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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

memórias literárias - 290 - EM QUATRO TEMPOS

EM QUATRO TEMPOS

290
A vida de Jesus, o nosso Mestre, é exemplo para tudo. Analisá-la é um privilégio de grande sublimidade e fazê-lo é palmilhar por "terra santa"!
Há quatro grandes momentos em Sua vida, que nos levam à reflexão profunda. Gostaria de citá-los e expressar minha gratidão ao Pai.
O primeiro grande momento foi A TRANSFIGURAÇÃO. Apenas três apóstolos participaram dele, além de Jesus, Moisés, Elias e o Pai. Que monumento à vitória final! Jesus se coloca ereto, deixando-se envolver pela glória eterna que sempre possuiu, da qual esvaziou-se por amor de nós. Por um momento Ele mostrou-se como de fato é: glorioso, resplandecente, rei, maravilhoso! Moisés e Elias proseavam com ele, certamente sobre sua breve luta na cruz, sua morte vicária e a ressurreição subsequente. E lá do alto o Pai celeste expressou seu amor e consideração pelo Filho tão amado! Foram instantes ímpares! Foram tão importantes que representavam a própria vinda do Reino de Deus e antecipavam a glória celestial e milenar.
Na vida do crente também há os instantes de transfiguração. Certamente a conversão é o primeiro. "Ditoso o dia em que aceitei do meu Senhor a Salvação! A grande paz que eu alcancei perdura no meu coração".(hino 407 do Cantor Cristão)  Ah, que glória o primeiro amor na vida do crente! Que privilégio o dia do batismo! E o dia em que conduzimos uma vida ao céu? Dias de plenitude do Espírito Santo, onde ouvimos a voz do Pai bem de perto, no coração e na mente, e sentimos a aprovação dEle às decisões que tomamos em obediência à Palavra. O crente tem seu TEMPO DE TRANSFIGURAÇÃO, tempo que deve ser saboreado ao máximo.
O segundo grande momento de Cristo foi A HORA DO GETSÊMANI. Ah, quanta dor, quanta luta, quanta ansiedade! Cristo estava prestes a ser traído por Judas e ser abandonado por todos os apóstolos; estava prestes a enfrentar a turba de judeus e o castigo injusto dos romanos. Seria humilhado até ao extremo e sofreria morte cruenta e terrível. E enfrentaria tudo isso com o fardo de pecados da humanidade nas costas. Ele lutou, Ele pediu livramento, Ele suplicou pelo afastamento desse cálice. Mas submeteu Sua própria vontade à do Pai e o Pai determinou que haveria uma cruz no caminho do Filho.
O crente também tem o seu GETSÊMANI. Momentos difíceis à porta da UTI aguardando a melhoria de um ente querido, ou enfrentando um acidente, ou sofrendo por um relacionamento cortado, ou sob ameaça do desemprego, despejo ou mudanças. Momentos em que o nosso único recurso é a oração. Sim, oração, clamor, súplica, jejum, consagração, momentos de tensão, luta e grande apreensão. Mas o Getsêmani é também um grande reencontro, pois muitas vezes é no vale que reencontramos Deus em nossas vidas.
Em terceiro lugar houve O TEMPO DA CRUZ. Ali o Senhor amou não apenas com palavras, mas com atitude. E sua atitude foi doar-se por completo por amor do ser humano. Cristo morreu pelos injustos para levá-los a Deus. Cristo sofreu por cada um de nós. Ele não apenas se interessou por nós; ele fez tudo por nós. Sua cruz foi a marca da vitória sobre o pecado e pela cruz cada um de nós hoje tem acesso, pela fé, à graça salvadora.
Também há o nosso TEMPO DA CRUZ. Tempo em que temos que renunciar, temos que ceder, temos que deixar a vez para os outros. E como é difícil esse tempo! Contudo, sem cruz não há cristianismo, e sem cruz não há amor prático; o único amor legítimo é aquele que se manifesta em atos pelo objeto do amor. O sofrimento faz parte da vida cristã. O evangelho da cruz é também o evangelho da lágrima, não de ódio ou desespero, mas de dor e gratidão por poder dar-se em favor do Reino de Deus e do próximo. De forma doméstica, é ceder o lugar, é deixar-se como segunda opção, é diminuir-se enquanto o outro cresce e não ficar em ira ou revolta por isso. Na igreja é aceitar a vontade de Deus mesmo que não seja a nossa.
E em último lugar houve O TEMPO DA RESSURREIÇÃO! Cristo ressuscitou, aleluia! A morte não pôde contê-lo, pois Ele é o Senhor da vida! Por algum tempo a morte pensou ter vencido ao Senhor Jesus, mas a vitória era certa e no momento exato Ele arrebentou com os portais inatingíveis do além e saiu ressurreto e vitorioso! Aleluia! Hoje Ele está à destra do Pai, firme, forte e majestoso, aguardando a bem-aventurada hora de Sua segunda vinda, juntamente com todos os que o amam e amam a Sua vinda.
Esse também é um tempo na vida de todo cristão legítimo: TEMPO DE VITÓRIA. Sim, porque o crente é conduzido pelas mãos do Pai de vitória em vitória, e "esta é a vitória que vence o mundo; a nossa fé"(I Jo 5.4). Talvez para o mundo o crente que morre em fidelidade seja um perdedor; talvez o mundo classifique um crente pobre financeiramente como um ser inexpressivo; talvez o mundo considere o cristão enfermo como alguém cuja carreira acabou para sempre. Mas isto não é verdade, pois Cristo declara peremptoriamente: EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA; AQUELE QUE CRÊ EM MIM TEM A VIDA ETERNA" (João 11.25) Mesmo que as recompensas não venham nesta vida, elas virão na outra, inequivocamente! Porisso podemos falar com toda a confiança: "O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei?"(Salmo 27.1) 
Se há quatro estações no planeta, se há quatro fases da lua, se há ilustrativamente 4 momentos na vida de Jesus, creiamos que também podemos nos encontrar transfigurados, angustiados, crucificados e ressuscitados, mas se em cada uma tivermos
Jesus conosco, então poderemos vencer cada
etapa e estar felizes ao fim da jornada.
Seja o nome do Senhor engrandecido!
Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco SP

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