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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

memórias literárias - 114 - A ÓPERA DO INFERNO


114 - A ÓPERA DO INFERNO


UMA ORQUESTRA ORGANIZADA. Um coral estupendo. Atores precisos e absolutamente impecáveis.

Na regência está Satanás. Ele está conduzindo a ÓPERA DA PROFANAÇÃO E DO CAOS. A obra foi composta em sua mente doentia e maldita, acreditando que será aclamada e ovacionada por toda a sua hoste do terço angelical. Crê que conseguirá com isto desfazer os propósitos do seu arqui-inimigo, o próprio Criador.

Seus instrumentos de sopro estão a pleno valor. Ele os colocou estrategicamente por todo o mundo. Vemos a mídia unificada (internet, TV, rádio, cabo, jornal, revista) emitindo uma toada única e contínua: o homossexualismo é natural, o aborto é um direito, Deus está invadindo o estado laico, todos os homens são irmãos, todos devem chafurdar na lama. Ele usa os programas de TV, usa os jornais, usa os debates, usa as manifestações públicas, usa as músicas, usa as roupas e a falta delas. Ele faz passar o adultério como prática aceitável, o relacionamento gay como opção boa e indispensável, a parceria com os mortos-vivos e com as forças satânicas como bênçãos da modernidade.

Seus instrumentos de percursão retumbam pelo planeta. São os políticos e empresários. Na força de suas canetadas impõem sobre a Terra leis que obrigam a todos, grandes ou pequenos, pobres ou ricos, religiosos ou não, a aceitarem o que o maestro maldito impõe. Eles decretam a falência da família tradicional, arrancam crianças de pais heterossexuais e as entregam a gays, lésbicas e transgêneros. Destróem o direito de orar em público, abolem a Bíblia dos tribunais, arrancam tudo o que pode lembrar cristianismo em manifestações cívicas ou sociais. Eles conseguem destruir a memória tradicional dos valores morais e mediante a repetição da mentira impõem suas verdades forjadas nas oficinas de Apoliom. Conseguem até iludir os tradutores de bíblias, induzindo-os a "consertar" o que as "culturas primitivas" não souberam expressar na essência. Criam bíblias bizarras e os cristãos se iludem com tais modernidades.

Suas cordas estão afinadíssimas e executam uma melodia estonteante. É como o canto da sereia das fábulas dos pescadores ou como o pífaro encantado. Conseguiram levá-la para as igrejas cristãs. Tiraram os hinos tradicionais e transformaram os cultos em espetáculos de entretenimento. Ao invés de conduzir o povo a Deus mediante a adoração reverente e fundamentada em letras bíblicas, fazem com que o povo pule, dance, grite, berre, se descabele e finja regozijo espiritual, quando não passa de êxtase emocional e físico. E conseguem inibir quaisquer tentativas de protestos, dizendo que é a modernidade. Denominações cristãs inteiras aderem com alegria a esse jeito novo de cantar e celebrar, mesmo que alguns "Jeremias" continuem a clamar e a apontar a origem maligna da toada ouvida. Assim como os hebreus despojaram os egípcios em sua saída para o êxodo, os agentes de Satanás despojam os crentes, cobrando fortunas pelo canto maldito semeado em seus cultos híbridos (não se louva sem cachê).

As partituras são distribuídas entre todos. São bem organizadas e absolutamente precisas. Elas conseguem harmonizar o falso conhecimento científico (promovendo a crendice na evolução das espécies, a aceitação dos transgêneros como solução para problemas das espécieis criadas por Deus, e até fundamentam a apologia de se comer estrume, vermes e insetos como alternativa à fome, levando o mundo ao chiqueiro declarado). As pautas coincidem de tal forma que políticos, atores, escritores, jornalistas, religiosos, militantes e bandidos vêem-se em plena harmonia (as drogas,  antes contravenções declaradas, já estão caminhando para a parceria pública dos países).

A ópera se apresenta com um elenco monumental, reunindo as mais poderosas autoridades, os mais ricos magnatas, os políticos mais proeminentes e poderosos, os cientistas mais afamados, os capitalistas mais endinheirados, os donos de comunicação mais influentes, os religiosos mais atuantes e as denominações mais antagônicas. Todos reunidos debaixo da batuta de Lúcifer, o grande Anjo de Luz, caído e que vive seus últimos instantes antes do Grande Juízo. A escravização faz-se pela mídia fácil e absolutamente esparramada: pessoas inertes, passivas, verdadeiros zumbis diantes dos visores que prendem diuturnamente a sua atenção, em celulares, computadores, TVs etc.

Parece-nos que não há mais o que possa dar errado. Tudo está perfeitamente funcional. Satanás está conseguindo a sua grande e tão desejada vitória sobre Deus.

O maestro só se esqueceu de uma coisa; aliás, não se esqueceu, porque é por demais inteligente. Ele apenas ignorou a existência do dono do teatro. Se o proprietário cortar a energia, cortar o ar, cortar a luz, demolir o prédio, a ópera terminará e o sucesso esperado não passará de sonho não realizado. Por demorar tanto esse juízo profetizado Satanás pensa que nunca virá ou que virá num tempo distante demais. Ledo engano! Essa ópera terá fim!

Ainda há um Deus Soberano e Todo-Poderoso, de quem depende todo sopro e fôlego de vida, seja animal, seja humano, seja espiritual. Há um Deus no Universo!

E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; (2Ts 2:8)

Essa ópera não chegará ao fim. Deus a interromperá, da mesma forma que não permitiu que Babel chegasse à sua conclusão. Deus é o dono do teatro e a ópera não será concluída.

Mas cuidado, cristãos: para testar a nossa fé e a nossa fidelidade o maestro possui atributos fortíssimos e pode operar maravilhas. "E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;" (2Ts 2:11). Assim, para seduzir os incautos Satanás faz sinais incríveis, escravizando a razão dos que não se firmam na Palavra Revelada. Satanás faz maravilhas: cura enfermos, faz religiosos falarem em outras línguas (ou em línguas desconhecidas)independente da fé que tenham; faz crescer igrejas e prolifera rapidamente o dinheiro pela palavra de falsos obreiros. São sinais, mas não vêm de Deus."Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." (Mt 7:22,23)

Não investirei o meu tempo na ópera do inferno. Não a ouvirei. Não tocarei os seus instrumentos. Não seguirei a sua partitura. Não obedecerei aos seus regentes. Não farei parte do time dos coniventes. Chamem-me do que quiserem; a minha toada é outra. O meu canto é o dos remidos pelo Cordeiro de Deus.E o meu lar não é aqui, é a eternidade. Fui salvo pelo Senhor e só a Ele me renderei. "Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos." (Jo 10:5)

Concluindo: a ópera de Satanás será um fracasso consumado, ainda que por ora pareça um sucesso insuperável.

Quem ama o Senhor verá.

Wagner Antonio de Araújo

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