, as últimas notícias do império, tudo. Então faziam os seus sacrifícios junto dos sacerdotes, que liam as Escrituras Sagradas e rememoravam a vontade de Deus para as suas vidas. Depois de tudo realizado eles voltavam para as suas aldeias, repletos de alegria e felicidade. Foi numa destas viagens que o Senhor Jesus Cristo, então com 12 anos de idade, não retornou com os pais, mas ficou no templo a discutir sobre a Lei de Deus com os doutores. Três dias depois os pais vieram encontrá-lo. Pensaram que Jesus estava com o grupo que seguiu junto para a viagem. Ir à Casa do Senhor era um evento de família!
 
A vida cristã também concede ao crente a doce oportunidade de fazer da igreja um maravilhoso convite à felicidade. Que prazer sentimos ao nos prepararmos pela manhã do domingo para ir à igreja! As crianças acordam cedo, são vestidas adequadamente, tomam os seus lanches e preparam-se para ir. Nós, os pais, verificamos se tudo está em ordem, as malas com as fraldas dos pequenos, roupas para troca, algum lanchinho caso haja necessidade etc. Também nos munimos de nossas bíblias e hinários, além da revista da escola bíblica dominical. Então saímos de casa alegremente, rumando à igreja. Alguns vão à pé, pois ou não têm condução ou moram relativamente próximos. Outros vão de ônibus, de trem, de automóvel, de animal ou de barco. Quando chegam à igreja são acolhidos pelos que já chegaram. Uma festa! Os jovens se reveem, as mulheres colocam suas conversas em ordem, os homens falam sobre as questões do dia a dia, enfim, todos vão entrando. Na Casa do Senhor eles adentram, uns ajoelham-se para orar, outros acomodam as crianças. O culto começa. Ah, a doce harmonia dos céus! Hinos inesquecíveis que enriquecem a alma e edificam a fé. Os momentos de oração, quando todos se lembram de todos e a Deus fazem as suas petições. Então o ministro da igreja lê a Bíblia e traz a poderosa mensagem bíblica. Quanta sabedoria e quanto preparo, iluminado pelo poder do Espírito Santo! Sua palavra vem de encontro às necessidades da congregação reunida. Terminado o culto todos vão às suas classes da escola bíblica dominical, onde aprendem uma preciosa lição da Palavra de Deus. Os jovens estudam sobre os heróis da fé, as mulheres sobre a bênção do lar cristão, os homens sobre a responsabilidade para com a obra do Senhor, os novos crentes aprendem as lições bíblicas iniciais da caminhada na fé. Encerram-se as classes, faz-se o encerramento geral e então algumas igrejas dispensam os seus fiéis, aguardando-os para o culto noturno. Outras juntam as panelas que cada um trouxe ou servem lá mesmo uma gostosa e simples refeição, dando ao povo a oportunidade de maior convívio e de grande comunhão. À noite novos cultos se realizam, desta vez com ênfase em apresentar Jesus Cristo como Senhor e Salvador aos visitantes que forem trazidos. O coral canta, os músicos louvam, a pregação edifica. Ao final do domingo todos voltam para casa repletos de felicidade, cheios de notícias e de fatos a partilhar. Após o banho e refeições, todos vão à cama felizes e gratos porque foram à Casa do Senhor.
 
É claro que a cena que descrevi acima é a ideal, talvez muito real na mente dos cristãos que viveram nos anos setenta a oitenta. Hoje as igrejas mudaram muito e oferecem comida industrializada para o povo: pregações por internet, música enlatada do exterior, pouca comunhão, pouco contato, apenas um "entra, fica e sai", sem que haja muita interação entre os fiéis. É muito triste o tempo em que estamos vivendo. Grandes igrejas tornando-se maiores ainda, e as pequeninas dos bairros a enfraquecerem-se por falta dos crentes de sua própria região.
 
Mas a verdade perene é que estar na igreja é algo que traz saúde para a família. Alí se aprende a Palavra de Deus, também se serve a Deus com os múltiplos dons que o Senhor concede aos Seus. Na igreja há a oportunidade de crescer na fé e aprender a conviver com pessoas diferentes. Filhos que vão à igreja com seus pais são muito mais felizes e têm fé duradoura, ao passo que aqueles que vão obrigados, pois os pais não os acompanham, tendem a deixarem de ir quando se tornarem adultos. E a igreja é o local onde nós vivenciamos em grupo a fé. Jesus Cristo disse: Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. (Jo 13:35). Os discípulos do Senhor devem estar juntos a prestar culto a Deus em amor. E para aqueles que tencionam desistir de congregar o alerta bíblico é real: Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. (Hb 10:25).

Prezado ouvinte: a igreja deve fazer parte de nossa vida em família. Procure uma que siga de fato a Palavra de Deus e vá oferecer ao Senhor o seu melhor, mostrando aos filhos o quanto é bom estar na Casa do Senhor! Que Deus nos abençoe. Amém.
 
Wagner Antonio de Araújo

memórias literárias - 1146 - O VALOR DE UM LAR CRISTÃO - 10 - O CUIDADO PARA COM OS IDOSOS

 O VALOR

DE UM LAR
CRISTÃO
 
10.   O CUIDADO
PARA COM OS
IDOSOS
1146
 
Olá, aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. Um lar não é formado apenas por jovens, mas por idosos também. Nos Estados Unidos da América é comum os adolescentes que chegam à juventude mudarem-se de casa e de cidade, para estudarem em outras escolas e viverem a vida com independência. No Brasil isso não é comum. Em ambos os casos, todavia, os vínculos com os pais não podem, não devem e não são quebrados, ainda que haja distância física. Pais envelhecem, pais adoecem, pais enviúvam e precisam dos filhos que criaram.
 
Infelizmente os cuidados para com os idosos não são gerais. Há filhos que não honram a memória dos pais e nem concedem a eles um envelhecimento condigno e seguro. Pelo contrário, além de tomarem os seus proventos, tentam de toda forma coloca-los num asilo (e muitos deles são depósitos de restos humanos à espera da morte), para tomarem posse da casa onde moram, dos bens que possuem ou viverem a vida do jeito que quiserem.
 
Um cristão verdadeiro não age assim. Infelizmente há cristãos nominais que o fazem, mas renegam a fé. Lembro-me de um asilo que visitei. Uma senhora agarrou-me pelo braço e disse: “Filho, você conhece fulano?” Eu disse que sim, que havia sido meu professor universitário. Ela então falou: “Se você o encontrar, peça-lhe para vir buscar-me, por favor. Ele deixou-me aqui faz um ano e eu tenho a minha casa, as minhas plantinhas, eu estou com saudades do meu lar. Peça para ele vir me buscar!” Essa senhora morreu no asilo. E seu filho era professor de estudos sobre família...
 
Assim diz a Palavra de Deus: Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá. (Ex 20:12). Isto está nos dez mandamentos e é a vontade explícita do Senhor. Filhos devem honrar os pais. Honrar não é apenas responder sim ou não, mas amparar, ajudar, auxiliar, acompanhar, estar presente, ser solidário e jamais abandonar. O Apóstolo Paulo chega a dizer: Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel. (1Tm 5:8). Há pessoas muito boas com quem é de fora, com os estranhos ou com os amigos, mas se esquecem de agir com amor e com dignidade para com aqueles que são de sua família, de sua casa! Paulo, o Apóstolo, diz que aquele que despreza os de sua família tem negado a fé! Há poucos dias ouvi um ministro religioso gabar-se de que ao longo de cinco anos fizera inúmeras viagens para a sua instituição religiosa, mas que, conquanto os pais morassem a poucos quilômetros dali, só os havia visitado por duas vezes, pois a obra de Deus era mais importante do que os seus pais. Quanto engano! Cuidar dos pais faz parte da obra de Deus! Nos dias de Jesus havia filhos que, em nome das ofertas que concediam aos sacerdotes e ao templo, justificavam-se diante da carestia pela qual deixavam os seus pais passarem. Jesus os chama de hipócritas. Vós, porém, dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor... invalidando assim a Palavra de Deus (Mc 7:11,13).
 
Eu acho lindo o meu filhinho de quase dois anos quando está a comer alguma coisa. Basta ele me ver no corredor ou a chegar perto, que se levanta, pega o que está comendo e vem me oferecer com carinho e com determinação. Isso me emociona. Eu me pergunto; “Quando crescer, continuará assim?” Eu espero que sim, pois esse é o exemplo que todos em casa dão uns para com os outros. Devemos investir na solidariedade, no repartir o que temos pelo bem dos demais. Devemos ser generosos, bondosos, sem ter as coisas como propriamente nossas, mas emprestadas por Deus para um usufruto racional e amoroso. O meu filho demonstra um amor de coração que me inspira. E Deus pode transformar a cada um de nós também em pessoas amorosas e generosas.
 
Um dia nós envelheceremos também, se Jesus não voltar antes ou se não morrermos antes. A Bíblia nos diz: Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. (Gl 6:7). Aquele que cuida dos seus idosos com amor, com carinho, com zelo e, quiçá com sacrifício, colherá do Senhor o amparo necessário, seja através de sua família, seja através da generosidade alheia, seja no Céu, onde as recompensas serão eternas. Isto é fato e a juventude deveria ter ciência disto. Tudo o que faz aos seus pais voltará para ela com juros e correção monetária. Se forem bons aos pais, generosos com os avós, bondosos para com todos, colherão do fruto de suas ações, conquistando ao longo do caminho o respeito e a consideração necessárias. Deus é justo e abençoa aqueles que zelam de seus idosos. Um dia, quando velhos estiverem, colherão também os frutos abundantes do bem feito.
 
Prezado ouvinte, você tem idosos em sua família? Tem feito o melhor por eles? Tem-nos ajudado a levar o fardo da velhice e das enfermidades? Saiba que o Senhor está atento e abençoará os que cuidarem dos seus. Que Deus nos abençoe. Amém.
 
Wagner Antonio de Araújo

memórias literárias - 1145 - O VALOR DE UM LAR CRISTÃO - 09 - O CONSOLO NA DOR E NO LUTO

 O VALOR

DE UM LAR
CRISTÃO
 
9.   O CONSOLO
NA DOR E NO
LUTO
1145
 
 
Olá, aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. Feliz é aquele que possui um bom lar, um lar cristão para servir-lhe de base para toda a vida. Triste é aquele que não conta com isso. Contudo, mesmo assim, ainda é possível restaurar uma família desestruturada, bem como é possível que um jovem invista na formação de um lar feliz e bem ajustado.
 
Há muito tempo atrás uma nora viúva viu-se diante de uma dura separação. Era Rute, que recebera da sogra Noemi a notícia de que iriam se separar, que Noemi voltaria para Israel e que Rute teria que buscar junto ao seu povo um novo lar. Ela espantou-se e decididamente afirmou:  Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; (Rt 1:16). Que expressão rica de amor e de carinho! Rute não concebia a sua sogra como um acidente de percurso na formação de um lar com o falecido marido. Para ela Noemi era mais que sogra: era mãe, era irmã, era amada, era querida, era importante! Quem ler o livro de Rute verá que final maravilhoso tem o livro: Noemi se reestabelece em Israel e Rute torna-se esposa de Boaz, dando origem à linhagem que traria ao mundo o Rei Davi e, consequentemente, Jesus Cristo.
 
O lar deve ser regado a amor, não a conveniências. Não amamos as pessoas pelo que elas possuem nem pelo que elas fazem, mas por quem elas são. Pelo menos deveria ser assim. Lembro-me há tempos atrás que um jovem casal feliz foi viajar em lua-de-mel. Eram idealistas, queriam filhos e uma família feliz. Ao regressar para o trabalho o rapaz acidentou-se, tendo parte de seu corpo amputada. Quando a esposa correu ao hospital ali estava também o advogado. O rapaz então explicou que concedia a anulação do casamento, pois pelo muito que a amava, não queria privá-la da felicidade familiar diante de sua situação. A mulher, perplexa,  tomou o documento que teria que ter a sua assinatura, rasgou-o em múltiplos pedaços e disse: “meu amor, eu não me casei com você pelo que pudesse me dar; casei-me com você por quem é e estarei com você custe o que custar, mesmo diante de suas limitações". Que maravilhosa cena de amor!
 
Infelizmente isso não tem sido muito comum. Um homem privado da visão acaba abandonado pela família. Uma mulher enferma ou que não possa ser mãe acaba por ser traída ou deixada por outra pessoa. Um homem que conquista degraus na vida profissional às vezes deixa a família pobre para estabelecer-se com os ricos. Mulheres que passam a estudar e a ganhar mais que os maridos terminam por desprezá-los e encerrar o matrimônio. Não! Mil vezes não! Uma família deve existir na hora da alegria e da fartura, mas também na hora da enfermidade e da necessidade. Cônjuges não são competidores, são cooperadores em prol da família!
 
É na família que se encontra o consolo para o luto também. Quanta dor sente aquele que perde uma esposa, um filho, um marido, um pai! O afeto familiar, contudo, virá servir de consolo e estímulo para que não se sucumba diante de tanta tristeza. Quantas vezes um filho pequenino traz o conforto necessário para um marido que perdeu a esposa? Quantas vezes uma mulher que se torna viúva não encontra nos pais o consolo tão necessário? O lar é também a principal comunidade terapêutica na vida de uma pessoa.
 
Lares que não têm essa provisão, nem de consolo na hora do luto e nem de refrigério na hora da dor tornam-se difíceis para o convívio. Quem passa na frente dos bares, das casas noturnas, enxerga uma porção de pessoas que estão vazias de alegria e que não querem voltar para casa. Diferente é aquele que tem um lar feliz: não vê a hora de chegar em casa e encontrar os seus queridos!
 
Um lar cristão acolhe o membro que sofre, seja por causa do desemprego, seja por causa de enfermidade, seja por causa de depressão, seja por causa de problemas que tenha criado. Diz-nos a Bíblia: “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba” (I Coríntios 13.7-8a). Não é fácil ter um filho que exija cuidados especiais ou atravessar um longo vale de carestia e de amarguras. Mas numa família onde Cristo reina tudo é possível e todos são fortalecidos na força de Deus!
 
Um lar cristão consola os que perdem os entes queridos. A ausência de quem tanto se amava acaba por ser preenchida pelo carinho dos membros que restaram. A família faz enxergar a realidade com outros olhos: ao invés de passar o resto da vida com a tristeza pela perda do ente querido, transforma-se o sentimento em gratidão pelo tempo precioso que aquela pessoa pôde viver com eles. E então a dor da saudade é amenizada e a lembrança se torna uma companheira solidária, jamais apagando da memória a quem tanto se amou.
 
Prezado ouvinte, peça a Deus que lhe conceda um lar cristão feliz e abençoado, que console o enlutado e auxilie aquele que atravessa a dor. Que Deus nos abençoe. Amém!
 
Wagner Antonio de Araújo

memórias literárias - 1144 - O VALOR DE UM LAR CRISTÃO - 08 - A NECESSIDADE DO PERDÃO

 O VALOR

DE UM LAR
CRISTÃO
 
8.   A NECESSIDADE
DO PERDÃO
 
1144
 
Olá, aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. Temos caminhado por temas alusivos ao lar cristão. São raros os lares em que realmente podemos reconhecer a presença gloriosa de Deus. Infelizmente em muitos lares o cristianismo é falho, é apenas nominal. Às vezes as pessoas frequentam igrejas e conhecem a bíblia, mas não se submetem aos seus ensinamentos. Por outro lado, que prazer e que gosto nós temos, quando encontramos um lar onde Deus está presente e onde a Palavra de Deus não é mera teoria, mas uma prática diária!
 
Costumo dizer que é tão fácil falarmos do amor de Deus e do perdão dos pecados, mas é tão difícil perdoarmos os pecados alheios! Mais difícil ainda é perdoarmos o ofensor que mora conosco! Pedir perdão a quem ofendemos, então, é raridade!
 
Lembro-me de um lindo conjunto masculino. Eram várias vozes que cantavam louvores ao Senhor. Era encantador escutá-los. Um dia um irmão, membro da igreja onde vários deles congregavam, apontou-me para dois deles. “Vê aquele senhor? É o fulano de tal. E aquele jovem, na ponta? É o filho dele. Eles cantam juntos, são vizinhos, mas não se falam há sete anos. Não trocam uma única palavra, não se visitam e não se admitem. Como pode?” Isso eu também me perguntava: como é possível? O pai morreu sem falar com o filho. O filho não foi ao seu enterro...
 
Por outro lado visitei o lar de um casal maravilhoso, idosos e meigos. Enquanto aguardava para tomar café o senhor me disse: “Não existe esposa melhor do que a minha. E sabe por que? Porque ela foi capaz de me perdoar. Eu jamais poderei retribuir tanto amor!” E chorou. E contou-me sua história. No início da vida conjugal acabou por traí-la. Um dia a esposa descobriu e fez as malas, deixando-o. Arrependido e desesperado ele rendeu-se a Jesus, pedindo-lhe perdão pelos pecados. Algumas semanas mais tarde foi á casa dos pais dela e pediu-lhe uma audiência. Naquela sala ele, de joelhos e em lágrimas pediu perdão, apresentando-se como indigno do amor com o qual havia sido agraciado. Disse que compreenderia se ela não quisesse mais viver ao seu lado, mas implorava por uma chance. Ela, comovida, perdoou-o e voltou para casa. Foram quarenta anos de bênçãos divinais e nenhuma desconfiança.
 
Outro rapaz também traiu a esposa, era cristão e, desesperado, procurou-me perguntou-me se era possível esquecer tudo e dedicar-se à vida fiel. Ele temia uma desgraça e o fim da família. Eu lhe disse que não, pois a Bíblia diz: O amor não se regozija com a injustiça, mas folga com a verdade; (1Co 13:6). Também diz: E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (Jo 8:32). Somente a verdade tem a bênção de Deus. Afirmei-lhe que a esposa, ao saber de sua tragédia, poderia perdoá-lo e abandoná-lo, e ela estaria no direito, pois a Bíblia diz que a separação se justifica quando há traição. Mas se ela decidisse dar-lhe outra chance ele deveria não só ser grato, mas tudo fazer para ganhar a sua confiança. E isto fez. Já se vão mais de quinze anos e a família reconstruiu-se, graças a Deus. Não se pode pecar de forma escondida e deixar para lá. O crente anda na luz, não nas trevas. Tudo deve vir à tona, ser enfrentado, ser confessado, ser perdoado. As consequências devem ser enfrentadas e suportadas, mas a graça é capaz de superar todas elas.
 
O filho pródigo é um bom exemplo da capacidade divina do perdão. Ele resolveu abandonar a casa paterna, e ainda levou o seu patrimônio embora. O pai não se interpôs, mas deu-lhe total liberdade. Um dia este filho caiu em si, ao ver as duras consequências de suas más escolhas. Deliberou consigo voltar para casa e ensaiou uma volta humilhante, reconhecendo que o pai teria todo o direito de rejeitá-lo para sempre. Quis correr o risco e voltou para casa. O pai, ao vê-lo de longe, correu ao seu encontro. Ouviu metade da sua fala ensaiada e interrompeu-o, mandando-o banhar-se, vestir-se e tomar posse novamente do seu lugar na família. O pai reintegrou-o! O pai o acolhera novamente! Que coisa maravilhosa! Quantas moças são enganadas por homens inescrupulosos, caem na vida, destroem sua dignidade e são abandonadas como coisas velhas e descartáveis. Então decidem voltar para casa e pedirem perdão. Algumas encontram portas fechadas, um absoluto muro de separação. A situação delas torna-se calamitosa e muitas caem na vida. Outras, ao buscar o lar, encontram portas abertas para si e para os filhos conseguidos no pecado. Muitas se recuperam e tornam-se a bênção da família. Um lar onde há o perdão expressa a Deus na sua mais alta mensagem. Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. (2Co 5:19). Somos igualmente mensageiros da reconciliação.
 
O seu lar é um local onde a verdade prevalece e onde o erro é confessado, abandonado e reparado? Ou é um lugar onde a mágoa e o ressentimento imperam? Lembremo-nos que em Cristo fomos perdoados de nossos pecados e Deus não os lançará mais sobre o nosso rosto. Assim nós também, ao perdoarmos os nossos entes queridos, devemos dizer: “Eu te perdoo, e toda vez que me lembrar do que você fez, também me lembrarei que lhe perdoei”. Que assim seja! Amém!
 
Wagner Antonio de Araújo

memórias literárias - 1143 - O VALOR DE UM LAR CRISTÃO - 07 - A DISCIPLINA DOS FILHOS

 O VALOR

DE UM LAR
CRISTÃO
 
7.   A DISCIPLINA
DOS FILHOS
 
1143
 
Olá, aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. Hoje eu quero falar sobre algo que anda esquecido na maioria dos lares: a disciplina. Em função de muitas famílias serem desprovidas de bons fundamentos, muitos filhos vivem em pedaços de família: uma semana moram na casa da mãe, outra na casa do pai. Possuem um pai e uma mãe, uma madrasta e um padrasto. Como o convívio não é constante os filhos costumam ter a compensação com muitos presentes e com liberdade excessiva. Isto se torna algo nocivo e cria jovens doentes, desajustados e, não raras vezes, delinquentes. Mesmo na igreja vemos alguns pais que deixam os seus filhos correrem de um lado para o outro durante o culto, a gritarem pelos corredores, e, sem que o ministro tome qualquer atitude, as crianças não são repreendidas e nem retiradas para outro local mais adequado à faixa etária. Crianças aprendem palavrões, usam celulares com vídeos perniciosos, participam de redes sociais desprovidas de valores cristãos ou morais e o resultado é o que vemos todos os dias nas manchetes de jornais: jovens a se suicidarem, meninas que se tornam mães solteiras, gente tatuada até cobrir toda a face e a imoralidade a dominar a comunicação de massa. Hoje o que impera é a lei do "tudo pode". Até nas igrejas os ministros preferem abrir mão dos valores cristãos e da liturgia sacra para não perderem a juventude. Preferem suportar um baile durante o culto do que ter a mocidade na balada lá fora. 

A disciplina dos pais para com os filhos é bíblica. Assim diz a Palavra de Deus: O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga. (Pv 13:24). Vara aqui era o corretivo, castigo é consequência dos atos que não deveriam ser praticados e o foram. Mesmo que isto soe politicamente incorreto, a Bíblia é a nossa regra de fé e prática e ela nos recomenda usarmos de disciplina para com os nossos filhos. A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela. (Pv 22:15). O próprio Senhor Jesus não abre mão da disciplina sobre nós, os Seus filhos: Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. (Ap 3:19)
 
Disciplinar é estabelecer regras. Além disto, é estabelecer penalidades para com a quebra das regras. As consequências jamais podem ser de violência, de surras e espancamentos. A dor de uma disciplina biblicamente utilizada é muito mais moral do que física. Um pequeno ato disciplinar sem violência, com a devida explicação do porquê isto acontece, cala mais alto no coração e na lembrança da criança do que uma surra com vara de marmelo. Lembro-me até hoje de uma bronca que minha mamãe deu-me. Ela não me bateu. Mas as suas palavras e a expressão de seu olhar triste ferem-me até hoje. Ela soube me educar. A minha filha de quase quatro anos é bastante traquinas e faz muitas artes. Porém ela sabe: há consequências. Às vezes chora, às vezes reclama, mas quase sempre ela diz: “mamãe, o papai é justo!” O que há de maior valor do que este na vida de um pai, o de ser reconhecido pela própria filha disciplinada que o que o pai faz é o correto? O resultado é o aumento do amor.
 
Já o meu pequenino garoto é um mechilão. Ele vai fazer dois anos. Quando as suas investidas estão muito invasivas nós ralhamos com ele. Não é preciso mais nada. Ele abaixa a cabecinha, faz beicinho e chora. Mas, para surpresa nossa, ele tem uma relação diferente: ele corre para os braços de quem o bronqueou, seja da máe, seja do pai, seja da Milú, minha irmã cuidadora. Ele não para de chorar enquanto não sente que fez as pazes, que o disciplinador já se deu por satisfeito. O meu filho me faz lembrar o poeta que disse, diante das tempestades da vida: “Briguei com Deus, mas acabei no colo dEle”. Sim. O meu Josué reclama, chora, mas acaba abraçado com o pai, sorrindo feliz por ter quem lhe ensine o caminho certo!
 
Filhos precisam de pais que delimitem os seus espaços. Por não encontrarem regras claras e pais comprometidos com elas, vão às ruas, nas gangues e junto aos traficantes, que estabelecem regras mortais e juris do crime. E por que vão para esses lugares? Porque o coração humano busca quem lhe estabeleça limites! Quando os pais falham a sociedade sofre. Quando os pais falham o homem ou a mulher estão fadados a uma vida miserável, de sofrimento alheio e auto-sofrimento também. Um pai que ama os filhos deve limitar o uso de aparelhos eletrônicos, estabelecer horários para saída e chegada de filhos, proibir a bebida alcoólica, não permitir o namoro inadequado e orientar sobre a necessidade de uma vida sexual apenas após o casamento. Devem também ajudá-los a organizarem a agenda, a estudarem, a trabalharem, a comprometerem-se com a igreja local, com a leitura da bíblia e com a oração. 
Devem também aprenderem a fazer o bem, a serem generosos e prestativos. Disciplina não é só corretiva; é preventiva também!
 
Nas páginas da Bíblia Sagrada encontramos todos os recursos para o exercício da sadia disciplina doméstica. Os pais que amam os filhos farão isso por amor, por compromisso e por missão, pois foram vidas que Deus lhes confiou e deverão prestar contas por elas. Prezado ouvinte, que tal submeter-se à sadia disciplina bíblica e tornar-se um conhecedor da vontade de Deus? Que ele lhe abençoe. Amém.
 
Wagner Antonio de Araújo

memórias literárias - 1487 - EU ERA ...

  EU ERA ... 1487   "Eu era uma igreja. Hoje sou um centro muçulmano de revolução islâmica."   "Eu também era uma igre...