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terça-feira, 9 de junho de 2015

memórias literárias - 202 - OS MEUS PASTORES

OS
MEUS
PASTORES
Wagner Antonio de Araújo
(publicado em O Batista Paulistano, em setembro de 2001)
Quero render aqui a minha homenagem àqueles que foram meus pastores, homens a quem Deus colocou em meu caminho para me pastorear. Devo a eles a minha base doutrinária, a minha firmeza na fé, a minha paixão pelas almas e o meu amor por Jesus. É claro que primeiro devo a Deus. Mas Deus usa homens. Homens por Ele chamados, vocacionados, enviados e determinados.

Meu primeiro pastor: TIMOFEI D1ACOV (1980) - teólogo renomado, homem simples, por onde passava deixava um rastro de esperança. Foi pastor da Igreja Batista em Sumarezinho. O conheci quando tinha 9 anos de idade. Eu ia para a missa, ele para o culto. Às vezes conversávamos. Aos 14 anos fiz uma entrevista a respeito da bíblia e ele me provocou a fome da Palavra de Deus. Eu ainda tenho a tal entrevista gravada. No dia seguinte fui visitar a sua igreja. Foi o dia em que aceitei a Jesus como o meu único e suficiente Salvador! Que dia feliz! Dois meses depois passei pelo meu primeiro vale sombrio, pois o pastor foi embora para o interior do estado, e a igreja ficou um ano sem pastor. Ele me disse, na despedida: "Wagner, fique firme. Um dia você será pastor também. Eu sinto isto em você.". Obrigado, Pastor Timofei Diacov!
Meu segundo pastor: MANOEL WALDEMUR PEREIRA CORRÊA (1982-1984) - brilhante, amigo, fraterno, leal. Teve uma infância sofrida, fruto da idolatria da mãe, que, por uma promessa feita a uma imagem, o criou como menina até os 7 anos e depois fez a alteração. Adolescência e juventude no pecado, Waldemur converteu-se ao Senhor. Estudou muito. Tornou-se artista, tradutor, professor, intérprete, filósofo e tantas outras coisas, perfazendo 19 graus de nível superior. Waldemur foi meu pastor de 1982 a 1984. Em todo o tempo em que fui membro de Sumarezinho, a igreja nunca vivera um período mais próspero e belo do que sob sua direção. Waldemur, conquanto cultíssimo, era simples e imprimia simplicidade e informalidade nos cultos, ao ponto de tornar todos amigos de todos. Lecionou inglês para nós e nos trouxe o Discipulado Dinâmico. Anos dourados! Waldemur nos deixou em 1984 para dirigir uma casa-lar na ABECAR.  Como sou grato por ter sido ovelha de Waldemur!
Meu terceiro pastor: ANTONIO MENDES GONÇALES (1984-1985) - Um administrador nato. Ao chegar em Sumarezinho provocou mudanças profundas e radicais. Homem de visão arrojada, sonhava com um templo melhor centralizado. O seu exemplo de homem de Deus, brilhante expositor da Bíblia e denotado doutrinador jamais será esquecido por mim. Seu tempo em Sumarezinho foi curto, pois a Primeira Igreja Batista de Atibaia, SP, de onde ele viera, não suportou ficar sem ele. Obrigado, Pastor Mendes, por tudo que o senhor representou para mim!

Meu quarto pastor: ALBINO FAUSTINO (1985-1987) -Que coração! Que ternura! Hoje, jubilado na Igreja Batista em Vila Mirante, SP, continua sendo seu pregador oficial. Na época, quando cheguei, ele, pensando que minha ida para lá devia-se a questões financeiras, decidiu, junto com sua esposa, repartir ao meio o seu salário para custear-me na Faculdade Teológica. Emocionei-me diante de tal gesto de amor. Lá em Mirante eu cresci muito espiritualmente, sempre contando com seus sábios conselhos. Quando fui chamado para outra igreja, o Pr. Albino ficou sentido, mas entendeu que a Obra é de Deus e que o campo é o mundo. O Pr. Albino é um homem inesquecível!

Meu quinto pastor: RIVALDO VIEIRA BARRETO (1987-1989) - Um corajoso pastor, que já está na glória celestial, tendo partido em 2000. Conheceu-me no púlpito de sua igreja, quando preguei num congresso de jovens. Como ele tencionava ir com sua empresa para Natal, queria ter alguém à frente do trabalho e simpatizara comigo. Junto com 3 diáconos foi até o meu pastor convidar-me para ser "evangelista" da Igreja Batista de Vila Souza, SP, um cargo que entre nós quase não existe, mas que ele criou para poder levar-me. Lá eu pude ajudar a juventude, vivenciar a experiência de dirigir parcialmente um rebanho do Senhor. Mas sempre contei com o apoio dele nos dois anos que juntos estivemos. Sua simplicidade e seriedade imprimiram em mim e na Igreja Batista de Vila Souza um sentimento de respeito, amor e reconhecimento pelo maravilhoso homem de Deus que ele representou para todos nós. Obrigado, Senhor, por ter-me permitido estar debaixo da autoridade desse teu saudoso servo!

Meu sexto e último pastor: BONIFÁCIO FREIRE CAVALCANTI (1990) - Com a saída do Pastor Rivaldo o Pr. Bonifácio foi convidado para assumir o pastorado interino da mesma. Ele celebraria ceias, batismos e casamentos, e eu dirigiria a mesma durante o restante do mês e nas outras atividades. Passamos pouco tempo juntos, ele também um pastor jovem no ministério, apesar de já ser policial aposentado. Saiu de Vila Souza e foi a São José do Rio Preto, onde pastoreou uma igreja batista local. Contudo, jamais me esquecerei das nossas longas conversas amistosas, cristãs, momentos extremamente edificantes que pudemos desfrutar em Vila Souza. Eu o admiro muito. Obrigado. Pastor Bonifácio!

Senhor, obrigado pelos pastores que colocastes em meu caminho, homens segundo o Teu coração! Que eu sempre saiba ser grato a Ti por eles. Que eu saiba expressar o meu amor e reconhecimento por tudo o que fizeram por mim. Obrigado, Senhor!

Hebreus 13.7: "Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos falaram a palavra de Deus, c, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé."

Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco SP

(foto: pregando em Vila Souza, SP, no Natal de 1987, enquanto primeiroanista do seminário)

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