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quarta-feira, 17 de abril de 2013

memórias literárias - 64 - SEMEANDO SEM CESSAR


64 - SEMEANDO SEM CESSAR
SEMEANDO SEM CESSAR

Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas.
(Ec 11:6)

Conta-se que determinada professora, ao deslocar-se de ônibus para sua escola, deparava-se constantemente com uma estrada feia,, sem vida e nem cores. Assim, decidiu aproveitar suas idas e vindas diárias, para desmanchar saquinhos de sementes pela janela. Passava na floricultura, comprava sementes de rosas, copos-de-leite, violetas, margaridas, lírios, e diariamente abria os saquinhos e despejava sementes pela janela. O trajeto era de pouco mais de dez quilômetros. Dentro de seis anos, período no qual ela esparramou sementes, a paisagem mudou por completo: plantas, arbustos, árvores e trepadeiras foram surgindo, florindo e colorindo toda a estrada. Pássaros traziam sementes de árvores, animais pequenos encontravam abrigo por ali, e o local tornou-se a região mais bela daquele lugarejo.

Somos imediatistas; queremos tudo na hora e com resultados satisfatórios. Não temos paciência. Não sabemos esperar, não conseguimos perseverar. “Tempo é dinheiro”, dizemos. Então construímos nossas vidas na artificialidade de resultados: lindos por fora, plásticos por dentro. Detesto flores plásticas a enfeitar igrejas: são belas e mortas, não representam bem o que uma igreja deve ser. Assim é a vida de quem não semeia, mas quer florir a vida: plástica e artificial.

Na vida profissional e estudantil, precisamos semear, e fazê-lo sempre. Temos que estudar. O saber não ocupa espaço. Temos que nos aprimorar, fazer cursos, melhorar nossos conhecimentos, aproveitar as múltiplas oportunidades. Na área profissional, temos que semear e preparar novas oportunidades, novos negócios, novos empreendimentos. Muitas vezes, quando Deus nos fecha as portas de um emprego, e não nos dá uma nova porta, pode ser a melhor oportunidade do mundo para empreendermos nossos próprios negócios. Essa é a porta que Deus estava a nos abrir, e nós não havíamos compreendido!

Mas na vida cristã precisamos e devemos semear a Palavra de Deus. Se alguém não tivesse feito isso conosco, certamente ainda estaríamos perdidos na cegueira da ignorância e do pecado. Foi porque alguém atirou sobre nós a semente do Evangelho, que Deus, em Sua infinita misericórdia, a fez germinar, nascer, crescer e frutificar. A pessoa que semeou não sabia se essa semeadura iria dar em alguma coisa. Ela só semeou. Benditas sejam tais mãos! Agora devemos passar adiante também!

Não precisamos ser pregadores. Entregar uma literatura no supermercado e no pedágio, presentear uma bíblia aos colegas de trabalho, distribuir o número de um telemensagens, fazer uma oração por um aflito, testemunhar com a vida e um comportamento digno, exibir mensagens evangelísticas numa camiseta, convidar pessoas para uma conferência bíblica ou a apresentação de um musical cristão, dar cds de louvores como presente de natal, usar os brindes da firma como meio de enviar a mensagem de Cristo, participar de cultos ao ar livre, distribuir folhetos em seu condomínio ou rua, tudo é válido. Não importa se terá ou não o resultado. Deus sabe. Deus vê. Deus abençoa. Deus está com os semeadores incansáveis da boa colheita.

Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
www.uniaonet.com/bnovas.htm
bnovas@uol.com.br  

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