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terça-feira, 9 de junho de 2015

memórias literárias - 201 - ESCRITOR DE BOLETIM

ESCRITOR DE BOLETIM
201
Sempre escrevi. Comecei com poesias, incentivadas por meus professores
primários. Encontrei os meus versinhos na semana passada, estavam num velho
caderno de manuscritos. Com o tempo tentei escrever contos. E assim
caminhei. Posteriormente converti-me a Cristo, recebendo-o como o meu único
e suficiente salvador. Então passei a escrever sobre a fé.

Preparava textos para os meu colegas da sétima série, no Grupo Shalom, no
Thomás Galhardo, escola onde estudei. Depois escrevi textos para a mocidade
da Igreja Batista em Sumarezinho e JUBOESC, departamento de jovens que
ajudei a fundar na região oeste da capital paulista. E passei a preparar
sermões também, incentivado pelo Pr. Timofei Diacov.

O tempo passou. Fiz faculdade teológica. Fui convidado a dirigir uma pequena
igreja e nela fui consagrado. Passei a redigir os boletins semanais. Para
cada um escrevia um artigo. E esses textos foram se acumulando. Em 1999 o
meu irmão Daniel apresentou-me a INTERNET, dizendo que seria excelente para
ler e escrever. Eu entendia tanto disso que perguntei-lhe: "São cartas
eletrônicas? E quanto custa o selo para cada e-mail?"

Nessa época busquei O Jornal Batista para publicar. As respostas foram
sempre "não". Em São Paulo, contudo, no verdadeiro jornal estadual de minha
denominação, o extinto O Batista Paulistano, fui adicionado como articulista
pelo querido diretor da época, Pastor José Vieira Rocha. E então os textos
passaram a ser conhecidos. Participei de algumas listas, dentre as quais
"Cantinho Gospel". Nela a moderadora, irmã Carlinha, desafiou-nos a escrever
uma crônica por semana. Escrevi uma por mês e assim montei o meu primeiro
livro, "Crônicas de Dezembro". Um livro virtual, não publicado em papel.

Daí para frente vários livros de crônicas foram escritos e divulgados:
Páginas Soltas, Crônicas de Fevereiro, Falando Francamente, Praia Grande,
Antes de Entardecer, Em Poucas Palavras, Meia Hora, Rota 44, O Deus Que...,
Flor-de-Maio, Antes de Atravessar o Atlântico etc. Circularam pela INTERNET.
Alguns eu nem tenho mais comigo, mas muitos leitores colecionaram. Diversos
sites evangélicos e artísticos publicaram textos meus e alguns tornaram-se
peças teatrais, dramatizações radiofônicas e até um filme amador: "O
Telefone Tocou", "Dr Três Horas", "A Frota", "Quando Tudo Parecia Perdido",
"Ser Pastor" etc.
 
Publiquei um livro em papel, cujo nome é PÁGINAS SOLTAS. Por causa da construção da nossa igreja, e para não confundir os processos, não o lancei publicamente ainda, exceto em alguns lugares onde preguei.



 Não sou um bom escritor, talvez tenha apenas o mínimo exigido para algum
interesse na leitura. Por algum tempo pensei em só escrever quando fosse bom
ou perfeito. Isso levou-me à seguinte conclusão: "eu nunca irei escrever".
Então, ciente de que o nosso tempo aqui é limitado e que tudo o que temos
pertence a Deus, resolvi colocar-me com toda a imperfeição nas mãos do
Senhor e buscar fazer o melhor possível. Então passei a escrever. Se algo
foi produtivo ou alegrou e edificou algum coração, isso já foi a recompensa
e valeu o esforço.

Agradeço a todos os que já leram os textos que escrevi e agradeço a
confiança depositada nas minhas publicações. Isso é algo que não se paga com
dinheiro, mas com reconhecimento e muita gratidão. E eu sou grato por cada
leitor, por cada amigo, por cada irmão.

Um grande e forte abraço a todos!

Wagner Antonio de Araújo

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