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terça-feira, 17 de maio de 2016

memórias literárias - 341 - AS DUAS MARIAS

AS DUAS MARIAS
341
Wagner Antonio de Araújo

Lá no sertão de Pernambuco viviam duas vizinhas por nome Maria. Uma era Maria das Dores e a outra Maria da Penha. Cada uma tinha oito filhos e seus maridos eram lavradores, que plantavam milho, feijão e tinham uns poucos animais.
O rio secara e a única água ficava no poço do Biguá. Era longe, uns oito quilômetros, e as vizinhas tinham que ir com os baldes na cabeça e nas mãos, para fazer render a viagem. Era muito duro.

Maria das Dores ia cantando e Maria da Penha lamentando.

Maria da Penha lamentava a pobreza, a miséria, a desgraça, a seca e a fome. Maria das Dores, pelo contrário, ia cantarolando. “É isto que me faz cantar, é isto que me faz cantar; dos meus pecados livre estou e para o Céu eu vou, é isto que me faz cantar”.  Ela reagia diferente de Maria da Penha, pois, ao invés de lamentar, ela cantava.

 “Ô, das Dores, por que tu cantas alegre nessa miséria tão grande? Tu estás louca? Xingue,  mulher! Tens direito de reclamar!” Dizia Maria da Penha.

“Mas, da Penha – exclamava a Maria das Dores -, quem está seco é o chão e não o meu coração!” A amiga não entendeu. Mas Maria das Dores explicou: “Tem seca pior do que essa, mulher. É a secura da alma. Quando soube que Jesus sofreu muito mais para pagar pelos meus pecados, eu vi que meu sofrimento era pouco. Jesus agora vai comigo e me dá coragem!”

Eram duas Marias, mas uma enfrentava a seca com esperança e a outra com desgosto.

Se convidarmos Jesus para ser o nosso Salvador, Ele virá e fará dentro de nós um rio que nunca se seca. Ele disse: “Quem crer em mim terá dentro de si rios de água abundante” (João 7.38). Fale com Ele agora, em oração. Ele regará a sua alma e lhe colocará uma canção alegre mesmo na mais dura seca.
 
obs: este texto virou folheto:
22/04/2016

 

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