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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

memórias literárias - 264 - UM GRANDE PÂNTANO



UM
GRANDE
PÂNTANO
264
Um grande pântano. Um terreno de areia movediça onde todos afundam, tanto os que se afogam quanto os que pulam para salvar. É assim que está a política brasileira. Um autêntico caos, os rotos a acusarem os rasgados, e a justiça a enfrentar o aparelhamento do Estado em prol destes ou daqueles. Os que se apresentavam como solução são tão ou mais sujos do que os que lesaram o bem público. E enquanto o pobre e o humilde ficam presos por anos sem qualquer julgamento ou sem que se tenha certeza de sua culpa, os ricos e poderosos da política roubam toneladas de bens, constróem castelos e impérios, tornam-se donos da mídia e do poder e nunca, nunca pagam pelo que fizeram!

Enquanto isso perdem-se 7 empregos por minuto no território nacional e a estimativa é que este número triplique até o final do ano. Falências, concordatas, encerramento de atividades, vendedores sem clientes, profissionais sem campo de trabalho, uma autêntica tragédia! Pessoas próximas, antes bem empregadas e com remuneração considerável estão empobrecidas, falidas e carentes de ajuda. O Brasil afunda num pântano sem limites, onde descobre-se manhã após manhã a dura realidade das lideranças bandidas que nos administram! Punir a quem se todos estão sujos? E quem executará a pena, se todos foram comprados?
 
As instituições governamentais dos três poderes estão contaminadas e a frase de Ruy Barbosa vem bem a calhar:  “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”


Somente Deus pode colocar um fim nisto. Certamente que escatologicamente tudo há de piorar, mas não significa que, à nível local/regional não haja o que fazer. "E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar em cativeiro, e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz." (Jr 29:7). Este mundo é um cativeiro, onde arrastamos as lutas com o velho homem num mundo decaído, mas também um grande e farto campo missionário, onde somos arautos de um reino superior, justo, perfeito, eterno, no Céu! Nossa missão é orar e testemunhar. Orar, solidarizar-nos, amar ao próximo, fazer a nossa parte!

Acredito que as frases mais apropriadas para nós, os que cremos no poder de Deus, sejam estas:
Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus. (Sl 20:7)
Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. (Hc 3:17-18).
Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor (Sl 27:14)

Que seja assim para com o nosso amado e destruído Brasil!
Senhor, dá-nos a Tua providência!

São Paulo, 16 de outubro de 2015
Pr. Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo, Brasil
www.uniaonet.com/bnovas.htm
bnovas@uol.com.br

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