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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

memórias literárias - 501 - COMPAIXÃO DIVINA - SÉRIE: CONSOLO NOS SALMOS No. 11

COMPAIXÃO
DIVINA

 
Série:
CONSOLO NOS SALMOS
No. 11


501
 

Olá! Aqui é o Pr. Wagner Antonio de Araújo. Nossas meditações estão focadas no livro dos Salmos, que foi o primeiro livro de cânticos do povo de Deus. Nele encontramos consolo para a nossa alma. E um dos mais preciosos confortos ali contidos está no verso 2 do Salmo 6: “Tem compaixão de mim, Senhor, porque eu me sinto debilitado”.
 
Um homem desempregado e que tem muitas bocas para alimentar, sente-se debilitado quando escuta: “Infelizmente já contratamos outra pessoa”. Uma mulher que faz um exame de mamografia e vê um diagnóstico de câncer sente-se debilitada, ao pensar nas crianças que tem para cuidar e na família que dela depende. Um noivo prestes a casar e que descobre a traição de sua futura esposa sente-se debilitado, à luz de todos os preparativos nos quais gastou grande parte dos seus recursos. Quanto sofrimento encontramos na vida! Em muitas cidades do país, nos dias de hoje, a violência traz a sensação de extrema debilidade, uma vez que não temos segurança em sair de casa ou em ficarmos ali, pois balas perdidas procuram vidas inocentes.
 
Debilidade significa fraqueza, abatimento. É a sensação de impotência ante as vicissitudes da vida. Num asilo para idosos aquele homem, antes tão forte e robusto, sente-se debilitado quando precisa de ajuda até para dirigir-se ao banheiro. Aquela mulher tão vivaz e decidida sente-se fraca e incapaz de seguir em frente, quando ouve do médico a informação de que o seu filho tem um mal letal e poucos meses de vida. A nossa história assemelha-se a dias de tempestade: do nada, em algum momento, o tempo fecha e a chuva cai, triscando raios e ribombando os seus trovões.
 
O autor do Salmo 6 também enfrentou lutas terríveis. Quando o velho Rei Saul buscava matá-lo, Davi sentiu-se incapaz de livrar-se por força própria. Posteriormente, ao reinar sobre Israel, Davi sentiu-se diminuto ante o poderio bélico dos reinos ao redor. Enfrentou lutas familiares intensas, morte e enfermidades. No entanto, em todo o tempo de vida, Davi sabia a quem clamar: ele buscava a Deus. E dEle pedia compaixão. Compaixão é ter piedade, é pedir ao outro para colocar-se no seu próprio lugar. Davi sabia que o único que poderia livrá-lo, auxiliá-lo e transformá-lo era Deus. Por isso pedia a Sua compaixão. “Tem compaixão de mim, Senhor”
 
Muitos que me ouvem atravessam grandes temporais na vida. Estão envelhecidos e não contam com a ajuda de ninguém; encontram-se enfermos e não têm recursos para o tratamento; vivem em locais de grande violência e não podem comprar ou alugar moradia em outro bairro ou cidade; estão desempregados e, devido à crise e à idade, não conseguem uma recolocação profissional. Não possuem pessoas que lhes auxiliem e são o arrimo de outras que de si dependem. Sem socorro e sem alternativa, desesperam-se.
 
Eu quero lhes apresentar Aquele que pode lhes socorrer: o Senhor! Ele tem compaixão, Ele tem recursos e novas esperanças! Ele pode enviar alternativas que não estão programadas! Buscá-Lo de todo o coração pode ser um divisor de águas para a alma sofredora! Jeremias, o profeta, registrou o que Deus lhe disse: “Clama a mim, e responder-te-ei; e anunciar-te-ei coisas grandes e novas, que não sabes!” (Jeremias 33.3). A solução impossível pode estar a um passo de si, quando, de todo o coração, clamar a Deus. Que Ele nos abençoe. Amém.
 
Wagner Antonio de Araújo
11/08/2017
 
(mensagem especialmente preparada para a EBAR - Escola Bíblica do Ar, à convite da irmã Ana Maria Suman Gomes). 


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