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sexta-feira, 5 de junho de 2015

memórias literárias - 195 - O SILÊNCIO DOS INOCENTES

O SILÊNCIO DOS INOCENTES
195
 
Numa informação jornalística a triste constatação: em apenas uma rede de abortos clandestinos, cerca de 2 mil assassinatos cometidos, mais de 20 por dia, a um custo de R$1.000,00 em média. Se o feto fosse mais desenvolvido, com 4 ou 7 meses, o custo subiria bastante. Menorzinho seria mais barato. Eram contados como "cabeças"; sim, porque da extração é o que sai menos lesado; o resto do corpo extrai-se aos pedaços.
 
Essas crianças são assassinadas. Elas foram fruto da promiscuidade violenta de uma sociedade imoral, satânica e injusta, que propaga o amor livre e o sexo como lazer, e classifica o fruto como efeito colateral do próprio organismo! São retiradas como se fossem tumores, abcessos, verrugas, alimento estragado.
 
Mas são seres humanos! São gente, são crianças, são vidas! E não há ninguém por elas! Surgidas no ventre de uma mulher,  seguem seu ciclo de desenvolvimento como se fossem desejadas, queridas, amadas; mas serão arrancadas com violência e jogadas na lata de lixo, na urna crematória ou no moedor de carnes! Não se trata de um feto anômalo, de um problema insolúvel para dar a luz. Trata-se de um ser indesejado que precisa ser arrancado, um mero acidente de percurso.
 
Mundo maligno! Sociedade corrupta! Mães sem afeto! O sangue desses bebês maculará a história dessas mães para sempre; também tingirá o futuro dessas famílias na posteridade (caso não haja confissão e arrependimento genuíno); maculará a cidade e o país onde os fatos se dão, por força de um Estado conivente com esses assassinatos.
 
E, já que falamos do Brasil, eis aí a mão de Deus, por mais que se queira atribuir tudo integralmente ao ciclo da Natureza ou aos problemas criados pela destruição do meio ambiente: bolha tórrida no centro-sudeste do Brasil, onde não chove e não há água, chuvas torrenciais no norte e no sul, e os reflexos da violência em todas as cidades e estados (presídios governados por rebeldes com reféns, batalhões da polícia no crime organizado, empresas brasileiras financiando o poder deslavadamente, falência da saúde e do emprego etc).
 
O aborto é assassinato. Os favoráveis ao aborto deveriam solicitar o seu próprio assassinato, já que seus pais não concordavam com eles, abortando-os no tempo próprio. À frente deveria estar o Bispo Edir Macedo, defensor declarado do aborto.
 
E então tais assassinos fariam um bem enorme ao país, livrando-nos de gente que classifica de "direitos da mulher" o ato de interromper a gestação de um bebê. Mas confesso: nem a eles desejo o que eles defendem e fazem com os pobres infantes!
 
Mundo sem amor, gente sem futuro, famílias sem vínculos, humanos sem humanidade! Somente a conversão a Cristo, Senhor da vida e da morte, que acolheu os pequeninos e ensinou a não matar, é que poderá resgatar um coração maligno que não defende os inocentes que estão em silêncio num ventre materno.
 
Que Deus tenha misericórdia de nós.
 
E, como ilustração (artística, emotiva, mas nem por isso inverdadeira), uma suposta palavra de um bebê abortado (que fique claro que é uma prosa emocionada, de alguém FALANDO POR e não uma realidade). Porque, infelizmente, os abortados são inocentes no silêncio.
 
 
 
Wagner Antonio de Araújo

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