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sábado, 14 de maio de 2016

memórias literárias - 339 - SOLIDÃO

SOLIDÃO
339
Wagner Antonio de Araújo

Em visita a um asilo, encontrei uma velhinha triste, sentada, fazendo crochê e com lágrimas nos olhos. Sentei-me perto dela e perguntei o porquê daquelas lágrimas. Ela me disse: “filho, eu não tenho ninguém no mundo e todos os meus amigos já morreram; como você acha que eu deveria estar?”

A solidão machuca. Solidão de quem fica viúvo; solidão de quem se torna órfão; solidão de quem se aposenta; solidão de quem termina um relacionamento; solidão de quem muda de cidade, de estado ou de país; solidão de toda espécie.
Mas há uma solidão que independe de vivenciarmos alguma perda. É a solidão que clama dentro de nós: “Quem sou eu? De onde vim? Por que estou aqui? Para onde irei ao morrer?” Dessa solidão todos participam.

Quando Jesus Cristo, o Filho de Deus, falou sobre o assunto, Ele disse: “O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que Lhe agrada.” (Jo 8:29). Que coisa maravilhosa ter a presença de Deus para preencher o vazio de nossos corações e dar fim à nossa solidão! E isso não é mera ficção; isso é real e acontece todos os dias no coração de quem o busca!

Deus ama aquele que o procura com humildade e confiança. Deus jamais deixou de fazer companhia a quem se aproximou dEle com fé.

A solidão, para acabar, precisa ser enfrentada. Cultivá-la ou apenas detectá-la não elimina o sofrimento. Ou a enfrentamos com coragem ou ficaremos sós até a morte.

A solidão está dentro de nós. Precisamos tirá-la, convidando Jesus Cristo para ser nossa companhia. Quem tem Jesus tem tudo; quem tem Jesus nunca ficará só. Ele disse: “Eis que eu estou com vocês” (Mateus 28.20) e também: “não lhes deixarei órfãos” (João 14.18).

Você pode ter a companhia dEle agora mesmo, se tão-somente pedir a Sua presença pela oração. Diga a Ele: “Jesus, venha ser a companhia para todas as horas e também o meu Salvador”.
 
obs: este texto virou um folheto:
 

14/05/2016

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