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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

memórias literárias - 497 - NA AGONIA DE UMA SÚPLICA

NA AGONIA
DE UMA
SÚPLICA
 

 
497
 
Quando a esperança desvanecer diante da realidade,
Quando a dor e a perda forem grandes e avassaladoras,
Quando a idade pesar nos ombros e trançar as pernas,
Quando os amigos desaparecerem como um conto
 
Creia! A vida não é uma grande fatalidade!
Creia! Ainda há palavras consoladoras!
Creia! O Senhor estende dos céus as mãos ternas!
Creia! Em Cristo há derradeiro conforto!
 
Se ainda há vida, há também a oportunidade,
Mesmo que pareça nada mais existir.
Se ainda há tempo, há a possibilidade
De sair, de erguer, de reagir!
 
Pois, se a canção tornou-se velha e decadente,
E a agenda transformou-se em saudade e solidão,
Há um Deus que não está dormente
E que não constrói o futuro na ilusão.
 
Ele, Rei dos reis e Senhor dos senhores,
Está nos céus, assentado no Seu trono,
Mas também está no peito dos sofredores
Que o amam e confiam nos Seus planos.
 
Ergue agora a cabeça e ora!
Abre os olhos agora e contempla!
Ergue as mãos agora e adora!
A felicidade futura é imensa!
 
Não há dor que não tenha fim,
Não há mal que não termine,
A história não acabará assim,
Sem que a semente germine!
 
"Não compreendes", diria Deus, ao pobre sofredor,
Que ergue aos céus a sua súplica dorida.
"Entenderás depois", declara com ternura o Senhor,
Que após a morte concederá a vida!
 
Há vitória! Há um prêmio! Há redenção!
Não sucumba às agruras e às quedas do caminho!
Em Cristo há paz, no Senhor há salvação!
Ele acolhe o sofredor como uma mãe ao pequenino!
 
É só um momento! Isto vai passar!
E a vida voltará a refulgir.
No instante em que a fé triunfar
Voltará a esperança do porvir!
 
E mais alto se erguerá do que as montanhas
A fé fugurante no coração do crente
E maior de todas as façanhas
Será a vida que durará eternamente!
 
Ao Pastor Saul José Ramalho Neto, nesta hora de sofrimento
pelo seu acidente motociclístico com sua esposa.
Wagner Antonio de Araújo

09/08/2017

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