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sábado, 6 de fevereiro de 2016

memórias literárias - 312 - NÃO HÁ NADA DE NOVO


NÃO HÁ NADA

DE NOVO
312
O Brasil parou para pular o Carnaval. Nas avenidas, praias, clubes e cidades milhões de pessoas suadas, fedidas, cheias de cremes, de enfeites, de roupas coloridas ou peladas e lascivas, sacodem-se e esvaem-se numa alegria efêmera, sem sentido e absolutamente temporária. Elas entopem os becos e os prostíbulos, os motéis e as moitas para a prostituição desenfreada. Estão desempregadas, endividadas, doentes de dengue, de zika ou de AIDS, mas continuam cheias de fogo para chafurdar na lama do pecado. É como uma possessão, mas de dentro para dentro, do pecado interior para o que são do lado de fora. Bacanais e orgias nacionais!
 
Na economia nada poderia ser mais desastroso. O atual governo não governa por incompetência e por ilegitimidade (ganhou financiado pela corrupção e prometeu não tornar o país recessivo como está). Nossas empresas faliram. Nosso comércio vê o estoque a apodrecer nas lojas. Não há compradores. Não há dinheiro em circulação. Em contrapartida os bancos, esses ladrões oficiais e engravatados, nunca lucraram de forma tão desavergonhada e ilegítima: batem todos os recordes históricos. Cobram por cartões, cobram para usá-los, cobram para protegê-los, cobram para trocá-los, cobram para atualizá-los. Mil reais, ao final de um ano, renderá míseros 30 reais ao poupador que guarda o dinheiro no banco; os mesmos mil reais, se retirados pelo cliente através de  empréstimo no banco deverão tornar-se três mil e quinhentos reais ao final do mesmo período. Impostos sobre impostos são impostos pela draga governamental. Eles, maus administradores, conseguiram destruir as nossas reservas e não têm de onde tirar recursos para suas despesas de pessoal e suas vidas nababescas.
 
Na política não há semelhança em nenhum país do mundo. Todos sabem quem são os culpados, todos vêem todos os dias de forma clara e documentada quem roubou o quê e em que proporções. Mas os políticos permanecem intocáveis, ilesos, poderosos, senhores do poder. Empreiteiros estão presos, mas onde estão os mandantes de colarinho branco? Eles não têm pejo de ver seus rostos estampados como criminosos nos periódicos diários. Eles riem de todos nós, pois enquanto sofremos revoltas pelos seus roubos eles enriquecem, governam, mandam e mantém-se populares. Neste momento estão nas praias mais caras do Brasil bebendo e comendo iguarias importadas e pecando desenfreadamente. Tomam os nossos recursos, gastam quase tudo e, na devolução da décima parte conquistam os incautos, que se seduzem com migalhas de Lázaro! Eles não são bons.  São criminosos e enganadores.
 
Na moral o país assemelha-se à Babilônia e à Sodoma. Nesta semana um deputado tenta barrar a poligamia registrada que se alastra, onde dois maridos possuem meia dúzia de esposas compartilhadas. O casamento entre gente de mesmo sexo tornou-se comum até em igrejas chamadas cristãs e, ao invés de indignar, transformaram-se em show business, em espetáculo nos programas de tv que infestam o esgoto da mídia de entretenimento. Basta gesticular com trejeitos para que se faça sucesso. Cartilhas são distribuídas às criancinhas, ensinando-as a fornicar. A linguagem obcena é liberada em casa, na escola e na mídia. A internet pastoreia e dá a mão a todos os que desejam seguir pela perversão, sem impedimentos. Agora a ONU propõe assassinar os bebês microencefálicos através do aborto, pois serão um peso para as mulheres que engravidarem. Bebês são tratados como produtos mal confeccionados e, por isso, descartados (gostaria que a proponente imaginasse ter sido um bebê assim...)
 
E a saúde? Por absoluta incompetência dos governos e roubo das verbas públicas o povo morre sem atendimento. Nesta semana, em São Bernardo do Campo, o governo do PT deu um mutirão para cirurgia de cataratas. Dos 27 operados 6 estão cegos e 21 irão cegar! E a razão? Contamimação por falta de higiene! E o que o governo irá fazer? Dar uma prótese de vidro para não ficar um buraco na cara...  http://br.blastingnews.com/sao-paulo/2016/02/mutirao-de-cirurgia-para-catarata-deixa-6-pessoas-cegas-em-sao-bernardo-00772781.html
O nosso país é assim: quando oferece, mata. O virus zika e a chamada microencefalia só se proliferaram em Pernambuco porque a precariedade de atendimento transformou um problema numa tragédia de relevância internacional. Sente-se vergonha de ver o Brasil como o ninho e o criadouro das doenças primitivas de um mosquito!
 
Nas igrejas Cristo não está mais presente. Presente está o secularismo e a frieza. No entanto nunca as igrejas estiveram tão cheias de gente. Neste Carnaval igrejas batistas de diversas partes estão dançando e pulando na rua, vestidas de palhaço e misturando as pérolas da fé às porcarias das sargetas sob o pretexto de evangelizar. Cristo tornou-se nome de parque de diversões (Cristolândia) e a banalização da fé transformou-se em bandeira de denominações. Pular, dançar, entreter, discutir, passear, fazer reuniões em hotéis caríssimos em praias sob o pretexto de orar ou buscar a Deus transformou-se em arroz com feijão nas notícias denominacionais. Ao lado disso igrejas de periferia fecham as portas porque o povo sai para as grandes comunidades compostas de retalhos das outras. Saem porque nessas pode-se viver o evangelho sem Cristo, sem compromisso, sem ética, sem estereótipos, conforme dizem. Além disso buscam o luxo, as boas dependências, as facilidades logísticas de localização e de entretenimento. Deus ama a todos, proclamam. E o evangelho traveste-se de diversão contemporânea.
 
E os pastores? Muitos estão terminando a carreira como suicidas. Só no ano passado mais de meia dúzia de ministros deram cabo de suas vidas. Outros abandonaram as igrejas para dedicarem-se ao comércio, à indústria ou se tornaram palestrantes motivacionais. Há aqueles que aderiram às grandes redes de crescimento, transformando a igreja num posto dos selos americanos de entretenimento religioso. Então crescem e ganham fatias dos lucros, tornando-se famosos. Outros traem seus líderes depois de aprenderem todas as técnicas e fundam suas denominações, mais vilãs e enganadoras que as originais. Poucos são os pastores que estudam a bíblia. Fabricam seus próprios diplomas, estudam meia dúzia de livros genéricos e pedem a alguns colegas que imponham sobre eles as mãos. Poucos são os ministros da Palavra de Deus, que foram chamados pelo Espírito Santo, que aprenderam na escola da provação, que pagaram o preço da renúncia e do labor. Estes são raros, estão em extinção e não possuem nova geração.
 
Isto é novo? Uma situação assim é nova?
O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. (Ec 1:9)
 
Não. O mundo jaz no Maligno e o príncipe deste mundo está julgado.
Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. (1Jo 5:19)
Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. (Jo 12:31)
 
Agora é a hora e a vez do Inimigo. Ele sabe que seu tempo está contado.
Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo. (Ap 12:12)
 
Diferentemente do que os avivalistas proclamam, os tempos de frieza precederão a volta de Cristo e, aos poucos o Espírito Santo se retirará da atuação na humanidade, até que, saindo, dará ampla liberdade à ação de Satanás, cujo tempo se aproxima. É a Grande Tribulação anunciando a sua chegada.
Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? (Lc 18:8)
E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. (Mt 24:12)
 
Os livros evangélicos atuais, com raríssimas exceções, distilam teorias e reflexões aparentemente cultas, mas não possuem sequer uma gota de lágrima de angústia de alma pelo pecado do povo! Tudo é teorizado, não há lamento, não há dor, não há sentimento de confissão, não há piedade. Tudo é método, é sistema, é programa, é projeto, é empresa. As lágrimas não forram mais o chão dos executivos da fé. O dinheiro forra. Ou as dívidas.
 
Mas ainda há 7 mil joelhos, semelhantemente aos do tempo de Elias. Há um remanescente fiel, esparramado por inúmeras igrejas, há ainda alguns pastores, conhecidos ou anônimos, que não se corromperam com o canto da sereia ou com o príncipe deste mundo. Seus auditórios são pequeninos e sua influência é restrita, mas mantém-se fiéis Àquele que os vocacionou. Estes são ainda as testemunhas do Cordeiro num mundo plástico de imitações fajutas.
Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. (Ap 3:8)
 
O que o leitor fará com todas essas informações? Franzirá a testa, dizendo: "esta é apenas a opinião do articulista"? Dirá: "O mundo vai mesmo de mal à pior!", ou assumirá uma atitude pró-ativa, dizendo: "o que posso fazer para mudar isso em mim e ao meu redor?" Precisamos de crentes que se levantem para chorar, para orar, para clamar, para pregar, para viver, para anunciar. Precisamos de cristãos que testemunhem de Cristo no meio do caos e que orem, clamem, proclamem.
 
Tenho certeza de que em mim o Espírito Santo já inseriu o despertamento. Espero que o faça no coração do leitor também.
 
Como complemento, será muito precioso assistir a pregação do saudoso herói da fé, o Pastor David Wilkerson, ao falar sobre O BATISMO DA ANGÚSTIA.
 
https://www.youtube.com/watch?v=qRFDse-A_cc

Pr. Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo, Brasil

Um comentário:

  1. Graça e Paz! Pr. Wagner, observamos tudo com muita tristeza e compaixão, pois sabemos que esse sistema, digo a doutrina da corrupção, do ter vantagem em tudo, é uma demonstração do afastamento gradual da humanidade para com Deus. Sim, concordo que devemos interceder; pelas famílias, autoridades, pastores, convenções, forças policiais e tantos outros que são carentes da misericórdia Divina. Um abraço fraterno em Cristo Jesus.

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