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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

memórias literárias - 258 - EPOPÉIA PORTUGAL - 11 A 29 DE MAIO DE 2006 - RELATÓRIO DE VIAGEM

EPOPÉIA PORTUGAL - 11 A 29 DE MAIO DE 2006 - RELATÓRIO DE VIAGEM
Deus deu-me a graça de retornar a Portugal no ano de 2006. Fiz relatórios de viagem e aqui os publico para não perder a sua memória. Bendito seja Deus por tudo o que aconteceu.
Wagner Antonio de Araújo
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01 - CHEGUEI
Queridos e estimados irmãos em Cristo:

Bendito seja Deus, que não nos rejeita a oração, nem afasta de nós a sua graça!

Cá estou, no meu Portugal querido, perto do ginásio do Benfica, do Centro Comercial Colombo, na Tapada das Mercês, a sete quilômetros de Cintra, e 24 quilômetros da baixa Lisboa.

Estou principescamente hospedado na casa do Pastor José Pinto Ferreira, sua esposa, irmã Lúcia, e sua filha Noemi.

Agradeço a todos quantos oraram pelo vôo. Foi excelente, ainda que a aeronave estivesse um tanto avariada: cadeiras não tinham regulagem, não havia serviço de som ou vídeo, fiquei sem janela, dos banheiros à bordo, apenas dois funcionavam, num universo de 300 passageiros (ou mais)...

Bem, já transmiti as saudações dos irmãos e amigos, e continuarei à disposição de todos.

Orem por nossa vida e pela obra que o Senhor tem para todos nós, no tempo que se chama hoje.

Saudades das Boas Novas de Osasco, do meu irmão Daniel, dos meus amigos, e da minha mamãe que partiu...

Até o próximo encontro!

Wagner Antonio de Araújo

obs: fotos: estão com o Pr. Norberto.
Peçam a ele em ncmarquardt@gmail.com

Escrevam-me em viagem.portugal@gmail.com

telefone: ao ligar do Brasil, se desejarem,
liguem 00xx351-926-0420
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02 - EM LISBOA

Ah, Lisboa! Quem dera que meus ancestrais, cristãos-novos da aldeia de Araujo, pudessem saber do retorno de um de seus descendentes à terrinha! "Pois, pois, Maria, não é que nosso bisnetinho retornou a Portugal e está a visitar nossas origens?" "Pois não é mesmo, marido? Quem diria!" Maria José Borges e José Pereira Domingues foram meus ancestrais, que emigraram para o Brasil em princípios do século XX.

Estou ainda por saber onde fica essa aldeia. Continuo a tentar descobri-la no norte do país.

Estou hospedado na casa de um maravilhoso pastor, homem temente a Deus, fiel às Escrituras Sagradas. Ele, Pr. José Pinto Ferreira, e sua esposa, irmã Lúcia Ferreira, são um casal-modelo. Pais de 4 filhos, Jônatas, André, Silas e Noemi, vivem na Tapada das Mercês, um lugar lindo e maravilhoso, na região de Sintra, junto a Lisboa. Eles formam uma família-modelo", e me recebem principescamente, dando-me tratamento similar ao que dão aos próprios filhos. O mais velho já é casado, um homem de Deus realmente. O André, o segundo, é um músico de renome nacional, brilhante no uso de seu violoncelo, tem tocado em várias orquestras pelo país e ilhas. O jovem Silas é um jovem promissor e muito consagrado ao Senhor, e a Noemi é a princesinha da família.

No primeiro dia, na sexta, gastamo-lo conhecendo a Igreja Baptista do Cacém. A irmã Lúcia é uma professora magnífica, e gasta parte de seu tempo lecionando às crianças atendidas pela fundação que a igreja mantém, uma espécie de escola batista, de excelente qualidade. Ela dá as aulas bíblicas às turmas de infantes, alguns de 4, outros de 5 e 6 anos de idade. Ela canta,conta histórias, ora, enfim, é a professora bíblica que marcará a vida destas criancinhas.

Essa fundação é como um colégio batista, a funcionar para atender tanto aos membros, quanto à comunidade do Cacém. Há tantas salas de aula, tantas dependências muito bem organizadas e mobiliadas, que faz-se necessário um mapa para não perder-se pelos corredores. A fundação é dirigida pelo Pr. Sérgio. O templo foi reformado, com design arrojado, moderno e de muito bom gosto. Na parte da frente, o Pr. José adaptou um arco que possui um recuo e que corrige os problemas de acústica. Atrás projetou uma excelente galeria, onde ganhou uns cinquenta assentos. Ar condicionado, mesa de Ceia do Senhor personalizada, um púlpito que tem talhadas expressões em grego, quanto à pregação e ao ministério. Conquanto tudo seja tão luxuoso e belo, A humildade caracteriza o pastor, sua família, e creio que a igreja, que irei conhecer amanhã.

Fui também agraciado, com uma visita ao Seminário Teológico Batista de Lisboa. Um jovem aluno estava a pregar a mensagem. Ele falou-nos sobre o apedrejamento do Apóstolo Paulo, e simulou a cena, pintando um Paulo numa caixa de papelão e apedrejando a mesma. Foi uma técnica nova para mim, muito bem utiizada. Sua mensagem versava sobre a necessidade de não nos determos às dificuldades e perseguições, mas nos animarmos e recobrar forças para continuar o trabalho, como Paulo, que visitou e fortaleceu as igrejas logo após a perseguição.

Conheci o missionário Keeth Hodges, o deão do seminário. Ao ouvi-lo falar, concluí que ele estava a falar no meu português. que surpresa quando, ao conversar com ele, descobri que trabalhou anos no Brasil, especificamente no Paraná. O Pr. Fernando, da JUBACAP, o conhece. Aliás, ele está enviando abraços afetuosos a todos os batistas brasileiros e aos paranaenses, de forma especial. Apreciei muitíssimo a biblioteca do seminário, bem nutrida com volumes importantes. Mas o sonho deles é ter mais recursos para obter livros mais atuais. Havia uns 20 alunos presentes.

À noite, conversando com o Pastor José, descobri que temos um amigo em comum, Pastor Diné René Lota, que pastoreou em Caldas da Rainha e na Ilha Terceira, nos Açores. O testemunho que o Pr. Diné deixou em Portugal são um legado às gerações, pois mostrou um cristianismo autêntico e deixou saudades incomensuráveis. Falar em Diné aqui é falar num homem segundo o coraçºao de Deus.

continuarei depois. Tenho que sair. Tchau.
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03 - EM BELÉM
Sexta-feira foi dedicada ao contato com as pessoas daqui da capital e ao conhecimento da região. O Pr. José levou-me até o Palácio da
Vila, em Sintra. Uma autêntica aula de história portuguesa. Um
símbolo nacional, um local de extrema importância, que já serviu de
residência a reis e onde muitas decisões históricas foram tomadas.
Os ancestrais do nosso saudoso Rei Dom Pedro I, viveram lá. Conheci
um D. Sebastião, o mancebo-rei que morreu jovem. Quer dizer,
conhecer eu não conheci, porque ele morreu há alguns séculos. Mas
seu retrato, seus pertences, sua história.

DESLIGUE ISSO!
Fui fotografando tudo que encontrava pelo caminho.
Deixamos o carro lá embaixo, e subimos à pé, até o Palácio da Vila. No caminho, algumas lojas de artesanato típico. Ruas cheias de turistas japoneses, tudo muito bacana, e eu entrei numa dita loja. "Ah, miniatura de roupas femininas típicas das aldeias" e bati uma foto.
Pra que! A dona da loja, ao telefone, encerrou imediatamente e veio
gritar comigo: TAKE OFF NOW! TAKE OFF NOW! NO PERMISSION! Fiquei a olhá-la, a admirá-la, e a pensar: "ah, senhora, se estivesses no meu
país, eu iria discutir com a senhora e lhe provaria que sua atitude
não teria valido à pena, mesmo junto ao Palácio da Pena. Mas, já que estou tão distante, vou deixar isso como está e engolir seco". Foi o que fiz. MAS FIQUEI COM A FOTO. Conclusão: YES, MAN!

TARDE OCIDENTAL
Após o almoço, a irmã Lúcia (não a falecida de Fátima, mas a esposa do Pr. José), e o pastor, levaram-me até Cabo da Roca. Depois Praia do Guincho, depois Boca do Inferno, Cascais e Belém. No Cabo da Roca conheci o lugar mais próximo do meu amado Brasil. Um lugar lindo altíssimo, onde as águas do Atlântico perdem-se de vista rumo ao horizonte. De lá, rumamos à Praia do Guincho, uma pequena e linda praia. Daí fomos até a Boca do Inferno. CALMA! Não é literalmente. É um lugar, onde o mar, no inverno, quebra com violência, e as rochas foram esburacadas pela força das ondas nos milhares e milhões de anos. Ali há uma vista linda. Fomos também a Cascais, onde encontrei uma feira de artesanato muito boa, com pessoas de extrema simpatia e cordialidade. Então fomos a Belém.

POR PRESÉPIO, PASTEIZINHOS.
Não fui a Belém do Pará. Também não fui a Belém da Judéia. Fui a
Belém de Lisboa. E ali está a pastelaria mais famosa do mundo, a que faz os INIGUALÁVEIS PASTEIZINHOS DE BELÉM, cuja receita é herança de família, e que não está disponível nem para os cozinheiros! Meu Deus, quantas vezes vi documentários sobre essa pastelaria, e ali o Senhor permitiu-me estar! Vocês podem imaginar o que foi que eu comi??? Fantásticos os pastéis.

SEGREDO
Entretanto, compramos os pastéis correndo. O pastor e a esposa
estavam com muitos segredos um com o outro, e eu, na parte de trás
do carro, pensei: "Será que fiz alguma coisa errada? Será que o meu
desodorante venceu e o polvilho granado perdeu a potência? Será que querem namorar e eu estou aqui, a atrapalhar?" Pensei mil coisas. O pastor dizia que estávamos atrasados. Atrasados para que? Para ir para casa? Então correu, correu, entramos na Praça do Comércio e na Av. Liberdade, e a irmã Lúcia parou. O pastor entrou na rua de trás e mandou-me ir até o Prédio de Geografia. Pensei: "Vamos comprar um mapa-mundi?" Andei por uma rua artística. Algumas casas anunciavam noites de fado. Outras, bares com jovens a namorar. Enfim, cheguei na Geografia. E o que era?

Era uma surpresa! O André iria tocar na Orquestra de Lisboa, e
conseguira convites para assistirmos. Enquanto a orquestra se
apresentasse, a RÁDIO ANTENA 2 FM estaria transmitindo para todo
Portugal a sinfonia. Que bênção! Que surpresa, que maravilha! Uma
linda sala de apresentação, muito chique, e a orquestra completa à
frente. Uma pianista internacional muito experiente, um maestro de
extremo carisma em seus movimentos, o André ao violoncelo e uma
música enriquecedora, com celebridades da música clássica. Lembrei-me de meu pai, quando, lá na roça, sintonizava seu velho MOTORADIO na rádio MEC ou cultura, para ouvir a música clássica da noite. O som vazava do quarto dele para a sala, onde eu dormia, pois nossa casa em Minas não tinha forro. E, naquele frio de inverno na Mantiqueira, o som da música das grandes orquestras era a canção de ninar. E agora eu estava vendo pessoalmente uma dessas grandes orquestras, a irradiar ao vivo e em cores, uma daquelas músicas! Meu Deus, que privilégio!

Visitamos ainda o Jônatas e recebemos aqui em casa o Missionário
Pastor Narciso, dos Açores. Ele é capixaba, e está há dez anos no
exterior. Como é raro estar com um brasileiro, ele ficou tão feliz
com a oportunidade, que acabamos por conversar até quatro da manhã, sendo que ele voaria para os Açores às 7 da manhã!

CACÉM E BELÉM
Este foi um abençoado sábado, véspera das mensagens. Passamos um bom tempo na igreja, onde o Pastor e a irmã Lúcia, que formam um casal praticamente perfeito, prepararam os últimos retoques dos cultos da manhã. Aqui funciona o sistema americano, talvez sistema
estrangeiro: o culto da noite é menos frequentado que o da manhã.
Também prepararam as últimas coisas para a comemoração do Dia das Mães. Nem quero pensar. Será difícil para a Milu, o Daniel e eu, e
cada um de nós está em um lugar diferente, São Paulo, Recife e
Mercês, em Sintra, Lisboa.

De lá iríamos à TORRE DE BELÉM, para ver o pôr-do-sol e tirar
fotografias, mas o cheiro dos pastéis foi irresistível: fomos até lá
para comermos mais uns... Foram os últimos (talvez) desta minha
última viagem. Estou a levar um pacotinho de açúcar com o símbolo da pastelaria. Penso que irá intacto , mas não garanto...

Ainda assim fotografamos a ponte sobre o Rio Tejo, imenso, com mais de três quilómetros de largura. Vimos o monumento ao primeiro vôo
atlântico de Gago Coutinho e Sacadura Cabral fizeram.
E viemos jantar.

Quero aqui deixar as minhas homenagens a todas as mães que me lêem. E, aos filhos órfãos que estarão saudosos, a minha completa
solidariedade, pois hoje somo-me ao seu número. Que Deus nos console e nos anime a continuar, e a fazer das doces recordações de nossas mães uma inspiração para o resto de nossas vidas.

Tapada das Mercês, Sintra,  Portugal, 13 de maio de 2006.
Wagner Antonio de Araújo, a morrer de saudades da
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
viagem.portugal@gmail.com 
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04 - NO CACÉM
04 - EM CACÉM
Alguém, comentando as mensagens anteriores desta viagem, escreveu ao Pr. Norberto, que as está enviando: "que interesse há em ler sobre o turismo que alguém está a fazer com o dinheiro do povo de Deus?"

A essa pessoa e a qualquer que assim pensar, gostaria de dizer o seguinte: não vim fazer turismo, não vim passear, não vim gastar o dinheiro do povo de Deus à toa, nem tampouco vim por vontade própria. Aliás, graças a Deus, em 26 anos de púlpito e 18 de ministério pastoral prático, sendo 15 como pastor ordenado e credenciado por minha igreja e pela OPBB-SSP, nunca precisei oferecer-me ou sugerir a alguém que me desse oportunidades. Se cá estou, o fiz à convite e sob a graça de Deus. E, se meus anfitriões, no afã de tornar mais prazeirosa a estadia, desejam exibir sua terra e suas belezas, que culpa terei eu? Não!!! Cá estou por convocação, e irei a todo lugar para onde Deus me enviar.

Já pensei inúmeras vezes em nunca mais compartilhar minhas experiências com os internautas. Elas dizem respeito a mim e ao meu ministério. Contudo, se tais experiências estão edificando corações e abrindo a possibilidade de fazer literatura - e eu sou um escritor, não perfeito, não de grande qualidade, mas busco fazer o melhor -, então por isso persisto e continuo. Graças a Deus há mais amigos que inimigos, e, geralmente, inimigos que se comunicam com terceiros. A estes eu digo: perdão por terem recebido minhas mensagens. Por favor, deletem-nas.

Continuarei a escrever com amor, com carinho e com o desejo de viajar ao lado de meus leitores amados, queridos e afetuosos.

Um abraço brasileiro bem português.

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04 - EM CACÉM

Gastei o domingo, dia 14 de maio, no exercício do ministério da pregação. Deus foi misericordioso e concedeu-me a graça de levar a mensagem a uma igreja importantíssima da região da capital portuguesa. A igreja é pastoreada pelo Pastor José Pinto Ferreira, e seus membros são extremamente amorosos e simpáticos.

Começamos a manhã com a Escola Bíblica Dominical. A superintendente da mesma, a Irmã Lúcia Ferreira, esposa do pastor, conduziu-me a cada classe, para conhecer e fotografar. Classes com faixas etárias distintas, como a de 40 anos, os jovens adultos, os jovens, adolescentes e crianças. Os professores lecionavam com muita dedicação e percebia-se grande capacidade em suas argumentações. Fotografei tudo. Espero poder publicar tais fotos, no flogão da nossa Boas Novas.

Depois fomos ao culto. O tema do culto, DIA DAS MÃES, foi um tanto sofrido para mim, pois perdi a minha há 5 meses, e não tem sido fácil a experiência. Entretanto, o culto superou a qualquer sentimento de saudades: o culto trouxe grande alegria e regozijo espiritual. O Pr. José Pinto Ferreira dirigiu a celebração. Mães sem filhos presentes ganharam flores vermelhas. Filhos cujas mães já faleceram entregaram flores brancas; os demais presentearam rosas vermelhas às suas mamães. O Grupo Ágape apresentou uma peça teatral muito interessante, onde a mãe rica pergunta ao espelho se é a mais bela, a mais chique, a mais inteligente, a melhor. E o espelho responde que a melhor é a Dona Maria, mulher pobre, não tão bela, crente, que com dignidade faz de seu lar um aprendizado cristão. Foi lindo!

O Pastor José teve o privilégio de ver seus dois filhos tocando instrumentos no culto. Jônatas e Silas. Foi fabuloso.

Entregando-me a palavra, preguei a mensagem À SÓS COM DEUS. Deus foi gracioso comigo, e abençoou-me na mensagem, pois o próprio Espírito Santo operou no meu coração. O pregador deve ser o primeiro atingido pela pregação. Após o culto, viemos para casa, a almoçar com todos os filhos do pastor. Um almoço inesquecível.

MAFRA

Daqui fomos para Mafra, um lugar próximo, onde há uma igreja católica que, segundo o Pastor José, foi construída com o dinheiro do ouro brasileiro. Há 6 órgãos de tubo de qualidade excepcional, uma riqueza fantástica. O lugar é belíssimo, e nós pudemos tomar um café e tirar fotografias. Eu não pedi para ir até lá. Meus anfitriões gentilmente me ofereceram a oportunidade de conhecer o lugar.

NOITE

O culto da noite foi uma maravilhas. Menos pessoas, porém, uma informalidade e uma espiritualidade colossais. O Senhor deu-me a graça de falar sobre 5 PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A VITÓRIA, baseado em Salmos 37.4-7. Ainda pude cantar o hino 384 do Cantor Cristão, em louvor ao meu Deus. Ao final, as senhoras da igreja ajuntaram-se para conversar, apresentar suas famílias, falar de parentes ou conhecidos que estão no Brasil, etc. Foi um tempo muito agradável aquele que passei com os irmãos da igreja. Confesso que houve lágrimas à saída, de ambas as partes. Se eu nunca mais voltar aqui, guardarei no peito as recordações desse domingo inesquecível.

MAIS UM DIA

Hoje, segunda-feira, 15 de maio de 2006, era para eu ir a Figueira da Foz, encontrar-me com os portugueses do centro, de Coimbra e Oliveira do Hospital. Contudo, por sugestão, convite e insistência do anfitrião, fiquei mais um dia, para conhecer o lugar onde aconteceu a EXPO 98, a grande exposição do milênio, um lugar sem precedentes, a Ponte Vasco da Gama , o teleférico, o centro comercial. Andamos muito e conhecemos aquela região. Bendigo a Deus por essa bênção,.

AMANHÃ

Amanhã, com a graça de Jesus, estarei indo a Figueira da Foz logo pela manhã, e ficarei com o Pr. Marcos Amazonas dos Santos, que me levará para o centro e o norte do país, em Coimbra, Oliveira do Hospital e Porto, e não sei qual outra região.

Confesso que estou com o coração na mão, devido às notícias que recebo nos sites do UOL e do TERRA, falando sobre a guerra urbana que castiga São Paulo,, talvez por motivação política, mas com certeza por inteira maldade. Penso nos policiais crentes que me são importantes e caros, e confesso sentir vontade de voltar a São Paulo imediatamente. Amo meu país, amo meu Estado de São Paulo, amo a minha cidade de São Paulo e meu campo missionário, Osasco, e não quero estar distante na hora de maior necessidade. Orem por mim, para que eu saiba realmente o que fazer.

Um abraço a todos.

Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
viagem.portugal@gmail.com
www.uniaonet.com/bnovas.htm
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05 - EM COIMBRA
Agradeço imenso, aos amigos e irmãos em Cristo que manifestaram apoio e votos de continuidade às narrativa. Ainda que preservando-lhes a identidade, gostaria de também de compartilhar seus textos, conforme consta, abaixo:
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Em 17/05/06, L. escreveu:
obrigado Pastor, não desfaleça diante das críticas, entre mil leitores é claro que haverá quem critique, a esses não precisa nem dar atenção, as pessoas que acompanham suas viagens missionárias sabem o quanto tem sido proveitoso lê-lo, continue firme pois nós te amamos muito! só estão faltando as fotos! L.
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Em 17/05/06, c. escreveu:
Pr. Wagner, gostaria de expressar a minha alegria em poder apreciar as leituras do relato da sua viagem. As vezes me pergunto: Quando vamos aprender a compreender que, por todos os lugares onde passamos, podemos deixar uma pitada de sal e fazer a diferença para que o Reino de Deus cresça e para que o evangelho seja mais eficaz. Parece que estamos tendo tantas dificuldades de sair das quatro paredes da nossa igreja e compreender que em um passeio turístico podemos ser luz e também aprimorar nossos conhecimentos e cultura. Ou será que o conhecimento e grau de cultura que possuimos não precisa ser aperfeiçoado (afinal de contas é para Deus, então, aquilo que temos e somos já está bom). Quando será que vamos romper as barreiras dos nossos achismos em relação a obra evangelística.  Quando será que vamos aprender que servos de Deus também precisam passear, viajar, aprender, conhecer, sorrir, enfim, desfritar das bênçãos de Deus. As vezes me pego a pensar que não crescemos mais e não conseguimos convencer as pessoas a crer no nosso Maravilhoso Deus, porque, como servos do Senhor, não nos permitimos SER FELIZES, não superamos as barreiras de que servos de Deus tem que ser eternos  sofredores e constantes trabalhadores.  Onde está escrito isso? Pr. Wagner, continue aproveitando e partilhar da sua viagem. E parabéns pela conquista. Que Deus o abençoe! c.
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Em 17/05/06, M. escreveu:
Mostrar histórico de mensagens
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BATALHA
A terça-feira foi inesquecível, mesmo sendo apenas uma viagem de transferência - sair da capital e ir para o centro do país. Mesmo o caminho, o trajeto, nos reserva belezas incomensuráveis. Fizemos uma parada em Batalha, e conhecemos a igreja onde foi enterrado D. João I, um dos reis mais importantes de Portugal. Uma construção de várias centenas de anos, preservada para a cultura e o aprendizado das gerações futuras. Fotografei muitas coisas, mas as fotos compartilharei quando chegar no Brasil, com a graça do Senhor.

FIGUEIRA DA FOZ
Chegamos no ponto marcado, onde eu mudaria de condutor e veículo. O mesmo parque de merendas onde estive no ano passado. Encontrei-o com a relva mais verde e com o ar mais frio. Porém, também o vi mais bonito ainda. Descobri que a Praia de Gala, que também visitei no ano passado, era logo ali, há algumas centenas de metros. Fizemos um piquenique com o Pr. José, a Irmã Lúcia, o Pr. Marcos e eu. Posteriormente, fomos ainda tomar café.

COIMBRA
Ah, Coimbra, terra do Pr.Marcos, da irmã Lilian, do Matheus, da Deborah e do querido professor Teotónio e irmã Piedade! Chegar em Coimbra é como chegar em casa, pois já conhecia o lugar e sentira-me muito bem com os portugueses da zona central. Logo fomos para uma visita histórica. Visitamos o lar dos amados e queridos Artur Alfaiate e sua esposa Lúcia. O Professor Artur é um homem muito preparado intelectualmente, e de uma humildade incrível. Nos recebeu como príncipes em sua casa. Foi ele que me trouxe de Águeda no ano passado, quando para lá fui de trem pregar a Palavra de Deus. Conversamos tanto, na varanda de sua casa, ao cair da tarde e recolher do sol! Depois jantamos com a família, composta ainda de duas crianças lindas! Para terminar, entramos numa discussão teológica, conjecturando sobre a eternidade, a ressurreição, a escatologia, a impecabilidade de Cristo. Garanto que temos assuntos para mais um jantar e outro café!

RESIDÊNCIA
Fui agraciado com outra hospedagem altamente confortadora. Se em Lisboa fui principescamente hospedado pela família Ferreira, a quem serei eternamente grato, aqui estou hospedado em casa da família Amazonas dos Santos. No ano passado o Pr. Marcos residia num local alugado. Hoje, com a graça e o amor do Senhor, ele está num apartamento lindo, amplo, confortável, elegante, ventilado, que lhe pertence, sob financiamento pagável. Que bênção do Senhor! Eu não mereço tanto carinho, mas agradeço de coração.

HORTOLÂNDIA
Hoje, primeiro dia de Coimbra, visitei, com o Pr. Marcos, o jovem Naaliel, um promissor mestre brasileiro, que está a residir por aqui, especializando-se em sua área acadêmica. Coimbra é um centro pensante na Europa, de uma cultura monumental, e esse rapaz, de apenas 22 anos, já caminha para o doutorado. Glória a Deus! Palavras que nos comoveram imenso: "Se estou aqui, estudando, morando, trabalhando, devo ao meu pai, que soube, com sua fé e compromisso, e seu exemplo de homem de Deus e pastor, conduzir-me, educar-me, e orar pelo meu futuro". Não preciso dizer que isso nos emocionou, não é mesmo? Ele é da região de Hortolândia, próximo a Campinas, interior de São Paulo.

COIMBRA
Essa igreja é simplesmente especial. Ela é aconchegante, amistosa, bonita, e repleta de gente maravilhosa. Cá estou à seu convite, e será meu maior campo de atuação na pregação. Hoje mesmo tive a oportunidade de pregar a Santa Palavra de Deus, repetindo a mensagem de Coimbra. São auditórios diferentes, e também a Palavra de nosso Deus renova-se a cada manhã. Arrisquei cantar uma música dificílima, que, aos poucos envolveu o auditório num canto congregacional animado: É BOM,É MUITO BOM TER JESUS NO CORAÇÃO. Os músicos sabem da complexidade da música... Não, leitores, é uma canção facílima, de crianças. Eu não sou músico. Sou meramente um estepe para a falta deles, quando na igreja onde sirvo ao Senhor. Em outros lugares, compartilho essas canções simples, que tanto me falam ao coração. Ao final, ninguém queria ir embora. A conversa estava muito animada. Cada um a compartilhar de suas experiências com Deus, colocando a conversa em dia. Quantos brasileiros! Num auditório de 25 pessoas, acho, havia mais de 7 brasileiros! Como é gostoso ver conterrâneos e patrícios, e abraçar-lhes num ato simbólico, como se estivéssemos a abraçar o próprio Brasil!

CIRURGIA
Continuarei por aqui. Amanhã estarei a pregar na igreja Água Viva (penso que este é o nome).
Mas a irmã Lilian, esposa do Pr. Marcos, será internada para uma pequena cirurgia. Orem por ela, por favor.

Abraços.
Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
viagem.portugal@gmail.com
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06 - REMINISCÊNCIAS
SÁBADO DE SEMINÁRIO

O sábado, dia 20 de maio de 2006, ficará na minha história como o dia em que mais tempo preguei sequencialmente em toda a minha vida!  Eu nunca passara por isso antes. Eu seria o único conferencista do dia e o tema, emprestei-o do congresso da JUBACAP, lá em Faxinal do Céu, Paraná: INTIMIDADE COM DEUS.

Cerca de 18 pessoas vieram ao seminário que o Pastor Marcos promoveu na Igreja Baptista de Coimbra. Uma coisa que muito me impressionou foi ver a disposição e disponibilidade dos irmãos, em passar o dia inteirinho participando do seminário. Eles smplesmente não arredaram o pé! É incrível o quanto valorizaram esse momento de estudo da Palavra de Deus! Tínhamos estrangeiros e nativos, jovens e velhos, doutores e trabalhadores técnicos.

A presença de pessoas como o Dr. Jônatas, autoridade internacional das mais importantes em todo o mundo na área do direito, do Prof. Teotónio, um dos físicos mais renomados da Europa, do Prof. Artur, um homem que está construindo toda uma nova geração através de suas aulas nas escolas portuguesas, fez-me tremer na base. Quem era eu para ensinar algo para eles? No entanto, estavam lá não como doutores, professores e iminentes, mas como irmãos amados em Cristo, buscando receber alguma contribuição nas coisas que o pregador viesse a compartilhar. Havia também diversos mestrandos e estudantes.

As mensagens foram sobre intimidade com Deus. Iniciamos as mensagens às dez horas da manhã, parando às 13:30 para almoçar. Retornamos às 15 horas e fomos até depois das seis da tarde. Meu Deus, o comentário não podia ser mais assustador: PODERÍAMOS NOS ESTENDER UM POUCO MAIS, NÃO? Sinceramente, eu fiquei impressionado.

Louvei a Deus por essa comunidade pensante cristã, que investe em si própria, na melhoria e aprofundamento da vida devocional. A Igreja de Coimbra é tão maravilhosa quanto Cacém ou outras, mas é especial: ela é internacional, ela é um mundo! Igreja Baptista Internacional de Coimbra: jamais te esquecerei!

obs: fomos jantar com a família do Pastor Marcos, e pudemos conversar até altas horas.

UM DOMINGO EM COIMBRA

PELA MANHÃ - O culto da manhã, tanto na América do Norte quanto na Europa, são os de maior número de participantes. Aqui em Coimbra, o domingo pela manhã é encantador: irmãos encontrando-se, amigos atualizando suas conversas, donas de casa compartilhando suas experiências culinárias, profissionais e familiares, enfim, um momento "sui geners".

Ao chegarmos, e a Escola Bíblica Dominical iniciar-se-ia às dez da manhã, fomos à padaria tomar uma bica (cafezinho). Ao regressarmos, dividimo-nos pelas diversas classes, directamente. Eu fui agraciado com a bênção de assistir a aula do Professor Artur Alfaiate. Nossa classe estava dividida ao meio, em termos de nacionalidades: metade era de portugueses, mas a outra metade de estrangeiros: brasileiros, angolanos, holandeses, americanos, etc. Todos a aprenderem em português, e muito bem falado. Artur é um professor de fantástica didática e de um carisma inigualável. Aprendemos uma lição em Isaías 58. Assim como no Brasil, o tempo de aulas foi insuficiente para exaurirmos tudo o que a aula requeria, e o professor teve que terminar precocemente sua palestra. Contudo, essa experiência ficou registrada para sempre em minha memória como um raro momento, um verdadeiro lampejo de felicidade!

Descemos para o templo. O templo de Coimbra é muito aconchegante. Com o predomínio da arte em madeira e bancos muito confortáveis, os irmãos foram chegando e tomando os seus lugares. Artur e eu entramos no horário dos avisos, uma vez que acabamos por conversar no corredor. Mas o pastor não nos bronqueou. Mas acho que numa segunda vez ele nos bronqueará (ainda bem que vai demorar bastante, e ele vai esquecer nosso atraso...)

O culto foi abençoadíssimo. O datashow, dirigido pelo irmão Dória, um nacionalista brasileiro "em quem não há dolo", foi sincronizado com perfeição. O louvor com cânticos foi maravilhosamente apresentado, e envolveu a toda a congregação em ternos cânticos de adoração ao Senhor. Então deram-me a oportunidade de pregar a palavra. Falei sobre José, "o jovem que só queria ser normal". Lembro-me de ter falado sobre o assunto pela primeira vez, no retiro de carnaval da Igreja Batista Central do Tremembé, de São Paulo. A vida de José toca-me o coração. Então, no momento da dedicação de vidas, surpresas agradabilíssimas para o pastor e para a própria igreja, pois o Espírito Santo operou em diversas vidas, inclusive na minha.

ALMOÇANDO EM COIMBRA

O Pr.Marcos e a irmã Lilian iriam servir feijão tropeiro, mas eu fora designado para almoçar com o Professor Teotónio, Irmã Piedade, Pedro e Rute (filhos) e Rita (namorada do Pedro). Que almoço delicioso! É claro que em Portugal prefiro comer comida típica portuguesa e dentro da cultura portuguesa. Seria até engraçado se eu buscasse beber guaraná e comer feijoada... Comi um leitão à bairrada, se é que não estou inventando um nome que não existe. Mas certamente era porco, e muito bom!

CANTANHEDE

Fomos até essa pequena cidade, próxima de Coimbra. Há uma igreja batista ali, onde estive no ano passado, e onde me levariam de volta. O Professor Teotónio iria dar a aula da Escola Bíblica Dominical e eu iria pregar após a escola. E assim foi. Confesso que o cansaço estava a me dominar, mas, mesmo assim, não tenho dúvidas de que busquei dar o melhor que pude. Reencontrei a Conceição, uma senhora da igreja de Andorinha, uma aldeia que visitei no ano passado também. Reencontrei a família Girão, Joaquim e Albertina, Fernando e namorada Ana. Que felicidade! Quanta alegria em rever os amigos! Quisera que morássemos perto, para estarmos juntos sempre! Preguei sobre OS QUE CONFIAM NO SENHOR.

A VOLTA

Na volta, o Professor Teotónio deu-me uma aula sobre as dinastias dos reis de Portugal, as peculiaridades das dinastias que existiram e detalhes sobre alguns monarcas e nobres. O carinho de Teotónio e de Piedade por mim representa uma riqueza sem fim, e eu jamais poderei pagar tanta atenção. Muito obrigado por tudo, irmãos!

JANTAR BRASILEIRO

Cansado, depois de um final de semana de muita atividade, e com estômago e cabeça a pesar,  fui surpreendido com um outro jantar, aqui na casa do Pastor Marcos. Lilian, saudosa de nossa terra, resolveu fazer pela manhã um feijão tropeiro, e havia sobrado do almoço. Então, a família Dória, com sua esposa Bianca e filho Filipe, e a família Amazonas dos Santos, celebraram um jantar bem brasileiro, com direito à bandeira e ao hino nacional brasileiro. Ufa, que saudades senti também!

SEGUNDA DE DESCANSO

Hoje, segunda-feira, dia 22 de maio de 2006, descansei pela manhã e saí com o Pastor Marcos e sua família, para visitar um jovem rapaz, que foi operado no nariz, e também fomos ver coisas da família nos shoppings da cidade. Foi muito agradável. Amanhã devo ir até Aveiro e ir beirando o litoral, numa viagem de reconhecimento, junto com o Professor Teotónio. E, no dia seguinte, vou para Oliveira do Hospital, que será a última parada de minha viagem. Daí farei a viagem de volta.

OBRIGADO

Dou graças ao Senhor por esta viagem, por todas as experiências que tenho tido, e pela maneira maravilhosa com que Deus tem suprido cada uma das necessidades. Dou graças pelos leitores, graças pelas centenas de listas que me permitem compartilhar e graças pela minha igreja em Osasco, que me dá suporte espiritual e muitas alegrias, pois, mesmo aqui, ouço notícias de que tudo tem ido muito bem. Agradeço ao Pastor Aparecido Donizete Fernandes, que pregou ontem na Boas Novas. Louvo a Deus por tudo.

ESCREVAM-ME

Gostaria de receber um e-mail de meus leitores. Gostaria de saber se estão a receber as minhas mensagens. Penso eu que terei como responder às mensagens ainda nestes dias. Escrevam para mim SÓ em viagem.portugal@gmail.com

Um abraço a todos!

Wagner Antonio de Araújo
ministério internacional de pregações bíblicas
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
www.uniaonet.com/bnovas.htm
www.flogao.com.br-ibbn2006
=============
07 - DEPOIMENTOS
Isto já causou-me dores de cabeça, mas foi de grande valia para a
minha vida cristã.

Enquanto preparo um novo texto para compartilhamento de experiências,
hoje, dia derradeiro em Coimbra (sigo amanhã para a inesquecível
Oliveira do Hospital, mais ao centro-norte do país), sinto-me
abençoado pelo Senhor. Satanás, o adversário, tentou de todas as
formas prejudicar-me dias atrás, com palavras vindas de um coração
repleto de inveja e maldade, e até conseguiu causar tensão à
distância, com algumas pessoas queridas. Contudo, esclarecidos os
fatos, tudo redundou para a glória e louvor de Deus.

Como tudo isso ficará perdido no esquecimento da passagem do tempo, e
como creio no poder da página escrita, vou resumir tais aborrecimentos
e bênçãos em quatro depoimentos, um de aborrecimento, e dois de
bênçãos. Com isto, espero colocar um ponto absolutamente final na
acusação de Satanás, de que vim a Portugal fazer turismo com o
dinheiro do povo de Deus.

Wagner Antonio de Araújo.

1) ABORRECIMENTO - não divulgarei o nome do autor, por questões de
preservação de sua própria imagem.:

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Senhor Administrador,

A troco de quê transmitir aos listeiros informações sobre turismo
feito com dinheiro do povo de Deus?
No quê isto edifica os leitores?

Indignado.

Grato por sua atenção.

V.A.
SP

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2) BÊNÇÃO - palavras do pastor que me hospedou em Tapada das Mercês,
Sintra, Lisboa, Portugal:

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De: José Pinto Ferreira <jose.pinto@oninet.pt >
Data: Qui Mai 18, 2006  7:52 pm
Assunto: Turismo em Portugal?... jose1pinto


Confesso que fiquei surpreso e triste pela tristeza que o Pastor
Wagner tem sentido perante a crítica de alguém que não entende porque
ele está em Portugal. Cabe-me aqui uma palavrinha.

1º Tinha muito interesse em conhecer o Pastor Wagner. Conhecia-o
apenas do Compartilhando (lista de e-mails de pastores e ministros do
Evangelho, pela internet).

2º Quando o Pastor Marcos Amazonas me disse que a Igreja de Coimbra o iria convidar a voltar, de imediato o consultei acerca da
possibilidade de no-lo "emprestar" por uns dias aqui no Cacém. O
Pastor Marcos foi generoso, e anuiu.

3º Procurámos nos poucos dias que ele esteve aqui fazer com ele o que
fazemos com todos os amigos que nos visitam, quer sejam pastores, quer
sejam crentes anónimos, quer sejam incrédulos. Mostramos a nossa terra
e as coisas que achamos deliciosas aqui. Fazemo-lo porque somos
devedores a muita gente anónima que, sem nos conhecerem, nos têm dado
tudo.

4º A minha esposa é oriunda duma família muito pobre. Os seus
primeiros estudos (após o ensino primário) foram pagos por um casal de
missionários em Portugal. Eu beneficiei duma situação idêntica, pois
só voltei à escola aos 18 anos de idade, graças à generosidade
dalgumas pessoas que me apoiaram. Posteriormente fiz o Seminário
graças a bolsas de estudo que me concederam. Durante os 4 anos de
Seminário não tinha dinheiro para comprar livros. Quase todos me foram
oferecidos por gente que investiu em mim tempo e recursos.

Por tudo isso, sempre achamos pouco aquilo que damos aos outros. Além
disso, o Evangelho ensina-nos que é dando que se recebe, e que mais
bem-aventurada coisa é dar do que receber. Ora, até agora, temos
recebido muito mais do que temos dado.

Lamento não termos dado mais oportunidades ao Pastor Wagner para
pregar. Numa próxima ocasião prepararemos um plano mais ambicioso.
Mas, por tudo o que recebemos dele, damos graças a Deus, pois nós não
demos nada. Simplesmente recebemos.

José Pinto Ferreira

======================
3) BÊNÇÃO

Palavra do Professor que me ciceroneou com afeto paternal e fraternal,
por lugares maravilhosos aqui na região de Coimbra e Aveiro:

=======================
pteotonio@netcabo.pt

Queridos Irmãos em Cristo

    É para a Igreja da qual sou membro, pela Graça do nosso Senhor e
Salvador que me arrancou das garras de Satanás que desde sempre é
mentiroso e homicida, uma grande alegria que o nosso Pr. Marcos
Amazonas dos Santos, natural de Manaus, seja convidado por outras
Igrejas de nosso Senhor Jesus Cristo a levar a Palavra da Salvação.
Sentimo-nos felizes e gratos a Deus pois é um sinal de Deus que o Pr. Marcos é um servo fiel do Senhor e que temos a benção de ele ser o nosso querido e muito amado Pastor.

    Tenho a certeza que os meus queridos  Irmãos sentem o mesmo quando o Pr. Wagner António de Araújo, o Servo que Jesus Cristo colocou na vossa amada Igreja, recebe convites idênticos.

    Agradeço-vos, de todo o meu coração, terem permitido que o Pr.
Wagner tenha vindo até nós. Foi uma benção que recebemos de Deus.
Sentimo-nos muito mais edificados no Senhor. Muito e muito obrigado.

    Ao nosso querido Irmão Pr. Wagner, a quem muito amo, agradeço as
belas mensagens que, pelo Poder do Espírito Santo, nos transmitiu, o
Seminário sobre Intimidade com Deus, que durou cerca de oito horas,
mas que poderia durar muito mais, pois nós não nos cansámos de ouvir e
aprender, mas que exigiu da sua parte um grande esforço físico ( somos
humanos e Jesus também tinha de descansar). Obrigado meu amado irmão pelo seu amor pela CAUSA DE CRISTO, a SALVAÇÂO DE TODOS OS HOMENS.

    Que a Graça de Deus esteja com todos vós. Até sempre: pode ser em
S. Paulo, em Coimbra, ou só na presença e Glória de Deus.

    O vosso Irmão, que não vos conhecendo fisicamente, está convosco
no Poder do Espírito Santo.

    Coimbra, 24 de Maio de 2006

    António da Costa Rodrigues Teotónio, servo do Senhor.

====================

4) BÊNÇÃO
palavras do Pr. Marcos Amazonas dos Santos, titular da Igreja
Evangélica Baptista de Coimbra, sobre este momento de visitas.

marcosamazonas@gmail.com

Wagner é amigo e irmão. É uma pessoa que não olha para si mesmo. Ele
entrega-se de coração na proclamação do evangelho. Ano passado, esteve
aqui connosco pagando a passagem do seu bolso. Neste mesmo ano, a
igreja decidiu convidá-lo para vir novamente, mas agora com as
despesas suportadas por nós. Assim foi.
Para nós é uma alegria e prazer tê-lo cá. Para mim a nível pessoal é
um grande prazer hospedá-lo em minha casa. A família o tem como membro da casa. É pena este ano não poder sair tanto com ele para passearmos. Gostaria de mostrar-lhe alguns locais, mas ainda não foi possível. Como igreja fomos ricamente abençoados. Como família fomos ricamente abençoados. Meus filhos estão super contentes. Para nossa família é sempre uma alegria poder hospedar irmõas, principalmente quando são pessoas como nosso querido Wagner.
Se há algo a dizer, creio eu que é o seguinte: Wagner, muito obrigado.
Igreja Batista Boas Novas, obrigado por permitir que o vosso pastor
seja bênção para outros irmãos.
Que Deus a todos abençoe!

Abraços,

nEle,
Marcos Amazonas dos Santos
=======================
08 - SEM CONEXÃO
Os sapos coaxam lá fora, as estrelas cintilam no escuro do céu, e eu tento descansar um pouco, nesta Quinta do Tigelinho, em Oliveira do Hospital, distante 80 quilômetros de Coimbra. Ainda que portando um ACER para a glória de Deus, seja Ele engrandecido por esta bênção, não encontro conexões sem fio disponíveis pelo éter da região, e estou sem comunicação. Brigo com o teclado, que, quando me dá o sinal de arroba, retira-me a configuração das outras teclas. Mas, como diz meu querido Ricardinho Bravo, "um dia chego lá".

Já preguei em Oliveira do Hospital. Fui o mensageiro do culto de oração hoje, quinta-feira. Deus foi misericordioso e me concedeu esse privilégio. Revi diversas pessoas que havia encontrado quando de minha primeira visita a esta terra maravilhosa, de gente querida e cordial. Preguei sobre as cinco coisas que devemos fazer para obtermos vitória na vida cristã. E o resultado do poder da Palavra de Deus, e jamais deste pregador, continuou a ser maravilhoso, com quebrantamento e graça restauradora. Após o culto, eu faria uma sessão de fotografias com os irmãos, mas uma necessidade surgiu.

Um jovem, por nome Messias – um nome deveras inspirativo – compartilhou que perdera a mãe há vinte e dois dias, no Brasil. Meu coração sentiu a dor do rapaz de 32 anos, e busquei confortá-lo, contando-lhe também a minha experiência recente. Ele disse que sua mãe morrera crente, e que só ele estava perdido. Então perguntei o que lhe impedia de entregar-se completamente a Cristo, e ele calou-se. Falei-lhe sobre o plano da salvação e fiz-lhe um apelo, para orar com ele, numa oração de confissão, ou orar por ele, por um quebrantamento. Após pensar muito, ele quis que eu orasse por ele, dispondo-se a estar no próximo domingo,  no culto, para receber a Cristo em seu coração. Falei-lhe da bobagem de esperar, mas ele quis que assim fosse.

Ao cumprimentar o colega dele, esse disse chamar-se Jhonatan, e disse ser colega do Messias, ambos vieram de Vitória do Espírito Santo, ou de regiões conhecidas. Quando citei o Professor José Fernando da IBPC, Pr. Brito, Jacaraípe, Cariacica, Campo Grande, Flexal, Alto Laje, Porto de Santana, ele falou sobre Viana, e logo lembrei-me da Igreja Batista de Universal, onde reside a família do Oséias Nascimento, Elenice, irmã Rosa e os demais. Por incrível que pareça, ele os conhecia! Perguntei sobre sua salvação, ele disse estar vindo à igreja, mas não estar salvo. Mostrei-lhe também o plano da salvação e quis saber o que ele queria. Quis confessar a Cristo como Senhor e Salvador. Orei com ele. Após a oração, manifestou-se perplexo e feliz. E o povo da igreja, que por lá estava, emocionou-se. Aleluia! Há festa no céu quando um pecador se arrepende e se converte, e nós, aqui na Terra, quando vemos a operação do Espírito Santo, festejamos juntos! Fizemos isso!

Hospedo-me em casa da poetisa Arlete Bastos, cujo livro DESABAFOS foi publicado pela Câmara de Oliveira do Hospital, e é um dos mais lindos que já vi. Vou criar mais uma lista no Brasil, de poesias de Arlete,
para quem desejar um pouco de ternura, cores e beleza em seu viver
cristão. Vou precisar da ajuda das meninas formatadoras de e-mails, para enviarem-me fundos de e-mail bem trabalhados. Arlete Bastos é uma mulher segundo o coração de Deus e serve de mãe para mim. E a sua mãe de mãe também. Há quatro gerações nesta casa: Assunção, a matriarca, no auge dos seus 83 anos, Arlete, com seus bem vividos e abençoados 61, Sandra, nos 35, e Miriam, nos 10. Se bobear, logo a bisnetinha se casa e o tataraneto aparece. Já conversamos muito, e muito. Já vi as obras de arte em cerâmica e tinta, os quadros e os trabalhos com flores secas, ouvi as experiências com Deus e os projetos que Arlete tem para o futuro. E estou abençoado e enriquecido com tudo isso.

Cheguei nesta região distante de Lisboa, à tarde. O irmão Edson, líder local do trabalho, um brasileiro, foi buscar-me em Coimbra, não sem antes tomar uma biquinha (cafezinho) comigo e com o Pastor Marcos Amazonas. Lá falamos sobre um assunto que não sai da boca dos obreiros: teologia. Ah, não perdoamos nem um cafezinho!

No caminho, passamos pela serra de PENACOVA, um lugar que tinha fama de perigoso, porque, de um lado há um paredão, e do outro um abismo. O irmão Edson levou-me até a barragem da represa no Rio Mondego, o mesmo que passa por Coimbra, e pude tirar algumas fotos inesquecíveis. Com a câmera do meu irmão Daniel, que é nossa, não é minha só, já tirei mais de três mil fotografias.

Fui direto à casa do irmão Edson, onde, junto com a irmã Filomena, sua esposa, e os filhos Hugo, Sheila e Camila, tomamos um gostoso café. O irmão Edson falou sobre sua necessidade de um preparo melhor para o trabalho, e a dificuldade de fazer alguma coisa daqui, uma vez que está muito distante de Lisboa e não pode frequentar o seminário. Logo pensei no ABECAR e no seminário da Professora Delcinalva lá em Niterói. Entretanto, o Espírito Santo tocou o meu coração com o seguinte pensamento: aquilo que já usamos e tivemos o privilégio de aprender na vida, por que não repartir com quem precisa, mesmo que a nível elementar, para uma visão panorâmica ? Decidi aproveitar o resto da tarde e dar-lhe uma visão elementar sobre a arte da pregação prática, e passei-lhe algumas dicas sobre a preparação de mensagens. É prazeiroso ver o deslumbramento quando se faz uma nova descoberta, e com certeza o irmão Edson tem com ele agora algumas dicas para preparar sermões. Obrigado, Senhor, pelo privilégio de compartilhar das coisas que confias a nós, mesmo que seja o nosso patrimônio intelectual e empírico!

Ontem, em Coimbra, o culto que prestamos a Deus foi memorável também. Não havia muita gente, mas os que lá estavam contagiaram o ambiente com sua simpatia, carinho e amor. O Pr. Marcos, com sua peculiar singeleza, conduziu-nos em doces louvores ao nome do Senhor. E, então, deu-nos a oportunidade de repartir as bênçãos, os testemunhos, e também as dores. Teotónio testemunhou com amor e emoção a alegria destes últimos dias, com a comunhão que temos tido, com a convivência e o amor cristão que nos une. E o Pr. Marcos pediu orações pela situação de seu carro que, de uma hora para outra, em plena oficina mecânica, acabou por fundir o motor e emperrar. Coube-me a tarefa de pregar. Falei, com temor e tremor, sobre o jogo de palavras contido em João 21, no diálogo entre Jesus e Pedro. Reparti essa mesma mensagem com os paranaenses, e o poder de Deus realizou maravilhas em nossos corações e mentes. O culto terminou de mãos dadas, num círculo, com todos nós à frente, pedindo ao Senhor a graça de amá-lo verdadeiramente, e não apenas de gostarmos muito dele. Depois pudemos continuar a conversar por uma hora mais, em comunhão pós-culto. Que gostoso! Sabe-se da vitalidade e saúde de uma igreja, não tanto pelo seu culto, mas pelo seu pós-culto: quando o povo sai desesperado, embora, logo depois do término, alguma coisa não está a andar bem. Quando, pelo contrário, a conversa rende e ninguém deseja ir embora, então a comunhão está a nível equilibrado, e as coisas estão a caminhar bem. Foi o que detectei nessa igreja querida.

Na terça-feira, um dia antes desse do culto em Coimbra, fui abençoado com um passeio. Ah, que horas agradáveis e abençoadas passei, ao lado da família tão querida do irmão Professor Teotónio! Ele e sua esposa, irmã Piedade, dedicaram a terça-feira para passear comigo. Sim, quiseram presentear-me essa oportunidade, e foram mostrar-me lugares peculiares nessa região central de Portugal, nessa área do Rio Mondego e a região de Aveiro. Começamos por Termas de Luso, uma lindíssima cidadela, cujas fontes termais satisfazem a sede de água mineral de inúmeros portugueses. A água é fresca, boa, agradável, e a fonte muitíssimo bonita. Ali tomamos uma biquinha com torradas, e dali seguimos para um outro lugar, cujo nome não me lembro, mas onde há um hotel, que fora um castelo construido especialmente pela realeza, para receber o Rei da França numa visita! É algo simplesmente deslumbrante, com um acentuado estilo manoelino, conforme informações do Professor. Fotografamos seus jardins, também sua construção, a floresta ao redor, e guardamos esses momentos no recôndito mais profundo de nossas almas. Peço ao Professor Teotónio para dizer algo mais sobre esse hotel, pois são muitos dados que não me recordo.

De lá fomos para um monumento de guerra dos portugueses, em homenagem aos que deram a vida em uma batalha. Dali, daquele belíssimo lugar, vê-se longe, num horizonte de cem ou duzentos quilômetros. Inúmeras cidades, aldeias, freguesias, distritos, quintas, travancas. Seguimos pela estrada, e chegamos ao ponto mais alto, onde há uma cruz toda construída com pedras e colocada para marcar o ponto mais alto da montanha e região. Chama-se Cruz Alta. Descemos e seguimos para Aveiro. Que cidade promissora e bela! Ali eu vi lugares onde há a secagem do bacalhau, que ficam ao sol, até atingirem a consistência necessária de secura e salinidade. Vi também o Farol da Barra, e vi uma praia belíssima. Praia de Mira. Vi a Ria que penetra no interior, vi a Praia Nova, e tantos outros lugares. Posso até estar a confundir algum nome, pelo que peço escusas, e solicito ao Professor Teotónio que me corrija naquilo que errei. Passamos novamente por Cantanhede e chegamos em Coimbra. Não posso esquecer do almoço fantástico que tivemos, onde eu comi ROJÕES e farinhada, acho que é o nome completo, mas que eram rojões, não tenho dúvida. Tratava-se de uma carne de porco preparada com esmero e beleza, e alguns condimentos especiais. Como agradecer por tão grande carinho do Professor Teotónio e da irmã Piedade? Eles não precisavam ter feito isso. Mas fizeram. E fizeram com amor. E não gastei o dinheiro do povo de Deus com turismo, eu recebi uma bênção, e com o dinheiro de Piedade e Teotónio de Deus. Bom, pelo menos uma biquinha eles me deixaram pagar, na praia.

Espero compartilhar fotos, ao chegar ao Brasil, com a graça do Senhor Jesus Cristo.

Obrigado, gentis leitores, pelo apreço, carinho, atenção e leitura.

Há mais, muito mais, a contar. Estou a enviar esse texto hoje, domingo, de noite, e muita coisa maravilhosa aconteceu. Só que agora tenho que dormir, porque não estou aguentando o cansaço.

Wagner Antonio de Araujo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP, Brasil,
Diretamente da Quinta do Tigelinho, na Freguesia do Lago, Em Oliveira do Hospital, Distrito de Coimbra, Portugal, Europa.
 para falar comigo: apenas através do e-mail
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09 E 10 -
O sábado foi dedicado às visitações, que muito inspiraram e abençoaram
nossas vidas. Duas delas merecem destaque.

A primeira foi a visita que fizemos à quinta do irmão Antonio. Fomos
com a carrinha do irmão Edson, nosso dirigente (carrinha é o nome que
damos a van utilitária, de transporte ou de passageiros). Fomos por
estradas estreitas, no meio da floresta de eucaliptos e de pinheiros,
e chegamos num local de pequenas quintas, sendo uma delas a do irmão
Antonio.

Vimos três casas simples, e um campo cultivado. Lá no meio, um
lavrador, com a bengala numa mão e a enxada na outra. Quando nos viu,
convidou-nos a entrar. Ele queria mostrar-nos um poço de água que
limpara, e que servia de água para regar a propriedade. Colocara um
cano com motor, e isso serviria para regar a terra. Ao olhar para ele,
vi os mesmos sulcos na face que os meus parentes paternos possuem. Vi
a minha origem, o homem do campo, o beirão, o caboclo português da
região centro-norte do país.

Mostrou-nos suas culturas, a terra lavrada, as parreiras, e levou-nos
à sua adega de envelhecimento dos vinhos e também onde prepara o
azeite de oliveira. Sentamo-nos, e ele pos-se a contar sua história.
Tem a idade de minha mãe querida e que partiu para o Senhor Jesus. Foi
resineiro por profissão. No Brasil, o chamaríamos de seringueiro.
Trabalhou durante toda a vida, num serviço pesado e sofrido, e isso
custou-lhe a saúde, mormente a das pernas. No ano passado, quando eu
perdia minha mãe, ele perdia também a sua esposa. Mas sua confiança em
Cristo era maravilhosa. O homem do campo tem uma simplicidade e uma
hospitalidade que encantam. Assim era em Minas Gerais, onde passava
parte de minha infância, e assim vi, no retrato falado do irmão
António. Enquanto conversávamos, sua nora trouxe-nos pão-de-ló,
pastéis doces e um folhado de chocolate inesquecíveis. Satisfazer a
etiqueta e corresponder à hospitalidade é que é difícil, mas
recompensante. O irmão António comprometeu-se a estar conosco no culto
da manhã da igreja, quando teriam o chamado ALMOÇO CONVÍVIO, um
encontro mensal, onde a igreja toda almoça junta.

De lá fomos para a casa da irmã Isabel. Ah, lembrei-me de minha
saudosa irmã Isabel, da Boas Novas. Esta está com 76 anos, e cuida do
marido, com 95, acamado totalmente, surdo, cheio de sondas
fisiológicas, dependendo dela para tudo. A minha saudosa Isabel também
cuidava de seu marido, irmão Antonio, que, no final da vida, dependia
totalmente dela. Fomos ao quarto do irmão e o saudamos. Ele conseguiu
identificar a irmã Arlete e ficou muito feliz com a visita. Soubemos
que ele fora um crente fiel e muito dedicado. Fora voluntário na
Segunda Guerra Mundial. E sempre servira ao Senhor. Quanto à irmã
Isabel, essa é uma jóia preciosa nas mãos do Senhor, e uma fiel
companheira, que, mesmo enferma, com a coluna fora do lugar, cuida do
irmão Antonio, já ajudou a criar até um dos jogadores de futebol
famosos de Portugal, e – pasmem! -, ainda lavra a terra, plantando
cebolas e outras coisas!

Não sei quem foi consolado, se a irmã Isabel, ou se nós. Saímos dalí
nos sentindo um traste, nos sentindo inúteis. Quantas vezes reclamamos
por pouca coisa, e outras pessoas, ao invés de reclamar, trabalham e
mostram amor prático, a cuidar, a zelar e a amar! Parabéns à irmã
Isabel!

Nessa noite eu hospedei-me na casa do irmão Edson, o dirigente da
igreja, que se encaminha para a preparação teológica e a ordenação
pastoral. O dom ele tem, a ternura e o cuidado pastoral também. Ele é
carioca. Sua esposa portuguesa. Tem quatro filhos e dez gatos, além de
um cachorro! Êta família grande e danada de boa, sô! Uma casa linda, e
uma loja de eletrodomésticos e consertos em aparelhagens elétricas e
eletrônicas, que sofre com a nova ordem comercial, que inventou os
centros comerciais e os supermercados, onde tudo isso está no mesmo
lugar, e com preços que não podem ser superados. Mas Deus tem
sustentado o nosso irmão.

Vi o ensaio do grupo jovem, que se realizou ali mesmo, e pude
conversar bastante com eles. Até cantei e toquei violão! Afinal, quem
disse que não sou jovem?

Chegou o grande dia O domingo prometia. Fomos a Escola Bíblica
Dominical, que inicia-se às dez horas da manhã. O Professor Vitor
Costa, morador em Viseu, lecionou para nós. Que aula boa, agradável,
profunda! Pena que nem todos estavam presentes, pois, ao terminar a
aula, um outro tanto de pessoas chegou. Mas vi a compreensão dos que
estavam anteriormente, e tudo estava bem. O culto foi sabiamente
dirigido pelo irmão Edson. Tivemos o louvor dos jovens, e, em seguida,
foi-me passada a palavra.

Confesso que foi um momento emocionante. Rever a igreja ali foi um
privilégio. Chamei à frente o Geceir, o capixaba que evangelizou seus
amigos, e chamei o Jônatas, que aceitara Jesus Cristo como salvador na
quinta-feira. Ele confirmou a decisão tomada e estava felicíssimo. Vi
lágrimas nos olhos dos irmãos. A seguir, chamei o Messias, o rapaz que
disse para aguardar até domingo. Bem, o domingo chegara, e eu
cobrei-lhe uma posição.

- Messias, você deseja entregar a sua vida a Jesus Cristo, tornar-se
um discípulo dele e ser um crente verdadeiro?

- Sim, desejo. Hoje o meu telemóvel não parou de tocar, chamando-me
para outros caminhos, com muitas tentações. Mas estou a me entregar a
Jesus.

Imaginem, irmãos, a emoção da igreja! Imaginem a minha emoção! Após
fazer a oração de entrega e confissão com ele, dei a oportunidade para
que a igreja o abençoasse com palavras de edificação. Como foi lindo
ouvir a igreja feliz, incentivando o rapaz a permanecer firme nos
caminhos de Deus!

Era meio-dia, e isso é mais que hora para terminar o culto. Eu iria
ficar sem pregar. Já bastava tudo o que acontecera até então. Contudo,
os irmãos insistiram para que eu pregasse, ao menos um pouco. Então o
fiz. Falei com eles sobre o diálogo de Jesus e Pedro. O Espírito Snto
mais uma vez operou em nossos corações, e toda a igreja veijo à
frente, emocionada, suplicando ao Pai celestial que ensinasse a amar a
Jesus verdadeiramente.

Então, findo o culto, fomos almoçar. Ah, que iguarias! Frango, arroz,
feijão, salada, sobremesas, frutas, líquidos, enfim, um almoço digno
da nobresa. Mas o mais bonito de tudo foi a doce comunhão existente.
Terminar e despedir-me é que foi difícil. O bom, contudo, é que a
carrinha iria cheia para Coimbra, uma vez que eu, dentro de duas
horas, iria pregar novamente naquela inesquecível igreja!

Descemos até Coimbra. O meu cansaço era tanto, que não consegui
prestar atenção nas músicas típicas que a irmã Arlete cantarolava para
meu conhecimento, e adormeci profundamente.

Já chegamos com o culto começado. O irmão Professor Teotónio estava à
recepção, e sua esposa, irmã Piedade, à direção dos trabalhos. Não
havia um grande número de irmãos, pois em Portugal não é costume ser o
culto mais frequentado o da tarde. Mas os poucos que estavam eram
muito queridos e adoraram a Deus de verdade.

Foi minha última pregação. A décima quarta, em vinte dias. Fora as
entrevistas pessoais. E fiz também, nesta viagem, algo que foi novo em
meu ministério: preguei por oito horas seguidas, no seminário
INTIMIDADE COM DEUS, só parando mesmo para o almoço. Como agradeço a
Deus! Como o bendigo pela oportunidade de servi-lo! O que seria de
mim, se, aos quatorze anos, não tivesse sido evangelizado pelo Pastor
Timofei Diacov, e me convertido, indo servir ao Senhor na Igreja
Batista de Sumarezinho, na capital paulista? Vale à pena servir ao
Senhor.

Falei sobre o sustento de Deus na hora das crises. Mensagem mais
conhecida como DOS CORVOS. A experiência que passo em minha vida
pessoal, a magnitude da graça sustentadora de Deus é por demais real
para deixar de ser compartilhada. Uma coisa é citarmos textos da
antiguidade, e dizer quão maravilhoso seria se aquelas coisas se
pusessem a acontecer hoje. Outra, muito mais excitante e maravilhosa,
é poder provar na própria vida que há um Deus nos céus, que tudo faz
como lhe apraz, e que atende às orações e supre as necessidades,
conforme a sua soberana vontade!

Mais uma oportunidade para ir-se à frente, emocionadamente, e pedir
que o Senhor sustente as nossas vidas. A igreja de Coimbra foi à
frente pedir  ao Senhor dos senhores, para sustentá-la, tanto a nível
geral, quanto a nível pessoal e familiar. Deus ouviu. Deus já atendeu.
Agora aguardemos as manifestações dele!

Wagner Antonio de Araujo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
www.uniaonet.com/bnovas.htm

penúltima comunicação de viagem.
Contatos comigo ainda no e-mail viagem.portugal@gmail.com ,
endereço que será extinto tão logo termine a viagem, voltando a
comunicação ao tradicional no bnovas@uol.com.br

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10 - ESCREVENDO DAS ALTURAS

"Senhor meu Deus, quando eu maravilhado,
Contemplo a tua imensa criação,
A terra e o mar, e o céu todo estrelado,
Me vem falar da tua perfeição

Então minh'alma canta a ti, Senhor
Grandioso és tu, grandioso és tu!"

Escrevo a doze quilômetros de altura, e 950 quilômetros por hora.
Estou no vôo da TAP para o Brasil. Uma norueguesa está ao meu lado, e
estão a distribuir bebidas para enganar a nossa fome, na confusão de
nossas barrigas devido ao fuso-horário. Neste instante estamos a
atravessar problemas no vôo, com grande turbulência, a minha bebida
está quase a vazar do copo. Mas não há medo, pois neste lugar é
normal. Estamos a passar pelas Ilhas Canárias, lugar onde eu gostaria
um dia, de passar a minha lua-de-mel. Entretanto, está um pouco
difícil de visitá-la, uma vez que elas estão muito lá embaixo. Quem
sabe um dia, ora, pois.

Posso dizer que hoje não foi um bom dia para estar em Lisboa. O Pr.
Marcos Amazonas dos Santos sabe disso, pois acompanhou-me até a
entrada da parte restrita do aeroporto.

Sei que isso não acontece sempre. Pude perceber isso com a crise em
São Paulo: tenho quarenta anos, e nunca havia presenciado nada igual
ao que os meus patrícios presenciaram dias atrás, com a revolta do PCC
(primeiro comando da capital, partido terrorista dos presidiários
paulistas). Assim, o que hoje aconteceu certamente é uma excepção, e
não se trata de situação comum. Foi um limão. E agora estou a
transformá-lo em uma limonada.

Vou lhes contar, pois logo esses factos se tornam esquecidos, e depois
poderemos dar boas risadas, ainda que agora isso nos tenha causado
tanto incômodo.

Saí com o Pr. Marcos Amazonas dos Santos às 5 e 30. Estávamos em
Coimbra, distante quase duzentos quilômetros, e eu precisava chegar às
7 e 40. Pensei: será que dará tempo? Fomos conversando, conversando, e
a estrada, boa como as estradas paulistas (sou um paulista orgulhoso),
dava oportunidade para se correr bem. Era possível ir a 80 por hora.
Isto é, 100 por hora; digo, 120, 140, 160, 180, MISERICÓRDIA!!!! Quase
voamos! Mas sempre sob a direção precisa e segura do querido Pr.
Marcos, que não mediu esforços para cuidar de seu hóspede, dando-lhe
todo cuidado, e transportando-lhe até a capital do país, para tomar
seu vôo, quase decolando também...rs

A onda de calor sobre a Europa chegou, e estávamos a esquentar.

Chegamos ao aeroporto às 7 e 40, o horário exato de meu "check in". E agora?

Com a desgraça a correr solta pela VARIG, que Deus a ajude a superar a
crise, não havia indicações sobre onde fazer todo o procedimento. O
Pr. Marcos ajudou-me a procurar. Fomos encontrar a VARIG escondida
entre os guichês 81 e 83 da TAP! E a fila era enorme! Digo FILA, que
por Portugal era BIXA ou BICHA, não sei a grafia, mas que já está a
cair em desuso, dado ao significado não tão bom no português
brasileiro. As filas em todos os guichês estavam confusas, era
possível entrar-se em uma, que, ao final, não daria a lugar algum.
Enfim, escolhi uma, que me parecia mais real e com rumo certo.
Enganei-me: escolhi o pior atendente.

Depois de muito tempo de espera, chegou a vez de um casal de
aposentados. Eles ficaram quase meia hora no atendimento, a escolher
um lugar adequado às suas necessidades. Não tinha nada contra eles,
mas havia dezenas e dezenas de pessoas a aguardar o atendimento
também. Pensei: "não vai dar tempo de pegar o avião na hora certa".

Bem, se o casal demorou tanto tempo assim para escolher um lugar,
poderei escolher o meu também  tranquilidade. Então chegou a minha
vez. O atendente mais parecia um atendente da caserna, só faltou
exigir que eu batesse continência (perguntem ao Pr. Marcos, que ele
não me deixará mentir sozinho....).

- coloque a bagagem (sem por favor)

Coloquei.

- Coloque agora a bagagem de mão

Coloquei.

- Portão 19, assento 16 E. Até logo.

Ah, daí foi demais. Tive que ousar perguntar ao meu oficial:

- O senhor não irá permitir-me escolher ao menos corredor ou janela da aeronave?

- Não neste ponto do check in (já estava tarde, para ele).

- Mas, senhor, eu cheguei aqui na hora marcada, duas horas antes de voar!

- Se quiser é assim, Até logo!

Meu Deus, saí escandalizado, pronto para preencher um formulário de
reclamações. O que aquele casal e os passageiros da TAP eram melhores
do que eu e os passageiros da VARIG? Que culpa temos nós de ter
comprado uma passagem numa companhia que está a falir?

O Pr. Marcos nunca passou por algo tão ruim assim. Mas a coisa não
terminou por aí. Não, senhores. Não há nada tão ruim, que não possa
piorar.

Passei no guichê de solicitação de jornais e revistas. O Pr. Marcos
pedira-me que lhe presenteasse esses informativos, já que os pegaria
de graça.  Os passageiros tinham direito a jornais e revistas. Então
fui pedir a minha parte. A mulher disse:

- Quais quer?

- Como?

- Vais querer qual? Qual? Diga!

Meu Deus! Eu lá sabia que revistas ou jornais ela me daria? Estou eu
lá familiarizado com os periódicos de Lisboa, ao ponto de pedir pelo
nome? Não fosse o Pr. Marcos, essa moça iria voar em meu pescoço, e eu
seria agredido ali mesmo!

Mas a coisa continuou. Não, hoje foi AQUELE DIA. Sabe quando se acorda
com o pé esquerdo? Eu hoje acordei com o pé direito e o esquerdo (como
todos os dias. Brincadeirinha).

Fui ao guichê de reclamação. Tive que esperar alguém atender-me. Já
estava a pensar num guichê de reclamação contra o guichê de
reclamação, mas está por ser inventado ainda. Enfim, chegou a minha
vez.

Falei à mulher sobre o mau atendimento de que fui vítima havia pouco
tempo, e do problema de não estar no corredor, principalmente porque
sempre tenho problemas com o cinto de segurança, devido à minha pança.
Ela disse, com grande falta de vontade, que isso tinha que ser
resolvido na TAP, que ela não iria fazer nada, que eu preenchesse um
formulário, ou que saísse à caça de um superior da companhia aérea.
Decidi engolir a minha reclamação, e seguir em frente. Afinal, o que
são dez horas num assento indesejado e desconfortável? ...

Mas a encrenca não acabara. Como diria a Dona Genoveva, "desgraça
pouca é bobagem".  Fomos tomar uma biquinha (café), pois havíamos
saído cedo demais e estávamos em jejum. Mas eu estava nervoso e nem
fome tive. Vejam bem: nem fome! Situação gravíssima!

O Pr. Marcos foi comigo até a entrada do raio x das malas de bordo e o
guarda da entrada sequer deixou despedir-nos mais pausadamente. Foi
logo dizendo: "vamos entrar, vamos entrar logo, boa viagem. Vamos,
vamos!" Pensei: "é hoje!"

Sim, corri para dentro. Fizeram-me desmontar a mala de bordo! Quiseram
ver tudo o que eu levava. Eu, que tive uma trabalheira para arrumar
tudo, ter que desmontar na frente dos guardas. Objetos de higiene,
cadernos, bíblias, máquina fotográfica, portátil, etc. Bom, enfim,
estava dentro!

Daí encaminhei-me para o portão 19. Esqueci que iria passar pela
alfândega. Ah, que situação! Peguei a fila errada! Lá vou de novo para
outra fila. Então, na minha frente uma mãe com criança entupiu o
atendimento: ficou 20 minutos conversando com a policial! Jesus amado,
que nervoso! Enfim, ela resolveu "vazar",  e o fluxo de pessoas voltou
ao normal. Passei! Peguei a fila da entrada 19. Foi rápido desta vez.

Rápido? Pois quê! Rápido para entrar, mas ainda tinha algo inesperado!
Para um vôo desta importância, com tantos passageiros a transportar,
resolveram dar um portão sem escadas e com ônibus para encaminhar-nos
até a aeronave. Em casos assim, funciona da seguinte maneira: tentam
colocar 200 pessoas em um ônibus articulado, talvez procurando ganhar
um prêmio ou entrar para o Guiness Book de "o maior número de
passageiros pelo menor espaço num ônibus".

Mas a hora passava, as pessoas acumulavam-se, e nada do ônibus. O
horário das 9 e 40 chegara, e nada do bendito aparecer. Agora as
pessoas espremiam-se, acotovelavam-se, soavam, reclamavam, ao lado de
suas malas e pertences, sem ar condicionado. O que acontecera? "Não há
ônibus". Foi o que a mulher da TAP nos informou. Mas como isso é
possível? Não faço a menor idéia! Só nos faltava essa! O avião a
esperar, já acelerando e raspando pneu ao chão, e nós a esperar que
alguém piedoso se apiedasse de nós!

Fizemos um comitê imaginário, para buscar uma alternativa: ir à pé.
Consideramos que chegaríamos mais rápido ao avião. Mas fomos voto
vencido. Outros sugeriram que a vendedora de castanhas viesse
suprir-nos, para termos algo que morder de raiva.

Quando o relógio marcou dez e dez, o dito cujo apareceu. Um só.
Imaginem colocar essa gente toda do avião num ônibus! Claro que não
era possível. Então uma idéia brilhante apareceu na mente dos
organizadores desse turismo forçado: que o ônibus fizesse duas
viagens! Bem pensado!

Eu tive a felicidade indizível de ir na primeira excursão. Ao chegar,
fiquei mais animado. O meu lugar, conquanto seja o segundo dum
conjunto de quatro, é muito bom, espaçoso, bem cuidado e posso
espichar tranquilamente.

Estou num AIRBUS 340, não está a cair aos pedaços, como o vôo VARIG da
ida, que não tinha som, nem luz, nem a poltrona se mexia, nem TV, nem
nada. Que Deus ajude a VARIG. O avião é muito confortável, e está a
valer à pena viajar por aqui. O almoço já chegou, um peito de frango
com apetrechos. Acho que dará pra esperar pelo café da tarde. Aliás,
estou bagunçado em termos de horário. Saí dez horas e voltei para as 8
nesse momento, estou indo contra o tempo! As horas que me roubaram na
vinda, estão a me devolver no caminho!

Já falei inglês aos montões, com a norueguesa, que está roncando ao
meu lado. Nós conversamos muitíssimo. Com o meu vocabulário de 5
palavras e a linguagem gestual de sinais (aqueles que completam a
palavra com as mãos num desespero de quem pede socorro), consegui
dizer a ela que não sei falar inglês. Ela não entendeu. Bom, que se há
de fazer! Nem isso consegui dizer! Acho que sou um caso perdido! Oras,
pois, ó pá.

Wagner Antonio de Araujo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
viagem.portugal@gmail.com
www.uniaonet.com/bnovas.htm
=======================
11 - FINAL DA EPOPÉIA
Cheguei. O vôo foi tremendamente cansativo, porém, bom. Apesar de
algumas turbulências marcarem nossa rota, tudo ocorreu na maior paz e
tranquilidade. O piloto foi um excelente conductor. A comida foi muito
boa. E a norueguesa nem falou tchau para mim...

Ao sair, temi que a oliveira, presenteada pela Irmã Poetisa Arlete
Bastos, que guardei em uma das malas, causasse alguma complicação,
mesmo não sendo uma planta problemática. Mas a alfândega foi muito
boa, sem quaisquer complicações. Graças a Deus!

Ao sair da alfândega, fui surpreendido com jovens da Igreja Batista
Boas Novas de Osasco, SP, que me esperavam festivamente, com direito à
faixa e vivas junto aos que esperavam pessoas, no portão de saída. Lá
estava o Serginho, primeiro vice-presidente, e o irmão Dival, segundo
tesoureiro em exercício. Também a minha secretária Izamara, e a jovem
princesa Evelyn Nieves. Todos eles fizeram da minha chegada uma
alegria indizível. Muito obrigado!

Saímos de lá e fomos comemorar a reunião no Pompéia Grill, com um
rodízio de carnes muito apetitoso. Compramos um pote de gelado
(sorvete) e viemos aqui em casa, ver as fotos que tirei, algo em torno
de 4 mil, e tomarmos gelado. Foi boé de fixe.  Já fui agraciado com a
voz do Pr. Aparecido Donizete Fernandes, meu amigo, que saudou-me pelo
retorno, também por meu segundo vice-presidente, Sílvio, e pela
querida prima Leila, minha linda prima.

Obrigado a todos que acompanharam minha epopéia em Portugal. Obrigado
ao Pr. Norberto, que publicou para todas as listas os textos que eu
lhe mandava. Obrigado pela paciência e pelo apreço, pelas centenas de
mensagens de encorajamento recebidas.

Quem desejar ligar-me, será um prazer atender. Já estou em casa. Meus
telefones: 0xx11 3672-6738 ou 9699-8633.

CRIEI DUAS NOVAS LISTAS, E GOSTARIA DA PARTICIPAÇÃO DOS LEITORES.

A primeira chama-se FOTOS DE PORTUGAL 2006. Servirá para enviar as
fotos que tirei em Portugal. O grupo receberá as fotografias que eu
enviar. Comprometo-me a enviar pelo menos 100 fotos, em doses
homeopáticas. Mas só deverá ingressar quem desejar recebê-las, e quem
tiver espaço em sua conta de e-mail para receber as mensagens. Caso
contrário, não adiantará solicitar o ingresso. Ingresse da seguinte
maneira:

1) Envie um e-mail em branco para
fotosdeportugal2006-subscribe@yahoogrupos.com.br  . Quando receber um
e-mail de confirmação, responda positivamente, reenviando-o. Pronto.
Estará cadastrado.

2) Se não conseguir fazer isso, solicite-me ingresso, enviando um
pedido pessoal para viagem.portugal@gmail.com  . Cadastrarei
manualmente seu endereço.

==============

A segunda chama-se DESABAFO 2006, A segunda será mais importante, pois
se trata da divulgação de cultura e inspiração poética cristã. Eu
recebi o livro de poesias da poetisa Arlete Bastos, da Quinta do
Tigelinho, em Oliveira do Bairro, livro que encorajei aquela irmã a
publicar. Essa lista será exclusiva para textos da autoria dela, e eu
esperarei que as meninas formatadoras me presenteiem e-mails com
música e fundos bonitos, para eu os preencher com os textos da irmã
Arlete. Se for seu interesse, por favor, peça ingresso nesta lista
também. Atenção para o processo. Faça assim:

1) Envie um e-mail em branco para
desabafo2006-subscribe@yahoogrupos.com.br  . Quando receber um e-mail
de confirmação, responda positivamente, reenviando-o. Pronto.

2) Se não conseguir fazer isso, solicite-me ingresso, enviando um
pedido pessoal para viagem.portugal@gmail.com  . Cadastrarei
manualmente seu endereço.
Estará cadastrado.

Agora vou deitar-me em minha velha e saudosa cama, meu velho e saudoso
colchão, e meu velho e inesquecível quarto. Só não é velho quem irá
usufruir de tudo isso: eu!!!

Vou viajar agora. Vou para o reino do sono e dos sonhos. Levo Portugal
à mente, e também no coração. Saudades! Parece mentira que saí de
Coimbra quando o sol nascia, e estou em São Paulo, no continente
americano, quase seis mil quilômetros distante! Bendito seja Deus pela
tecnologia!

Um abraço a todos.

 Final da EPOPÉIA.

Wagner Antonio de Araujo
Até sexta-feira, receberei e-mails em viagem.portugal@gmail.com , mas
esse endereço será extinto. Voltarei a receber em bnovas@uol.com.br .

Tchau.
www.uniaonet.com/bnovas.htm

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