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segunda-feira, 11 de julho de 2016

memórias literárias - 344 - NOJO - UM SENTIMENTO DE REPÚDIO


 

NOJO -
UM SENTIMENTO
DE REPÚDIO
344
Um prefeito (Rio de Janeiro) que solicita ao cidadão reclamante que mude de cidade ao invés de reconhecer sua má gestão.
 
Um comentarista esportivo que se diz satanista convicto e que Deus não é tão bom quanto dizem.
 
Um governo temporário que, conquanto não seja ideologicamente igual, descobre-se tão corrupto quanto aquele que foi retirado, favorecendo a frase de que "o xerife é tão bandido quanto o ladrão".
 
Um pastor e uma "pastora" que escandalizam a sociedade, num processo de pedofilia dele, num segundo casamento dela e num fechamento súbito e sem maiores detalhes de uma "igreja" arrecadatória de recursos de fiéis.
 
Um mafioso com nome de "queda dágua" que não para na cadeia, ri-se da sociedade e mantém-se ileso, numa suposta prisão domiciliar, com direito ao luxo e ao estilo mais rico que o mundo possa dar.
 
Um estilo de música maldito, dos morros cariocas e da periferia paulistana, que mostra os chamados "ostentadores", crianças que dizem coisas chulas e se vestem de dinheiro, ouro, carros caros e mulheres, ovacionados pela sociedade e detentores de mídia.
 
Estádios construídos com dinheiro público, com boa parte da verba distribuída por políticos e criminosos, e que não tiram o público dos campeonatos, nem impede a constante circulação de dinheiro de um lazer comprado, com campeões contratados e anunciados previamente.
 
Um governo que afirma não cobrar maiores impostos do país e que manda ao congresso um projeto cheio de novos impostos, sem pejo de renegar o que diz no próprio discurso.
 
Candidatos à presidência da câmara, que até ontem se odiavam publicamente por diversas razões, hoje apresentam-se como fruto de acordos entre os antagônicos, trazendo o ex-presidente barbudo como articulador do candidato dos oposicionistas.
 
Uma igreja católica que mantém em seus programas padres a tocar canções sertanejas de cunho adúltero e fornicário, que não temem pregar contra a fé no entretenimento público, conquanto consigam níveis de audiência que mantenham os canais no ar e os programas rentáveis.
 
Um povo evangélico que não faz juízo de valor dos seus pregadores; antes, continua a lotar as igrejas, os congressos e a audiência midiática de apóstolos que levaram dinheiro dentro de bíblias, pastores que receberam propina de políticos, missionários que projetam novelas sobre dez mandamentos e transformam-nas em grife de sucesso e lucro, mas pregam contra os dez mandamentos, apoiando descaradamente o aborto.
 
Bairros inteiros de São Paulo, pagadores de altos impostos e proprietários de imóveis, obrigados a suportar bailes funk e festas malditas de sexo e drogas a céu aberto desde sexta-feira, onde depredam carros, urinam nas portas e transformam os locais em antros de perdição, e uma polícia impedida de fazer qualquer coisa porque o prefeito chama isso de cultura e liberdade de expressão.
 
Doentes com cólicas renais e pneumonia, que procuram hospitais públicos e acabam morrendo na sala de espera porque há um médico para atender 500 pessoas, sem recursos, sem tempo, sem equipamento e sem dinheiro.
 
NOJO. Ânsia de vômito. Indignação. Tristeza. Sentimento extremo de vazio. É o que a alma sente ao contemplar esse Brasil mundano. Isso não torna o exterior melhor, pois eles têm os seus pecados e caminham para o seu próprio abismo (a Europa com a islamização, a América para o ateísmo completo, o Canadá com um primeiro ministro gay-ostentação, o mundo árabe com seus homens-bomba).
 
Porém, eu sou brasileiro, nasci aqui e este é o meu país. Lamento que a minha terra esteja assim. Mas é a fatura dos sacrifícios oferecidos aos demônios todos os anos nas praias brasileiras. É o custo da invocação do demõnio pela mídia e pelas famílias. É o preço pela falta de família, de padrão moral, de vida sexual regrada pelo Criador. Há coisas que não têm preço; há outras que têm troco. E o Brasil está a receber o troco pelos seus pecados.
 
Cinquenta milhões de crentes, evangélicos? Se cem mil se salvarem será muito! Só um remanescente realmente teme a Deus. Só um pequeno grupo não anda na toada de Satanás. Poucos mudam de canal diante de uma tv pervertida; poucos deixam de aceitar algum suborno ou de roubar alguma coisa (sonegação, uma laranja na feira, uma mentirinha branda). O que se prega com a boca e com a frequência na igreja não bate com o que se vive em casa ou no âmago do coração.
 
NOJO. É o que Deus sente contra os crentes brasileiros. "Porque não és quente e nem frio, mas morno, estou a ponto de vomitar-te de minha boca".
 
Sinais dos tempos. Volta de Jesus. Apostasia da fé. Pastores que não fazem jus ao chamado, moleques calças-curtas que atraem platéia, mas não honram a Palavra que deveriam pregar.
 
Há esperança? Sempre há. Pouca, diga-se de passagem. Mas há. E não está em grandes eventos, em grandes campanhas midiáticas e nem em mandar mensagens para whatsapp ou twitter a dizer "Deus não está morto". A esperança está no quarto fechado, joelhos dobrados e crentes em oração, ora em clamores, a dizer: "Tem compaixão de nós, Senhor!" Assim agiu Daniel, quando intercedeu pelo seu rebelde povo exilado em Babilônia. Assim orou Ezequias quando sitiado pelo inimigo. Assim Deus espera que supliquemos dEle o grande favor.
 
"Se meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e se converter do seu mal caminho, então eu os ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra". Promessa para Israel. Porém, de conteúdo estendido aos cristãos em toda parte, que suplicarem por suas nações. Deus poderia ter salvo Sodoma e Gomorra se mais de dez justos houvessem ali. Não haviam. Onde estão os Abraões a clamarem pelo Brasil?
 
Eis-me aqui, Senhor. Tem piedade do meu país.
 
Wagner Antonio de Araújo

11/07/2016

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