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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

memórias literárias - 381 - OS MUITOS LUTOS DE NOVEMBRO



 

OS MUITOS
LUTOS DE
NOVEMBRO

381
 
Há muitos lutos para nós, cristãos brasileiros. Novembro tem deixado um triste rastro de dor e tristeza. Certamente que para os não cristãos o impacto é bem menor. Mas para quem tem temor de Deus, são dias de dores.
 
UM PAPA QUE FACILITA O ABORTO DOS CATÓLICOS
 
Nunca se ouviu algo parecido. Um papa que não ouve o povo conservador de sua igreja, não atenta para as doutrinas seculares de sua fé. Um papa que beija o Alcorão, faz culto com pentecostais e flerta com os comunistas. E agora, desprezando todas as lutas contra o aborto, chamado de ASSASSINATO por Deus, declara mentirosamente que "concede poderes de absolvição a todo sacerdote católico". O que significa? Signfica que as abortistas e os abortadores poderão fazer uma reza e pagar uma penitência e então estarão livres do juízo de Deus pelo homicídio realizado.
 
Não ouvi ainda nenhum protesto católico. Nem li nenhum artigo evangélico, exceto o meu. Nem tenho notícias de algum púlpito que proclamou em alto e bom som o juízo de Deus contra essa infâmia. Todos fazem silêncio e os bebês abortados não são ouvidos. Meu Deus, "tende piedade de nós!"
 

O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESCRIMINALIZA O ABORTO
 
Ontem, de forma sanguinária, a Suprema Corte do Brasil considerou, num caso específico, que praticar o aborto até os três meses de gestação NÃO É CRIME. No processo, mandou liberar médicos que praticaram o "ex-crime". Então, se o feto tiver 91 dias, terá proteção. Mas com 89 ele será um objeto sem pessoalidade, um mero tumor, uma "coisa" que pode ser descartada.
 
Imaginei aqueles supremos juízes com o sangue a gotejar de suas mãos. Pensei no meu texto PARQUE DOS INOCENTES, como fantasmas que irão atormentá-los noite após noite, até que revejam a decisão abominável que praticaram. Favorecidos pelo seu papa, sentiram-se, quem sabe, motivados a aproveitar a onda libertária do inferno, que destila sangue de abortados da boca dos seus filósofos. E então regam o Brasil com a vida dos Abéis impotentes da barriga das mulheres.
 
Uma fagulha de esperança apareceu com os fracos evangélicos da Câmara dos Deputados. Querem rever a questão no Congresso. Mas, em se tratando destes atuais representantes, isso mais parece jogo de marketing do que valores morais. O luto continua....
 
UM AVIÃO CHEIO DE BRASILEIROS CAI NO ABISMO MORTAL
 
Com gigantesco pesar vimos a tragédia do avião do time Chapecoense, de futebol, que caiu por falta de combustível (presume-se). Pagaram R$500.000,00 para um frete da morte. Mais de setenta mortos. E por que? Porque uma companhia aérea não teve a prudência de fornecer um avião com tanque maior, que tivesse autonomia de vôo para a distância a ser percorrida. O piloto-proprietário não preparou-se para o inesperado, isto é, para o caso de não ter autorização de pousar de imediato. Deu tantas voltas que o combustível acabou, os motores falharam, a eletricidade acabou e o avião caiu.
 
Dor nacional. Jamais vira uma homenagem tão sincera e dolorida como a de ontem, no Jornal Nacional. Digo que chorei com eles. E quem, neste Brasil, não chorou também? Pensei na minha filha: quantos pais não receberão de volta os seus filhos jovens que iriam participar do campeonato? E aquele que iria ser pai em dezembro? Uma dor que custará a acabar.
 
E pensar que esta dor se repete a cada dia nas capitais, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, com o crime e a polícia em confrontos, acabando com vidas jovens e tenras, trazendo dor e lamento para quem nada tem com isso! Luto que não acaba...
 
 
DEZ MEDIDAS CONTRA A CORRUPÇÃO DESTRUÍDAS
 
Para contribuir com a dor, os nossos maravilhosos políticos aproveitam a madrugada e a consternação do acidente para empurrarem as decisões mais esdrúxulas e mesquinhas de nossa história. Conseguiram jogar dois milhões de assinaturas na lata do lixo, que pediam medidas drásticas contra a corrupção deles.
 
Além disto, imputaram aos juízes e aos denunciantes a perseguição e a penalidade. Isto significa que, de denunciantes, os que falarem ou procurarem investigar poderão ser presos e punidos, dentro dos processos! O juíz que deveria punir acabará punido! E fizeram isso quando estávamos dormindo!  Hoje vários deles riram da indignação nacional. Fizeram piadas e tranquilizaram-se, pois o caixa 2, investigado pela operação Lava-Jato, será anistiado...
 
Um país de criminosos governantes e um povo promíscuo que colhe o fruto de sua própria corrupção.
 
Por tudo isso continuarei de luto e dobrarei os meus joelhos diante do Senhor.
 
Senhor, tenha piedade do Brasil!
 
Lança uma centelha de esperança!
 
Ou que Cristo volte e nos arrebate!
 
Ou que nos dê forças suficientes para mantermo-nos firmes, testemunhantes de Cristo e solidários com aqueles que se mantém íntegros.
 
Em nome de Jesus.
 
Amém.
 
Pastor Wagner Antonio de Araújo
30/11/2016
 
 
Para não nos esquecermos:
 
O PARQUE
DOS
INOCENTES

 
380
Maria viu-se no parquinho infantil. Não entendeu como chegara ali, mas estava feliz. Quantas crianças! Elas brincavam de escorregar, de balançar, de gangorra, de trepar nas barras de ferro, de chutar bola, de boneca, de fazer castelinhos de areia, de correr. Algumas, mais grandinhas, cantavam e outras liam livros com gravuras.
 
"Meu Deus, que lindas  estas crianças!", pensou.
 
- Vocês são lindos! Nunca vi crianças tão belas!
 
- Obrigado, tia!
 
Caminhou pelos brinquedos. As crianças, ao verem-na, correram para junto dela. Vieram celebrando: "Ehh!" Ela encantou-se. Abraçaram-na pelas pernas, pegaram a sua mão e deram-lhe sorrisos que faziam o sol brilhar mais feliz! Que sensação maravilhosa!
 
Uma linda loirinha dos cabelos bem penteados; um moreninho dos olhos claros e dentes bem formados; uma japonesinha do cabeço redondo, uma gracinha. Tinha meninos cheios de sardas, ruivos e outros negros, fortes, bonitos, alegres. Estavam todos ali, juntos de Maria.
 
 
- Como você se chama, menino?
 
- Eu não sei, tia!
 
Maria estranhou, mas pensou que era um descuido.
 
- Garotinha, quantos anos você tem?
 
- Eu tenho três dias, tia!
 
- Como? Três dias? Eu perguntei a sua idade!
 
- Três dias!
 
Então as crianças disputaram a atenção de Maria, falando as suas idades também:
 
- E eu um mês!
 
- Eu vinte dias!
 
- Eu um dia e meio!
 
Confusa com aquelas palavras, Maria chamou o monitor do parquinho.
 
- Monitor, por que estas crianças dizem coisas tão estranhas?
 
- Como assim, senhora?
 
- Perguntei o nome de alguns e eles não souberam responder. E, ao perguntar a idade deles, ao invés de dizerem a idade que têm, falam de idades impossíveis! Falam em três dias, trinta dias, três meses, cinco meses! São crianças doentes?
 
- Não, senhora. Não são doentes. São crianças mortas...
 
Maria congelou-se e estacou. O monitor continuou:
 
- Estas crianças não nasceram. Elas foram abortadas. Elas não sabem como se chamam. Algumas nem receberam nome. A idade que lhe informam é a data em que foram expulsas do útero através do aborto. Umas com três dias; outras com um mês; algumas com quatro, cinco ou sete meses...
 
- As mães que fizeram isso acharam boas justificativas para si próprias: os bebês seriam fruto de estupro; outras disseram que eram jovens demais para serem mães; outras que tal nascimento prejudicaria uma futura carreira; outras buscaram esconder da família a gravidez indesejada; e ainda outras justificaram-se, dizendo que eram seus corpos e que faziam as suas próprias regras... Não é uma pena que estas crianças nunca tenham nascido, Dna. Maria?
 
Maria então gritou:
 
- Sim, é uma pena! Meu Deus, quanta crueldade!  Isto não é justo! Meu Deus, estas crianças não podem ter morrido! Senhor, elas nada fizeram para merecer isso! Elas não foram ouvidas e nem se fez caso delas!
 
Então o monitor lhe falou:
 
- Mas, Dona Maria, a senhora não irá abortar amanhã? A senhora não decidiu mandar para cá o filho que traz no seu ventre?...
 
 
Então Maria acordou do sonho com um grito. Sim, ela estava sonhando. Era uma jovem de vinte e três anos, solteira, que namorou um rapaz sem comportar-se nem com moral cristã e nem com os cuidados necessários. O namorado deixou-a grávida de dois meses. Decidira por fim à gravidez. Marcara o aborto para o dia seguinte. Não suportaria olhar para o bebê e ver o quanto errara; por isso iria matá-lo. 
 
Suada, chorando e desesperada, dobra os joelhos e ora:
 
- Meu Deus, perdoe-me! Pequei contra Ti! Fiz o que não era reto diante de Tua presença! Eu conhecia a Palavra e sabia que não poderia relacionar-me sexualmente com o meu namorado. Eu não ouvi os meus pais, não ouvi o pastor da igreja e nem a voz da consciência. Eu me relacionei com a pessoa errada. Fui agredida, mas eu poderia ter evitado. E não evitei. Ah, Senhor, eu marquei o aborto para amanhã e iria matar esta criança, este meu filho....
 
- Eu não o ouvia, Senhor! Fui iludida pelos professores e amigas que diziam que o corpo era meu e que as regras eram minhas. Eu não supus que o bebê fosse outro corpo e outra vida. Eu iria matá-lo, Senhor! Ele iria para o parque dos inocentes e eu seria a culpada. E ele gritou no meu sonho...
 
Maria chorava desesperada. Sua mãe entrou. Viu-a neste estado. Ouviu a sua história. Chorou também, pois não sabia de nada. E disse:
 
- Filha, você contrariou tudo o que eu e seu pai sempre lhe ensinamos. Você desonrou a nossa família, a nossa fé e a si própria. Mas Cristo morreu pelo seu pecado. Você está confessando isto agora. Arrependa-se e peça perdão. Não acrescente um assassinato ao histórico de sua vida. Eu vou lhe ajudar e iremos criar este bebê. Se Deus permitiu a sua concepção, devemos ouvi-lo. Ele não pediu para ser gerado. Não o privemos da vida que ele ganhou. Vamos dedicá-lo ao Senhor! Ele não deve morrer!
 
Mãe e filha terminaram a madrugada de joelhos. E o bebê nasceu após sete meses. Já faz muito tempo, quase trinta anos. Hoje este rapaz cuida da mãe e da avó. Casou-se e graduou-se, exercendo cargo de confiança na área de comércio exterior. E já tem um filhinho. Deus usou um sonho para despertar na mãe a voz de seu filho que queria viver.
 
O Parque dos Inocentes não é lugar para nenhum bebê em gestação. Se estão gerados, deixemo-los viver. Afinal, a vida é um dom de Deus. E não somos donos dos bebês; somos mordomos do Senhor para deles cuidar, amá-los e ensiná-los a serem pessoas de valor. Não há motivo grande o bastante para levá-los à morte e não lhes dar o direito de nascer. Enquanto algumas mães não ouvem a voz de seus inocentes a quem matam, outras mães lutam com seus bebês enfermos ou prematuros pelos hospitais infantis do mundo. Perguntemos a cada uma se estão arrependidas de terem dado à luz e ouvirão um sonoro e gigantesco NÃO. Quanto mais difícil a situação, maior o amor que se cultiva e maior a vontade de doar-se pela criança que sofre.
 
Se alguém que me lê já abortou, saiba: seu filho ou filha é uma das crianças daquele parque imaginário. O sangue deles clama a Deus. Há culpa sobre você, mãe que abortou. Mas ainda há uma esperança: Cristo. Ele morreu pelos seus pecados. Arrependimento genuíno e fé exclusiva em Jesus lhe dará a graça de ter os seus pecados transportados para a cruz do Calvário. E, pela fé, terá o pagamento dos mesmos pelo sangue de Jesus. Uma alma arrependida e convertida a Cristo pode tranquilizar-se: Cristo pagou pelo mal e Deus lhe perdoou para sempre. Porém, NUNCA MAIS peque contra o Senhor. Ele não terá você por inocente.
 
Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. (1Pe 2:24)
 
E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades. (Hb 10:17)
 
Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, (Hb 10:22)
 
Não matarás. (Ex 20:13)
 
Obs: estória fictícia, mas baseada em inúmeros casos reais, infelizmente.
 
Pr. Wagner Antonio de Araújo
28/11/2016

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