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quinta-feira, 7 de abril de 2016

memórias literárias - 328 - O REMÉDIO DIVINO PARA A ANSIEDADE

O REMÉDIO DIVINO
PARA A ANSIEDADE
328
Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. (Fp 4:6)
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. (Fp 4:7)
Não são raras as noites em que vamos para o leito de descanso cheios de ansiedade, tristeza, nervosismo, principalmente na atual conjuntura político-econômica do Brasil. Quando pensamos na crise, no desemprego, nas falências em massa, nos corruptos, nos políticos criminosos, em parte do judiciário comprado pelo executivo, sentimo-nos tensos e cheios de desconforto. Some-se a isso as crises quotidianas: enfermidades, problemas familiares, desemprego, relacionamentos, problemas eclesiásticos, uma lista enorme de motivos para tirar o nosso sono e a paz de nosso coração.
O mundo propõe várias alternativas para minimizar o problema da ansiedade: correr vários quilômetros até cansar-se; jogar futebol; caminhar; usar medicamentos de tarja preta para conter as emoções e evitar convulsões; acupuntura; praticar esportes radicais; namorar; viajar; plantar etc.
Nós sabemos que, conquanto possam ser soluções paliativas, que ajudam parcialmente a desviar a nossa atenção e dar alguma sensação de bem estar, não resolvem as crises, não afugentam os problemas, não são realistas, não dão uma solução eficaz. Vemos, estarrecidos, pessoas dando cabo da própria vida por estarem insatisfeitas, em crise, ansiosas, em conflitos interiores. Mas, pior que isso, é verificarmos CRENTES cometendo suicídios. Então o chão desaparece de nossos pés e perguntamos: o evangelho não é suficiente?
A Palavra de Deus não ignora a ansiedade. Ela a reconhece, a admite e aponta a autêntica solução. Estar ansioso é algo intrinseco da natureza humana. Jesus Cristo, o nosso Senhor e Salvador, passou por isto, quando no Getsêmani, prestes a ser entregue aos pecadores para sofrer em nosso favor, chegou a suar gotas de sangue em profunda ansiedade, orando e levantando-se três vezes, numa clara evidência de que sua alma estava angustiada e a ansiedade lhe acometia.
Deus trata da ansiedade. E a trata com dois remédios, que se misturam a uma prática complementar.
O primeiro remédio é a ORAÇÃO. Sim, a conversa com Deus. Infelizmente o número de crentes que não ora é gigantesco, só não é a totalidade porque Deus reservou sete mil joelhos para a Sua glória. Muitos crentes não experimentam paz no coração porque não oram. Não se trata de rezar na hora da refeição ou ao dormir, mas orar mesmo, falar com Deus, subir no colo do Pai, buscar a face do Criador. A oração é um remédio! Quantas vezes o crente aflito busca ao Senhor na solitude de seu quarto, de joelhos, apresentando suas demandas a Ele, contando os seus problemas, e, ao terminar o período, sai de lá com uma paz inexplicável, diferente, sobrenatural. A situação dos seus problemas não mudou, mas o seu interior está semeado de uma ternura inexplicável, que o torna tranquilo e calmo. A oração é um remédio melhor do que qualquer calmante ou qualquer lazer para espairecer.
O segundo remédio é a SÚPLICA. Trata-se de um estágio mais avançado de oração, gerado por um conflito maior e uma emergência reinante. Vemos a diferença disto na própria vida do Senhor Jesus. Ele OROU, quando, pacificamente buscou ao Pai pela ressurreição de Lázaro. Para Ele, tudo já estava certo, estava resolvido; Lázaro iria ressuscitar. Ele orou em paz, agradecendo e testemunhando de Sua comunhão. No entanto, o mesmo Jesus que orou na ressurreição de Lázaro, SUPLICOU no drama do Getsêmani. Ali as circunstâncias eram adversas. O coração de Cristo estava em conflito. Ele buscava resolver em Seu íntimo o problema de ter que se sujeitar ao sofrimento da cruz e a possibilidade de livrar-se disso pela soberania do Pai. Então suplicou, clamou, implorou. Durante o processo, o próprio Pai, mediante o Espírito Santo, assentou em Seu coração de que não havia como mudar essa realidade; e o coração de Jesus sentiu paz, mesmo no conflito, aceitando a vontade dEle como melhor para Si e para a humanidade. Ele experimentou uma paz tão grande que, quando os maldosos soldados guiados por Judas chegaram para prendê-lo, Ele se antecipou e disse que era Jesus, deixando a todos perplexos. A súplica gerou a força.
ORAÇÃO e SÚPLICA, ambas se completam com AÇÕES DE GRAÇAS. Talvez seja aqui o nosso maior pecado, algo que pouco fazemos.  O texto afirma que o crente deve misturar suas orações e seus clamores com ações de graças. E o que são elas? São expressões de agradecimento antecipado de uma alma suprida. São expressões de louvor pelo Deus maravilhoso que nos ouve e que está atento aos nossos clamores. As ações de graça podem ser expressas de muitas maneiras:
a) Declarações em oração sobre o quanto Deus é maravilhoso, justo, perfeito, glorioso e o quanto o amamos;
b) Cânticos de glorificação e de exaltação ao Senhor, seja em privado, no instante da comunhão, seja em público, durante um culto;
c) Atos de gratidão que expressem a nossa alegria e a nossa rendição, uma espécie de "presente" para Deus, mesmo que Ele não o receba pessoalmente, mas que outros o recebam para a Sua glória: ofertas para a construção, ajuda aos desamparados, socorro aos pobres, visitação aos enfermos, prestação de serviço profissional gratuito em nome do Senhor, sacrificar-se pelo próximo para a glória de Deus, ajuda aos obreiros que militam na Seara do Mestre etc.
AÇÕES DE GRAÇA podem ser expressas por declarações, cânticos, atitudes que expressam ANTECIPAÇÃO PELA FÉ DA GRATIDÃO PELA RESPOSTA, como quem crê no Senhor Todo-Poderoso, independentemente dos resultados, e que O louva pela aceitação da oração e da súplica, independentemente do que vier a acontecer. Jó fez isso quando perdeu tudo e deu graças a Deus, pois Ele sabe nos dar o que julga necessário. "Deus deu, Deus tirou; bendito seja Deus!"
Lembro-me de um caso ocorrido há uma década. Um crente passava por crises financeiras e suplicou ao Senhor condições de comprar o leite e o pão para a sua família. E nesse espírito caminhava pela rua. Outro crente, agradecido a Deus, decidiu como ação de graças ofertar R$100,00 a quem o Senhor mostrasse em seu coração. Ambos se cruzaram na rua. O crente ofertante percebeu o sofrimento do outro transeunte e parou-o, dizendo: "moço, eu não sei o porquê, mas sei que devo lhe entregar este dinheiro para a glória de Deus". O crente sofrido, emocionado, abraçou-o e disse: "eu sou cristão e suplicava pelo leite e pelo pão; Deus o mandou aqui, bendito seja o Seu Santo Nome". Ambos choraram e louvaram a Deus. Isso também é ação de graças!
O resultado de quem ora e de quem suplica, complementado com ações de graças, não podia ser outro: experimentará a paz de Deus, que está acima das circunstâncias. Ela transcende a política, as crises, a corrução, as enfermidades, os conflitos, o desemprego, a falta da casa própria, os exames laboratoriais, as brigas de namorados, os divórcios, tudo! Ela vem dos céus e, como tal, soergue os que a possuem.
Se desejar essa paz de Deus no coração, dê os passos necessários. Assim como no banco eletrônico é necessário dar a senha e os códigos para sacar o dinheiro, assim também para se experimentar a PAZ DE DEUS é necessário buscar ao Senhor com a ORAÇÃO, com as SÚPLICAS, quando necessário, e ambas com ações de graças. Cristo deixou-nos a paz, ela está disponível. Saquemo-la através da oração e das súplicas, com ações de graças!
Comecemos hoje!
Wagner Antonio de Araújo

07/04/2016

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