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sábado, 23 de julho de 2016

memórias literárias - 350 - DOS PAPAIS PARA A RUTINHA




350
Em comemoração do primeiro aniversário de nossa filha Rute Cristina Farias de Araújo, celebramos um culto ao Senhor na Igreja Batista em Vila Pompéia, São Paulo, Brasil. O culto foi no dia 23 de julho de 2016. Rute fez anos no dia 19 do mesmo mês. Seu primeiro aniversário. Ali, diante dos amigos, irmãos e familiares que se fizeram presentes, lemos esses textos para a nossa filha, os quais agora compartilhamos com emoção.
Rogamos a Deus que os use para a Sua glória.
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Da Mamãe Elaine
Para a Rutinha
Rute Cristina, meu tesourinho

Você não pode imaginar a emoção deste dia tão especial. Comemorar o seu primeiro aniversário é uma vitória maravilhosa e uma bênção por demais grandiosa!

Lembro-me do dia em que desconfiei que você surgira dentro de mim. Ao fazer os testes necessários detectei a sua presença e senti uma emoção maravilhosa. Quando contei para o seu papai ele quase não acreditou, pensando que eu estava a brincar. Mas, depois que percebeu o brilho nos meus olhos, teve certeza de que era algo real e sério e que em breve a nossa casa iria encher-se de vida!

Ah, Rutinha, quando tomo você nos meus braços eu me encanto! Como disse o poeta, o olhar mais lindo deste mundo é o da mulher olhando a filha tão querida. E como você me ilumina! Vejo no contorno dos seus olhos os meus próprios. Vejo no seu sorriso, nos seus gestos, nas suas mãozinhas, uma réplica de mim mesmo. Como eu amo você, meu amor! Eu perdi a conta de quantas noites passei junto de si ou que saltei num pulo lá do meu quarto para acudir-lhe nos seus choros da madrugada! Longe de reclamar, rejubilo-me por lhe encontrar ali, no bercinho, de pé, a olhar para o meu rosto, esperando que eu lhe tome nos braços e lhe acalente, mesmo que, ao invés de dizer "mamã" você diga "TÁTA" (até sonhar com a gatinha Nina você sonha!).
Amamentar-lhe por onze meses foi um sonho e não posso negar que estou sentindo saudades de fazê-lo. Mas você cresceu e agora não quer mamar mais! Há um misto de nostalgia e de felicidade, pois, ao mesmo tempo sinto a bebê dando lugar a uma linda menininha que cresce! Ah, Rutinha, escutar-lhe a dizer: "mamã", "táta", "uóuó" ou "babá" traz consigo uma emoção que sobrepuja todo o cansaço, toda a correria e toda dificuldade. Hoje, quando saio para trabalhar e lhe deixo com a Tia Milú, sinto como se uma eternidade nos separasse e aguardo ansiosamente pelo regresso. Em cada reencontro uma ternura, e em cada ternura um sentimento de gratidão! Você é o presentinho de Deus, a resposta às minhas orações, a alegria de meu lar, a felicidade dos meus dias!
Foi Deus quem me deu você. E a maior herança que eu quero deixar-lhe é a fé e a confiança em Jesus Cristo, o nosso Salvador, a quem desejo que você conheça tão-logo tenha entendimento para compreender tudo o que irei lhe ensinar sobre Ele. Foi Jesus quem deu vida a você e será Ele quem salvará a sua alma quando você crer e confiar em seu sacrifício na cruz do Calvário.
Filha, papai e eu lhe amamos. Queremos cuidar de você com amor, com dedicação, com coragem, com carinho e fazer de sua infância um tapete de amor e felicidade, sobre o qual os seus lindos pezinhos palmilhem firmes, preparando-lhe um futuro feliz e promissor. Minha princesinha, minha riquezinha, meu tesourinho, meu super-bebê! Receba hoje o meu amor e saiba: a minha vida é muito mais linda, bela e iluminada desde que você passou a existir. Eu lhe amo, princesinha do bem! Um beijo de sua mamãe Elaine. Deus lhe abençoe!

Elaine Okada de Farias Araújo

Do Papai Wagner
Para a Rutinha
Filha minha

Pela manhã eu vi o sol nascer. A noite, já cansada, entregou-se ao doce acalanto da luz nascente e, sem que soubesse como, transformou-se em bela manhã ensolarada.

Você fez o mesmo conosco, Rute Cristina.

Sua mãe e eu unimo-nos pelos laços do amor e formamos uma família. Deus estava conosco e esperávamos que em algum momento a noite da espera desse lugar ao amanhecer de uma nova vida.

Oramos por quatro longos anos. Às vezes pensávamos que o amanhecer ainda demoraria chegar. Agradecíamos por tudo, pois Ele sabia o que era melhor para nós. A esperança, porém, insistia em permanecer.

Foi numa manhã especial que mamãe entrou ao quarto do papai e sentou-se no encosto da poltrona. Seu rosto resplandecia e seu papai não compreendia. Mamãe então, com um sorriso inspirador, disse alegremente que Deus criara a Rutinha e que em breve a teríamos conosco! No começo não acreditei, minha filha. Mas sua mãe tanto insistiu que eu não apenas cri, mas me emocionei muito.

Foram meses de alegria ao ver-lhe crescer e se tornar um redondo vivo na barriga da mamãe. Enquanto você crescia o nosso amor aumentava. Estrôncia? Maria? Ester? Priscila? Eram tantos nomes! Mas em oração nós dois, papai e mamãe, decidimos por chamar-lhe por dois nomes: o primeiro de uma inspiradora mulher da Bíblia, Rute, cuja fé e testemunho desejamos que você também tivesse. E o segundo Cristina, por significar a fé que seus pais lhe ensinariam, a fé cristã.

Mas tudo ainda era sonho, era esperança, era uma realidade que desconhecíamos.

Chegou o dia. Você, inquieta, chutava a barriga da mamãe e queria sair. Nós, inexperientes, corremos para a Maternidade Santa Joana e ali, naquela maternidade, sob os cuidados de uma médica cristã e amorosa, você veio ao mundo, estando, após as mãos da cirurgiã, em meus braços iluminados.
Sim! A noite da espera passara! Você chegara e, consigo, a luz da manhã e da alegria! Você iluminou as nossas vidas! Você foi a manhã de arrebol!

Filha, você transformou a nossa casa! Antes tudo vivia arrumadinho, cada coisa em seu lugar. Mas faltava a vida. Agora, por mais que cuidemos, há uma bagunça constante, mas há vida e há a luz da manhã em cada cômodo! Vejo por toda parte os seus sinais: mamadeira, colheres, bichinhos de pelúcia, tartaruga barulhenta, bolinhas plásticas e os seus biscoitinhos de polvilho! Não troco a sua bagunça pela mais linda e arrumada casa deste mundo! Você bagunçou a casa e arrumou em nós a alegria da vida!
Minha vida, meu sangue, minha continuidade! Leva no sobrenome a linhagem de sua mãe, os Farias, e encerra-o com a minha linhagem, os Araújo. E em sua alma o doce acalanto de ser uma florzinha de Jesus!

Filha, queremos que você seja feliz. Queremos que você conheça Jesus, o Pastor de nossas almas. Queremos que você seja saudável, alegre, abençoada e cheia de amor.


Um dia eu escrevi algo para um filho imaginário, chamado Jason. Aquelas palavras eram lindas, mas não tinham alguém real que as contemplasse. Hoje tem: você!

Você foi formada pelo amor eterno do nosso Criador. Sua mãe tornou-se mais doce ainda, tornou-se meiga, tornou-se frágil, tornou-se sensível, você passou a residir dentro dela, como um lindo presente que estava se formando!

Ah, Rutinha, seus dedinhos pequenos, agarrados em minha mão, como me emocionam! Você é tão frágil, tão sublime, tão carente, como eu amo você!

Quero assistir os seriados antigos com você, ensinar-lhe a cantar as canções inesquecíveis, brincar de cavalinho, pular cordas e pintar o sete. Quero ser um pai de verdade para você, minha filha! Quero contar as velhas histórias, mostrar-lhe os velhos lugares e andar passo a passo com você!

Filha, sei que agora você está com soninho. Sei que não está entendendo nada do que falo, do que choro ou do que sinto; você ainda é uma flor em botão. Por isso estou escrevendo tudo;  assim um dia você poderá ler e reviver comigo as emoções que senti quando você veio morar conosco, tomar conta do seu bercinho e invadir o nosso coração com o seu encanto!

Acho que para mim a vida tem agora um novo sentido, minha filha! Agora você é a minha razão de viver, de aprender, de vencer, de lutar! Não, não deixei a mamãe de lado não, querida. Eu e a mamãe sentimos o mesmo por você. Nem eu e nem ela temos ciúmes por amarmos a você. É como se você fosse a ponte que solidifica mais e mais o amor que ela e eu sentimos um pelo outro.

Muito obrigado, Rute Cristina, por nos fazer felizes e por existir!

Agora, deixe-me ajoelhar junto ao seu bercinho. Vou falar com o Criador, aquele que cuida de você, da mamãe e do papai. Aliás, quero que você aprenda a amá-lo junto comigo. Por isso, querida, hoje mesmo, aqui de joelhos, quero ensinar-lhe a buscá-lo sempre, até nas horas alegres e lindas, como essa.

"Papai do céu, aqui sou eu, o papai da Rutinha. É tão gostoso ser pai, Papai! Eu não imaginava o quão rico é o sentimento de paternidade; agora posso imaginar o Teu sentimento por Jesus Cristo, o Teu Filho querido! Muito obrigado por fazer-me capaz de gerar, e muito obrigado por fazer minha esposa capaz de conceber! Muito obrigado por dar vida à minha bebê!

Ajuda-me a ser um bom pai, a ser amoroso, sincero, meigo, disciplinado, correto, bíblico e presente. Sim, Papai do céu, não quero perder nenhum momento da Rutinha.

Eu Te dou a minha palavra, Papai do céu, que ensinarei a mulher que irá crescer a amar-Te sobre todas as coisas, a servir-Te, a colocar-Te em primeiro lugar de sua vida. E, quando ela ficar velha, haverá de se lembrar que o pai dela era um homem que andava com Deus. Me ajuda, Papai do céu. Eu quero ser mais consagrado! Procuro fazer o melhor, mas sou tão falho! Em nome de Jesus, me ajuda a falhar menos, a lutar mais e a perseverar sempre!

Em nome de Jesus,

Amém."

Boa noite, Rute Cristina Farias de Araújo! Dorme com Deus, minha filha! Deus te abençoe!



Pr. Wagner Antonio de Araújo

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