quarta-feira, 11 de setembro de 2013

memórias literárias - 108 - O ESCANER E A VIDA ETERNA


108 - O ESCANER
E A VIDA ETERNA



Ganhei um livro maravilhoso, de 1937. Seu conteúdo é estupendo. Sua mensagem, atualíssima. Mas o objeto está em frangalhos. Suas folhas amareladas. Sua encadernação descosturada. Suas páginas estão manchadas e algumas rasgadas. Os cupins consumiram parte da capa e das bordas. O texto está em português arcaico, de difícil compreensão à primeira vista. Mas a mensagem é belíssima.

Então, com cuidado, coloco-o deitado sobre o vidro do escaner do computador. Procuro fazer isso sem danificá-lo mais (e, infelizmente, é impossível, dada a sua extrema deterioração). Com zelo e muito esforço escaneio o seu texto. Aparece no monitor. Uma foto. Um retrato. Um desastre. O texto quase some diante das cores escurecidas das manchas do tempo. Mas tenho um software que trata. Vou melhorando a foto. Retiro as bordas. Retiro as cores que não me interessam. O texto quase desaparece. Realço o preto. O texto retorna. Recorto de forma quadrada. E, após uma dedicação de horas, tenho cada retrato escaneado e legível. Claro, não em completa clareza, mas o suficiente para dizer: é o meu livro no computador, legível e perpetuado! Em seguida procuro transformá-lo em texto. Uso os leitores disponíveis. O resultado é incompleto. Para cada página que o computador tentou ler, uma série de erros de gramática. Entro no texto e conserto linha por linha, atualizando seu conteúdo.

E, após todo esse esforço, consegui transformar o meu velho, desgastado e esquecido livro em um texto preservado, como se tivesse saído da gráfica agora! O objeto, o papel velho, continuará a deteriorar-se, virará pó. Mas o livro, o seu conteúdo, estará preservado perpetuamente, porque o conteúdo não era o papel mas a mensagem escrita, e esta eu transferi.

Assim somos nós diante da velhice do corpo. Não somos apenas corpo em funcionamento; somos alguém, um ser, uma personalidade, uma entidade viva dentro do boneco de pó feito fôlego de vida. O tempo nos desgasta como desgatou o meu livro. Os anos nos desconjuntam, nos travam as pernas, enfraquecem a vista, o coração, faz com que os dentes caiam, os cabelos branquejem ou mesmo desapareçam. A face enruga, a voz afina e enfraquece, os pés esfriam e os músculos perdem a rigidez. É a velhice que chega para todos, indistintamente.

Mas Deus, em Sua infinita graça, nos promete transferir. Sim, transferir o nosso ser que vive dentro desse corpo em entropia. "Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus." (2Co 5:1). Deus irá nos escanear! Sim, tirará de dentro do papel velho todo o conteúdo escrito, a nossa vida, a nossa fé, a nossa experiência, a nossa memória, o nosso ser vivo, e o transferirá para outro, novinho em folha, perfeito, permanente e glorificado! Claro, em duas etapas (após a morte e depois a posterior ressurreição). Mas a promessa é: Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; (Rm 6:5)

Não precisamos temer. O corpo se desgasta mas o nosso ser é eterno. Então, que seja eternamente salvo, resgatado, recolhido pelo poder do nosso Deus, do mesmo jeito que Seu Filho bendito fez, ao morrer no Calvário: E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou. (Lc 23:46).

Meu livro está preservado. E a minha vida também, pois o meu Deus me escaneará para o Seu Reino, para sempre!

Aleluia!

Wagner Antonio de Araújo

memórias literárias - 107 - CASAMENTO: PLANO, DÁDIVA E ORIENTAÇÃO

107 - CASAMENTO: PLANO,
DÁDIVA E ORIENTAÇÃO


No último sábado, 20 de julho de 2013, fui preletor no 14o. Jantar de Casais da Igreja Cristã Evangélica Renovada em Mogi das Cruzes, São Paulo, à convite do Pr. Marcos Rozevel de Oliveira Rosa, a quem muito agradeço.

No domingo repeti a mensagem no púlpito da Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo.

Compartilho aqui o texto preparado para o evento.

Wagner Antonio de Araújo





Tema: RENOVANDO O PACTO DE FIDELIDADE
Divisa: Salmo 89.34:
“Não violarei a minha aliança, e nem modificarei o que os meus lábios proferiram”

CASAMENTO: PLANO, DÁDIVA
E ORIENTAÇÃO DE DEUS PARA A HUMANIDADE

O casamento, antes de ser considerado um fato sociológico ou manifestação cultural, deve ser considerado uma instituição divina para a humanidade. Foi Deus quem o criou; foi Ele quem o instituiu. Deixou regras claras para o exercício do matrimônio, apontando o caminho para a verdadeira felicidade e realização. Em nossa sociedade, entretanto, por estar poluída com o paganismo, com o ateísmo e com o pós-modernismo, as pessoas deixaram as orientações bíblicas para seguir os seus próprios conceitos: casam-se com sexos iguais (o que em nenhum lugar do Universo pode ser considerado “casal”, senão na cartilha dos modernistas), casam-se com várias pessoas ao mesmo tempo ou contraem diversas núpcias ao longo da vida sob qualquer pretexto (e não apenas pela exceção apontada por Cristo em Sua Palavra “a não ser em caso de adultério”, cf. Mt 5.32). No caso de cristãos desde o berço, deixam de seguir a orientação divina (“não vos prendais a um jugo desigual”, cf 2 Co 6.14) e caminham rumo ao desconhecido, seguindo o próprio coração. Resulta disso a grande desestrutura familiar contemporânea, a instabilidade das relações, a falta de Deus no lar e a infelicidade das famílias.

Afirmo com toda a convicção que Deus, o criador do homem e da família, planejou o casamento, concedendo-o para a felicidade do casal e estabeleceu regras para o seu desenvolvimento. Por ser Ele o criador da família sabe perfeitamente a receita para a felicidade de Sua criação. Portanto, gostaria de refletir sobre Seu plano, a dádiva advinda dele e as Suas ordens para realizá-lo com perfeição.

I – O CASAMENTO É UM PLANO DE DEUS

Ao criar a humanidade Deus o fez em duas partes: primeiro criou o homem e depois a mulher. Ao criar o homem “disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.” (Gn 2:18). Foi idéia divina a criação da mulher. Fê-lo para torná-la sua ajudadora, sua companheira, sua parceira. Estava ali a graça de Deus operando de forma decisiva no suprimento do homem: criou-lhe uma companhia, criou-lhe alguém que dele cuidasse e que o acompanhasse em toda a sua existência. Ele é o autor do casamento.

Ao uni-los (foi o próprio Deus quem determinou essa união), deu-lhes uma ordem: E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.” (Gn 1:28). Com isso o Senhor estabelecia não apenas a concessão do convívio entre homem e mulher, mas o caminho para multiplicá-los, realizando o Seu intento de tê-los como dominadores em toda a Natureza. Era o plano para a perpetuação da espécie, para a habitação de todo o planeta.

Deus não criou a companheira para o homem através de outra ordem, de outra espécie, de outra criatura. Ele o fez através de um pedaço dele: extraiu uma costela e com ela criou a mulher. Ela seria agora “osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.” (Gn 2:23). Separados através da primeira cirurgia da história, as partes se buscam e querem o reencontro e a reunião. Por isso Cristo afirmou: “E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne.” (Mc 10:8). O casamento torna Adão e Eva em uma única unidade física, através da união, do convívio, da conexão.

Encontramos no Novo Testamento as palavras instrutivas do Apóstolo Paulo quanto a essa questão: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, “(Ef 5:25). Através do casamento o homem deve desenvolver com temor e tremor o amor pela sua esposa. Um amor dedicado, profundo e sacrificial, que tem em Cristo o seu modelo máximo: assim como Cristo amou a igreja, morrendo por ela, assim devem os maridos dedicarem-se em amor por suas esposas. Dedicação que inclui sustento, amor, compreensão, socorro, cuidados, carinho, suprimento, atenção, fidelidade, consagração.

Também lemos nas páginas do Novo Testamento a ordem divina para as mulheres: “Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor.” (Cl 3:18). Se por um lado os maridos deveriam dedicar as suas vidas nos cuidados para com suas esposas, deveria ser também em igual consagração a submissão das mulheres aos seus próprios maridos. Isto significa andar com eles, caminhar em seus propósitos, honrá-los, respeitando-os, submetendo-se às suas orientações e decisões. Certamente que isso não ecoa politicamente correto numa sociedade que despreza a Palavra de Deus e os conceitos divinos. Mas para os crentes legítimos isso é verdade inabalável: homens amam e dão a vida; mulheres honram e são-lhes submissas.

II – O CASAMENTO É UMA DÁDIVA DE DEUS

O casamento tem suas alegrias e suas delícias. Deus o criou não apenas para perpetuar a espécie ou para o domínio da Natureza, mas para  a felicidade do homem.

Diz-nos o autor de Eclesiastes: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.” (Pv 5:18). A alegria de conviver, de estarem juntos, de desfrutarem da intimidade sexual, de poderem ser quem são sem máscaras e nem limites na privacidade deve gerar profunda alegria e plena realização. Contudo, tal felicidade está limitada ao “teu manancial”, “mulher da tua mocidade”, ou seja, a única mulher com quem o homem celebrou um compromisso, uma aliança. Não há espaço nos propósitos divinos para uma segunda ou uma terceira, nem para outros homens na vida da esposa.

O casamento também supre necessidades básicas na vida de ambos: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.” (Ec 4:9). O casamento potencializa esforços e aumenta o sustento. No passado as mulheres primavam pela atividades do lar. Hoje ambos têm vidas profissionais e somam os seus recursos, melhorando as próprias condições (o que não exime a responsabilidade feminina como a “rainha do lar”). O casamento supre também necessidades humanas e físicas, pois está escrito: “Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?” (Ec 4:11). Como é bom a companhia do cônjuge ao nosso lado, quando estamos em nosso leito ou em nossa mesa! Também potencializa a força da família: “E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.” (Ec 4:12) A esposa encontra no marido o seu defensor; este, tem na esposa a sua melhor advogada. Por isso a importância da fidelidade e da vida correta entre ambos e com cada um em particular!

A família biblicamente constituída promove descendência: “Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a perturbação; porque são a posteridade bendita do Senhor, e os seus descendentes estarão com eles.” (Is 65:23). Como é lindo uma família que teme ao Senhor, que possui um patriarca honrado e consagrado, uma mãe zelosa e exemplar! Filhos, netos, noras, genros, todos em franca admiração deste lar abençoado pelo Criador! E isso não está longe de ser realidade, desde que coloquemos em prática os propósitos do Senhor em nossos casamentos!

Aliás, esta é outra dádiva do Senhor: um lar que serve a Deus! “Porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. (Js 24:15). Sim, um lar biblicamente constituído tem o privilégio de servir ao Senhor em união e em dedicação! Podem os pais trazer para a esfera da casa um clima de culto, de respeito a Deus, de celebração de Cristo, dia após dia. Na mesa de refeições, na sala de estar, no quintal ou na varanda, no quarto de dormir. A casa se torna recôndito dos autênticos servos do Senhor! (foi assim que John Paton seguiu ao Senhor, vendo o seu pai entrando no quartinho que chamava “santo dos santos” em oração; foi assim que Suzanna Wesley criou os seus multos filhos, dando 2 horas diárias em oração).


III – O CASAMENTO DEVE SEGUIR A ORIENTAÇÃO DE DEUS

Se o casamento ainda não aconteceu, deverá seguir os critérios divinos: dois servos do Senhor: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2Co 6:14). Seguir os impulsos da emoção não é caminho pavimentado para a felicidade. Casar-se porque alguém é bonito, é rico, é influente, é muito amigo, mas não satisfaz os critérios bíblicos, é um risco muito grande.”mas se falecer o marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor. (1Co 7:39). Se o critério para as viúvas era “casar-se no Senhor”, também funciona (e com muito mais eloqüência) às virgens, às moças. E aos rapazes também.

Aos casais que não são ambos do Senhor, seja por uma decisão impensada no passado, seja por ter um dos cônjuges se convertido após o matrimônio, seja por um dos dois ter se desviado de Cristo, uma palavra de paciência, de oração, de estímulo à fé: “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;” (1Pe 3:1). Esse silencioso testemunho serve também aos maridos crentes: orem, clamem, testifiquem, leiam a Bíblia com suas esposas (lembro-me de Thiago Taylor, avô de Hudson Taylor: no dia do casamento converteu-se; sua esposa não era crente; todas as noites, antes de dormir, dobrava os joelhos e orava em voz alta e em lágrimas, pela salvação da esposa; um dia esta ajoelhou-se e orou: Deus, se a minha alma é tão importante para o meu marido, então eu também quero converter-me a Jesus”).

O casamento deve exemplificar o amor de Deus pelo homem e a própria harmonia da Santíssima Trindade. “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,” (Ef 5:25). O amor de Cristo como exemplo ao amor do marido. “De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.” (Ef 5:24). A submissão da Igreja à Cristo deve ser exemplo da consideração das mulheres aos seus maridos. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (Jo 17:21). Papéis diferentes entre Pai e Filho, mas amor, unidade e completa harmonia entre ambos. Esse é o ideal para a família.

O fim do matrimônio deve ser com o falecimento de um dos cônjuges, não com os problemas de adaptação ou com o desgaste do relacionamento. É necessário que se entenda que a ALIANÇA vem primeiro do que o sentimento. É um pacto, um acordo, um compromisso que se assume com o outro, diante de Deus e da própria sociedade, para um viver unido até o final. Contudo, “por causa da dureza dos vossos corações” (cf Mc 10.5), Cristo deixou uma ressalva para a separação: “a não ser por adultério, por infidelidade (Mt 5.32). E o Apóstolo Paulo também orientou quanto ao abandono do cônjuge que não suporta a fé cristã: “Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não esta sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz.” (1Co 7:15) . Contudo, jamais isso servirá de regra, senão de exceção e decepção profundas, uma válvula de último escape.


IV – PALAVRAS QUE PODEM RESTAURAR UM CASAMENTO

Quatro pequenas letras podem servir de base para a transformação de um casamento. MMPM. O que significariam essas letras?

M – “Muito obrigado”. Sim, expressão de gratidão, de reconhecimento, de consideração. Com o convívio deixamos de expressar gratidão pelas coisas, pelas atitudes, pelos presentes, pela dedicação, pelo trivial e pelo especial. O convívio ao tornar íntimos os cônjuges torna-os, muitas vezes, de comunicação falha. Ou então passam a considerar as coisas feitas um pelo outro e para o outro como “meras obrigações” de quem vive junto. Não deve ser assim. Ensina-nos a Palavra de Deus: “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.” (Cl 3:15) Agradecidos a Deus, mas agradecidos ao outro. E isso não pode ser subentendido, deve ser verbalizado dia após dia, mesmo que repetitivamente.

M – “Meus parabéns!” – Ah, quanto pecamos por não celebrar as vitórias do outro! Não apenas com o cônjuge, mas com os próprios filhos! Se o filho tirar 9, então a reclamação é porque não tirou 10. Ao tirar 10 reclama-se porque não fizera isso antes. Dessarte nunca há um momento onde se diz: “Meus parabéns!”. Com os cônjuges isso deveria ser expressão constante! Parabenizar por um arroz que ficou no ponto, por uma casa arrumada, por um negócio realizado, por uma promoção, por uma decisão de vida, por um quilo perdido, por uma dívida paga, por uma palavra boa, por uma celebração específica. Parabenizar impulsiona o outro a melhorar ainda mais naquilo em que dedicou-se. Dar os parabéns faz o outro sentir-se reconhecido. E isso é bíblico. O pai do Pródigo celebrou a decisão de regresso. Cristo celebrou a fé da mulher fenícia (“ó, mulher, grande é a tua fé”, cf. Mt 15.28).

P – “Precisamos conversar” – Uma prática que deixamos de lado quando os problemas se avolumam ou quando julgamos não ter mais jeito de acertar as arestas. Varremos os problemas para debaixo do tapete, na esperança de manter limpo o caminho. Enganamo-nos! Os problemas estão lá, aguardando apenas o momento de virem à tona! É necessário conversar. É necessário colocar as coisas em ordem, admoestar, exortar, confessar, orientar, chorar, consolar. “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só;” (Mt 18:15). É necessário tratar civilizadamente das diferenças. Contar o que se sente, contar sobre a mágoa, buscar o acerto. E quem ouve, se tiver que pedir perdão, que peça. Se puder mudar de comportamento em prol da harmonia, que mude. Mas conversar é fundamental.

M – “Me perdoe” – Ah, como somos teóricos em nossas vidas cristãs! Dizemos aos homens que Cristo perdoa pecados, que devem pedir perdão a Deus, mas não pedimos perdão quando sabemos que estamos errados! Achamos que o tempo dirá que mudamos e que não precisamos dessa humilhação. Mas o perdão tem que ser verbalizado. Temos que pedir perdão. E se for excessivo, se não for a primeira vez? A outra pessoa pode dizer: “toda hora você pede perdão!” Mesmo assim. “E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe.” (Lc 17:4) E o outro tem que ouvir o seu: “eu te perdôo”. Há quem diga: “não perdôo”. Está errado. Na oração do Pai Nosso está escrito: “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores”. Há quem diga: “perdôo mas não esqueço”. Está errado. O próprio Deus diz sobre os nossos pecados: “Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Hb 8.12) “E diz: Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniqüidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar.” (Mq 7:19). Perdoar é um ato de cristianismo e de conversão.

CONCLUSÃO

O casamento é um plano de Deus para a felicidade humana e deve ser preservado, respeitado e cultivado.
A fidelidade é imprescindível: fidelidade um para com o outro, fidelidade para com Deus e fidelidade para com a posteridade.
Um lar desmoronado pode ser reconstruído pelo poder do Espírito Santo e pelo exercício das regras bíblicas do casamento.
Somente famílias consagradas poderão mostrar ao mundo o verdadeiro poder do amor de Deus.
Comece hoje a usar as 4 letras e a reedificar, no Senhor, um casamento feliz.

Wagner Antonio de Araújo

(mensagem pregada em 20 de julho de 2013, no 14º. Jantar de Casais da Igreja Cristã Evangélica Renovada de Mogi das Cruzes em São Paulo, à convite do Pastor Marcos Ruzevel de Oliveira Rosa, a quem agradeço cordialmente).

memórias literárias - 106 - EU VOU MORRER

106 - EU VOU MORRER
 
Estou anunciando publicamente o que sabia desde que me conheci por gente: eu vou morrer. Sim. Não terei alternativa. O meu corpo está se desfazendo dia após dia. Já não tenho vitalidade dos meus 15 anos. Os meus cabelos não produzem mais a coloração correta e minhas vistas não enxergam com facilidade. O meu rosto cultiva rugas e marcas que eu não tinha há alguns anos. As minhas pernas, antes ágeis e flexíveis, agora precisam de apoio (e algumas vezes até de bengala) para não se "esquecerem" do passo certo. A destreza das idéias não acompanha a resposta do corpo e eu percebo que a entropia física toma conta do meu organismo e dia mais, dia menos, deixarei esse tabernáculo.
 
Pode ser que demore um pouco. Com dietas, remédios, cuidados físicos, consigo prolongar um pouco o funcionamento do corpo. Pode ser que não. A verdade, todavia, é que eu irei morrer mesmo e não há o que fazer para evitar (exceto se eu fizer parte da chamada "geração do arrebatamento", pois creio nesse evento escatológico).
 
Mas o meu anúncio é mais sério ainda, pois ele é extensivo. Não serei eu apenas a morrer. Quem me lê agora também morrerá, mais dia, menos dia. O meu leitor também está fadado ao ocaso da vida e ao império do túmulo. A morte é uma realidade, ainda que o homem faça de tudo para evitar falar sobre o assunto ou adiá-la um pouco mais. Todos morreremos. Um dia o fôlego de vida que nos mantém animados sairá e deixará o corpo como uma caixa vazia, um celular sem chip e sem bateria, onde o chip é o espírito, que se foi para Deus e a bateria a alma que dormiu na morte (esses termos confundem-se no Novo Testamento, mas servem didaticamente aqui).
 
Morrer não é a minha vontade e nem a do meu leitor, ainda que tenha dito inúmeras vezes, que preferiria a morte a tanto sofrimento enfrentado. Na verdade homem algum quer a morte por prazer; ou a quer por conveniência, ou para poupar maior sofrimento. Pobre alma, não imagina que no além-túmulo as coisas não são inertes ou tranquilas, mas pontuais e decisivas! É certo que a morte é um alívio para quem tem comunhão com Deus, mas ai de quem não tem! O túmulo não traz paz nem felicidade ao incrédulo ou pecador inverterado.
 
Não fomos criados para a morte. Deus nos criou para a vida. A morte veio como consequência das más escolhas que nossos primeiros pais fizeram. "No dia em que comeres ... morrerás", disse Deus ao primeiro casal, caso comesse de uma única árvore no Éden, a única proibida. É bom que se diga que havia MILHÕES de árvores, talvez muitas inexistentes aqui hoje, e NENHUMA necessidade de comer daquela proibida. Não estavam com fome, não estavam em apuros, não havia nada que os obrigasse a isso. Foi mesmo a tentação externa (Satanás aos ouvidos de Eva) que os conduziu à cobiça: serão inteligentes, serão cientistas (conhecedores de todo o bem e de todo o mal), terão olhos abertos. Mas olhos abertos eram os de antes da queda, que viam a Deus pela viração do dia e que não tinham nenhuma preocupação e nenhuma ansiedade. Preferiram a proposta do inimigo em lugar da estabilidade de Deus. Escolheram. Pecaram. Morreram. Saíram do Éden levando consigo o salário do pecado, da má escolha: a morte. Por habitação derradeira ganharam um túmulo. E esse foi o legado que nos deram como primeiros pais...
 
Deus não os abandonou sem esperança. Deu-lhes uma promessa: o descendente da mulher venceria a serpente, ainda que mordido no calcanhar. Era uma fala poética, uma profecia messiânica: o Filho de Deus viria, se tornaria o nosso Salvador, vencendo a peçonha do pecado da raça. Ele curaria o homem e o prepararia para o porvir.
 
Assim, há um porvir, um novo alvorecer,  um viver após a morte!
 
Assim que os olhos se fecham a promessa se cumpre: "Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus." (2Co 5:1). O Apóstolo Paulo disse à respeito de sua morte: "Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor." (Fp 1:23). Cristo falou ao ladrão arrependido: "E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso." (Lc 23:43). Portanto, se eu estiver em Cristo (arrependido de meus pecados e confiado nEle como meu único e suficiente salvador) poderei ter a mesma segurança: ao morrer estarei com Cristo. Aleluia!
 
No fim dos tempos terei a promessa de uma ressurreição completa e absoluta: o meu corpo sairá do pó e voltará à vida: "Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." (1Co 15:52). O meu corpo será semelhante ao do Senhor: "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos." (1Jo 3:2)
 
E para terminar esse anúncio, notifico que morrerei. Irei para Cristo. E com Ele voltarei e ressuscitarei, estando para sempre com o Senhor. Ao amigo leitor insto: receba de Cristo a sua salvação também ("A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo." Rm 10:9) e garanta em vida a sua condição futura. É possível! Deus prometeu salvar os convertidos ao Seu Filho! Por que demorar? "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Mt 11:28)
 
Wagner Antonio de Araújo
 

memórias literárias - 105 - MÁGOA

105 - MÁGOA
 
Maria e Mhirtes são da mesma igreja. São até amigas, não das mais chegadas, mas se respeitam e até sorriem. Contudo, ao final de um culto, por causa de um automóvel estacionado, elas brigam. Uma bloqueou o estacionamento da outra, e então começam um grande bate-boca na porta da igreja. A turma do "deixa-disso" aparece, e dissipa o foco de briga. Após o evento, juntam-se uns com Maria, apoiando-a, e outros com Mhirtes, confortando-a.

O tempo passa e ambas fazem de conta que nada aconteceu. "Os incomodados que se mudem", e esperam que a outra vá embora da igreja. O pastor, contudo, espera que ambas se reconciliem. O tempo passa rápido. Três meses.

"Maria, não vai mais falar com Mhirtes?" "Deus me livre, pastor. Não quero nem papo, nem olhar pra ela". "Maria, não é assim que devemos fazer. Precisamos perdoar as ofensas, foi isso que o Mestre nos ensinou em Sua palavra". "Ah, pastor, eu ainda não cheguei nesse capítulo..." E os dias correm.

Chega a Ceia do Senhor. Aliás, mais uma Ceia, onde ambas, bicudas, iriam rejeitar  o cálice e o pão. Mas, antes da celebração, chamei Maria e disse-lhe: "Maria, hoje é o dia de dormir o sono dos justos!" "Como assim, pastor?" "Hoje você deve perdoar como também foi perdoada, e acolher, como também foi acolhida". "Mas ela me rejeitará, pastor!" Então eu digo: "E daí? Que importa para você? O problema não será mais seu!"

Começa a Ceia. Dou a oportunidade para que os magoados e os magoadores, busquem as pessoas prejudicadas ou prejudicantes, e que dêem o abraço silencioso do perdão dado ou recebido. Começamos o canto do hino "Pão da Vida, Pão dos Céus". Maria se levanta, cabisbaixa, vermelha, sem vontade, mas obedecendo às instruções de Cristo, e busca Mhirtes, e a abraça. Mhirtes sequer olha para Maria, mas a abraça, para não ficar feio diante dos outros.

Ao final, Maria me procura: "Pastor, Mhirtes nem me acolheu!" "E daí, Maria? Você fez a sua parte! O problema não é mais seu, mas dela! Agora vamos orar para ela também abrir a alma e o coração. Quanto a você, durma hoje o sono dos justos" Maria sorriu e saiu. A impressão que tive é que ela flutuava, de tão leve!

Isso não é ficção. Isso é fato, acontecido em meu ministério, apenas troquei os nomes. E não é antigo. Infelizmente, cenas como essa existem aos montões, pelas igrejas afora. Quantos de nós já não fomos protagonistas numa delas? Quantos não fomos as vítimas, ou, pior ainda, não fomos os réus?

Gosto da Ceia do Senhor por isto: porque ela nos obriga a acertar as contas. Do contrário, se deixarmos de participar, estaremos em pecado (examine-se o homem, e COMA DO PÃO, diz I Coríntios 11.28). E, se participarmos indignamente, seremos réus e poderemos adoecer e até morrer (vide o mesmo capítulo). Não temos alternativa: a única que nos resta é consertar. Pois no Reino de Deus não há espaço para a cara feia e para a mágoa. Nem para a raiz de amargura e a inimizade. Essas coisas não devem existir e nem serem nomeadas entre nós.

Se o seu coração está magoado, desmagoe-o, perdoando. Pense assim: "Toda vez que eu me lembrar do que você fez, também vou me lembrar que perdoei você". E viva feliz, desintoxicado do ódio, da mágoa e da dor!

Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
bnovas@uol.com.br
www.uniaonet.com/bnovas.htm

memórias literárias - 104 - DÁDIVAS DA MINHA VIDA

104 - DÁDIVAS DA MINHA VIDA
04/07/2013
 
Menor sou eu que todas as beneficências, e que toda a fidelidade que fizeste ao teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão, e agora me tornei em dois bandos. (Gn 32:10)
 
Posso dizer com bastante convicção de que Deus não me trata como mereço e não me ignora no meio da multidão. Se ele me tratasse conforme as minhas obras eu estaria debaixo de Sua ira e condenação, caminhando a passos largos para o Inferno. Ele, contudo, me amou e me elegeu nEle, atraindo-me para a Cruz. Oh, amor bendito e eterno, como agradecer suficientemente? Com isso entendo que A GRAÇA DE DEUS é a dádiva imerecida que recebi do Senhor, e A MISERICÓRDIA DE DEUS é a bênção de não ser tratado como de fato eu mereço. GRAÇA E MISERICÓRDIA estão sobre mim! Aleluia!
 
Deus foi gracioso e salvou a minha velha mamãe. Falo dela como Jacó falava de sua Raquel: com emoção, com dor, com saudade, mas com profunda gratidão. Com pesar sepultei a minha mãe. Mas que mulher maravilhosa ela foi (e é, no Reino Eterno do Senhor!) Ela me criou e por mim doou a sua vida. Concebeu-me em seu ventre, carregou-me por nove meses, deu-me à luz, cuidou de mim quando era um bebezinho. Quantas vezes atravessou as noites em claro acalentando-me no berço, cuidando de minhas constantes dores nas pernas e febre. Nos dias frios lavava as roupas no tanque cheio de cândida e sabão, molhando seu vestido e avental. Nos dias de calor carregava-me no colo tantas vezes, cansada, mas feliz! Fez minha comida, trocou as minhas roupas, deu-me banho, ensinou-me o certo e o errado, defendeu-me das iras paternas, levou-me e trouxe-me à pé da escola e transformou-se em minha heroína. Quando eu me converti ao Senhor ela irou-se, chorou, ficou magoada, nervosa, esfriou-se para comigo, mas atentou no evangelho que eu trazia, pois me amava. E Deus, em Sua infinita misericórdia, atraiu-a para a Cruz, convertendo-a numa noite de quarta-feira de cinzas, enquanto fazia a janta! Mamãe foi regenerada, nasceu de novo, tornou-se uma serva de Deus! E como serviu ao Senhor! Suas orações foram tão amplas, tão reais e tão ouvidas que continuam a ecoar no éter, com resultados que colhemos dia após dia. Mamãe foi uma dádiva. Mulher virtuosa, com a pouca leitura que tinha leu mais de 100 livros que lhe dei, decorou inúmeros hinos do Cantor Cristão, participou da sociedade de senhoras, evangelizou, trabalhou na cozinha, fez vigílias de oração, enfim, foi ativa, trabalhadora e honrada. Arrastava à pé o meu pai até a igreja, mesmo não podendo mais andar direito. E venceu, valorosamente, escrevendo uma biografia que não precisa de monumento, pois ela é fruto da graça do Senhor em sua vida.
 
E meu pai? Homem de natureza difícil, filho de judeus-portugueses da roça, de uma estrutura familiar patriarcal dominadora, onde filhos precisavam apanhar muito, inclusive a esposa. Ele soube superar o lar grosseiro do passado e construir sua vida à custa de muito trabalho. Estudou e adoeceu. Casou-se com mamãe. Teve dois filhos e criou-os com o rigor que conhecia, mas com as virtudes do trabalho, dando o estudo, a comida, a vestimenta, o teto e tudo o que necessário. Mas isso era insuficiente. Pois foi quando entreguei-me a Cristo que vi a obra de Deus naquele coração. No dia do meu batismo (imersão) ele e seus irmãos foram à igreja. Sua concepção quanto ao evangelho mudou. Passou a frequentar os cultos da noite. E num dia em que o coral cantou "SOSSEGAI" e "JUSTO ÉS SENHOR", meu pai converteu-se. Deu o passo necessário. E ao longo dos anos as mudanças apareceram. Não foram automáticas, mas seu crescimento em Cristo deu frutos inegáveis. Ele procurou cada pessoa que havia ofendido, magoado ou prejudicado profissionalmente e pediu perdão a elas. Procurou todos os familiares e reconciliou-se com eles. Não deixou para trás nenhuma coisa que julgava ter feito errado, exceto aos que já haviam falecido, pecados que confessou só a Deus, pedindo a Sua misericórdia. Pregou o evangelho a toda a família, aos amigos da roça, de Minas Gerais, do Banco do Brasil e vizinhos. Nas madrugadas, quando eu levantava para ir ao banheiro, encontrava-o na cozinha, com seus óculos fortes e 2 lentes de aumento, lendo a Bíblia. "Pai, o senhor precisa dormir"; "filho, vou perder a visão em breve e quero aproveitar tudo o que me resta para ler a Palavra de Deus". E, de fato, a visão foi embora, não a memória do que leu na Bíblia. E ao final da vida, doente, cego, canceroso, pediu para que apenas o deixássemos partir, pois estava salvo nas mãos de Deus. Oh, Senhor, que dádiva ter me concedido um pai remido pelo sangue do Cordeiro! Sepultei papai, mas ele está vivo, aguardando aquele dia inesquecível da última trombeta. Bendito seja o Senhor!
 
E meu irmão? Pequeno, ele sempre foi o meu melhor amigo. Conflito de gerações sempre existem, principalmente com 6 anos de diferença. Mas foi sempre um menino íntegro, correto, trabalhador, ousado. Quando o meu pai converteu-se, Daniel estava com ele. O Espírito Santo também falou-lhe e meu irmão rendeu-se a Cristo, tornando-se um adolescente do Senhor. Meu Deus, que privilégio! Fui professor do meu irmão na Escola Bíblica Dominical. Vi o seu progresso, seu preparo musical, sua dedicação na igreja, seu empenho em distribuir folhetos, em falar de Jesus. Daniel cresceu, tornou-se próspero e ousou investir no futuro. Hoje, quando o contemplo, homem feito, pai de família, empresário de sucesso, amado por seus funcionários, com amigos em toda parte, com uma esposa belíssima e filha terna (a cara de minha mãe), e todos servindo ao Senhor, as lágrimas caem copiosas dos meus olhos, pois foi mais uma dádiva que o Senhor me deu, a conversão do meu irmão! Ele é o meu braço direito na Boas Novas. Deus deu-me essa dádiva!
 
Iremos todos para o Céu. Minha mãe e meu pai, que já estão lá, e meu irmão e eu. Hoje, casados, temos esposas maravilhosas que também são do Senhor e conosco formam as nossas famílias cristãs. E ele, pai, tem em sua filha a sua dádiva celestial, para criá-la no amor e nos caminhos de Cristo, para que ela não venha a se render apenas aos 8 ou 14 anos, como nós, mas que sirva ao Senhor desde pequenina, com amor e devoção.
 
Deus foi misericordioso comigo. Não me tratou como eu mereço. Ele me trata com brandura, com carinho, com agrado, com MISERICÓRDIA.
 
Deus foi gracioso comigo. Ele me deu o que eu não merecia: a bênção de ver meus familiares com Cristo, salvos pelo sangue do Cordeiro de Deus; Ele me tratou com GRAÇA.
 
Só posso dizer: Senhor, muito, muito obrigado!
 
Acredito que ter os familiares vivos convertidos ao Senhor deva ser a prioridade na vida dos verdadeiros salvos por Cristo. Enquanto eu não visse mamãe, papai e meu irmão resgatados do pecado e compartilhantes da mesma fé salvadora, não consegui sossegar. Clamei, falei, instei, pelejei, implorei, supliquei, incomodei, semeei, até que o Senhor deu as dádivas. Se Ele concedeu a mim, também concederá àqueles que, de coração, se importarem com a salvação dos seus.
 
Pensemos nisso. E encorajemo-nos a levar os nossos familiares aos pés da Cruz.
 
Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel, Carapicuíba, São Paulo, Brasil
 

memórias literárias - 103 - O TEMPO


103 - O TEMPO

A vida é tão curta, os dias são tão poucos, a existência é tão passageira, e nós gastamos tão mal o nosso tempo! Ontem tínhamos 15 anos, hoje custamos acreditar que temos 30! "O tempo não para", diria a canção..

Temos tempo para trabalhar, para correr, para suar a camisa e ganhar o nosso pão, tempo para tomar duas ou três conduções, para ficar no trânsito congestionado das seis da tarde, mas não temos tempo para gastar com um filho pequeno, no chão da sala, ou com a filha, que quer imitar a artista preferida ou brincar de papinha.

Temos tempo para bater uma bola no domingo pela manhã, para freqüentar uma academia de ginástica, treinar para a Corrida de São Silvestre ou alguma maratona, tempo para usar a esteira elétrica na sala de casa, ou para passar três horas no clube, com amigos, mas não temos tempo para ver o álbum de fotos do casamento, cuidar do jardim da casa, ou simplesmente ouvir as velhas histórias que a mamãe repete todos os dias, ou admirar um casal de maritacas, namorando no fio da luz, na rua.

Temos tempo para assistir ao futebol da semana, o campeonato de basquete, a corrida de Interlagos, a rodada do Brasileirão, o torneio da Libertadores da América, mas não temos tempo para um jantar à luz de velas com o nosso amor, ou uma ligação telefônica para um amigo que não vemos desde muito tempo, ou ouvir velhas canções com alguns amigos do peito. Não nos sobra tempo para comer um churro, passear na praça ou empinar uma pipa no parque. Nossa vida é cinza, é cúbica, é uma sina sem alma.

Gastamos o final de semana com a arrumação da casa, o lavar das roupas, a preparação do almoço ou festa do sábado à noite, investimos tudo na preparação da prova e do concurso público que iremos prestar, ou viajamos para o sítio ou praia, nos esquecendo completamente que temos igreja, temos compromissos com Deus, no ouvir da Palavra, no uso dos dons, na comunhão e adoração. 

"Devieis fazer estas coisas, sem omitir aquelas", diria Jesus, parafraseando-se, na afirmativa que faz em Mateus 23.23. Uma das partes do fruto do Espírito (e não "frutos"), é o DOMÍNIO PRÓPRIO, a TEMPERANÇA, ou o equilíbrio. Nem tanto ao mar, e nem tanto à terra. Saber dosar, saber usar, saber viver, saber construir, saber descansar! Ser real não é ser máquina, mas é ser gente!

Para cada um de nós o Senhor confiou o mesmo número de horas: 24 por dia. E deu-nos a incumbência de usá-las bem, de forma construtiva e equilibrada, e nos deu a regra áurea para a construção da agenda: "Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6.33). A observância disto é que faz toda a diferença.

Há tempo para todas as coisas, mas em qualquer tempo, sob qualquer circunstância, é tempo de estar no centro da vontade de Deus! E Deus quer que gastemos tempo com o que vale à pena, com o que fica, com o que produz fruto para a vida eterna, com o que deixa rastros, rastros de luz na estrada da vida.

Trabalhemos muito. Sejamos honestos, responsáveis, estudiosos, prudentes. Prosperemos na terra que o Senhor, nosso Deus, nos dá. Não sejamos preguiçosos, semeemos em todo tempo.

Mas não percamos de vista as outras partes de nossa vida, mente e coração. Invistamos numa vida de amizade leal ao Senhor. Gastemos tempo com a família, os filhos, os netos, os amigos, vizinhos, colegas. Esses interrelacionamentos fazem toda a diferença, numa existência. Ninguém sentirá falta de uma máquina de atividades; porém, todos sentirão a falta de um amigo, de um irmão, de um bom filho, de um influente companheiro. É melhor deixar saudades, do que deixar castelos. Os castelos caem; a saudade jamais.

E não nos esqueçamos que o Reino de Deus tem prioridade. Nada, absolutamente nada, deve interpor-se entre nós e o Senhor. Conseqüentemente, a vida devocional torna-se prioridade. Serviço a Deus na igreja torna-se fundamental. Usar dons e talentos também. E compartilhar a salvação com os não crentes igualmente.

Que tal começar agora, e dar uma olhadela pela janela? Hoje é um novo dia, o céu está sorrindo para você. As flores desabrocharam e os pássaros fazem festa junto à janela. Há um amigo esperando uma cartinha sua, ou uma amiga aguardando um telefonema. Olha o computador ligado: por que não passar um e-mail de bom dia a alguém? Há uma esposa em casa, ou trabalhando, que ficaria muito grata com um gesto inusitado de amor, ou um filho esperando uma palavra de incentivo. Há alguém a quem você pode ajudar, e hoje! Anime-se: você ganhou muitas horas neste dia, e poderá construir um tempo inesquecível! Cabe a você, como um aprendiz do único e Soberano Senhor, construir uma vida altamente relevante e que valha à pena!

"Hoje é o dia que o Senhor nos deu; alegremo-nos e regozijemo-nos nele" (Salmos 118.24)

Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
bnovas@uol.com.br 
www.uniaonet.com/bnovas.htm

memórias literárias - 102 - FELIZ MEIO ANO NOVO!


102  - FELIZ MEIO ANO NOVO!!!


Que alegria! Todos em festa! Ceias à mesa, famílias reunidas, igrejas em vigília, é tempo de alegria, de esperanças, de desafios! Tudo enfeitado, papéis coloridos, comidas gostosas, sonhos acalentados, .... Mas, espere um pouco... Do que estou falando? Ainda estamos em JULHO!!! O ano novo só virá daqui há seis meses! Não tem ninguém reunido, vigílias, ceias, viagens, presentes, festas, ninguém comemora meio ano novo!

Acho que me empolguei antes da hora. Ainda estamos em 2013  Mas, se pensarmos bem, hoje é também um dia importante, porque estamos iniciando a ÚLTIMA METADE DE 2013! Ora, vejam só!

As metas do início do ano? A maioria das pessoas já as arquivou. Os regimes alimentares? Já ficaram para "segunda-feira". O dinheiro que seria poupado? Já foi gasto naquele financiamento do som, ou na troca da mobília, ou no carro novo. A vida atlética? Só na televisão, e olhe lá! A nova diretoria da igreja, da união de mocidade, do evangelismo? Já entrou na mesma rotina da anterior.

Nós somos assim. Cheios de fogo! Mas fogo de palha. E, depois, o que sobra, são alguns gravetos acesos. Foram 180 dias que passaram. Ou melhor, voaram. Ou melhor, nós passamos por eles! Mas isso pode mudar, no semestre que ainda temos a percorrer. Podemos celebrar o celebrável e começar uma nova história em nossa história!

Eu proponho que façamos do dia de hoje um dia de festa! Diz a bíblia: "Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele." (Sl 118:24). Sim! Ter chegado até aqui foi uma dádiva do Altíssimo! As Escrituras também afirmam: "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco." (1Ts 5:18) Temos grandes motivos para festejar! Desde o corpo com o qual fomos criados, até os recursos essenciais que recebemos (teto, alimento, trabalho, água, ar, família, amigos, companhia).

Podemos agradecer a Deus a bênção de sermos conhecedores de Sua Palavra, pois, infelizmente, "a fé não é de todos." (2Ts 3:2). O fato de estarmos em Cristo é a maior de todas as dádivas, e, como Paulo diz, inspirado pelo Espírito Santo, "isto não vem de vós, mas é dom de Deus" (Ef 2:8). Recebemos a graça de crer, e, através dessa fé, temos acesso a esse Deus maravilhoso, que tanto nos amou, que deu o Seu próprio Filho Unigênito, para ser o nosso Salvador! (cf. Jo 3.16).

Devemos louvá-lo também porque Ele pode nos dar um resto de agenda em branco, para escrevermos uma nova história daqui para frente! Não importa se os meses de janeiro a junho foram parcialmente perdidos; não importa se gastamos as nossas energias com coisas que não satisfizeram; não importa o grau de comprometimento do ano. Podemos ter chorado, ter lamentado, ter perdido, ter parado. Mas, para Deus, nada é perdido, nada é à toa. Diz-nos o livro de Romanos: "sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito."(Rm 8:28).

Ele, e somente Ele, pode mudar o nosso destino e virar a nossa história! Foram pecados? Deus diz: "E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra." (2Cr 7:14). Foram más escolhas? A bíblia diz: "... te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência" (Dt 30:19). Foram fracassos? Lembre-se: "Deus farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia."  (Sl 103:5) Foram desamores? Não se esqueça: "Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te susterá; não permitirá jamais que o justo seja abalado." (Sl 55:22)

E, naqueles projetos e coisas que estão dando certo, estão glorificando a Deus e estão trazendo o progresso pessoal, familiar, comunitário ou humanitário, agora, como nunca antes, é hora de perseverar, investir, arriscar e vencer! "E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda." (Is 30:21). É hora de continuar, é tempo de ir até o fim. E, com a graça do Senhor, teremos todas as condições para concluir com êxito os nossos projetos!

Por isso, se alguém passar por você agora, aí no trabalho, ao lado de sua mesa, ou lá na sala onde se toma cafezinho, ou mesmo na hora de ir para casa, não se encabule, e diga com coragem e alegria:

FELIZ MEIO ANO NOVO!!!

Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
(escrito em 2005, adaptado)

memórias literárias - 101 - MARCHA PARA JESUS


101 - MARCHA PARA JESUS
29/06/2013


Multidões seguem perfiladas em São Paulo, convocadas pela Igreja Apostólica Renascer em Cristo, arrebanhando gente que se identifica como "evangélica", "apostólica", "pentecostal", "cristã". No palanque os grandes ícones midiáticos desse nicho: Os Hernandes, os Valadão, os Rebustini, os Malafaia etc. Nas cabeças as fitas identificadoras, nas mãos as flâmulas, bandeiras e materiais de campanha. Nos trios elétricos o som ensurdecedor das palavras de ordem e as músicas contemporâneas das bandas que mais vendem ou das que buscam ser o próximo sucesso do mundo gospel. Nos entrevistados das salas institucionais, palavras de enaltecimento ao Apóstolo, à família dele e aos seus decretos dos anos especiais: Joel, Mateus, Pedro etc. Também os patrocinadores que despenderam fortunas e agora desejam ver os seus produtos divulgados. No meio do povo bandeiras de igrejas locais bem evidentes: presbiterianas, batistas, O Brasil Para Cristo, Assembléia de Deus, Metodista etc. Um grande desfile de religiosos alegres e festivos. Acreditam estar marchando para Jesus Cristo.

Será?

Será que Deus esperava do Seu povo esse tipo de marcha? Será que isso se parece com a marcha do povo de Israel pelo deserto abrasador, rumo à Terra Prometida? Será que isso se parece com o povo que clamava aos gritos, dizendo "bendito o que vem em nome do Senhor" na entrada de Jesus em Jerusalém? Será que isso é uma manifestação que agrada ao Senhor? Será que isso move a fé, gera comportamentos transformados, salva as pessoas? Será que aqueles que estão no palanque são realmente pastores chamados, vocacionados e entregues ao sagrado ofício de pregar a Palavra de Deus e conduzir o povo cristão nos caminhos do Senhor?

Conquanto respeite quem ali está (assim como quero ser respeitado em minhas manifestações diversas, sejam doutrinárias, políticas ou literárias) quero veemente discordar dessa manifestação como expressão de um cristianismo bíblico, autêntico e verdadeiramente iluminado por Deus. Quero afirmar com responsabilidade que duvido da presença de Deus como iluminador daquela manifestação de rua, um grande negócio de família e uma grande passarela de políticos existentes e em formação.

Por que não aceito essa marcha como MARCHA PARA JESUS?

1) Porque não é para Jesus, é para a IGREJA APOSTÓLICA RENASCER EM CRISTO. Está mais do que evidente que isso serve aos interesses dessa denominação neopentecostal, neoapostólica e absolutamente capitalista. As faixas, o nome, as siglas, os gritos, as bandeiras, a liderança, os índices, as estatísticas, tudo gira em torno de transformar essa denominação na maior detentora de passeata de massas cristãs do mundo. Quem levanta bandeiras de outras igrejas apenas ajuda a apologia da denominação em dizer: "todos pelo Apóstolo e pela Bispa!" Que tristeza! "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende." (Is 1:3). Falta aos participantes o discernimento de que a marcha não é para Jesus mas para um empreendimento particular. A "Bispa Fê" afirmou na sala de entrevistas: "essa marcha é um patrimônio do Apóstolo para mim e para os nossos filhos, é a riqueza que não acabará". Palavras dela em entrevista, não minhas. No canal gospel, produto da igreja-empresa.

2) Porque Jesus nunca ensinou o seu povo a marchar em passeatas. Esse tipo de manifestação faz parte da idolatrada democracia ocidental, que quer imperar como Deus e que quer expressar-se em protestos de todas as formas e maneiras. Basta um aglomerado com bandeiras e temos ali um protesto. Jesus nunca pediu a ninguém para fazer protestos ou marchar para Ele. As passeatas e protestos que os cristãos deveriam fazer ou ocupar não aparecem nas praças e na mídia, mas na mudança de comportamento de vidas transformadas pelo poder de Deus. Quando eu precisar usar uma camiseta dizendo: SOU CRISTÃO, é porque talvez o meu argumento de vida esteja falhando (posso usar como adorno ou material evangelístico, nunca para substituir o meu testemunho). Quem é cristão não precisa se exibir, vestir-se de árvore de Natal ou de lona de circo para mostrar a sua fé. Um cristão se mostra pela prática no dia a dia e não por aglomerados barulhentos e volumosos a tomar as ruas. Uma coisa é manifestação política; outra coisa é a manifestação da fé. E esta não se produz em caminhadas na praça, mas na caminhada de um viver com Cristo, dia após dia, ano após ano.

3) Porque é ecumênica, aceita qualquer ensinamento, qualquer espécie de fé. Quem está nas plataformas? Gente que vive e crê na Palavra de Deus, que possui a legitimidade de uma vida cristã bíblica e coopera em uma igreja local digna? Não. São os mercadejadores da fé. São os que aparecem no rádio a dizer: "seja um contribuinte e Deus vai derramar prosperidade sobre você". São pessoas que utilizam-se de manifestações ridículas de línguas estranhas (que de estranhas não têm nada, apenas um mísero vocabulário de palavras que impressionam nos microfones e nos auditórios) para deter o povo em suas garras mentirosas. Um desses profetizou que os que comprassem sua bíblia (bíblia virou produto, deixou de ser Palavra de Deus) por 900 reais, receberia bênçãos sem medida. Outro solicitou o "trízimo". Outra profetizou que os que fizessem carnês pelo seu projeto receberiam 100 vezes o dinheiro investido. E estão todos juntos no palanque. Sob a ótica ignorante, Deus está atuando em suas vidas; portanto, são pessoas de Deus. Não importa se roubam e expoliam as massas. Não importa que criem impérios faraônicos de imensas terras, iates, resorts, emissoras de rádio e tv, casas e mansões de altíssimo luxo, tudo às custas de seus supostos "dons espirituais". Não importa nem que cumpriram pena por sair com dinheiro ilícito do país.  Um fala na TV contra o Apóstolo, mas ali está à favor. Outro prega contra as práticas do outro, mas posa como amigo e companheiro. Depois voltam para as suas igrejas gabando-se da posição que ocuparam diante da mídia. Que vergonha! "Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas." (Ez 34:3)

4) Porque é capitalista, um foco de vendas, de arrecadação de fundos, de criação de redutos eleitorais e eleitoreiros. Revisemos as passeatas nos outros anos. Perguntemos: existiu divulgação política? Existiu manipulação de massas com apresentação de nomes que logo foram apresentados como candidatos? É óbvio que sim! Essa marcha é um grande palanque onde políticos e futuros políticos assumem compromissos com os organizadores, buscando subsídios, financiamento, currais de votos e, em vencendo, propondo a continuidade do sistema, a manutenção de tudo como está para evitar o fim do filão. E a venda? Ah, essa é descarada: produtos, empresas, empresários, artigos, sistemas de comunicação, moda com a qual as bandas e os organizadores se vestem, bugigangas de artesanato, lembrancinhas, comida etc. O evangelho deixou de ser mudança de vida para tornar-se um grande e lucrativo negócio. Que tristeza. "Porque nós não somos, como muitos, mercadejadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus" (2Co 2:17)

5) Porque não faz distinção entre trevas e luz. Para os marchantes não existe pecado. O mundo capitalista do falso evangelho transformou o pecado em PRODUTO GOSPEL. Tatuagem e piercing, claramente contrários à prática cristã dos cuidados para com o corpo (templo do Espírito Santo) tornaram-se normais e "ungindos". Há os que se tatuam com frases denominacionais ou de apoio ao Apóstolo e à Bispa. E crêem estar sendo dirigidos pelo Espírito Santo! A imoralidade virou sex shop gospel. As baladas e os inferninhos da juventude tornaram-se "arroxa gospel". Igrejas há que vivem deslavadamente a imoraidade sexual e todos estão lá, em pura confraternização, disfarçados de seus pecados, com roupas iguais e "marchando para Jesus". Ouso dizer que quem vive como quer, da maneira que quer, ignorando a bíblia, o livro de Deus, está marchando, mas direto para o inferno. "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2Co 6:14)

Os verdadeiros crentes em Jesus, seja de que denominação forem (e os verdadeiros não permanecem nessas igrejas falsas muito tempo, porque Deus os esclarece pelas Escrituras Sagradas) não estão nessa marcha. E se estão, haverão de se arrepender em breve, pois verão que o Senhor não ensinou esse tipo de coisa. Enquanto a marcha cresce,  o pecado aumenta no país. Não deveria ser o contrário? É porque esse tipo de cristianismo não é feito de material autêntico, mas plástico, descartável, como tudo o que se produz hoje. São flores plásticas sem perfume, sem beleza verdadeira. São perfeitas simetricamente, mas absolutamente mortas. Esse cristianismo midiático é um show, está em 3D e em blueray, mas absolutamente inerte, inexistente e morto. Não possui nenhuma qualificação de avivamento, reavivamento, de movimento de santidade ou de enchimento do Espírito Santo. É pura pirotecnia, fogos de artifício. BUM! e é só, não muda nada, ou só muda para pior. 

Os cristãos autênticos marcham todos os dias, todas as horas, em toda a parte e lugar. São aqueles que trabalham e labutam com esforço no ganho do pão e na mantença da família, e o fazem pelo Senhor e em amor dos seus. Os cristãos autênticos guardam o dia do Senhor e ofertam com liberalidade nas suas igrejas locais, buscando o bem da sua comunidade e a divulgação da verdadeira mensagem de Cristo. Os cristãos verdadeiros não têm tempo para marchar em blocos e massas, pois estão em suas igrejas, ensaiando para cantar, servindo refeições às comunidades carentes, fazendo retiros, encontros de casais, aprendendo música e discipulando os neoconversos. Os cristãos verdadeiros obedecem às orientações dos seus pastores locais e não se ligam a movimentos que contrariem a orientação da igreja (desde que fundamentada na Palavra de Deus). Os cristãos autênticos não participam de baladas com bandas aventureiras, verdadeiras estrelas cadentes do sucesso em nome da fé. Os cristãos verdadeiros são, em sua maioria, anônimos para o mundo, mas conhecidos pelo Céu. Os cristãos verdadeiros não se tatuam ou colocam piercings, não se unem ao inferninho gospel. Os cristãos autênticos são Corpo de Cristo e não massa de manobra.

Por tudo isso (e essa é a MINHA OPINIÃO, que exijo ser respeitada) não creio na suposta MARCHA PARA JESUS. Para mim não passa de MARCHA PELA GLÓRIA DO HOMEM E PELO ENRIQUECIMENTO DOS FALSOS APÓSTOLOS. Prefiro a minha insignificância de cristão anônimo sem palanque do que a glória do mundo, que é transitória, efêmera e maligna. A glória de nossa vida não está na Terra, mas está no Céu. Enquanto estou na trincheira, de arma na mão e em batalha contra o inimigo, não tenho tempo de fazer festinha. Aguardo a festa da Igreja Triunfante, no Céu. Essa será muito, muito melhor! E o Apóstolo será CRISTO, razão, motivo, começo, meio, fim, graça, glória, honra, sabedoria e eterna dignidade. Bendito seja o nome dEle! "Por isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão" (Hb 3:1)

Wagner Antonio de Araújo,
que não MARCHA PARA JESUS.
bnovas@uol.com.br

obs: não discutirei o que escrevi. Portanto, nem principiem debates. Respeito os contrários, mas exijo respeito ao que penso.

memórias literárias - 100 - SEM LIMITES - IMPÉRIO GAY

100 - SEM LIMITES - IMPÉRIO GAY
27 de junho de 2013
 
Ontem os Estados Unidos da América deram o último golpe contra a família tradicional: arrancaram a Lei da Defesa do Casamento, que dizia ser uma instituição realizada entre um homem e uma mulher. Agora qualquer gênero pode casar-se com a legalidade da Lei Americana.
 
Longe de ser uma vitória dos democratas e dos liberais, é uma vitória de Satanás, que odeia a Deus e as suas criaturas. Seu propósito é destruir a humanidade e perseguir os cristãos, que ousam crer na Bíblia como Palavra de Deus e que não abrem mão do autêntico esquema da criação pela perpetuação da espécie: casais feitos de diferentes, não de iguais em gênero.
 
Não quero caminhar na mesmice de discutir o casamento gay. Outros conservadores cristãos fizeram-no de forma brilhante e muito melhor do que eu faria. O meu propósito é pensar nas consequências disso e em nossa posição escatológica diante do regresso do antigo Império Grego sobre a atual civilização.
 
Quais as consequências dessa decisão americana?
 
1) Imporão esse comportamento aos seus "amigos" (leia-se: nações pobres que dependem da esmola americana ou de sua proteção bélica). O Brasil é um deles. A agenda americana exige, por assim dizer, que se fale a mesma língua para que haja interação: tem que ser inglês, tem que ser democracia americana, tem que ser o modo americano de viver e agora, infelizmente, a aberração moral americana, ressurreição dos antigos mundos pagãos dos tempos gregos.
 
2) Fortalecerão a esquerda brasileira, órgão de repressão ao cristianismo, que distribuiu às crianças cartilhas para orgias, para homossexualismo, para o uso higiênico de drogas e coisas congêneres. Logo as bandeiras do arco-íris (símbolo bíblico de uma aliança de Deus com a humanidade e não dos homossexuais contra a sexualidade natural) se esparramarão pelas ruas, como estão esparramadas pela Globo e outros canais, divulgando e massificando a idéia da bondade democrática de conviver com os gays, aliás, indicando o homossexualismo como o meio mais amoroso de co-existir.
 
3) Radicalizarão a perseguição aos cristãos verdadeiros. Os falsos já sucumbiram, deram as mãos e se integraram na massa perdida e apóstata. É inacreditável ver pregadores pentecostais e tradicionais, antes tão consumidos pelos ignorantes evangélicos, e hoje defensores ferrenhos da aberração hedionda da sodomia institucionalizada. Os cristãos não se calarão. E não lhes será dada a liberdade para "protestar". Seus protestos serão reprimidos, senão com armas, com a língua ferina dos comunicadores, das mídias nacionais, dos políticos satanistas.
 
4) Ampliação da imoralidade nacional - Mesmo o amilenista ou pós-milenista mais cético, que não crê em arrebatamento ou reino milenar de Cristo, está perplexo com o apodrecimento social de tudo, a entropia social, moral, religiosa e psicológica da humanidade. Parece que o pecado de hoje é virtude do amanhã, e a cada dia o fedor de podre aumenta. Palavrões que eram proibidos em público ocupam hoje a tribuna dos políticos e em breve dos tribunais; a corrupção invade a política e está de braços dados com os religiosos neopentecostais que exploram o povo em nome dos milagres. Com o homossexualismo celebrado teremos sessões de masturbação obrigatória nos colégios, aulas de flerte homossexual nos programas de auditório e novelas espelhando o dia a dia dos gays. E, certamente, o combate ao pai e mãe tradicionais, combate à família conservadora, formada por Deus, homem e mulher, pais e filhos.
 
Qual deve ser a nossa posição como cristãos bíblicos, como remanescentes nesse mar de cristãos satânicos, vestidos de ovelhas com alma de lobos, gente inconversa a dirigir nossos púlpitos e gerindo as igrejas como se gere um negócio?
 
1) Manter a bíblia no púlpito e o "assim diz o Senhor". Pregar a verdade, doa a quem doer, ainda que venha a doer em nós. Ainda que o povo vá embora. Ainda que a polícia venha prender. Ainda que nos coloquem na cadeia. Pregar a verdade, toda ela, todo o conselho de Deus, não aderindo um milímetro ao maldito veneno de Satanás.
 
2) Não expor o lar ao domínio da mídia - Hollywood e toda a mídia estão contaminadas e associadas com Satanás na divulgação e proliferação do ataque à família. Seu domínio está ligado ao monitor da televisão, do computador, do tablet, do celular, das páginas impressas da imprensa. Como é nossa obrigação examinar tudo e reter o que é bom, e como o que é bom está sendo mínimo, precisamos desligar a nossa tv e o nosso computador da influência da mídia. Chega de novelas. Chega de programas de auditório. Chega de programas de entrevistas. Chega de desenhos da Disney. Chega de cultos malditos de neopentecostalismos exploradores. Chega de teologia acadêmica de gente caída em pecados. É hora de dizer NÃO à influência do anticristo da mídia. Vamos trocar a escravidão da TV ou mídias pela sala de visitas repleta de conversas, de cultos, de brincadeiras com os filhos, de leituras bíblicas e de bons livros, de relacionamento afetivo com os irmãos, amigos e queridos. Um fio cortado de TV (simbolicamente falando) pode evitar um grande estrago da lavagem cerebral do império dos comunicadores.
 
3) Nos organizar em expressões maciças de repúdio ao pecado - Precisamos de uma pauta mínima que nos una nas ruas, nas manifestações, nos comunicados. Podemos ter "siboletes" e "chiboletes" próprios como conservadores e pentecostais, como protestantes e evangélicos, como desta ou daquela denominação. Mas, apesar disso, temos que buscar uma pauta mínima de concordância e manifestar, de forma organizada, comprometida e distinta, o nosso repúdio à imoralidade das leis, repúdio ao pecado, à sodomia, à corrupção e ao avanço do paganismo obrigatório. Com civilidade e com limites estabelecidos, temos que fazer valer a nossa voz nacional e dizer: "ei, nem todos estão satisfeitos, queremos que respeitem os cristãos!".
 
4) Buscar representantes políticos que prestem - um púlpito não pode ser trampolim para a criação de políticos corruptos e ególatras. Infelizmente é esse tipo de políticos que dominam o chamado "bloco evangélico": o missionário tem 3 filhos deputados e vereadores; o bispo tem 2; a igreja tal tem 4, a outra tem 3. Sua atuação não passa de estomacal e mundana: buscam os seus próprios interesses. E tiram a oportunidade de homens bem dotados, de moral ilibada e de domínio da comunicação, exercerem os seus mandatos. Está na hora de jogar toda essa metodologia no lixo, expor o problema e dizer, de forma clara: "precisamos de políticos comprometidos com a nossa pauta, pauta cristã e não denominacional, cristã e não estomacal, cristã e não pessoal, a representar os nossos valores de família, de moral, de decência, de ordem, de honestidade e de respeito a Deus e às autoridades". É hora de um grande pacto, seja ele de uma denominação inteira, seja ele dos evangélicos todos, para colocar um congresso de gente comprometida com Deus de fato, sejam eles jovens ou velhos. De preferência que tenham cabelos brancos e experiência cristã de longa data, pois são menos susceptíveis aos romances e às aventuras do deslumbramento da mídia, da fama e do poder. E que tenham autoridades bíblicas a quem prestar contas, que sejam ovelhas de pastores e membros de igrejas, sujeitos à exclusão e execração pública, caso se corrompam.
 
5) Orar. Orar com intensidade. A oração pode mudar uma realidade nacional. Mas o pecado pode trazer juízo, e está. Não pensemos que se a igreja de Cristo da atualidade fosse mais santa, autêntica e atuante, estaríamos vendo esse inferno de leis malditas americanas e brasileiras a destruir a integridade da família. Ou influenciamos ou somos influenciados. Desde que a igreja deixou de "não se conformar com o mundo mas transformar-se pela renovação da mente", passando a ser massa informe na mão dos formadores de opinião seculares, a sua influência tornou-se nula ou nociva. Mas ainda há um remanescente e 7 mil joelhos que não se dobraram a Baal, nem a Obama, nem às leis contra a família.
 
É hora do "DESPERTA, Ó TU QUE DORMES!"
 
Wagner Antonio de Araújo,
cristão brasileiro

memórias literárias - 99 - OUSAR É PRECISO


99 - OUSAR É PRECISO

Há pessoas neste mundo que são capazes de mudar a sua época e a própria história universal. São pessoas idealistas, destemidas, dispostas a não serem “mais um na multidão”, que lutam com todas as forças em prol de seus ideais, que marcam presença na galeria dos especiais.

José foi um destes homens. Conforme a narrativa fidedigna de Gênesis, este rapaz tinha ciência da grande obra que o aguardava desde menino, quando em sonhos via metaforicamente seu sucesso. Chegou a ser primeiro ministro do Egito, salvando o mundo de então duma fome extrema que afligira com crueldade e rigidez. Moisés também se enquadra nesta lista, talvez encabeçando-a na maioria dos motivos. Salvo das águas, criado no palácio de Faraó, tinha tudo para viver sossegadamente e se tornar o próximo governante. Mas preferiu abraçar a causa do seu povo, escravizado pelos egípcios e, sob manifestação divina, tornou-se o libertador. Paulo, o apóstolo, foi outro destes homens. Não se contentou em ser um rígido fariseu. Quis ser melhor que todos do seu grupo. Perseguindo a Igreja, teve um sério encontro com Jesus. Agregando-se a Cristo, passou a ser perseguido. Tornou-se o maior homem de Deus na história da Igreja. Escreveu cartas que de tal forma profundas e inspiradas pelo Espírito Santo, passaram a fazer parte do cânon bíblico, isto é, do grupo de livros reconhecidamente inspirados por Deus. E o que dizer de Samuel, o juiz-profeta, ou Ester, ou Elias, ou Josias, ou Neemias, ou Pedro, ou Apolo, ou João?

Na história pós-bíblica, encontramos também homens insatisfeitos em serem simples seres vivos. Quiseram viver ideais, e conseguiram. Já imaginaram a vida humana hoje sem Thomas Édison, o inventor da lâmpada elétrica? Por que decidiu ele inventá-la, quando todos o criticavam e não lhe davam o crédito necessário? E o que dizer de Santos Dumont, que conseguiu no seu 14 BIS realizar o primeiro vôo num veículo que hoje é o canal de interação social entre nações e cidades antes praticamente intransponíveis? E Newton, que, através duma “maçãzada” (maçã caindo na cabeça) decifrou uma das mais importantes leis do universo, a da gravidade? E Guilherme Carey, humilde sapateiro, batista que, tocado por Deus, decidiu fazer missões mundiais pela primeira vez na era moderna, quando os crentes criam que não era o desejo de Deus salvar os outros? E Wesley, que, revoltado com a frieza Igreja Anglicana da época, decidiu criar um método pelo qual o povo alcançasse a santidade, disto resultando a Igreja Metodista, cujo movimento inicial foi sobremodo importante para a Igreja de hoje?

Ficaríamos horas citando homens dignos de nota. E mulheres também. Homens e mulheres como nós, com defeitos, pecados, traumas e problemas, mas que riscaram de seu destino a seqüência mecânica da multidão (nascer, crescer, namorar, casar, gerar filhos, envelhecer, morrer). Isto fizeram alguns, mas na medida do possível, pois seu alvo era alcançar um ideal maior. E conseguiram. Certamente às custas de um esforço profundo e persistente. Quem ouve Mozart hoje desconhece que, na maioria das obras, estão literalmente ouvindo as composições de um menino especial, falecido na juventude…

Oh, leitor, não se satisfaça em ser um mero número do IBGE, um eleitor, um contribuinte do imposto de renda, um usuário dos trens da FEPASA, um cliente do supermercado, um nome na lista de consultas do médico, um membro da igreja.

Desperte para a vida, jovem! Você tem tudo às mãos para se tornar alguém realizado! Deus lhe deu a vida! Podemos viver de forma infeliz por não termos sapatos, mas o que dizer dos que não têm pés? Você toma 6 conduções por dia, mora num cubículo desconfortável, convive com a violência urbana, sobrevive com um salário de fome… Desperte! A vida não é só casamento, namoro, futebol, macarronada aos domingos! Fixe um alvo e lute por ele com todas as forças! Pare de agir massificadamente, no curso do “crescer, casar, morrer”. Ouse ser alguém! Estude o máximo que puder, sacrifique excesso de diversões, aplique-se à construção de um presente e futuro felizes. Se você semear, há de colher. Há de ter uma profissão que o torne realizado, que lhe renda sustento condigno, que traga conforto, e que lhe dê a oportunidade de mudar o mundo, ainda que o mundo se limite ao seu grupo.

Ânimo, leitor adulto! De Gaulle, líder que soergueu a França, o fez idoso! Moisés começou o ministério com 80 anos e Jesus depois dos 30. É um erro fatal considerar-se ultrapassado para a vida, imaginar-se alguém na escada rolante em direção da morte. Desperte! Estude, dedique-se a melhorar a vida, a morar melhor, a obter alegria das atividades cotidianos, a transformar seus próximos dias em desafios diários!

Acima de tudo, porém, tema a Deus. Jesus Cristo foi nosso supremo modelo, sem erros, sem pecados, sem traumas e sem ambições humanas. Seu desejo era cumprir a missão salvífica, morrendo na cruz por nossos pecados e ressurgir ao terceiro dia. E isto fez com bravura e coragem. Hoje nos salva, nos perdoa, nos liberta, se tão somente depositarmos nEle nossa fé. É isto que o leitor deve fazer, pois o temor do Senhor é o fundamento da sabedoria. Edifique sua vida nesta base, e ouse ser um ser humano que marque a história, imprimindo sua contribuição de vida.

Não teremos entre nós o inventor do disco voador, ou da cura do câncer, ou da AIDS, ou do método de ensino mais eficaz, ou o missionário que ganhará a Índia ou o mundo para Cristo?Quem será você?…

Wagner Antonio de Araújo, 2001
bnovas@uol.com.br

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