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quinta-feira, 6 de abril de 2017

memórias literárias - 433 - SEM APLAUSOS, POR FAVOR!


SEM
APLAUSOS,
POR FAVOR!

433

E não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem (Jo 2:25)
 
Eu não busco a minha glória; há quem a busque, e julgue. (Jo 8:50)
 
Dia após dia as pessoas se adaptam ao grande julgamento do populacho, das redes sociais, mídias da internet e à opinião pública. O ator diz uma coisa, é criticado e volta para pedir perdão. Não é que tenha se arrependido; é que perdeu seguidores no facebook e no twitter. O canal de tv faz uma coisa, é julgado e massacrado e então tira do ar a atração, pedindo desculpas. O político afirma categoricamente uma opinião, é julgado pelo povo e então muda de opinião radicalmente, como se nunca tivesse pensado de forma contrária. Isto é, as pessoas não têm opinião; elas têm palavras para agradar ao público.
 
Isso invadiu também as igrejas. Pastores são instados e aconselhados pelos membros de sua igreja a cederem nos princípios, nos valores, a serem menos rigorosos, a fazerem vistas grossas ao pecado. São aconselhados a mudarem, a arrancarem a gravata, a abolirem o hinário, a diminuirem o sermão (que já é curto, se comparado aos antigos). Se o pastor não mudar perderá jovens. Se mudar perderá apenas idosos e estes estão "com o pé na cova", logo morrerão... Então muitos sucumbem, mudam a prédica, mudam a liturgia, mudam o foco, mudam a cara do culto, mudam a hinódia, mudam o vocabulário, a roupa e caem na vontade e na opinião popular.
 
Os apóstolos tentaram fazer isso com Jesus.
 
Então, acercando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram? (Mt 15:12)
 
E a resposta de Jesus, um pouco adiante, foi:
 
Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? (Jo 6:67)
 
Jesus não avaliava a sua prédica pela opinião dos seus apóstolos; quem dirá pela opinião do mundo! Fariseus, saduceus, zelotes, romanos, gregos, políticos e até a família*, não eram suficientemente audíveis ao seu coração. Para Ele a VOZ DE DEUS, seu Pai, era mais do que suficiente para seguir em frente com o Seu ministério.
 
* E, quando os seus parentes ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si. (Mc 3:21)
 
Ao pregador do evangelho, ao pastor, ao evangelista, ao que anuncia a Palavra de Deus, não cabe avaliar a sua prédica pela opinião pública. A opinião dos homens não é a vontade de Deus. A mesma multidão que gritava: "Bendito o que vem em nome do Senhor!" foi a mesma que disse: "crucifica-o" dias depois! Portanto, quem quer agradar a todo mundo torna-se refém de todo mundo, vende a alma para o Diabo e alcança o título de ser desprezível, que não tem opinião própria. Quem quer ganhar aplausos perde a vergonha!
 
"É desconfortável ser seu amigo ou relacionar-se com você, Pr. Wagner, porque você diz a verdade e não abre mão do que crê".
 
Quem isso me disse falou com amor e avaliou algumas pessoas que, sem motivo aparente algum, deixaram o convívio. Alguns porque sentem-se mal com afirmações do tipo "tatuagens e piercings são contra a vontade de Deus"; "Cristo não pode dar nome para parque de diversões", "Pastores que chamam Deus de promíscuo não são nascidos de novo". Bem, se isso causa desconforto, lamento informar, mas não cederei.
 
Então, com toda a convicção, afirmo que aplausos não me cativam; também críticas não me constrangem. Um dia, quando me converti, decidi que a Bíblia seria a minha base de fé e prática. Assim como ela foi clara naquilo em que eu deveria fazer, foi clara no que eu deveria deixar de fazer. E, como fui chamado para pregar esta Palavra, devo pregá-la completa, sem tirar nem por. E se isso causa mal estar em alguns, que não podem conviver com uma opinião clara e antagônica dos seus próprios pontos de vista, lamento. Enquanto estiver vivo, puder pregar, escrever ou fazer gestos, continuarei na autenticidade de minha fé (firmado na Palavra de Deus, não nas minhas opiniões pessoais).
 
Continuarei a dizer que quem compra e não paga é ladrão, mesmo que seja membro ou ministro religioso.
 
Continuarei a dizer que o corpo do crente não é um papel onde possa decorar com tatuagens ou furar com piercings, mas templo do Espírito Santo.
 
Continuarei a dizer que quem transforma o culto cristão num encontro de acariciamento de ego, antropocêntrico, está pecando e abortou a fé.
 
Continuarei a dizer que pastores que mudam as igrejas e as suas doutrinas são enganadores, pois foram ordenados numa confissão e numa fé pública para dar prosseguimento ao trabalho, não para destruí-lo e modificá-lo.
 
Continuarei a dizer que pelos frutos é que se conhecem as árvores.
 
Continuarei a dizer que a fornicação é prostituição, mesmo que as relações sexuais sejam com noivas ou com quem irá se casar. E que quem não acerta o seu estado civil vive em prostituição.
 
Continuarei a dizer que quem não oferta ou entrega o seu dízimo rouba a Deus. E que somos compromissados com a igreja local, lugar onde devemos a nossa fidelidade.
 
Continuarei a dizer que quem sai da igreja por causa de problemas com os homens pune a Deus, que é o dono da igreja. E se isso faz, está pecando e ferindo a igreja do Senhor.
 
Continuarei a dizer que quem é crente em casa, fazendo carreira-solo, exceção de um idoso ou doente que não se locomove, não vive a fé  e não produz fruto de cristianismo, que é coletivo e gregário.
 
E continuare a dizer que não abro mão de minha fé simples no evangelho: sou pecador, com os meus pecados iria para o inferno, mas Cristo morreu por mim e pagou o preço; recebi-O e Ele me fez renascer e me salvou, dando-me certeza de vida eterna; e hoje vivo só para Ele, até que volte ou que me leve.
 
E é isso aí.
 
Como disse o Apóstolo Paulo:
Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus. (Gl 6:17)
 

Wagner Antonio de Araújo

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