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terça-feira, 6 de outubro de 2015

memórias literárias - 262 - O DEUS QUE ... É JUSTO



  
4 - O DEUS QUE ...
É JUSTO
262
 
Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra, em Jesus Cristo, Seu Único Filho, e no Espírito Santo, consolador presente e eterno, conforme revelado na Bíblia, a Palavra de Deus.
 
Creio que Deus é justo. Ele é correto. Ele é absolutamente verdadeiro. E em Sua verdade não há espaço para a metade, para quase, para talvez. Sua justiça é perfeita e completa. Seu direito é inquestionável; Seu julgamento é eternamente correto.
 
Por justiça entende-se que Ele mantém o direito e  mantém-se absolutamente correto na aplicação de Seu juízo. É quem julga e decreta. É quem determina e faz valer. Se há algum resquício de justiça no homem e em suas tentativas de criar uma sociedade correta, esses vislumbres são sombras da primitiva imagem e semelhança do Criador, que ainda permaneceu na criatura caída que somos nós. Deus nos criou com o senso de justiça.
 
Deus é justo. Ele criou a recompensa e a punição. Ele galardoa pelo bem e pune pelo mal. Ele fez com que o mal fosse a consequência do bem rejeitado ou da má escolha nos atos, pensamentos ou palavras. Sua justiça é perfeita, ela não foi criada ao seu bel-prazer, mas mediante o Seu próprio caráter. Por ser bom a justiça é boa; por ser santo a justiça exige santidade; por ser puro a justiça é pura.
 
Deus pune. Ele não é comprado por promessas, por sacrifícios, por palavras ditas com emoção. A alma que pecar essa morrerá. Morrer é separar-se da glória de Deus e a humanidade toda assim tornou-se, pois em Adão, o primeiro homem, todos pecaram (Romanos 3.23). A morte é o pagamento pelo pecado (Romanos 6.23). Por ser puro Deus pune a impureza e não seria injusto em condenar toda a raça humana, pois não há um justo sequer. Todos erram, todos fazem a escolha da desobediência, todos buscam quebrar a lei divina. Assim, criado para Satanás e seus anjos, o Inferno é a linha de chegada para a injustiça, é a punição eterna e justa pelo mal.
 
No sistema de punição e recompensa divinas nada ficará impune ou desprezado. Um copo dágua fornecido em amor por um cristão será recompensado. Uma palavra pensada contra o próximo, considerando-o "tolo" será punida. Seu sistema é perfeito, completo e absolutamente impossível de ser transigido. Assim, diante do Justo juiz de toda o universo, ninguém escapará do julgamento.
 
Em Sua justiça Deus decretou que somente algo impossível ao homem faria jus ao seu resgate, ao pagamento de sua pena. Esse valor corresponderia ao ato do próprio Deus em fazer algo pelo homem, em pagar-lhe a dívida. E isso Ele determinou, ao enviar o Seu único Filho para o mundo, para nascer como homem, para ser tentado em tudo como um homem, para sofrer como um homem rejeitado, para derramar na cruz o Seu próprio sangue e, assim, criar a única vez em que algum sangue inocente seria derramado. Cada vez que alguém morre ou derrama o próprio sangue é punido e não tem qualquer crédito por isso, pois todos são pecadores; mas quando Cristo sofreu e derramou o Seu augusto sangue no Calvário e morreu em consequência de Seu sofrimento, criou-se algo inédito e irrepetível: um ato injusto na morte, uma morte que precisava ser compensada; Cristo foi "o justo morrendo pelos injustos". Então ali fora gerado o crédito necessário, tão infinito quanto infinita era a vida do moribundo Senhor na cruz, que deu a vida e pôde recobrá-la. Ali Deus gerou o pagamento pela própria justiça exigida em Sua criação.
 
A justiça de Deus gerou Graça, isto é, um favor imerecido, uma dádiva eterna, uma bênção acima de qualquer ato meritório que o homem pudesse realizar. Como se sabe, a salvação e o Céu são as perspectivas de quem é justo; não havendo justos o Céu seria vazio. Como Deus gerou na cruz Sua própria justiça, Ele a injeta na alma de todo aquele que crê em Jesus e em Seu sacrifício e declara-o beneficiário da justiça, salvando-O, libertando-O da pena do pecado e tornando-O um filho adotivo e um justificado, capacitando-O para viver ao Seu lado, no Céu.  A isso chamamos Graça. A essa libertação chamamos Redenção; A esse sistema de salvamento chamamos Salvação. Deus pune em Sua justiça e salva em Sua graça, determinando que a punição já caiu sobre alguém, sobre Ele mesmo, na pessoa de Seu Filho.
 
O Deus justo existe. E um dia trará à luz todas as obras humanas. Portanto, conforme ensina a Palavra dEle, "vejamos com prudência como andamos, não como néscios", pois "tudo o que o homem semear isso também ceifará".
 
Aproximemo-nos deste Justo Deus e em confiança clamemos por Sua imensa graça e favor, crendo que somos pecadores, não merecemos a Sua misericórdia, mas em Cristo temos acesso a ela (graça) e a Ele, cujos braços continuam abertos num bem-vindo magistral: "Vinde a mim todos os que estais fracos e oprimidos, e Eu vos aliviarei".
 
A Deus toda a glória!
 
São Paulo, Brasil, 19 de novembro de 2011

Wagner Antonio de Araújo

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