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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

memórias literárias - 132 - HÁ UMA ROSA

132 - HÁ UMA ROSA
Há uma rosa,
uma rosa desabrochando,
está no chão, no jardim, do lado de fora.
Ela é linda, toda bela,
uma rosa cor-de-rosa,
rosa sem par!
Mas não a sinto, não a percebo!
Onde está o seu perfume? E o seu encanto?
Está lá fora! Há um vidro entre nós!
Eu a vejo, mas não a sinto!
Ela é bela, mas intransponível!
Dentro de mim não há rosa.
Dentro de mim não há aroma nem cor.
Minha roseira não floriu, só há espinhos
só há folhas, só há botões fechados.
Senhor, floresce a roseira no meu peito!
Ah, mas que beleza! Vejam só que idílio!
No meu peito desabrochou uma rosa!
Rosa bela, rosa cor-de-rosa,
rosa perfumada, fresca e brilhante,
encantou o meu coração!
Agora sinto o seu perfume,
agora vejo a sua cor,
sinto-me florescido com ela,
sinto-me feliz!
Se a rosa cor-de-rosa não desabrochar dentro de mim
A rosa lá de fora não terá perfume e nem beleza.
É preciso cultivar dentro do peito a rosa do nosso jardim
E então embelezar o mundo com o coração em singeleza!
Wagner Antonio de Araújo

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